OUTUBRO - MÊS DAS MISSÕES: “não podemos
ficar calados pelo que temos visto e ouvido” Atos, 4,20.
Encerramos
nossos Comentários de Setembro, recordando o Dia da Bíblia, o Setembro D. José,
a Festa Litúrgica de S. Jerônimo, tudo referendado pelo Mês da Bíblia e
acrescentávamos o início do Mês Missionário, a partir de hoje, em que iríamos
aprofundar o tema: a Igreja em estado permanente de missão, em conjunto com o
lema, tirado do Livro dos Atos,1,18: sereis minhas testemunhas e ainda
garantíamos aprofundar depois. Aqui estamos.
Posso
não ser o professor com prazer, como o é o Mestre Leunam, mas mantenho o bom
costume dos velhos professores de não dar um novo conteúdo de aula, sem
recordar, resumidamente, o que dera na aula anterior.
A
própria Igreja do Brasil, ao propor o Tema para o Mês Missionário deste ano – a
Igreja é missão – toma como base, os temas dos dois últimos anos – 2020, a vida
é missão – e 2021, Jesus Cristo é missão – em que o mundo todo está comemorando
3 motivações especiais relacionadas à missão: -
- os
400 anos de criação da Congregação para a Evangelização dos povos;
- os
100 anos da Concessão de Caráter Pontifício às Obras Missionárias, pelo Papa
Pio XI, as conhecidas POMs;
- os
200 anos de fundação da Pontifícia Obra de Propagação da Fé pela Beata Pauline
Marie Jaricot.
Tais
acontecimentos - tantas vezes centenários, somados aos festejados em âmbito
nacional - dão identidade, visibilidade e justificativa maiores para as
celebrações deste Ano Jubilar Missionário. As datas nacionais são:
- 50
anos das Campanhas Missionárias;
- 50
anos dos Projetos Igrejas Irmãs;
- 50
anos da criação do Conselho Missionário Nacional (COMINA); sempre em consonância
com o COMIDI (Diocesano) e o COMIPA (Paroquial);
- 50
anos do Conselho Indigenista Missionário (CIMI);
- 50
anos do Documento de Santarém;
- 60
anos do CCM (Centro Cultural Missionário) e os
- 70
anos de criação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Aquelas
03 motivações internacionais, com estas 07 outras, daqui, Nacionais, unidas a
tantas outras ou semelhantes, desenvolvidas pelas demais Conferências
Nacionais, no mundo todo, vão movimentar este Mês Missionário, dentro deste Ano
Jubilar, conclamado pelo Papa Francisco . Sua Mensagem, para o Dia Mundial das
Missões, 23 de Outubro, lembrará o acontecimento com uma fundamentação bíblica,
tirada do Livro dos Atos 1,8: sereis minhas testemunhas. Comentaremos daqui a
03 semanas.
Por
enquanto, para demonstrar que a preocupação missionária da Igreja faz sentido,
relembramos alguns dados - talvez não muito precisos - que nos deveriam
incomodar bastante, como têm incomodado ao Papa. Daí, a sua convocação para
celebrar um Ano Jubilar.
O
mundo está chegando à casa dos 08 bilhões de habitantes. Destes, cerca de 36%
são cristãos; em torno de 2 bilhões e meio, divididos em: metade de cristãos
católicos e a outra metade de cristãos ortodoxos e protestantes. Os católicos
somos 18% da população mundial, o que significa dizer que 82% da população da
terra não são católicos. Estes números, é claro, nos assustam. Os pregadores, os
comunicadores da Palavra, os missionários, os catequistas e evangelizadores somos
reduzidos. O próprio Jesus havia dito: “a messe é grande, mas os operários são
poucos”.
Para
falar, pregar e ensinar o Monoteísmo no Mundo, somos três grupos bem definidos,
embora muito diferentes:
- os
Islamitas ou Muçulmanos, descendentes de Ismael, filho de Abraão com Agar,
serva de sua esposa Sara, há 5.000 anos, em Ur, na Caldéia;
- os
Judeus, descendentes de Isaac, filho de Abraão c/ Sara, à mesma época;
- os
Cristãos: Católicos, Ortodoxos e Protestantes, originados do Cristo Jesus, o
Salvador da humanidade, respectivamente há 2.022, 968 e 505 anos D.C.
Todos
têm a mesma origem: Abraão, a mesma fé: num único Deus e caminham por
diferentes estradas; e haja dificuldades para nos entendermos.
Dos 03
grupos Monoteístas, um tem-se destacado no seu crescimento: o Islamismo. Ismael
foi o 1º descendente de Abraão com sua serva, AGAR. Só 13 anos depois do seu
nascimento, foi que SARA, a esposa concebeu, mas a promessa que Deus fizera a
Abraão era de que “a descendência das duas seria tão numerosa quanto os grãos
de areia da praia, ou o número de estrelas do firmamento” (Gn. 22, 16-18).
Se os
cristãos somos 36%, divididos em 03 grupos, os Muçulmanos são 25%, sozinhos.
Formam ¼ da população, sem divisão e crescem todos os dias. Seguramente, já são
mais do que os Católicos. Seguindo nas proporções em que caminham, estima-se
que, dentro de 100 anos superarão todos os cristãos.
Há
outros grupos menores, embora significativos, que também crescem: o Hinduísmo,
com 01 bilhão. O Budismo e o Confucionismo com 500 milhões cada um. O Judaísmo
com cerca de 6,5 milhões de adeptos. O Espiritismo, com seu Karma. O Sikhismo,
com seus 10 Gurus. A Umbanda com suas várias denominações: branca, candomblé,
omoloko, esotérica, quimbanda e tantas outras que será impossível qualificá-las.
Muitas
vezes somos mal-entendidos por qualificarmos assim as religiões e perguntam-nos
pelo respeito à liberdade religiosa, afinal, somos um “país laico”. É verdade.
Mas será que um cristão pode ficar parado, calado diante dessa balbúrdia toda,
sem se posicionar? Será que Jesus estava errado, quando apresentou seu esquema:
“ide e pregai. Os que crerem e forem batizados serão salvos”? Aqui cabe bem o
que disseram Pedro e os Apóstolos ao se sentirem perseguidos e incompreendidos
pelas autoridades em Jerusalém: ‘nós devemos obedecer a Deus e não aos homens’,
como está no Livro dos Atos, 5, 29.
Hoje
em dia, somos assediados, constantemente, por exotéricos, cartas enigmáticas,
espíritas, macumbeiros, adivinhos, correntes inquebrantáveis, astrólogos,
correspondências secretas, ativistas da ‘nova era’, até pela internet, a
abraçar ideologias, seitas e ‘maluquices’ que nos deixam atordoados. Até
crianças inocentes são instrumentalizadas para “servirem” a aproveitadores
físicos, sexuais, morais ou espirituais da inocência delas.
Os
apóstolos Pedro e João, diante das críticas que lhes faziam os judeus e pagãos
por estarem pregando Jesus, morto e ressuscitado, diziam: ‘não podemos ficar calados
pelo que temos visto e ouvido’ Atos, 4,20.
Conosco
não poderá ser diferente. Mãos à obra.
.jpg)

.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário