sexta-feira, 19 de junho de 2026

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Sempre que iniciamos o Mês de junho, vêm-nos logo á mente, reflexões sobre o folclore, as festas animadas com fogueira, milho assado, forró e

as famosas e tradicionais Festas Juninas. Tradicionais Cidades Sertanejas vão se candidatand

o logo ao troféu de Capital do Forró e a disputa é aguerrida na conquista do título: Campina Grande, na Paraíba; Caruaru, em Pernambuco; Mossoró, no Rio Grande do Norte; São Luís, no Maranhão e até Maracanaú, no Ceará vão às competições que se prolongam aquém e além do mês junino.

 O que dissemos dia 13 sobre S. Antônio, queremos repetir sobre São João e, mais tarde, sobre São Pedro porque, tais santos capitaniam todas as festividades folclóricas por todo o Nordeste e pelo Brasil afora.

Festa de São João já é sinônimo de Festa Junina. E o folclore, a sabedoria popular, as danças populares e folguedos do povo e sua criatividade funcionam até amanhecer o dia. Mesmo que São João ou os Santos: Pedro e Paulo não nos tenham deixado tradição folclórica, ou Santo Antônio nada tenha a ver com casamento, a criatividade popular e a animação própria do povo, criaram o mito que não se apaga de nossas mentes.

 Quisemos juntar logo à reflexão sobre Santo Antônio, a homenagem – neste sábado, 20 - a São João, outro grande santo junino, festejado pelo nosso folclore sertanejo, nesta quarta feira, 24 de junho, dia do seu nascimento.

Sua mensagem nos chegou pelo seu modo de ser, de falar, de vestir, de se apresentar ao público e, sobretudo de tomar posição ética e política diante do adultério do Rei Herodes.  

De sua infância, nada se sabe. Só aparece aos 30 anos, chamando muito, a atenção de todos, pela vestimenta de couro de camelo, pelo alimento de gafanhoto com mel, e por percorrer toda a região do Jordão, pregando um batismo de arrependimento para remissão dos pecados.

Falava, comunicava ou transmitia uma mensagem, dizendo que depois dele viria alguém muito mais poderoso, de quem não era digno de lhe desatar a correia das sandálias. Era, realmente, a voz que clamava no deserto.

Pelas respostas que João dava a seus interlocutores, a vinda de Jesus traria também uma mensagem política, ética e justa, com fortes implicações sociais: quem tem duas túnicas, dê uma a quem não tem, e quem tem o que comer, faça o mesmo. Não exijais mais do que vos foi ordenado. Não pratiqueis a violência, nem roubeis a ninguém. Contentai-vos com o vosso salário. Raça de víboras. Fazei penitência, pois está próximo o reino de Deus. 

Assim como ele enfrentou o próprio Rei, reclamando de seu comportamento moral e foi levado à prisão, assim também devemos ter coragem de reclamar pelo erro de quem quer que seja, visando uma mudança na comunidade. Muitas pessoas têm medo de imitá-lo e até, metem medo em quem tem coragem de denunciar injustiças, falcatruas e outros erros. Ele saiu na frente. Era realmente “o precursor”. Perguntavam até se ele não era o Cristo. Ele dizia que não, mas queria que Cristo crescesse e ele diminuísse.

Jesus ouviu dizer que João fora preso devido sua ousadia em denunciar o adultério do Rei. Saiu então de Nazaré e foi pra Cafarnaum, onde começou a pregar, usando o mesmo linguajar de J. Batista: “fazei penitência, pois o reino de Deus está próximo”. E mais um elogio do maior comunicador do mundo: “entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista”.

Ao falarmos sobre S. Antônio, 12 séculos depois de J. Batista relevamos a sua coragem ao denunciar o pecado, defender o pobre e punir o rico.

Com João, muito antes, o esquema já era o mesmo. Releiam as citações acima. Desde o começo, foi “este” o modelo deixado por Jesus. Foi Jesus quem mudou, ou fomos nós, seus seguidores, que perdemos o foco?

São João é tão único em seu modo litúrgico de celebrar, que temos uma data para o seu nascimento (24/06) e uma data para a sua morte (29/08).

Por que se dá tanto valor ao folclore, inventado por nós, e não valorizamos o significado divino que têm essas festas e outras de nosso ritual?

A festa de São João Batista deveria ser uma preparação para o advento de Jesus, pois até as circunstancias relatadas no Novo Testamento são também milagrosas. Senão, vejamos: o único relato bíblico sobre o nascimento do Profeta está no Evangelho de Lucas. Os pais de João, Zacarias, sacerdote judeu, e Isabel não tinham filhos e já haviam passado da idade de tê-los.

