sábado, 25 de abril de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO



CEARENSE, DOUTORA EM OCEANOGRAFIA, LANÇA LIVRO E FAZ PALESTRAS NA EUROPA

O mês de maio vai começar com momentos de festas. No dia 2 vamos celebrar o aniversário de um amigo de longas datas: Hairton Carvalho, de Bela Cruz.

 Estudou no Seminário de Sobral. Mais tarde, transformou-se num dos mais conceituados profissionais da publicidade no Ceará.


O mês de maio vai começar com momentos de festas. No dia 2 vamos celebrar o aniversário de um amigo de longas datas: Hairton Carvalho, de Bela Cruz.

 Estudou no Seminário de Sobral. Mais tarde, transformou-se num dos mais conceituados profissionais da publicidade no Ceará.

Hairton é músico, toca violão muito bem e é um bom poeta e cordelista. Tem um texto muito bom sobe os municípios cearenses que deveriam ser adotados nas escolas.

 Tão boa noticia quanto a do seu aniversário é o retorno a Fortaleza, depois de 30 anos no comando do grupo Verdes Mares, no Cariri, onde ficou até aposentar-se.

 Sua esposa Mayre Herculano Carvalho, logo ao chegar em Fortaleza foi aprovada numa seleção da APAE onde logo começou a trabalhar.

 Os filhos Aline, Psicóloga, e Saulo, médico, ficaram muito felizes por poderem ficar pertinho dos pais. E as netinhas, pulando de alegria.

 O Hairton será mais uma presença marcante nos eventuais encontros de Betanistas que costumam acontecer no Hotel Amuarama.

 No dia 5 de maio, o Professor, Odontólogo, Escritor e Coronel da PM, Dr. NONATO SOARES DE CASTRO assumirá a Cadeira Nº 23 da Academia Cearense de Letras e Jornalismo, patroneada pelo Jornalista Dorian Sampaio.

A proposta à academia foi feita pela Dra. Luciara de Aragão e Frota e pelo empresário Dorian Sampaio Filho. O evento será no Palácio da Luz, às 19 horas.

 Dr. Nonato, de quem recebi, pessoalmente, o convite, é autor de bons livros e possuidor de um estilo muito pessoal e muito atraente.

 Para relembrar: Nos famosos tempos dos Cursinhos, ao lado de Juarez Leitão, François Martins e outros, Dr. Nonato era um dos mais famosos professores, cujo passe era disputado em Fortaleza.

 

                                                                                                 O fato já aconteceu, mas, pela sua importância, vale a pena informar. A Professora e Doutora em Oceanografia HELENA GURGEL, cearense, filha do Jornalista e Professor Italo Gurgel e da Professora Tereza Neuma, fez sucesso em Barcelona.

 Foi convidada para proferir uma palestra e lançar seu livro intitulado  O DESPERTAR PARA  O ESG E SUAS DIMENSÕES-Como a Consciência Ambiental, Social e de Governança pode transformar o present e o futuro.

 Para compreender melhor fui ao Google e observei que há muitas coisas escritas sobre o pensamento da Dra. Helena Gurgel que, na familia, é, carinhosamente, chamada de Leninha.

 E encontrei muitas coisas. Chamaram-me atenção os comentários de seus diversos colegas sobre o trabalho e a convivencia com a Professora. É motivo de orgulho para o Ceará e para o Brasil.

 Hoje, a Professora Helena Gurgel está em portugal para lançar seu livro em algumas cidades, a convite de universidades portuguesas.  

 Relembrando a minha caminhada na Educação, testemunhei, em São Luis do Maranhão, a visita do então Governador do Ceará, Cézar Cals que foi conhecer a experiência da TV Educativa.

 À época eu estava na TVE do Maranhão, ocupando a função de Coordenador de Aperfeiçoamento Pedagógico. Tive a oportunidade de ministrar cursos de Dinâmica de Grupo para todos os técnicos e Professores daquela instituição.

 Pelos resultados ali alcançandos, fui logo convidado pelo secretário de Educação, Dr. José Maria Cabral Marques, para realizar o mesmo curso para Técnicos e Professores da TVE do Amazonas. Foi um mês em Manaus.

 A experiencia da TVE do Maranhão era extraordinária. Serviu de modelo para várias instituições. Pena que a ditadura não deixou continuar, como aconteceu com o Movimento de Educação de Base – MEB.

 Educação que conduzisse ao aprendizado e à formação cidadã não interessava aos poderosos da época. Poderíamos estar num estágio muito mais avançado.

 O trabalho de Alfabetização de Adultos, iniciado com o Método de Paulo Freire, em Angicos, no Rio Grande do Norte, também foi interrompido. Adulto alfabetizado não interessava.

