sexta-feira, 1 de julho de 2022

O COMENTÁRIO DA SEMANA

  

“NÃO PODEMOS CALAR SOBRE O QUE VIMOS E OUVIMOS”

Na 4ª Feira pp, 29 de Junho, Dia do Pescador, tradicionalmente, celebramos a festa folclórica de São Pedro. Dia 03/07, 1º domingo após o dia 29, celebraremos o seu dia litúrgico. Do final da tarde deste, sábado, 02, para a noitinha, celebramos a Missa da Vigília da Festa dos Apóstolos, Pedro e Paulo. Com tais motivações - litúrgicas e folclóricas - queremos colocar o nosso comentário semanal, tentando encontrar em São Pedro, aquilo que já descobrimos nos dois outros importantes santos populares e comemorados dentro de nossas festividades juninas: Santo Antônio e São João, a quem chamamos, respectivamente, de “martelo dos hereges” e de “voz que clama no deserto”. Quando 29/06 for Domingo festeja-se S.Pedro também.

Hoje, quero falar sobre o 3o e importante santo do mês de junho: S. Pedro que, com seu irmão André, recebeu de Jesus o mesmo chamado de ir pelo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura. A ordem era essa: de sair e comunicar, falar, espalhar a doutrina por toda parte. Desde aquele tempo, o apóstolo, o presbítero, o bispo, o sacerdote são comunicadores: têm que pregar. Faz, em torno de, 1989 anos que isso se deu, e tanto os apóstolos de Jesus, como os seus sucessores, “percorreram, inicialmente, toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades” e continuam realizando a missão por toda parte até o fim dos tempos.

Pedro se destacou com seus defeitos e suas virtudes, seus momentos de coragem e de covardia, por suas perguntas ou respostas contundentes, dada a sua personalidade muito forte e sincera.

            Certa vez, Jesus fez seus discípulos entrarem na barca e a passarem, antes dele, para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Jesus demorou, um pouco, com o povo, depois subiu à montanha para rezar. Na barca, os discípulos remavam, sob o comando de Pedro, e começavam a ter medo, pois a noite se aproximava e o vento soprava forte.

            O medo aumentou, quando viram alguém se aproximando sobre as águas e começaram a dar gritos de horror: ‘é um fantasma’. Ao que Jesus respondeu: “tranquilizai-vos, sou eu, não tenhais medo”. Eis que Pedro, mostrando a sua personalidade, inicialmente, corajosa, disse: “se és tu, Senhor, manda-me ir sobre as águas até junto de ti”. Quando Jesus disse, “vem”, ele atirou-se ao mar, mas, em face da violência do vento e do medo ao se afundar, mostrou o outro lado da sua personalidade - a fraqueza - gritando: “salva-me, Senhor”! Jesus estendeu-lhe a mão e disse: “homem de pouca fé”.  

Foi sobre aquele homem que Jesus confiou a responsabilidade de governar a sua Igreja, ao dizer-lhe: “apascenta as minhas ovelhas, cuida do meu rebanho”. E ele, logo no início, ainda nos Atos dos Apóstolos, ao se sentir ameaçado, proibido de falar no nome de Jesus, pelos chefes dos sacerdotes, anciãos e escribas, disse com toda coragem: “julgai vós mesmos se é justo diante de Deus, que obedeçamos a vós e não a Deus. Quanto a nós, não podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”.  Foi este compromisso com a comunicação da palavra, com a pregação do evangelho, que fez Pedro ir pra Roma enfrentar o império pagão, dar o testemunho da sua fé, rezar nas catacumbas, ser preso, açoitado e crucificado de cabeça para baixo, mas não deixar de obedecer a Jesus e viver o que ele mandou: “ide e tornai discípulos meus a todas as criaturas”. Por isso, comemoramos nessa 4ª Feira, dia 29, – por causa de Pedro, – o DIA DO PESCADOR; e amanhã – por causa de seus sucessores – o DIA DO PAPA. Rezemos pelo Papa Francisco para que ele continue firme e forte, na Missão que Jesus lhe confiou, exigindo de Pedro e de seus sucessores, apenas o amor pela Missão. (3X/J.C pergunta: tu me amas?).

Ao nos referirmos a estes 03 Santos Juninos – Antônio, João e Pedro – mostramos sua importância, não simplesmente, por causa do folclore ou dos festejos profanos e populares, que o povo faz em torno de seus nomes. Muito mais do que isso – forró, fogueira, canjica e pamonha - sua importância está nas lições de vida cristã, comprometida com o trabalho de evangelização que Jesus confiou a eles. Acrescento que há um grande Santo, festejado no mesmo Dia de São Pedro, e que não há nenhum folclore a seu respeito, mas é uma das pilastras do início do cristianismo, que é São Paulo. Sua celebração litúrgica é no mesmo dia que se celebra São Pedro. Amanhã, portanto é a Solenidade Litúrgica de São Pedro e São Paulo Apóstolos.