Durante uma jornada de trabalho, servindo no templo de Jerusalém, ele foi escolhido por sorteio para oferecer incenso no Altar Dourado no Santo dos Santos. O Anjo Gabriel apareceu-lhe e anunciou que sua esposa daria à luz uma criança e que ele deveria chamá-lo João. Porém, por não ter acreditado na mensagem de Gabriel, Zacarias perdeu a voz. Com o nascimento de seu filho, seus parentes quiseram então dar-lhe o nome do pai, Zacarias, que sem poder falar, escreveu: “seu nome é João”. Sua voz lhe foi devolvida.

A importância desse nome: JOÃO está no seu significado: Deus é propício. Tanto que, depois de ter obedecido ao comando de Deus, Zacarias recebeu o dom da profecia e previu o futuro de João, entoando o Benedictus, rezado ou cantado (quando em comunidade), todos os dias, nas Completas, ou na Oração da Noite dos sacerdotes:

                                     “Deixai, agora, vosso servo ir em paz,

Conforme prometestes, ó Senhor.

Pois meus olhos viram vossa salvação

Que preparastes ante a face das nações:

Uma luz que brilhará para os gentios

E para a glória de Israel, o vosso povo.

Gloria ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

E para fechar com chave de ouro, este Comentário, reporto-me a Santo Agostinho, em um de seus sermões, intitulado ‘Voz do que clama no deserto’ bem apropriado para a nossa reflexão:

 “A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de uma anciã estéril. Cristo nasce de uma jovem virgem.

O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo. Maria acredita e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de alcançar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial, a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templo.

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: a lei e os Profetas até João Batista (Lc. 16, 16).





sábado, 13 de junho de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

EDIÇÃO DE 13 DE JUNHO

Hoje é um dia especial para todos os brasileiros. O Brasil vai estrear na Copa do Mundo neste dia 13, de Santo Antonio, deste belo mês de junho. O mês em que as festas animam todos os lugares.

Felizmente, ainda há fogueiras em muitos lugares em que os terreiros favorecem. As ruas se enfeitam para os festejos juninos e para a Copa do Mundo. Como seria bem se tudo ocorresse em paz.

Muitos de nós nascemos em pequenos municípios e, neste período as lembranças das festas juninas invadem nossas almas de saudades.

O meu amigo Vicente Cristino, famoso médico em Sobral, não se esquece de sua Palma que hoje é Coreaú. Quando ouço uma Banda de Música lembro logo dele que dá muito valor a um dobrado.

Há alguns minutos me deu a alegria de receber um telefonema para um ligeiro papo. Mas me confessou que só tem ido à sua Palma na festa da Padroeira. Uma vez por ano.

Voltar às nossas cidades sempre faz bem aos nossos idosos corações. Quando tive a ideia de criar o encontro do Conterrâneos e Amigos de Guaraciaba do Norte, vivemos ótimos momentos.

Por quinze anos seguidos realizamos o Encontro no período da Festa de Agosto. Eram momentos de muita alegria. Outros municípios seguiram a nossa ideia e ainda hoje realizam os Encontros do Conterrâneos.

Seria bom que os conterrâneos retomassem a iniciativa. Eram momentos de muitas emoções, abraços entre muitos que há muito tempo não se encontravam.

A partir do segundo encontro adotamos prestar homenagens a três personalidades: Um Guaraciabense vivo, um já falecido e um conterrâneo adotado. Os três deviam ter histórias de serviços prestados à comunidade.

E sempre deu certo. Todas as pessoas e suas famílias gostam de ser reconhecidas pela comunidade.  Os municípios deviam manter estas iniciativas. Fazem bem aos homenageados e aos que homenageiam.

                                AGENDE-SE: SEGUNDA, AS 18H NA CONCHA ACÚSTICA

Uma boa dica para quem precisa de um bom estúdio para gravações de aulas, programas, palestras com qualidade. É A TVH, sob a direção de Luiz Regadas.

Em vez de ficar improvisando sem qualidade de som e imagem, vale a pena faz apresentações com qualidade. Conheço de perto o estúdio e recomendo. A foto abaixo, comprova a boa infraestrutura.

O Mons. Assis Rocha que nos honra, semanalmente, com os seus muito bem fundamentados comentários, começa uma série sobre os três Santos muito badalados neste período: Santo Antonio, São João e São Pedro.

Acho até que muitos padres e pastores deveria inspirar-se nos textos que aqui publicamos, semanalmente. Podiam ler nos serviços de som de suas Igrejas. Seria um grande serviço ao povo.