 Ainda hoje, há muitos gestores que não dão valor à alfabetização de adultos em seus municípios. Na Serra da Ibiapaba, conforme os dados da ultima eleição: 30.340 são eleitores analfabetos.

 Carnaubal: 1.251; Croatá: 2.952; Ibiapina: 1.086; Ipu: 5.062; Guaraciaba do Norte: 6.024; São Benedito 3.113; Tianguá: 5.441; Ubajara 3.788; Viçosa do Ceará: 4.436         

 Recebi da Professora Patrícia Helena, da UFC, uma proposta de abaixo assinado para criação da TERRABRAS para proteger as riquezas do subsolo nacional. Estou compartilhando.

 O Brasil possui algumas das maiores reservas de terras raras do mundo. Temos um grande potencial para nos tornarmos um importante ator no mercado global de terras raras. 

 O deputado federal, Pedro Uczai, do PT, apresentou o Projeto de Lei 1754/2026, que busca proteger as riquezas estratégicas do país e cria a Terrabrasempresa pública destinada a gerir minerais críticos e estratégicos e garantir a soberania nacional sobre esses recursos.

 Acabei de assinar um manifesto em apoio à criação da Terrabras – Empresa Estatal de Terras Raras. Assine você também: https://mautic.revistaforum.com.br/abaixo-assinado/terrabras

 “Uma coisa precisamos entender: estamos caminhando para uma sociedade onde o valor do ser humano é cada vez mais medido pelo que ele apresenta, não pelo que ele é de verdade.

Muitos ganham pouco, mas se mostram como quem ganha muito, não por grandeza, mas por carência de reconhecimento.

O problema não é o iPhone, o carro comprado em várias prestações para essa gente viver essa ilusão define seu status e poder

Quando a aparência passa a valer mais que o caráter, a sociedade perde profundidade e ganha apenas espetáculo passageiro.”  (antoniodoradio







 

O COMENTARIO DA SEMANA

 


QUAL O PRAZER DE QUEM  PROMOVE A GUERRA? MATAR?

Desde o início desta semana, o Papa Leão XIV tem-se dirigido ‘à maioria silenciosa que opta pela paz’, convocando ao compromisso comum contra a “loucura da guerra”, os bilhões de pessoas em todo o mundo, que não se rendem â idolatria do dinheiro e do poder neste momento dramático da história.

                                 Como os “homens do poder” têm pressa em deflagrar a guerra, devemos ter a mesma pressa em impedi-la, na busca da paz, com a nossa união e oração, construindo-a, dia após dia. Daí o seu convite â oração para implorar pelo fim das guerras em curso. É o poder da oração contra o poder da guerra.

                                 Aliás, há um provérbio latino, bem antigo, assumido ainda hoje, pelos que comandam as guerras: “si vis pacem, para bellum”. (Se queres a paz, pre-para a guerra). Daí, a palavra “parabelo” ou “parabélum”=“pistola” ou “revólver”.

                                 Há tanto tempo, Dom Helder perguntava, em sua Sinfonia dos Dois Mundos: “quem vai ganhar”? Leão XIV tem pressa nesta resposta. O limite é até hoje: 25 de Abril - Festa de São Marcos.

                                 Marcos não era um dos apóstolos de Jesus. Segundo a tradição, havia posto sua casa à disposição dos primeiros cristãos e acompanhou o apóstolo Paulo em sua primeira viagem missionária. Era um verdadeiro conciliador. Mas se desentenderam e passou a acompanhar Pedro, ajudando-o durante sua prisão em Roma, mesmo que depois tenha retornado à companhia de Paulo, como se lê em Atos, 12,25 e II Tim, 4,11.

                                 Enquanto muitos usam “o Santo nome de Deus em vão” e pretendem “recrutá-Lo” para o seu lado, oferecendo justificativas religiosas para matarem inocentes, o Papa Leão está apelando para a esmagadora maioria de pessoas que, em todo o mundo, querem a paz, acreditam na paz, rezam pala paz e a constroem dia após dia. Sua Santidade nos está convocando a realizar uma Vigília de Oração para implorar pelo “fim de tantas guerras”.

                                 No dia 07 de Abril, por exemplo, na terça feira, da Semana da Oitava da Páscoa, em Castel Gandolfo, diante da ameaça de aniquilar a civilização Iraniana, anunciada nas redes sociais pelo Presidente do seu país de origem, os EEUU, o Santo Padre convidou os seus conterrâneos a entrar em contato com os membros do Congresso Americano para pedir Paz e impedir o ataque maciço contra as infraestruturas do Irã.

