sexta-feira, 12 de agosto de 2022

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Amor familiar, vocação e caminho de santidade

Na 1ª Semana de Agosto – Mês Vocacional – como nos demais anos anteriores, refletimos sobre a Vocação do Padre e celebramos, no I Domingo, dia 07, o que já se celebra há quase cem anos, como o Dia do Padre em homenagem ao Santo Cura d’Ars: S. João Maria Vianey, festejado, dia 04.           

 Hoje, queremos dar continuidade à reflexão sobre as vocações, voltados para a Paternidade, por ser amanhã, o Dia dos Pais: 2º Domingo de Agosto. Sua criação no Brasil é de 1953 para cá. Bem mais recente do que o quase centenário “Dia do Padre” (1929), como falamos no sábado passado. Tal como o Dia das Mães, o Dia dos Pais visa mais a troca de presentes, produzir lucros materiais e gerar benefícios sociais e comerciais.

            A Igreja tem dado uma conotação diferente desta, instituindo Pastorais Familiares, como: Encontros de Casais com Cristo, Equipes de Nossa Senhora, Bodas de Caná ou como o Movimento Familiar Cristão ou Cursilhos de Cristandade, entre outros. A Diocese de Sobral, como todas as Dioceses do Brasil, suas Paróquias e Pastorais da Família estarão realizando deste Domingo, dia 14, até o sábado, dia 20, a 30ª Semana da Família, sob o tema: “amor familiar, vocação e caminho de santidade.

            Este ano, a proposta é vivenciar, plenamente, a palavra de Deus em nossas vidas, em nossas famílias e em nossas casas, usando o roteiro do livreto “Hora da Família”, já tão conhecido por todos, a fim de aprofundarmos a reflexão já feita no X Encontro Mundial das Famílias, realizado em Roma de 22 a 25 de Junho e nos preparando para o XVI Congresso da Pastoral Familiar a acontecer no Centro de Evangelização Angelino Rosa (CEAR) – em Governador Celso Ramos, Arquidiocese de Florianópolis – SC. Com esta 30ª Semana da Família e com este XVI Congresso da Pastoral Familiar a CNBB nos estará preparando para vivenciar de 01 a 07 de Outubro, a Semana Nacional da Vida, encerrando no dia do Nascituro, 08 de Outubro, com o tema: “toda violação da dignidade humana ofende a Deus”.  

            O livreto, Hora da Família, citado antes, oferece à Igreja do Brasil, um subsidio nacional que se coloca a serviço da construção do Reino de Deus, começando por nossas casas; sugerindo um roteiro de aprofundamento da fé, em família, a serviço da comunidade. O texto básico nos chega através das Bem-aventuranças que, de Domingo (1º dia da semana) a Sábado (7º dia) São Mateus nos vai sugerindo dia-a-dia a reflexão: felizes os pobres, em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes as famílias misericor-diosas, com fome e sede de justiça. Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

            . Em tudo isso deve fazer-se presente a vocação da família como Igreja Doméstica. A “Comissão para a Vida e a Família” da CNBB está propondo para cada dia desta semana, estas reflexões, envolvendo crianças, jovens e adultos a partir da Missa deste Domingo, dia dos pais, até o Sábado.

A participação nesses encontros e a oração em família, propostas pela CNBB, retiradas do texto de Mateus, por certo, levarão os casais cristãos à santidade. Faz 15 dias, apresentei aqui, no Comentário da Semana, o casal de avós de Jesus, Joaquim e Ana, referindo-me ao II Dia Mundial dos Avós, instituído pelo Papa Francisco, no ano passado.

Queremos lembrar outros casais de toda a historia da salvação, que se tornaram santos, pela aceitação da vontade de Deus, por ex.: Abraão e Sara; Isac e Rebeca; Jacó e Raquel; Zacarias e Isabel; José e Maria; Cléofas e Maria (irmã de N. Sra.); Zaqueu e Verônica; Áquila e Priscila e tantos outros, até um casal de brasileiros: Manoel Rodrigues de Moura e esposa, martirizados no R.G. do Norte, em 1645, beatificados por João Paulo II no ano 2.000 e canonizados pelo Papa Francisco em 2017. Se estes se tornaram santos, porque outros casais cristãos não poderiam ser santos também?

Gostaria de aprofundar e relembrar nesta reflexão, o que já fiz no reencontro com a minha família, comemorando o aniversário do meu pai (in memoriam) no último sábado de Julho. Repassei para todos os que lá se encontravam (umas 60 pessoas na Missa), o meu Comentário da Semana, escrito para este ‘site’. Disse-lhes que a Pastoral da Família, esquematizada, nacionalmente, pelo ECC, inclui 03 etapas: uma de motivação inicial, com a duração de um ano. Outra de conhecimento da Doutrina Social da Igreja, que deve ser repassada às Comunidades Eclesiais de Base e a 3ª etapa em que os casais são motivados a agirem de maneira adulta, responsável e comprometida com a ação política, social e transformadora de mentalidades retrógradas.

É, certamente, a parte mais difícil da Pastoral Familiar. O casal não pode fazer parte das politicagens locais, defender bandeiras políticas negacionistas, reacionárias e achar que tudo o que é aberto para o social é coisa de comunista, usar o nome de Deus em vão, concordar com doutrinas anticristãs, apoiar pessoas que não respeitem o sacramento do matrimonio ou que mudem de parceiro ou parceira, como se muda de roupa, ter filhos, indistintamente, de muitas mulheres ou de muitos homens, enfim, tem que ser alguém cristão no sentido pleno da palavra: dentro de casa, da sua Igreja e da sociedade.

Você, casal cristão que me lê! Veja no Livro de Josué, 24,15, uma Palavra de Deus que lhe dá esperança: “eu e minha casa serviremos ao Senhor”... É só seguir esta máxima e a santidade chegará a todos os lares, a todas as famílias.             







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