Até nas escolas, os Professores podiam fazer a leitura e debater com os seus alunos. Os textos do Mons. Assis Rocha são muito bem fundamentados e competentemente, bem escritos.

Não sei se ainda existem os Animadores do Dia do Senhor que, nas capelas reuniam a comunidade para leitura e comentário do Evangelho do Dia. Também podiam ler e debater os Comentários do Mons. Assis Rocha, nos sons das capelas.

O cearense Professor e escritor Dr. Manoel Domingos Neto poderá ser uma grande alternativa no Piauí para o Senado Federal. É historiador, pesquisador, e renomado político.  

Já foi Deputado Federal pelo Piauí. Na juventude, foi expressiva liderança estudantil no Ceará. Como todos os lideres de sua época, foi perseguido e preso pela ditadura militar.

De Servente a Médica. Uma história emocionante, contada ao Presidente Lula. Vale a pena ouvir com atenção. Há inúmeras, semelhantes a esta que precisam ser ouvidas e compartilhadas. 


                                               https://www.youtube.com/shorts/0kT2NdwDhzI

Aconteceu Mesa-redonda, em Caucaia, no dia 10 de junho para debater o papel dos arquivos na preservação da memória, da resistência quilombola e da história da ditadura militar brasileira, além dos desafios das políticas de memória sob a perspectiva de gênero e justiça social.

Participam do debate: * Dr. Márcio Porto (Professor do MAPP/UFC) * Josivan Soares Ferreira (Arquivista da UFC) * Márcia Lucena (Diretora de Acompanhamento de Políticas Públicas da SRI/Presidência da República). Mediação: * Carlos Bernardino (Professor do Polo Avançado)

 



sexta-feira, 12 de junho de 2026

O COMENTÁRIODA SEMANA

 


SANTO ANTÔNIO, SÃO JOÃO E SÃO PEDRO:

É SEMPRE BOM SABER DESTAS HISTÓRIAS

           

Está-se encerrando hoje, em muitas comunidades eclesiais, o novenário ou trezenário em honra de Santo Antônio, viandante do Evangelho, comunicador da Palavra, “insigne pregador e intercessor nas necessidades” - como diz a oração de sua Missa - caminhante incansável e missionário itinerante, só comparável a São Paulo, São Francisco Xavier, Fr. Damião ou, aqui entre nós, ao Pe. Ibiapina, pelas centenas de milhares de kms. percorridos.

É o 1º dos Santos Folclóricos Juninos a ser festejado neste dia 13, seguindo-se lhe São João (dia 24) e os Santos Pedro e Paulo (28/29), sobre quem, falaremos ao se aproximarem seus festejos.

Como em anos anteriores, até recebi algum convite, para participar desses alegres momentos festivos, mas não pude atendê-los, devido o avançado da minha idade. Quando podia atender, eu o fazia com o maior prazer, pois se eu não fizesse algum bem às Comunidades que me convidavam, fiquem certos, a mim o fariam muito bem. O que ainda me resta, é a participação neste blog do meu amigo e colega Leunam, que - faz alguns anos - semanalmente, me abre este espaço, pelo qual sempre tenho agradecido.

Santo Antônio comunicava, com tanta veemência, a Palavra de Deus e se destacava tanto pela denúncia do erro e do pecado, que era chamado de “martelo dos hereges”, como cantamos na ladainha em sua homenagem.

Nada melhor do que um santo desses, para dar fundamentação e base para quem quer fazer uma Pastoral voltada para a verdade e para a denúncia do pecado. Nada a temer. Muitas vezes somos criticados, mal-entendidos, chamados de “comunista” por exercermos nossa missão, à maneira de Santo Antônio. Ele nos serve de guia e modelo, pelo Missionário que foi, sem nenhum medo de anunciar a verdade e denunciar a injustiça, como já nos mandara o Senhor Jesus.

Nasceu em Lisboa, aos 15 de agosto de 1.195 e foi registrado e batizado com o nome de Fernando Martini Bulhões. Pai rico, poderoso, chefe político – fora até governador de Lisboa – criou o filho no luxo, nas regalias e mordomias que os melhores colégios portugueses poderiam oferecer aos filhinhos de papai.

Para completar sua requintada formação, foi interno no Convento dos Frades Agostinianos que, àquela época, era o que havia de melhor para quem pudesse pagar os estudos, concluindo tudo na famosa Universidade de Coimbra, em 1219, com 24 anos de idade. Entrou na Ordem de Santo Agostinho, da qual participavam os nobres, os ricos ou os maiorais da época e se tornou sacerdote, recebendo o nome de Cônego Fernando, como são tratados até hoje, os frades e freiras Agostinianos. Como outras ordens religiosas semelhantes, são chamados de “frades maiores”.