                                 No dia 11 de Abril, ao completar 63 anos da Encíclica ‘Pacem in Terris de João XXIII, esse mesmo apelo tornou-se universal e dirigiu-se aos milhões de homens e de mulheres, de idosos e de jovens que hoje acreditam na paz e que cuidam das feridas e reparam os danos deixados pela loucura da guerra. O Papa Leão ainda pede que se ouça, em particular, a voz das crianças que viram seus coetâneos morrerem sob as bombas em Gaza, no Irã, na Ucrânia e em outras partes do mundo.

                                 No dia 12 de Abril, Domingo da Misericórdia, uma Semana depois da Páscoa Cristã, dia da celebração ecumênica com as Igrejas Orientais, memória da vitória pacífica do Príncipe da Paz, o Bispo de Roma, o Papa Leão apostou na esperança e na oração de uma maioria silenciosa, pra enfrentar o momento dramático da história que a humanidade está vivendo.

                                 Sua Santidade pediu que se unam as invocações de tantos, às “infinitas possibilidades de Deus”, para tentar quebrar o que define como uma “cadeia demoníaca do mal”. Tais palavras do Papa – que fez da paz o traço saliente do seu magistério – são claras, tanto ao identificar a raiz, essencialmente diabólica da guerra, quanto ao rejeitar qualquer reedição do “Deus está conosco”. Não!            Deus não pode estar com quem massacra civis. Deus está com quem sofre, com quem morre sob os escombros. Pelo que se pode observar, o Papa não está, nada satisfeito com o desgoverno de Trump.

                                 A propósito, revendo meus Comentários da Semana, arquivados em meu computador, encontrei no dia 18 de Janeiro de 2025, dois dias antes da 2ª posse de Trump, como presidente dos EEUU, em que eu dizia: “neste final e início de semana, a Imprensa Internacional e até, a Nacional está dando muito destaque à posse do Governo Americano, pela 2ª vez, ocupando a Casa Branca, o Sr. Donald Trump, nesta 2ª feira, dia 20/01”.

                                 Vali-me da opinião de um colega da Tchecoslováquia, Pe. Tomás Halik, professor de sociologia, em sua terra natal, meu colega em Roma, para me dar mais segurança no comentário que eu pretendia fazer. Perguntei-lhe sobre o Papa Francisco e sobre Donald Trump. De pronto, ele me atendeu: “o Papa Francisco é um grande profeta do nosso tempo; um dos maiores Papas da História da Igreja. Ninguém está fazendo mais para construir pontes entre culturas do que o Papa Francisco. Sua Encíclica Fratelli Tutti poderia desempe-nhar um papel no século XXI, semelhante ao desempenhado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos no século XX”.

                                 E continuou: “a vitória do populista amoral, Donald Trump, uma persona-lidade caótica e imatura é uma tragédia não só para a América, mas para o mundo inteiro. Aqueles que não conseguem aceitar a derrota e são incapazes de autorreflexão crítica, que não respeitam as regras democráticas e a cultura da lei não merecem vencer e governar. Quando o povo da Europa assiste às cenas narcisistas de Donald Trump – cujos gestos e expressões faciais lembram muito Benito Mussolini – suas vulgaridades, suas mentiras notórias e suas frases vazias, eles riem alto. Não sei se os eleitores de Trump percebem que o mundo não levará a América a sério com tal presidente”... Seguiu ainda o Padre Halik e nós todos estamos confirmando seu pronunciamento à época.

                                 Gostaria de encerrar o meu Comentário desta Semana, repetindo mais algumas expressões de Leão XIV: “a oração é uma barreira contra esse delírio de onipotência que se torna cada vez mais imprevisível e agressivo”. “Quem reza tem consciência de seus limites e não mata nem ameaça”. “É o exato oposto daquele que faz de si mesmo e do próprio poder, o ídolo mudo, cego e surdo, ao qual sacrifica todos os valores e, diante do qual, pretende que o mundo inteiro se ajoelhe”.

                                 Ainda acrescenta o Santo Padre: “seria um erro considerar este apelo urgente à oração, como uma fuga para o espiritualismo”. E depois de mencionar a responsabilidade de cada um em construir, em todos os lugares, a paz, o encontro e a amizade, Sua Santidade “convida a acreditar no amor, na moderação e na boa política. Uma política que não considerando inadequadas as palavras ‘diálogo e negociação’, busque, finalmente a trégua e, em seguida, acordos duradouros de paz”. E na sua bênção “Urbi et Orbi” na ocasião do “Regina Coeli”, do dia 12/04, ainda sinalizou que,” diante da necessidade que o mundo tem de paz, isso compromete os cristãos a serem assíduos e fiéis ao encontro Eucarístico com o Ressuscitado, para daí partirem como testemunhas da caridade e portadores da reconciliação”. Associo-me às angústias de S.S., continuo a admirá-lo, defendê-lo e conhecê-lo melhor, participando de sua Vigília de Oração para implorar pelo fim de tantas guerras, sempre usando este espaço, concedido pelo Leunam, organizador deste blog, a quem sou grato, por este instrumento de comunicação onde posso ser Professor com prazer.