Saulo – seu nome Judeu – é o mesmo que Paulo – seu nome Romano – nasceu em Tarso, na antiga Cilicia, hoje Turquia, um grande centro mercantil e intelectual do mundo romano. Já era o ano 05 da era cristã. Ainda adolescente foi enviado a Jerusalém para familiarizar-se mais profundamente com a religião e a cultura hebraicas, frequentando a Escola da Sinagoga, pois era filho de pais judeus, que gozavam dos privilégios da Cidadania Romana. Com seus estudos greco-romanos ele se preparava para ser um Rabino ou chefe de Sinagoga na mais ortodoxa das seitas judaicas. Apesar de ser contemporâneo de João Batista e de Jesus, nunca se cruzaram ou se encontraram. Também, era impossível. Ambos não haviam começado a aparecer publicamente. Paulo, ao terminar seus estudos em Jerusalém, havia retornado a Tarso e por lá trabalhava na Sinagoga, como pregador do Judaísmo e na fabricação de tendas junto a seu pai. Enquanto isso, lá na Judéia, Cafarnaum, Jerusalém e pela Galileia Jesus fundava o Cristianismo, anunciava o Evangelho ou a “boa nova” e transmitia a sua mensagem de salvação, através da instituição de seus 12 Apóstolos e de seus 72 Discípulos para darem continuidade à sua Igreja quando Ele se fosse. Foi quando Saulo apareceu de volta em Jerusalém: Jesus já havia dado o seu recado, fundado a sua Igreja, deixado Pedro no comando, morrido, ressuscitado, retornado ao céu, enviado o Espírito Santo e os Apóstolos já se espalhavam “por toda parte” pregando a boa nova. Já eram uns 5.000 os seguidores de Jesus, mas era muito pouco para o que Jesus queria: “que eles fossem até os confins da terra”. Estava difícil. A maior parte dos judeus, inclusive Paulo, não acreditava que “aquele homem que já se tinha ido” fosse o Messias. Daí, ter ele se tornado um perseguidor das primeiras comunidades cristãs, até colaborando no apedrejamento do Diácono Estêvão. “Ele se esforçava para acabar com a Igreja. Ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os jogava na cadeia” (Atos 8, 3).

Para Jesus, só tinha um jeito: era trazer SAULO para o seu lado. Era incorporá-lo ao Grupo dos seus Apóstolos. E assim o fez. Enquanto Saulo se dirigia, a cavalo, para suas perseguições, pelas estradas de Damasco, teve a visão de uma luz incandescente, que lhe cegou os olhos e, ao cair do cavalo, ouviu: “Saulo, Saulo, por que me persegues”? Ao perguntar (se fazendo de inocente): “Quem és, Senhor”? A voz respondeu: “Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e ali, dir-te-ão o que deves fazer” (Atos 9, 3-6). E assim, Ananias foi ao seu encontro, pôs a mão sobre a sua cabeça e no mesmo instante, Saulo recobrou a visão. Ficou tão impressionado que se tornou cristão, desfazendo toda a imagem negativa que criara.

HOMENAGEM DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO CEARÁ A PERSONALIDADES DA LUTA PELA ANISTIA E DIREITOS HUMANOS 

OS HOMENAGEADOS

01. Amadeu de Araújo Arraes, economista

02. Elói Teles de Morais , radialista, in memoriam

03. Eusélio Oliveira, cineasta, in memoriam.

04. Edilson Pinheiro Peixoto, farmacêutico.

05. José Bezerra Figueiredo Neto, comerciante, in memoriam

06. Francisco de Assis Dimas Fernandes, in memoriam

07.. Eloísio Pinheiro Peixoto, professor, in memoriam

08. Maria do Carmo Moreira Serra Azul, servidor pública, in memoriam

09. Cândido Pinheiro Pereira, professor

10. Hugo Medeiros de Brito, advogado

11. Neidja Miranda de Albuquerque, servidora pública

12. Erotilde Honório Silva, teatróloga

13. José Honório da Silva, empresário

14. José Bonfim da Frota Silveira, advogado

15. Zenilda Bento Nogueira, economista

16. Antônio de Matos Brito, sociólogo

17. Manoel Aguiar de Arruda, professor

18. Eliane Novais, assistente social.

19. Renato Roseno de Oliveira, advogado

 20. Demitri Nóbrega Cruz, advogado

21. José Élcio Batista, advogado.

22. Eudoro Walter de Santana, sociólogo

23. Lia Ferreira Gomes, médica

24. João Alfredo Teles Melo, professor

25. Antônio Cruz Ribeiro – in memoriam

26. Antônio Paulino dos Santos,

27. Antônio Shirley Cruz Jucá, militar

28. Francisco Colares de Oliveira, in memoriam

 29. Francisco Silva Araújo, in memoriam

30. João Aragão, in memoriam

31. José da Silva Palhano, in memoriam

32. Manoel Ferreira dos Anjos, in memoriam

33. Norberto Ferreira Filho, escritor

34. Antônio de Pádua Barroso , advogado – in memoriam

35. Durval Aires de Menezes, jornalista, in memoriam

36. Antônio Augusto Martins de Medeiros, servidor público

37. Luiza Honório, professora

38. Rosa Maria da Fonseca, professora, in memoriam

39. Nildes Alencar Lima, professora

40.Luiz Mardos Cavalcante, servidor público

42.Vandeilton Ferreira de Sousa, comerciante.