Contemporaneamente, na Itália, Francisco de Assis, que tinha tudo para ser um frade maior, porque era de família nobre e rica, funda uma ordem religiosa, voltada para os plebeus, os pobres ou os Menores, para dar testemunho de pobreza e simplicidade, no meio dos irmãos mais necessitados. Eram os “frades menores”. Viviam de esmolas e de muito sacrifício, usavam roupas surradas e velhas e se espalharam pela Europa, chegando também a Portugal. Pediam ajuda no rico Convento dos Agostinianos, em Lisboa e impressionavam o porteiro, que era o Cônego Fernando, pelo testemunho de pobreza e de fé que davam aqueles fradinhos. E Cônego Fernando começou a pensar na possibilidade de abandonar seu rico convento e deixar de ser um Frade Maior, para viver o espírito de pobreza de São Francisco, tornando-se um Frade Menor. E assim o fez. Deixou tudo, em 1220, passando a ser um irmãozinho pobre franciscano, recebendo o nome de Frei Antonio de Lisboa. Apesar de querer catequizar a África, pra onde foi por primeiro, adoeceu e voltou, sendo reenviado para a Europa, especialmente, à França e Itália, onde converteu inúmeros hereges e infiéis.

Frei Antônio ficou tão famoso em Pádua onde morreu, há 795 anos, aos 13 de junho de 1231, que – além de ser chamado Santo Antônio de Lisboa - é também chamado de Santo Antônio de Pádua.

A propósito, ao preparar este Comentário sobre Santo Antônio, ocorreu-me ligá-lo a uma reflexão feita aos 18 de Abril, véspera do Dia do Índio, em que eu me reportei também, à “santa ignorância de muitos” em classificar de “comunistas”, aqueles que desconhecem que Jesus deu origem às palavras: “comunidade”, bem “comum” e ao próprio sacramento da “comunhão” que O perpetuou entre nós.

Provêm da palavra grega “koinonia, todas bem vividas, entendidas e ensinadas por Santo Antônio, inicialmente pela África e depois pela Europa. Não se sabia nem, o que era comunismo que, os que estudam, sabem ter aparecido com o Manifesto Comunista de Marx (1848), e com a Revolução Russa (1917). É claro que a palavra “comunismo” tem a mesma origem que as demais, como qualquer Gramática Histórica ou Etimológica (que ensina a origem das palavras) mostra a quem tem um mínimo de conhecimento de Linguagem.

Imaginem! Se quase 800 anos depois da morte de Santo Antônio, alguém ainda achar que ele era “comunista”, é realmente desconhecer o que já afirmamos ali acima sobre a própria missão que ele fizera: “não tinha nenhum medo de anunciar a verdade e de denunciar a injustiça como já nos mandara o Sr. Jesus”.

Será que qualquer Santo, na História da Igreja, precisou de outra ideologia, a não ser a de Jesus, para desempenhar sua Missão? Talvez, o nosso desleixo, a nossa insegurança, o nosso afastamento da origem tenha-nos desviado da rota.

O próprio Jesus ensinara: ‘a minha doutrina não é minha, mas d’Aquele que me enviou’. Por que muitos de nós – pregadores, catequistas – querendo mostrar erudição, conhecimento filosófico, adotamos outros pensadores ou ideologias, se nos foi deixada uma sólida base doutrinária, pelo próprio Jesus? É claro! Todos os “ismos” que nos impressionam e fazem mudar o caminho da Verdade, em nada substituem o “Cristianismo” deixado por Jesus, obedecendo ao Pai que O enviou.

Sempre que falamos dos “Santos”, mostramos o motivo que os tornaram “Santos”: pregaram a doutrina do Pai. Só existe uma: a que Jesus ensinou.

Será que Santo Antônio fez isto? Nós dizemos pouco, ao tentar responder.

Vamos entender a ele mesmo, falando no século XII, um pouquinho de sua prática? São muitos os seus “sermões”. Vale a pena lê-los. Veja só este parágrafo:

 “Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência. Falamos estas línguas quando os outros as veem em nós mesmos. A palavra é viva quando são as obras que falam. Cessem, portanto, os discursos e falem as obras. Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras. Por este motivo o Senhor nos amaldiçoa, como amaldiçoou a figueira em que não encontrara frutos, mas apenas folhas”.

