sexta-feira, 21 de outubro de 2022

iDÉIAS E NOTCIAS

 SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS O 

COMENTÁRIO  DA SEMANA


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       No meu Comentário do 1º de Outubro, abrindo o Mês Missionário, eu garantia que iríamos aprofundar o Tema: “a Igreja em estado permanente de Missão” e o Lema: “sereis minhas testemunhas”, sobretudo no Dia Mundial das Missões, amanhã (23), com a apropriada Mensagem do Papa Francisco. 
        Prometemos também, comentar essa Mensagem hoje. Ele a inicia, referindo-se à palavra de Jesus - já Ressuscitado, mas antes de subir ao céu – dirigida aos seus discípulos, como narram os Atos dos Apóstolos 1,8: “recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria e até aos confins do mundo”. Aqui está o resumo de tudo o que propunha Jesus, sempre no plural: “recebereis o Espírito Santo, ireis até os confins do mundo e sereis minhas testemunhas”. Francisco diz que a forma plural do envio de Jesus, destaca o “caráter comunitário-eclesial da chamada missionária dos discípulos”. 
    Confirma o que disse seu antecessor, Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi: “evangelizar não é, para quem quer que seja, um ato individual e isolado, mas profundamente eclesial”. O envio de Jesus não foi pra que fizessem, simplesmente, um trabalho individual, mas para desempenharem e viverem uma “missão comunitária, eclesial”. Isso vai até os confins do mundo. 
        Aqui Jesus quer mostrar a extensão de sua catequese: a universalidade ou a sua catolicidade em todos os tempos. Isto significa dizer que não deve existir qualquer realidade humana que seja alheia à atenção dos discípulos de Cristo na sua missão. Seria dificílimo alcançar tudo isto sem se deixar sempre fortalecer e guiar pela força do Espírito Santo. Acredita-se, mesmo, nisso? 
     O Papa Francisco confirma esses ensinamentos, citando uma frase sua de uma Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias de 2020: “receber a alegria do Espírito é uma graça; e é a única força que podemos ter para pregar o Evangelho, confessar a fé no Senhor”. Assim, o Espírito é o verdadeiro protagonista da missão: é Ele que dá a palavra certa no momento justo e sob a devida forma. 
        Nunca esqueçamos que foi o Papa Pio XI que, em 1926, instituiu o Dia Mundial das Missões, a ser comemorado todos os anos no penúltimo Domingo do Mês de Outubro, que o tornou conhecido, como o Papa Missionário. Em 2026 completará 100 anos dessa grande iniciativa, marcada pelo lançamento de sua importante Encíclica “Rerum Ecclesiae” com os principais objetivos missionários, programados para o seu pontificado, publicando-a na Festa de Pentecostes, aos 14 de Abril de 1926. A partir de então, todos os papas, que se lhe seguiram, lançaram logo no Pentecostes, a sua Mensagem Missionária, como o fez o Papa Francisco para este dia 23, penúltimo Domingo de Outubro, intitulando-a: “Igreja em estado permanente de missão” sob o Lema: “sereis minhas testemunhas”.
        Lembremos que o Papa Pio XI, 04 anos antes de lançar sua Encíclica Missionária, já a praticava. Daí, estarmos celebrando o seu Centenário, pois na Missa do Pentecostes de 1922, fez um surpreendente gesto que chamou a atenção de todos os que estavam na Basílica de São Pedro: parou no meio do seu sermão, tirou o ‘soli Deo’, transformou-o numa ‘sacola’ e pediu ajuda aos senhores cardeais, bispos, presbíteros e fiéis ali presentes, para as iniciantes Pontifícias Obras Missionárias, que continuam na Igreja até os dias de hoje. 
      Deu-nos o exemplo. Uniu teoria e prática, ensinamento e realidade. Não importa apenas falar. É agir também; praticar. 
       Francisco usa esse “fato centenário” como um dos 03 motivos a celebrar 2022, como Ano Jubilar. Um ano bem festivo, acrescentado dos 200 anos de fundação da Pontifícia Obra de Propagação da Fé pela jovem francesa Pauline Marie Jaricot, cuja beatificação será celebrada neste Ano Jubilar. Também celebramos os 400 anos da Criação da Congregação para a Evangelização dos Povos, em 1622, com o compromisso de manter o mandato missionário nos novos territórios descobertos. 
    A estes 03 motivos históricos, lembrados pelo Papa, acrescentam-se outras motivações vividas, lembradas e festejadas pelas demais Conferencias Episcopais, espalhadas por todo o mundo, como é o nosso caso aqui no Brasil. Recordamos na abertura de nosso Mês Missionário, dentro deste Ano 
     Jubilar: 
             - os 50 anos de nossas Campanhas Missionárias; 
             - 50 anos dos Projetos Igrejas Irmãs; 
        -50 anos da Criação do COMINA, COMIDI, COMIPA, respectivamente, Conselho Missionário Nacional, Diocesano e Paroquial; 
             - 50 anos do CIMI (Conselho Indigenista Missionário); 
             - 50 anos do Documento de Santarém; 
             - 60 anos do CCM (Centro Cultural Missionário) e os 
             - 70 anos da CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil). 
      O Papa Francisco nos faz recordar estes Acontecimentos Internacionais e Nacionais, para que o Ano Jubilar, sugerido por ele, seja lembrado e celebrado em todo o mundo, como uma base de estímulo à continuidade da Missão, deixada por Jesus a que nos propomos realizar e espalhar por toda parte: os sucessores dos 12 apóstolos e os 72 discípulos: sacerdotes e leigos. 
      A mensagem de Francisco para amanhã, o Dia Mundial das Missões, encerra dizendo que “continua a sonhar com uma Igreja toda missionária, e com uma nova estação da ação missionária das Comunidades Cristãs. E repete o desejo de Moisés para o povo de Deus em caminho: quem dera que todo o povo do Senhor profetizasse (Nm. 11,19). Sim, oxalá todos nós sejamos na Igreja o que já somos em virtude do Batismo: profetas, testemunhas, missionários do Senhor! Com a força do Espírito Santo e até aos extremos confins da terra. Maria, Rainha das Missões, rogai por nós”! 
       Toda esta reflexão do Papa é válida também para o Dia Nacional da Juventude, celebrado no último Domingo de Outubro: dia 30. Este ano, como em todas as vezes que há eleições em 2º turno, o DNJ é antecipado em uma semana: será também amanhã, com os mesmos Tema e Lema da Campanha Missionária, respectivamente: ‘a Igreja em estado permanente de missão’ e ‘sereis minhas testemunhas’. 
       Prevendo isso, as pastorais e movimentos juvenis já se mobilizaram em organização de eventos e celebrações em alusão ao DNJ no Mês Missionário. Uma das atividades mais ao agrado dos jovens e até bem esperadas são as Novenas, onde destacam “o testemunho de missionários e missionárias, cristãos leigos e leigas, da vida consagrada, de ministros ordenados, de povos originários, do povo de Deus das Igrejas locais e dos visibilizados que, nos confins do mundo, testemunham o Evangelho de Jesus Cristo, tendo o Espírito Santo como protagonista da missão”. É a mesma linha de reflexão do Papa, que apresenta em qualquer atividade missionária, a força do Espírito Santo e os rogos de Maria.

Mande seu comentário para o e-mail: leunamgomes@hotmail.com

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