BORDADOS PEDAGÓGICOS
 DA PROFESSORA NAZARÉ ANTERO



sábado, 18 de abril de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

 NOVO CIDADÃO CEARENSE NASCIDO NA DITADURA

EDIÇÃO DE 18 DE ABRIL

Ontem, pela manhã, no plenário da Assembleia Legislativa do Ceará, aconteceu a entrega do Titulo de Cidadão Cearense ao Dr. Marcelo Uchoa. Surpresa?

Os pais são cearenses, mas Marcelo Nasceu no rio de Janeiro porque eles estavam presos, perseguidos pela ditadura, pela liderança que exerciam no movimento estudantil.

O evento contou com a presença de várias autoridades e amigos ligados ao homenageado e sua família. A solenidade foi presidida pelo proponente do titulo Deputado Renato Roseno, subscrito pela deputada Larissa Gaspar.

Na composição da mesa: Marcelo Uchoa, Dra. Cristiane Leitão, da OAB, Mario Albuquerque, da Comissão Nacional de Anistia, Dr. João Alfredo Telles, Superintendente do IDACE, Rafael Santos, da UFC e Dr. MarTônio Mont’Alverne, Procurador do Município de Fortaleza.

Os discursos deram enfoque na luta permanente pela democracia que esteve na história de todos os presentes ao evento. Foi um momento de renovação de compromissos com o país, evitando-se, de todo modo, o retorno ao fascismo ameaçador.

Falaram: dr. Renato Roseno, dra. Cristiane Leitão, Dr. Martônio Mont´Alverne, Deputada Larissa Gastar, Dr. Inocêncio Uchoa e, finalmente, Marcelo Uchoa.

Dr. Marcelo Uchoa encerrou suas palavras cantando trechos da música TERRA, De Ednardo, com ênfase nos versos:

Eu tenho a mão que aperreia
Tenho o sol e areia
Sou da América, sul da América
South America

Eu sou a nata do lixo
Sou do luxo da aldeia
Eu sou do Ceará

Ao final, após os aplausos e comprimentos ao homenageado e aos idealizadores do evento, foi servido um coquetel aos presentes. 

Parece que a secretaria dos Direitos Humanos, Comissão de Anistia e Associação 64/68 não souberam do evento

A Banda de Música da Policia Militar interpretou os hinos Nacional, no início, e do Ceará, no encerramento.

E à noite, amigos se reuniram na praça do Mercado dos Pinhões para celebrar os 84 anos do Antero, por convite de sua companheira Nazaré.

E hoje, muito cedo recebemos os seus agradecimentos pela presença. O Antero é Professor no Instituto Tecnológico, em Aracoiaba para onde vai e vem, semanalmente. E gosta muito do que faz.

Pelo testemunho da Nazaré, ele se prepara, cuidadosamente, para cada jornada de trabalho. Em compensação, tem recebido muito carinho de todos os seus alunos e alunas.

Tal como o casal Ângela e Inocêncio Uchoa, Nazaré e Antero tem um filho que nasceu enquanto os pais eram perseguidos pela ditadura.

Estes fatos servem para comprovar para os pseudoincrédulos que a ditadura, de fato existiu, perseguiu, torturou e matou muita gente que queria democracia.

 
                  

Então devemos estar muito atentos para evitar que voltemos a ter regime ditatorial que só pensa nos interesses pessoais dos comandos oportunistas.

Com a indicação do deputado José Guimarães para o Ministério de Articulação Política, Inácio Arruda voltou a assumir a cadeira na Câmara Federal.

É mais um reforço para o Governo Federal, visto que Inácio Arruda, do PCdoB, tem sido um grande aliado do Presidente Lula.

A propósito, com a aproximação das eleições devemos estar atentos aos que se apresentam como candidatos, principalmente, observar o que fazem os portadores de mandatos parlamentares.

Há muitos que pouco comparecem às reuniões em Brasília e quando o fazem, assumem posições contra os interesses dos trabalhadores. Só atendem aos seus patrões.

Com a proposta de mudar do sistema de seis dias de trabalho com apenas um de folga, muitos deputados direitistas já se manifestam contra os trabalhadores. Preferem escravos. Embora, eles mesmos não trabalhem como devem.

O radialista José Carlos Magdalena, da rádio EP FM de Araraquara (SP), afiliada da Globo, proferiu ofensas graves contra a Bíblia Sagrada e a religião cristã durante um programa ao vivo no início de abril de 2026. 

 Ofensas: O comunicador chamou a Bíblia de "livrinho idiota" e "bosta", além de afirmar que "a religião é um demônio que infelizmente está no meio social" e que "a Bíblia está errada". A publicação é o DCM – Diário do Centro do Mundo.

Já imaginaram o quanto uma pessoa pode chegar com um microfone de rádio ao seu alcance? O Presidente Trump acha-se no direito de censurar o Papa. Aparece em foto, como seu fosse Deus.

O chefe de importante órgão nos Estados Unidos já denunciou que o Presidente não tem mais as condições psicológicas de comandar o país. Equipamentos bélicos nas mãos de loucos podem acabar o mundo.


                BORDADOS PEDAGÓGICOS DA PROFa. NAZARÉ ANTERO




O COMENTARIO DA SEMANA

 


Amanhã, DIA DO ÍNDIO.

O QUE SABEMOS SOBRE ESTA POPULAÇÃO?

           

  Pelo Decreto-Lei Nº 5.540/1943, o Presidente Getúlio Vargas decretou o dia 19 de abril, amanhã, portanto, como o Dia do Índio, em reconhecimento à presença de Indígenas, entre nós, desde a chegada de Cabral.

            Quero aproveitar esta data para discorrer um pouco mais sobre o seu significado, porque o Presidente Brasileiro não se estaria referindo à nossa curta História de conhecimento dos indígenas (a partir de nossos invasores portugueses, seguidos por outros inúmeros “piratas”), mas à longeva presença de “índios, primatas, selvagens” etc. pelo mundo, desde que o Homem existe.

             Aqui nas Américas (do Norte, Central e Sul-americanas) os livros didáticos assinalam, respectivamente, 1492 (o italiano, genovês, Cristóvão Colombo) e 1500 (o português, de Belmonte, Pedro Álvares Cabral), encontraram diferentes tribos indígenas. Isto não significa que elas iniciaram quando os “Invasores” chegaram. Fazia um longo tempo que elas aqui já habitavam. Eram nativas pelas Américas.

            Vou dar uns 04 exemplos (entre inúmeros existentes) para fundamentar o que estou dizendo e o que, mais adiante, quero aprofundar.

            Na América do Norte, Colombo se deparou com os índios Peles Vermelhas que lá já se encontravam de 12 a 15 mil anos.

            No México, Guatemala, Honduras, Belize e El Salvador já estavam os Maias com suas aldeias agrícolas, por volta de 02 mil anos a. C.

            No Vale do México (região central onde hoje está a Capital (Cidade do México) estavam os Astecas desde o século 12/13. O genovês só chegou no fim do século 15.

            Na Cordilheira dos Andes, no Sul da Colômbia, na região do Cuzco-Peru e por onde se foi firmando a Argentina, o Equador e a Bolívia se espalhavam os Incas.

            No Brasil, meus leitores devem conhecer todas as inúmeras famílias indígenas, da invasão à atualidade. Destaco uma, como fiz com os demais “invadidos”: o Tupi – Guarani, que já estava aqui e continua, há cerca de 2.500 anos. É uma longa, dura e sofrida história que se vai arrastando e causando grande tristeza aos ‘conscientes’.

            Todos estes citados formam uma pequena parcela das milhares de famílias de selvagens que têm sua sabedoria, sua cultura, seu folclore, sua história que somente os sábios e pessoas esclarecidas alcançam. Eles tinham e têm uma sabedoria, que, até hoje, os fazem conhecidos, pelo mundo afora, negociando o que eles produzem no artesanato, nas criatividades, nas pequenas lembranças que vão oferecendo ao povo. Encontram no tucum, nas cascas de coco, na madeira trabalhada, transformada em brincos, em anéis, em pulseiras, em vestimentas de couro, em apitos imitando a voz das aves, eles vão mostrando a beleza da arte que eles são capazes de produzir.

            Todos nós conhecemos esta herança indígena, herdada pelos brasileiros criativos, espalhados por todo o país, em cada região, pelo artesanato que oferecem.

            Eu dizia no meu Comentário da Semana passada que, “por onde andei e, graças a Deus, andei muito” vi coisas maravilhosas, admirei a arte de todos os lugares que passei, vi feiras de artesanato dos países sul-americanos, inclusive daqui do Ceará, de Pernambuco, onde vivi por 40 anos, e nunca me escandalizei, nem disse que tal arte, tal brinco ou anelzinho de tucum, ou outras belezas artesanais eram coisa do diabo, ou de comunista que é o comentário mais estúpido que alguém possa fazer.