E Santo Antônio termina este parágrafo, citando S. Gregório:

“há uma lei para o pregador: que faça o que prega”; e conclui: “em vão pregará o conhecimento da lei quem destrói a doutrina por suas obras”.


sábado, 6 de junho de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 


                           

   

                                            EDIÇÃO DE 06 DE JUNHO

Violência: só pode proporcionar muita audiência aos veículos que as publicam. Todos os noticiosos de TV, dão grande destaque às notícias sobre brigas, mortes, acidentes...

 Profissionais que, anteriormente, se destacavam nos melhores noticiários agora aparecem na TV sem o menor destaque. O destaque é a violência.

 Outros se destacam pelos gritos, pelo palavreado para destacar os fatos relacionados à violência. Pior é que aquelas notícias nos chegam na hora do almoço.

 Felizmente há opção que nos chegam pelo Youtube nos bons noticiosos que estão mais interessados em noticias com profundidade.

 O ICL, o 247, a Revista Forum, TV Atitude Popular são os que mais me despertam interesse. Tem ainda a revista LIBERTA, on line, com artigos e colunas dos melhores profissionais.

 A propósito a TV Atitude Popular está lançando uma campanha que, certamente, terá repercussão nacional: Brasil Soberano, Congresso Amigo do Povo.

 Ao que tudo indica publicará fotos e informações sobre os melhores e os piores congressistas.  Coletará muitas opiniões sobre os dois tipos para publicar.

 Será uma contribuição importante para as decisões que serão tomadas pelos eleitores na eleição de outubro. Será uma forma de lembrar aos eleitores.

 Muitos candidatos confiam no esquecimento dos eleitores que não memorizam em quem eles votaram em momentos de grandes decisões.

 Como é importante a dedicação aos estudos e ao trabalho. Tenho uma sobrinha Enfermeira, Professora com Doutorado, que viajou para Portugal, a convite para apresentar um dos seus trabalhos de pesquisa.

Trata-se de Cynthia Esteche, filha de Neiva e Wilson Diógenes. Casada com Alejandro e mãe de Beatriz, concludente de Medicina e Fernanda, Universitária. A sua apresentação será em Coimbra.

  “O Senado aceita candidamente a permanência em seus quadros do sujeito que foi a Washington oferecer o país de bandeja e incentivar seu terrorismo.”.

 O autor da frase acima é o Dr. Manuel Domingos Neto, no artigo O CAMPEÃO DO TERROR, é cearense, historiador, Professor, Escritor, ex Deputado Federal e candidato ao Senado pelo Piauí.

 Tenho divulgado a importância da adoção do Circulo na Sala de Aula. Adotei este sistema por mais de 50 anos e deu ótimos resultados. É oportunidade de maior intercâmbio e de comunicação.

 O Circulo possibilita a participação e, desde cedo os alunos e alunas exercitam a democracia. O Circulo permite que as oportunidades sejam iguais para todos.

 Há os que argumentam que dá trabalho a formação em círculo. As vantagens da socialização superam o comodismo.

 O empresário cearense, de Sobral, Maurício Feijó, com excelente desempenho na Federação do Comércio do Maranhão -FECOMÉRCIO, foi reeleito para novo período na gestão da instituição.

 Pelas fotos que vi no jornal O IMPARCIAL a festa de posse foi algo extraordinário, comprovando a sua grande aceitação.

 No ano passado na companhia das amigas Raimundinha e Cristiane, estivemos numa festa junina promovida pela FECOMÉRCIO em um dos seus polos de formação de comerciários.

 Myrtes e eu já estamos com tudo pronto para viajar a São Luís para, mais uma vez participarmos dos festejos juninos, como temos feito nos últimos anos, no mês de junho.

 Mais uma oportunidade de rever a cidade que nos acolheu por 20 anos e reencontrar muitos amigos, compadres, compadres e afilhados que nos dão muitas alegrias.

                                               CORPUS CHRISTI

                                               José Henrique Leal Cardoso

Dedicada ao Bispo Dom Manuel Edmilson da Cruz.´

 Em Corpus Christi, todos adoramos,

o corpo de Jesus, Nosso Senhor,

que merece o respeito que lhe damos

e mais até, merece nosso amor.

 

Mas o corpo, que Cristo tem por nome,

já não está também em todo irmão,

principalmente os que padecem fome

e em relegado estado, sempre estão?

 

Para o corpo de Cristo celebrar,

por que me imponho data especial

se pobres estou sempre a encontrar?

 

Se ver Cristo no pobre é fantasia

celebrar essa data, que é Real,

já não seria só hipocrisia?!

