sábado, 15 de julho de 2023

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

O SIGNIFICADO DOS DIAS DA SEMANA

Estamos chegando à metade do mês de julho, sempre tido e vivido como o mês de férias. Todos os anos - por esta ocasião ou no seu final - fizemos uma reflexão sobre “férias” como queremos fazer hoje, agora sem o trauma da Pandemia, que tanto nos incomodou nesse último triênio. Se não estamos livres do medo dela, ao menos estamos com mais alivio e esperança.

A falta de aulas presenciais, a incerteza do aproveitamento das aulas virtuais e a própria desorganização da família, das escolas, da participação na Igreja, da vida econômica, tudo foi dando a ideia de que se estava de férias: sem compromisso.

            Aquela ansiedade que se tinha, aquela expectativa pela chegada das férias, as programações do que se iria fazer: viagens, lazer, brincadeiras, tudo ficou de lado porque “o ficar sem fazer nada” ou “muito pouco” já dava a impressão de que se estava de férias.

            Para piorar este caos, o esquema de educação do Governo Fascista reinante, sugerido pelo seu Ministério de Educação, comprovadamente imoral, queria impor-nos, em sucessivos Projetos de Lei, uma “educação familiar”, tipo a homeschooling ou um “ensino doméstico” como têm os ricos norte-americanos. É claro que isto não daria certo no Brasil. Como é que um pai ou uma mãe que são obrigados a trabalhar o dia inteiro para sustentar a família vão garantir o ensino doméstico de seus filhos e filhas?

Em pesquisa feita à época, pelo Datafolha, ficou revelado que oito em cada dez pessoas eram contrárias a que pais tivessem o direito de tirar seus filhos da escola para ensiná-los em casa. Apareceu até uma conversinha fiada de que ‘ficando as crianças de 04 a 17 anos em casa, o governo economizava’. A que servia tal economia? Para comprar os votos do centrão ou de políticos sem compromisso? É claro que, com isto, a educação domiciliar não podia ser encarada como economia aos cofres públicos. Bastava o que já se fazia com os cartões corporativos, com grandes viagens internacionais e nacionais, com as motociatas - com o conhecimento de tais dívidas, só pra daqui a cem anos - e tantas outras “expertises” com o dinheiro que é de todos. Não era possível que a inconsciência de muitos, fizesse a todos obscurecer estas verdades. 

Antes da Pandemia e agora, com o seu afastamento, o mês de junho já ia criando o clima. As Festas Folclóricas de Santo Antônio, São João e São Pedro, as Quadrilhas, as Fogueiras, as promoções escolares, voltadas para o Folclore, tudo já preparava o ambiente para entrar nas Férias. Muitas atividades já povoavam a mente da estudantada: passeios, recreações de todo tipo, viagens aéreas ou de ônibus, competições esportivas, contanto que tornassem esse período, o mais agradável possível. Todo mundo queria férias, mesmo sem saber seu significado.   "Férias" é uma palavra de origem latina (feria - feriae), que significa "dia festivo". Para os antigos cristãos, todos os dias da semana eram "festivos", pois em cada um deles se renovavam os louvores a Deus; sendo que o 1o dia, o Domingo, era o mais alegre ou o mais "festivo", por se tratar do Dia do Senhor - o "dominus" em latim - a partir da Ressurreição de Cristo.

            Depois do 1o grande dia da semana, vinham os outros dias: a "Segunda féria" a "terceira féria", a "Quarta féria" e assim por diante, como "dias festivos", subsequentes ao "Dia do Senhor". A palavra férias, portanto, além de ter origem latina, é também de origem cristã, sempre significando "dia festivo" para a gente comunicar as glórias de Deus e viver na Sua alegria.

            Somente a língua portuguesa conservou, para nominar os dias da semana, essa origem da língua mãe e do cristianismo: 2a feira, 3a feira, 4a feira... etc. As demais línguas, mesmo as filhas do latim, como o espanhol, o francês, o italiano, não seguiram essa nomenclatura. Preferiram a linguagem pagã, ou homenagear aos deuses pagãos, do Olimpo Grego, como a Lua, na 2a feira; Júpiter, na 5a; ou Vênus, na 6a, só para lembrar alguns. Até mesmo o Domingo é chamado Dia do Sol, como em Inglês - Sunday - fugindo assim, àquela origem cristã de que falávamos, e que a língua portuguesa conservou.

            O fato é que todo mundo é doido por férias: operários, funcionários públicos e domésticos, professores e alunos, todos tiram férias. Têm seu merecido descanso ou seus "dias festivos" para repousarem e se refazerem do cansaço, adquirido no trabalho físico, mental, espiritual ou intelectual, vivido em qualquer atividade profissional. Hoje em dia, as férias, além de serem uma necessidade, são um direito. Quem tira férias tem obrigação de render mais e produzir muito mais, quando de seu retorno à atividade funcional. É uma chance especial de nos comunicarmos mais, com os de casa, com os de fora, com os amigos e até mesmo, com o próprio Deus. Ninguém se deve orgulhar por não tirar férias. Quem nunca sai de férias, vai cansando, desanimando, diminuindo a produtividade; apanha uma estafa e pode até morrer.

            Quem toma férias, usa de um meio legítimo e necessário para recuperar-se, física e mentalmente, a fim de prosseguir com muito mais força, estímulo e coragem na vida. Quantas férias perdidas, meu Deus! Quanta gente entrou de férias agora, sem nem as merecer, pois o que fizeram, ou o que produziram ou o que estudaram nesse 1º semestre, não lhe cansou o suficiente para repousar, nem sequer, a duração de um minuto. Quanta incompreensão para o significado de lazer! Quanto mau uso se faz desse tempo, em diversões arriscadas, em recreações perigosas, que levam ao afogamento, à coma alcoólica, ao acidente automobilístico, ao insucesso causado por arma de fogo ou a qualquer outro tipo de tragédia!? Quantos, à época da Pandemia, pegaram o vírus letal do Corona Vírus, passaram pra outras pessoas, para os mais velhos, em casa, ou terminaram morrendo!

Quantos professores e alunos voltarão às aulas - quer para ensinar, quer para aprender - com a mesma indisposição com que terminaram o 1º período letivo! É claro que a rotina vai continuar. Aproveitem o tempo que lhes resta; aliás, bastante longo ainda. Temos o restante das férias e o 2º semestre pela frente. Esse tempo é muito precioso. Aproveitemo-lo para recuperar.

            A Pandemia já se está indo. Não tiramos umas longas férias. Temos que adequar o nosso tempo, que parece livre, para tirarmos dele algum proveito. Adaptemo-nos ao “novo normal” como tanto se falava. Não vamos perder nosso tempo. Vamos aproveitá-lo melhor, aí sim, a Pandemia que nos faz tanto mal, poderá ser útil de algum modo. É como diz a sabedoria popular: “faça do limão, uma limonada”, ou aquela outra expressão tão conhecida: “não há mal que não traga um bem”. Pense nisto e dê um novo rumo em sua vida.

            O governo negacionista, antidemocrático, nitidamente avesso ao diálogo e a modos diferentes de pensar, já passou. Está considerado inelegível, pelo menos, por oito anos. Aproveitemos o Governo Democrata, atualmente, no poder e reprovemos quaisquer teorias conspiratórias que nos queiram enganar ou esconder a realidade das pessoas. Esse tipo de comportamento é irracional










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