            Foi algo muito comum nestes meus 85 anos de vida e 57 de Padre, encontrar Bispos e Padres, dentro e fora do Brasil, usando cruz peitoral, anelzinho de tucum, feitos, artesanalmente, a preço módico, não por luxo, mas para ajudar aos irmãozinhos indígenas a manterem suas obras sociais ou para a própria sobrevivência.

            A propósito, estou convivendo em Bela Cruz, com dois excelentes sacerdotes: o Pároco, Padre Eudes Cruz e seu Vigário Paroquial, Padre Lucas Monteiro. Ao Padre Eudes foi perguntado se ele era da Teologia da Libertação. Ele respondeu que era “Padre, pé no chão”. Com o Padre Lucas, estão preocupados porque ele usa um anelzinho de tucum e dizem que “isto é coisa de comunista”. E eu fico pensando!  

            É aqui que vai a promessa ali de cima, de aprofundamento desta reflexão. Eu   

tive o privilégio de morar em Amaraji, na zona da cana, em Pernambuco.

            À época, numa propriedade de 20 mil hectares, trabalhavam no corte da cana, à foice, cerca de 20 mil homens. Era tudo feito à mão. No fim da semana, na tarde do sábado, todos recebiam seu salário, pago em “vale” a ser descontado no comércio ou na farmácia do patrão e, se houvesse algum troco, recebiam também em “vale”. O coitado não pegava em dinheiro para comprar o que quisesse, onde encontrasse mais barato. O dinheiro ficava retido para aumentar mais o lucro do homem que já era rico.

            Imediatamente, quando saí de Amaraji, retornei a Roma para prosseguir com estudos de Religiosidade Popular e Comunicação Social, lá iniciados. Numa das minhas visitas ao Museu do Vaticano, que eu já conhecia - na Sala dos quase 200 Crucifixos, representando as várias figuras de Jesus Cristo, simbolizando as várias culturas do Mundo (Africana, Asiática, Europeia, Oriental) - encontrei um “Crucificado, recentemente, chegado”, representando o “Homem do Corte de Cana” de Pernambuco, que mexeu muito comigo: era um plantio imenso de cana, como os que eu vira em Amaraji, com um Homem-morto, deitado de braços abertos em cima da cana, amassada ou destruída até o chão, representando o “Cristo Crucificado” de hoje.

            Não sei porque há pessoas que não se tocam com um quadro desses. Dizem que é ideia de “comunista” para se dispensarem de uma reflexão mais cristã. Eu me impressionei com os “Cristos Crucificados” representativos das várias culturas do mundo. Por que não me impressionar com o “Cristo Crucificado” que eu conhecia ser autêntico, derramando Seu Sangue daquela maneira? Seria menor do que o sangue derramado pelo próprio Cristo?

            Aí, eu pergunto: é comunista o Padre que usa um anelzinho de tucum, para ajudar a um Indiozinho Inca, do Peru; ou Maia da Guatemala; ou Asteca do México; ou a um conterrâneo nosso Tupi-Guarani da Amazônia?

            Seria comunismo do Vaticano receber crucifixos de todas as culturas do mundo e rejeitar a representação da fé do artista que retratou o Cristo Crucificado, de maneira tão cruel como a crucificação de Jesus, porque a arte retratada ‘é comunista’?

            Para quem não sabe, não entende, não gosta de ouvir falar, discorda do Padre que faz tal análise e faz tal comparação, lembre-se ao menos do que, acertadamente, disse o nosso creditado e insuspeito Padre Eudes: “eu sou Padre pé no chão”.

            Para quem não concorda com a minha reflexão, nem com a sábia máxima do Padre Eudes, nem com o “anel de tucum” do Padre Lucas, veja se digere as propostas dadas para as escolas e seu “alunado”, composto de crianças e de jovens, para “conhecerem as diferentes práticas culturais das etnias indígenas” e “valorizarem os índios, para que recebam o seu devido valor e não sejam vítimas de preconceito”.

            Acrescente-se a isso, “algumas dicas do que fazer com os alunos, amanhã, no Dia dos Povos Indígenas”:

            - Fazer colares indígenas:

            - Trabalhar com argila e fazer vasilhas e outros utensílios, pintando-os com motivos indígenas:

            - Incentivar o ‘desenho’ dos alunos sobre o que conhecem da Cultura Indígena;

            - Relembrar palavras de origem indígena;

            - Contar lendas de diversas tribos do Brasil;

            -Promover debates e reflexões sobre a situação dos povos indígenas, atualmente, no Brasil;

            - Cantar músicas indígenas ou alusivas ao Dia dos Povos indígenas;

            - Pintar desenhos alusivos ao dia.

