A POÉTICA DE
PEDRO ORLANDA
por EUDES DE SOUSA
Embora
possa parecer excepcional, a poética dos poetas cearenses continua um curso,
cujo desfechos se mantém por órbitas cada vez mais infinitas.
O Ceará é, sem dúvida, um Estado onde os
poetas proliferam tanto quanto as belezas naturais que o distinguem no panorama
nacional. Assim, seria inevitável a crítica, em suas opiniões, não se
entrecruzar com a obra poética de Pedro Orlanda, jovem poeta da cidade de Massapê que, do auxílio literário em que se circunscreve,
ingressa no caminho da poesia, como mais
um poeta.
Os
poemas de Pedro Orlanda oscilam entre a voz do eu-introspectivo e o pungente
grito intimista de alma dilacerada pelo confinamento do cotidiano sentimental,
como de pássaro que encarcerado resolve cantar até para os que vão passando.
È
sobre a obra deste escritor cearense da nova safra de poetas massapeenses,
debruço-me para resgatar um discurso literário a que dou o título de “A
poética de Pedro Orlanda’.
Se,
inapelavelmente, a poesia é substrato, de alma, de entranhas, de MAIS POESIAS
PARA OS SEUS DIAS, como tentaram explicar no decorrer dos séculos todos os
vates, encontro em Pedro Orlanda um certo desespero lírico, de quem procura, na
solidão regional de suas impressões, explica a vida.
Com uma biografia simples, de moço da cidade
de Massapê, que ama a sua terra, em alguns momentos parece temer a repressão
fatídica dos que se gastam em se libertar da palavra, dos que insistem em fazer
ouvir o
POR QUÊ?
Se
Uma
coisa
Tem
mil maneiras
Para
ser dita
Não é
mais fácil
Escolher
A
mais gentil
De se
dizer?
Eudes Sousa - Jornalista, historiador, crítico literário e Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes

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