 Logo mais, ao final da tarde, estaremos reunidos no apartamento da cunhada Aparecida Marques para comemoração de seu aniversário. Nafoto, cercada pelos filhos: Rafael, Laiza, Larissa e Leildo Filho.


 

    

 



sexta-feira, 5 de junho de 2026

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

“A paz não é apenas a ausência de guerra; é a justiça em ação”.

           Ao fazer meu Comentário da Semana do dia 16 de maio referia-me à Solenidade de Pentecostes que marcava a fundação da Igreja Católica, no ano 33. Fazia 1993 anos. Mesma data em que fora instituída a Eucaristia, para manter-se no Sacrário ou em Oratório privado, até se tornar, publicamente, viandante, há 761 anos, quando o Papa Urbano IV instituiu a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo em 1265 pela Bula “Transiturus de hoc mundo”.

            Esta Celebração ficou fixa para a 1ª Quinta Feira, logo após a Festa da Santíssima Trindade. Participamos de tudo isso nestes últimos dias.

           Por ser o Pentecostes uma data de suma importância para dar início à missão da Igreja no mundo, (leia-se Livro dos Atos, 2,1-11), desde o início, no ano 33, e em todos os 1993 anos seguintes, a Igreja celebra a grande Festa, o mais solenemente possível, em todos os recantos do mundo. 

            No ano passado, por ocasião das mesmas celebrações litúrgicas, nós nos despedíamos do Papa Francisco e recebíamos um novo Papa. Agora, com o nome de Leão. A escolha que o Cardeal argentino, Bergoglio, fizera de ‘Francisco’ para nominá-lo de ‘Papa Francisco’, foi tão sugestiva ou referencial para que o Cardeal Prevost, também procedente do “fim do mundo” escolhesse “Leão” para ser chamado de “Papa Leão XIV” em referencia a Leão XIII.

            A própria escolha do nome, já fez entender a que vieram tais Papas. Em tão pouco tempo, o Papa Francisco agigantou-se perante o mundo: pelos seus

exemplos e mensagens e pela opção pelos pobres como o fez São Francisco.

            Em menor tempo ainda, o Papa Leão XIV celebrou seu 1º Pentecostes conosco, apresentando-nos sua 1ª Encíclica: a ‘Magnifica Humanitas’ para marcar as grandes linhas do seu Pontificado.

            Em meu Comentário da Semana de 21 de junho do ano passado, referi-me ao que havia feito o Papa Francisco no Natal de 2021: cedera sua “Casa de Férias” no Castel Gandolfo, onde funcionava o Observatório Astronômico Vaticano com seu potente Telescópio Espacial James Webb, dando-lhe mais utilidade e mais socialização: ser uma Escola Superior de Astronomia. Em visita do Papa Leão XIV para conhecer as instalações, impressionou-se com o número de 24 jovens astrônomos, procedentes de 22 países.

            Nem é preciso dizer que isto deu grande alegria ao novo Papa, pois, na qualidade de matemático e cientista que é, abençoou e deu total apoio à obra e iniciativa de seu predecessor.

            Mas... Por que tanto “espanto” nas escolhas dos “nomes”: Francisco e Leão? Francisco, até se justifica ou se entende. Mas, Leão!... O que significa?

            O antecessor, Leão XIII, escreveu a Rerum Novarum em 1891. Foi o 1º Documento da Igreja sobre sua iniciante Doutrina Social. Foi a base para todo o seu Magistério Oficial nestes últimos 135 anos.

            Chegou o momento de ver que essas “coisas novas” não são mais “tão novas”. Apareceram e chocaram naquela época: da revolução industrial, da questão operária, da concentração de riquezas, do conflito entre classes e, por isso mesmo, o surgimento do socialismo. Tudo foi assustando e o Magistério da Igreja foi-se arregimentando com a sua Doutrina Social que está abalada, mesmo desatualizada. Por ser o Papa Leão XIV quem é, deve atualizá-la.

            Foi quando ele começou a falar em uma linguagem diferente, partindo do próprio conhecimento e experiência, que seus antecessores não tinham. O Papa Leão era cientista. Era matemático. Tinha a sabedoria digital. Desde o início de seu pontificado falou-nos das Rerum Digitalium e entrou em ação.