43. Miguel Wilson Tavares, comerciante

44. Deise Honório, administradora.

45. Valter Pinheiro, professor

46.. Herê Aquino, dramaturga.

47. Carlos Augusto Diógenes Patinhas, engenheiro civil.

48. Demétrius Honório, químico

49. Agamenon Honório Silva, médico

50. Noélia Ribeiro Pinheiro, enfermeira.

51. José Rubens Sales, marinheiro

52. José Maria Tabosa, sapateiro industrial.

53. Tarcísio Leitão de Carvalho, advogado, in memoriam

54. Maria Honório Silva, aposentada

55. José Vitório Alfieri dos Santos Souza, gestor educacional.

56. Amadeu Alves de Lima, carteiro., in memoriam

57. Maria de Nazaré Coelho Antero, pedagogo.

58. Kennedy Real Linhares, advogado

59. Lúcio Gonçalo de Alcântara, médico

60. José Valdir de Aquino, comerciante, in memoriam

61. Francisco das Chagas Dias Monteiro, médico, in memoriam

62. Rui de Figueiredo Bezerra, bancário, in memoriam.

63. Luiz Edgar Cartaxo de Arruda, advogado, in memoriam

64. Inocêncio Rodrigues Uchôa, advogado.

65. José Carlos Matos, teatrólogo, in memoriam

66. Maria do Perpétuo Socorro França Pinto, advogada

67. Angélica Monteiro, pedagoga

68. Imelda de Lima Pontes, freira, in memoriam

69. Daciane Lycarião Barreto Cavalcante, bancária.

70. Francisco Assis Papito de Oliveira, advogado, in memoriam

71. João Alves Gondim Neto, técnico agrícola

72. Benedito de Paula Bezerril, advogado

73. Helena Serra Azul Monteiro, médica

74. Francisco Lopes da Silva, professor

75. Argentina Moreira de Menezes,, doméstica…

76. .Pedro de Albuquerque Neto, sociólogo.

77. Manoel Domingos Neto, sociólogo

78. Maria Luiza Fontenele, socióloga

79. Luiz Carlos Antero, sociólogo.

80. Marcos César Cals de Oliveira, sociólogo.

81. José Genoíno Neto, professor.

82. Maria Duarte Melo, pedagoga.

83. José Souza Júnior, bancário.

84. Gilze Cosenza, assistente social, in memoriam

85. Tereza Cristina Cavalcante Albuquerque, socióloga, in memoriam

86. José Augusto Menezes, agrônomo, in memoriam.

87. Raimundo Guerreiro, metalúrgico, in memoriam

88. Francisco Edson Pereira,, ,farmacêutico, in memoriam

89. Helena Cartaxo, .professora, in memoriam

90. Sérgio Miranda de Matos Brito, matemático, in memoriam

91. Antônio Valdinar de Carvalho Custódio, agrônomo, in memoriam

92. Carlos César Uchôa, bancário, in memoriam

93. Zélia Zanetti, ativista política, in memoriam

94. Jana Morani Barroso, estudante, in memoriam

95. Bergson Gurjão Farias, estudante, in memoriam

96. Custódio Saraiva Neto, estudante, in memoriam

97. Antônio Teodoro de Castro, estudante, in memoriam

98. Francisco Horácio da Silva Frota, cientista social.

99. Maria Helena de Paula Frota...professora

100. Júlio César Portela, bancário, in memoriam  

101 Mário Mamede Filho, médico

102. Francisco Honório Silva, empresário, in memoriam

103. Maria Rodrigues Vieira, empresária, in memoriam

104. José Elpídio Cavalcante, bioquímico

105. Francisco Ferreira de Araújo, jornalista.

106. Mons. Francisco de Assis Magalhães Rocha.

107. Padre José Maria Cavalcante - in memoriam

108. Tarcísio Gomes Mendes, professor

109. José Montenegro de Lima, estudante, in memoriam

110. Frei Tito de Alencar Lima, in memoriam.

111. Dower Moraes Cavalcante, médico, in memoriam

112. Altamir Renato Januário Fernandes, advogado, in memoriam

113. Francisco Adenil Barbosa Pinto, agrônomo.

114. Mariano Araújo Freitas, médico.

115. João de Paula Monteiro Ferreira, médico.

116. Marília Lopes Brandão, socióloga.

117. Francisco Inácio de Almeida, jornalista

118. Gil Fernandes Sá, bancário

119. José Acrísio de Sena, professor.

120. Messias Araújo Pontes, jornalista, in memoriam

121. Raimunda Zélia Roberto de Carvalho, professora

122. Indianara Rodrigues, educadora social.

123. João Tadeu Lustosa de Brito Júnior, administrador de empresa.

124. Hélio das Chagas Leitão Neto, advogado.

125. José Airton Félix Cirilo da Silva, engenheiro

126 José Blanchard Girão Ribeiro, jornalista, in memoriam








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