            Agora, eu digo como Jesus: “tenho pena deste povo” Mt. 9,35. Não sabe o que sugere para o Dia do Índio. Não sabe que foi Jesus quem instituiu “comunidade, bem comum, comunhão”. Daí a origem de “comunismo”. Provêm de “koinonia”. Nem foi o Manifesto Comunista de Marx, 1848, nem a Revolução Russa, 1917. Isto é muito recente para substituir o que Jesus já havia criado. É um bom tema a ser aprofundado.





sábado, 11 de abril de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 


Ação vergonhosa:

DEPUTADO JOGA LIXO NA PORTA DA PREFEITURA DA CAPITAL!

EDIÇÃO DE 11.04.26

Uma nova Faculdade está sendo implantada na região norte. É a FaCruz, na cidade de Cruz. Inicialmente, com dois cursos importantes: Direito e Enfermagem.

 A informação me foi passada pelo Professor Neto Muniz de quem tive o privilégio de ser professor, no curso de Letras da UVA, em Sobral.

 Pelo entusiasmo e dedicação do caro amigo, com certeza serão cursos realizados, de forma presencial, com muita seriedade. 

 Desde já o grupo gestor da FaCruz, está pensando na preparação de seus Professores. E isto fará uma grande diferença.

 Há instituições que apenas convidam os professores e lhes indicam as salas em que vão lecionar. Não há preocupação sequer em ter o planejamento da disciplina.

 A preparação dos Professores, com orientações sobre a Metodologia, é fundamental e indispensável.  É preciso um método que valorize a participação dos alunos.

 Recebi da Professora Patrícia Holanda, da UFC, um convite para a palestra do Prof. Robson Alves de Oliveira, intitulada “Mapeamento das experiências educacionais vinculadas à militância libertária em Fortaleza (1900–1940)”.

 E lá estive na última quarta-feira, dia 8 de abril, às 15h30 na Faculdade de Educação. A exposição e a metodologia de pesquisa adotada pelo expositor despertaram muita atenção.

 

Presentes vários estudantes de Pós-Graduação e mais a Professoras Pós Doutoras Lis de Maria Martins Torres, natural de Hidrolândia, e Patrícia Holanda, de Fortaleza.

 Paradoxalmente, com a melhoria dos recursos tecnológicos de comunicação, ficou mais difícil ser atendido num órgão público e mesmo privado.

 Se não tivermos o número do celular de alguém que trabalhe no órgão procurado, ninguém se comunica. Antigamente, tudo estava nas listas telefônicas que sumiram.

 Se não temos mais as listas, devia ser obrigatória a Publicação dos números de Telefones no Google ou em na Claro, Tim, e demais prestadores deste serviço.

 É necessária uma renovação geral dos parlamentares das Assembleias, Câmara Federal e Senado. Precisamos ter mais representantes dos trabalhadores.

 Os empresários e os representantes da classe rica já são muitos e não defendem os interesses dos trabalhadores. Felizmente, há alguns que se sensibilizam mais.

 Enquanto o Presidente Lula pretende diminuir a jornada de trabalho para proporcionar melhoria de vida ao trabalhador, a direita que aumentar para 12 horas/dia.

 Assim já divulgou o senhor Rogério Marinho, futuro Coordenador da campanha do senhor Flávio Bolsonaro que nunca teve uma Carteira de Trabalho assinada.

 Quem nunca trabalhou não sabe o que são os direitos e as obrigações de quem tem uma Carteira de Trabalho assinada.

 Recomendo a leitura do texto OS RATOS, de autoria do famoso Advogado Criminal e Escritor maranhense Alan Paiva, filho do radialista sobralense Aloisio Paiva.

  Dia 13, mais uma comemoração na família. Vamos celebrar, os 80 anos da Neiva. Casada com Wilson Diógenes. Mãe de Cinthya e Wilson Júnior. Sogra de Alejandro Esteche.

 Neiva e Wilson são avós de Beatriz, concludente do Curso de Medicina, Fernanda, pré-universitária e Lucas Paiva Diógenes.


 Como se justifica que um jovem deputado federal que já foi candidato a prefeito de Fortaleza, junta vários sacos de lixo e os deposita na porta da Prefeitura da capital?

 Seria esta a sua forma de comemorar os 300 anos de Fortaleza? De muito mal gosto e mostra que cuidados teria se tivesse sido eleito. Será que, assim, merece reeleição?

 A atitude do deputado teve péssima repercussão nacional. O que dirão os nossos turistas? Merece uma punição proporcional ao desrespeito à nossa capital.

 Quem aplaudirá o deputado (?) André Fernandes pelo ato? Sua história já é conturbada, e agora com esta manifestação contra Fortaleza... Não há justificativa.

 

                                                   OS RATOS

                                                                                                    Alan Paiva*

       Naquela cidade do interior, todos foram surpreendidos com a notícia de que a cadeia pública havia sido interditada pelo novo juiz. Para onde irão os presos? Os criminosos serão soltos? Quem nos protegerá daqueles homens maus? A criminalidade vai correr solta nas ruas? Eram essas as perguntas que os moradores repetiam apreensivos em todos os lugares.

      Após uma visita à prisão, o jovem magistrado concluiu que não poderia enviar ninguém para aquele ambiente sujo e fétido, com vinte homens aglomerados em celas construídas para cinco, nas quais não havia sequer um banheiro. Eles usavam buracos abertos no chão e tomavam banho em torneiras enferrujadas. Dormiam no piso infestado de baratas e por toda parte era possível ver ratos cujo tamanho assustava até mesmo os guardas da prisão.

      Antes de deixar o local, tendo constatado a situação e o sofrimento dos homens ali confinados, viu um velho deitado numa cela cuja calvície lembrou seu pai já falecido. Um funcionário informou que ele fora mordido pelos ratos durante a noite e aguardava atendimento médico. O juiz determinou a sua imediata transferência para um hospital e, não suportando mais o cheiro e as condições da cadeia, saiu dali o mais rápido que pôde.

       A degradação do ambiente prisional causou náuseas no juiz que se lembrou das palavras de um velho professor da faculdade de direito. Ele dizia que todo juiz deve conhecer uma prisão para que veja o inferno para onde enviará as pessoas. Afinal, ele é responsável por cada ser humano que entra ali sem saber se sairá vivo ou morto.

       No dia seguinte, a sua primeira providência ao chegar no gabinete foi determinar a interdição da cadeia pública. A partir daquele momento, ninguém mais entrava no prédio. Os presos seriam removidos para outros estabelecimentos ou ficariam em prisão domiciliar até que o poder público realizasse a reforma necessária.

       Essa medida fez com que os habitantes organizassem uma passeata de protesto, que contou com o apoio dos religiosos e cidadãos de bem. Todos se uniram para evitar aquela tragédia sem precedentes. Em pouco tempo, políticos e empresários bateram às portas do Tribunal de Justiça contra a decisão do juiz que colocava em risco a segurança da população.

       Não demorou muito para que a decisão fosse revogada para a alegria dos moradores da cidade que agora poderiam dormir aliviados. Os presos não foram transferidos e os doentes mordidos pelos ratos tiveram que retornar para as celas imundas, onde o seu estado certamente se agravaria. Nada foi dito sobre as condições precárias da prisão e tudo voltou a ser como era antes.

       Numa certa manhã, os funcionários ouviram um barulho ensurdecedor vindo do interior da prisão. Quando foram ver o que estava acontecendo, descobriram que os presos tinham sumido misteriosamente. Nas celas havia somente ratos, uma quantidade enorme deles no lugar dos homens encarcerados. A notícia logo se espalhou pela cidade e todos ficaram espantados e incrédulos diante daquela ocorrência inusitada.

       Ao ser informado sobre a fuga em massa, pois se acreditava que os presos haviam fugido durante a noite, o magistrado correu para a cadeia pública. Então pôde ver os ratos enormes ocupando as celas e os corredores da prisão. Nesse instante, notou que as portas de ferro continuavam trancadas pelo lado de fora com os pesados cadeados e pensou que não havia como eles terem fugido.

       De repente, os bichos começaram a atacar os guardas e as autoridades presentes, que tiveram que deixar o prédio correndo. Só não atacavam o juiz, por mais estranho que isso possa parecer.

       O prefeito deu a ordem para que os ratos fossem incinerados imediatamente. Ao saber disso, o juiz quis acompanhar de perto aquela operação de extermínio que aconteceria de manhã cedo. Ele tinha ficado acordado a noite inteira intrigado com o estranho acontecimento.

       Na hora marcada, havia muita gente diante do prédio à espera dos bombeiros. Daí a pouco, enquanto o fogo consumia os bichos, todos ouviram os gritos terríveis de dor e desespero que saíam da prisão. Perceberam com assombro que eram gritos de homens e não de ratos.

 *ALAN PAIVA é advogado criminal e escritor, em São Luís do Maranhão

E mail: leunamgomes123@gmail.com



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