            Até o início do seu pontificado, o que se exigia de um Papa era o cumprimento das palavras de Jesus ao 1º Chefe da Igreja em Mt. 16,18: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. O Papa Leão XIV não era somente o sucessor de Pedro. Tinha de ir além. Era um cientista que devia funcionar como tal. Ele não estava na chefia de um Estado, simplesmente por obediencia a Jesus. Seu chamado era para também pôr em prática o que todo Estadista atual está fazendo: entender de Inteligência Artificial, Algoritmo, Androide Digital e pô-los em uso, sem fake News, sem enganar a ninguém.

            Começou logo pelo apoio dado ao Observatório Astronômico, onde o Papa Francisco fundara uma Escola Superior de Astronomia. Modernizou as Secretarias de Estado, os Arquivos Pontifícios e Dicastérios do Estado Cidade do Vaticano. Reformou toda a estrutura física onde tudo isto deveria funcionar.

            Por tudo isto e por muitos outros motivos e ações que vão acontecendo no seu dia-a-dia e que sempre comento, só faltava um Documento oficial, tipo Encíclica, resumindo todo o seu esforço na divulgação das Rerum Digitalium.

            Nos 1993 anos de fundação da Igreja Católica – nesse último Domingo de Pentecostes, 24 de Maio, - o Papa Leão XIV anunciava e apresentava ao Mundo, a sua 1ª Encíclica “Magnifica Humanitas - Desarmar a IA” que lhes apresento, resumidamente, agora.

            Resumidamente, sim, porque o conteúdo de cerca de 200 páginas não caberia nesta meia página que me resta. Ao apresentar a introdução feita pelo próprio autor da Encíclica, quero estimular o meu leitor a lê-la totalmente, para entender todo o conteúdo que o Papa quer passar, desarmando a IA.  

            Conforme adverte Sua Santidade, a IA “influencia a vida, molda decisões e muda a forma de combater a guerra. Tem-se que libertá-la das lógicas que a transformam em instrumento de domínio, exclusão ou morte”. S.S. pede ainda “o desarmamento das tecnologias para que se coloquem a serviço do bem comum e para construir juntos o futuro para a família humana”.

            Cada Papa Leão em seu tempo. Ambos se impressionam com as coisas novas, de sua época, que continuam desafiando a história e a humanidade. ”A Inteligencia Artificial hoje, precisa ser desarmada, libertada das lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão ou morte” afirma Leão 14 e continua: “temos confiança de que, juntos, podemos discernir as grandes questões do nosso tempo e, portanto, o futuro da humanidade”.

            Na impossibilidade de continuar este meu comentário, por falta de tempo e de espaço, já o convidei a adquirir e a ler toda a Encíclica e dela se inteirar. No entanto, diante das poucas palavras do próprio autor, até aqui, colocadas, arrisco-me a dar um palpite em recente “abuso de IA” que o mundo viu, mais ou menos, estarrecido: a visita de um candidato à Presidencia da República do Brasil, sem protocolo oficial, ao Presidente Norte Americano, cuja encenação, me parece, se deu, concretamente, como adverte o Papa:

"influenciando a vida, moldando decisões e mudando a forma de combater a guerra. Tem-se que libertá-las das lógicas que a transformam em instrumento de domínio, exclusão ou morte”. E o Papa conclui: “enquanto meu predecessor, Leão XIII observou  a situação dos trabalhadores e das famílias desenraizadas e empobrecidas pela rápida transformação industrial e compreendeu que a Igreja não poderia  permanecer à margem, sinto-me chamado a olhar para outra grande transformação com os olhos da fé, com a clareza da razão, com a abertura ao mistério e com o grito dos pobres e da terra que ressoam em seu coração”. E o Papa conclui: “a paz não é apenas a ausência de guerra; é a justiça em ação”.     

                 


   


sexta-feira, 29 de maio de 2026


                                             EDIÇÃO  DE  30 DE MAIO

O mundo perdeu ontem Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum (Paris8 de julho de 1921 - Paris29 de maio de 2026)

Professora Ruth Cavalcante comEdgar Morin

É considerado um dos principais pensadores contemporâneos e um dos principais teóricos do campo de estudos da complexidade, que inclui perspectivas anglo-saxônicas e latinas.

Sua abordagem é conhecida como "pensamento complexo" ou "paradigma da complexidade".

 No livro Os sete saberes necessários à educação do futuro, Morin apresenta o que ele mesmo chama de inspirações para o educador ou os saberes necessários a uma boa prática educacional.

Um dos capítulos que considero mais importantes neste livro é o III que propõe ensinar a condição humana.  Tem tudo a ver com o que escrevo em PROFESSOR COM PRAZER.

 Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada”.

 Assim começa a Encíclica do Papa Leão XIV. E completa: “Sobre cada época, porém, paira o risco de construir um mundo desumano e mais injusto.”

 ‘Por isso, com determinação, podemos contribuir em todas as iniciativas que constroem um mundo mais justo e convidar outros a colaborar conosco na promoção do desenvolvimento integral de cada ser humano.’

 Esta é uma semana importante para os trabalhadores que conquistaram o fim do esquema de trabalho 6 X 1. Mais uma etapa para liberação e e promoção do ser humano.

 Uma grande vitória da Classe trabalhadora. Deputados que diziam jamais apoiar a ideia, renderam-se à força do movimento, sob a liderança de parlamentares progressistas.

 Sabiam eles que, fazer oposição à ideia, podia custar-lhes os mandatos que seriam cassados nas próximas eleições. A encíclica nos aponta caminhos.

 Alguns ainda resistiram e, certamente, vão sentir o efeito de suas posições retrógradas, nas próximas eleições. Como justificar ser contra o direito dos trabalhadores?

 A deputada Érica Hilton deu uma resposta, quarta-feira à noite, ao deputado André Fernandes, do PL cearense.

 O entusiasmo da deputada e o encerramento de seu discurso provocaram risos e muitos aplausos na sessão que derrubou a escala 6 X 1.

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 Ao meio dia deste sábado, ex alunos do Seminário Menor de Sobral, (os Betanistas) hoje valorosos cidadãos com ricas histórias de vida, estarão reunidos, mais uma vez, para um almoço no Hotel Amuarama.

 Pela primeira vez contaremos com a presença do colega Vicente Abdias, médico oculista sobralense, agora residente em Fortaleza, aposentado, depois de longa jornada.

 Os encontros possibilitam oportunidades para ótimas recordações dos tempos do Seminário da Betânia quando todos pensavam em ser padres. Não deu, mas seguiram outras missões com desempenhos exemplares.

 Como “muitos são chamados e poucos os escolhidos, os que não foram ordenados escreveram histórias exemplares como está em nosso livro AD LABOREM, de uma leitura emocionante.

PRESENÇAS CONFIRMADAS:  Juarez, Feitosa, Leunam, Zé Costa, REgis e Aurila, Fco. Costa, Eleardo, Aguiaar Moura, TEoberto Landim, Vicente Abdias, Lourenço e Núbia, Zearmando, Lucivaldo, Pedro Neudo e Edmo Linhares.

 A APAE -Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais realizou na manhã desta quinta feira uma significativa homenagem às mães.

         Mariana Cavalcante Ferreira está com a Professora Mayre Herculano Carvalho e com sua Tia Myrtes

 Foram diversas manifestações artísticas realizadas pelos alunos e alunas da instituição, em Fortaleza que deixaram todos presentes emocionados.

 Provocaram muitas interpretações as fotos do possível candidato do PL, em sua visita à Casa Branca, nos Estados Unidos. Foram 10 minutos para três fotos.

Lula, em sua viagem, esperava ficar ali uma hora. O Presidente americano entusiasmou-se com a conversa de Lula, fazendo-o ficar por mais de três horas.

 Ficou a dúvida se o candidato o PL tirou suas fotos ao lado do Presidente ou ao lado de uma foto dele. Há uma em que o candidato parece mais um mordomo à disposição do chefe. Precisaria isto?

 O amigo João de Paula, grande liderança nos anos de chumbo, prestou homenagem póstuma, ontem, ao seu companheiro de trabalho Paulo Brasil que tive ainda o privilégio de conhecer.

 A homenagem aconteceu num encontro de amigos no restaurante Mincharia, na Praia de Iracema, onde o João de Paula costuma fazer seus eventos.

  

MÃE:

19 ANOS



Em uma data como a de hoje, há 19 anos atrás, mamãe partia para o infinito!

Não levou nada, apenas as boas obras que aqui na terra realizou, e, não foram poucas.

Partiu em silêncio, sem olhar para traz, deixando em cada um de nós, e em cada amigo, seu amor eterno.

Do coração ela tirou e nos ensinou o amor, a paz, amizade, o perdão, o temor a Deus, a fraternidade...

Sua ausência, a falta de sua benção, o calor dos seus abraços e o aconchego do seu colo, dói..!

O conforto é saber que não foi um adeus pra sempre, mas um até breve.

Mãe seu amor continua em meu coração! Lhe amo.

João Alves Feitoza

Fortaleza, 28/05/26

                   

 

 

O COMENTÁRIO DA SEMANA

  Sempre que iniciamos o Mês de junho , vêm-nos logo á mente, reflexões sobre o folclore, as festas animadas com fogueira, milho assado, for...