sábado, 26 de agosto de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANP

 


UFC – POSSE DO REITOR EM CLIMA DE EUFORIA DEMOCRÁTICA           Edição de 26 de agosto

Desde meninos, o Assis Rocha e eu nos dedicamos aos meios de comunicação enquanto estudávamos no Seminário. Provas inequívoca da crença na força da comunicação.

Estudando em Olinda, tivemos programas  na Rádio Clube de Pernambuco, na Rádio Olinda, na Rádio Pajeú, gravamos discos, fizemos jornais.

Agora, na maturidade, ele Padre e eu Professor, já aposentados, continuamos com a mesma crença e disposição para o melhor uso possível dos veículos possíveis.

Vale a pena ler e  por em prática o que ele tão bem escreve neste último domingo de agosto, mês vocacional. Quando se tem um propósito, aparecerem os recursos.

Em festa de muitas esperanças a UFC vive, neste fim de semana a posse de seu novo Reitor, democraticamente eleito, Prof. Custódio Almeida. A foto do O POVO, diz tudo.

O novo Reitor é maranhense, da cidade de São Bernardo.  A perspectiva é de que sua gestão seja marcada pelo exercício da participação democrática.

Sendo ele profundo conhecedor da Educação Biocêntrica, em que é ótimo docente, por certo esta visão circulará para salas da graduação e pós graduação, com ótimos resultados.

A Professora Ruth Cavalcante, criadora da Educação Biocêntrica e demais adeptos e docentes desta Metodologia estavam presentes à posse, fazendo a maior torcida.

Nesta semana, Guaraciaba do Norte, perdeu um de seus grandes cidadãos. Francisco Leite Mesquita – Fanuca. Empresário, ex-vice-prefeito.

A foto do dia de sua posse como vice-prefeito, ao lado do titular José Maria Melo. Ainda: Luís  Coelho,                         José Neudo, Roque Ferro, Antônio Furtado e Antônio Aleixo.

Fanuca era uma das pessoas que mais tinha afilhados, em nosso município. Tinha uma caderneta com relação de quase 150 nomes, cuidadosamente, anotados.

Tenho observado que, em vários municípios, jovens professores e alguns mais amadurecidos estão cuidando de suas atualizações, fazendo novos cursos.

É uma excelente iniciativa. Professores não podem ficar repetindo-se todos os dias. É uma contradição, considerando que Educação é mudança.

Tenho dito muito que a rotina da Educação é não ter rotina. O Professor que se acomoda vai-se afundando. Pior ainda, fica na mão de políticos.

Durante o tradicional período da festa de Viçosa do Ceará, em 12 de agosto, o Intelectual, Professor, Odontólogo e Cel. Nonato Castro foi homenageado.

Recebeu a Comenda do brigadeiro Tibúrcio, Herói da Pátria, no Memorial Clovis Beviláqua. Um reconhecimento pelos seus múltiplos trabalhos intelectuais.

Está surgindo, em alguns pontos do país, os repulsivos grupos de neonazistas que defendem a supremacia branca. Devem ser repudiados a todo custo.

Estimular preconceitos é crime, especialmente quando difundem que a cor da pele é algo que pode definir a superioridade ou inferioridade de pessoas ou grupos.

Se você conhece alguém que defende a pele branca como sendo superior, tenha cuidado. São pessoas de má índole e incapazes de perceber os valores humanos.

Recebi, nessa semana, uma mensagem que me chamou muita atenção. Os pássaros idosos, sem condições de locomoção, são ajudados por pássaros mais novos que lhes servem alimentos. Emocionante.  


Nesta quinta feira, no Programa Setorial de TV, sob o comando de Antônio Ibiapino, na TV H BR, de Luiz Regadas, mais uma vez, falei sobre o Exercício de falar de Público.

Destaquei que a maioria não é preparada para falar, mas para calar. Mas, havendo oportunidades, todos podem aprender.







 

O BOM USO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO          

A Igreja tem feito, através de sua PASCOM, uma convocação constante de seu povo e de suas pastorais, para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social - falados, escritos ou televisados - para a transmissão do bem, da verdade e da paz. É o que tentamos fazer aqui neste ‘site’ do Leunam.

Este mês, dedicado às Vocações, é uma excelente oportunidade para revermos nossas opções ministeriais - padre, pai e religiosos - embora ainda tenhamos, estes últimos dias para abrir os horizontes vocacionais e profissionais dos leigos. Estes têm um papel, preponderante, na sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque são maioria.

Pelo batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a exercer 03 funções: de sacerdote, de profeta e de rei. Um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido político, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade, enfim, de presidir, coordenar, comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso é possível, por causa da função sacerdotal que o batismo lhe confere. É o sacerdócio comum dos fiéis. Não é preciso ser padre para isso.

A segunda função do leigo é proferir a palavra de Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é preciso pedir licença ao pároco ou ao bispo. Ele já pode reunir, por ser sacerdote e pode proferir, por ser profeta. Enganam-se os que pensam que profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não! Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do seu próprio batismo. O que ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É coisa de Deus.

A terceira função, dada pelo batismo ao cristão, é a de ser rei, isto é, autoridade para pregar a palavra. Competência para interpretá-la, fielmente. Eloquência para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se sair na hora da descrença ou refutação de alguns. Segurança para não se intimidar ou gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder questionamentos. É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa vontade, mas lhes falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que tornem o seu pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém se atreva a contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e seguros quanto os seus.

Do jeito que os padres e os religiosos somos chamados a nos engajarmos na Ação Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa com os leigos e os catequistas, convidando-os e os enviando a se engajarem e a permanecerem participando, ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais, missionários e catequéticos, a fim de que todos sigamos aquele chamado de Jesus: ide por todo o mundo; pregai o evangelho a todas as criaturas. Todos temos que estar preparados para sair por toda parte: pelas cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando a boa nova. O povo está precisando ser bem formado e bem orientado para as coisas de Deus. Para fazer tal serviço de bem comunicar a verdade, temos que usar de todos os meios: televisados, falados e escritos. Nossas Dioceses estão bem conscientes disto, estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando os serviços de Rádio, TV, Jornais e Revistas como excelentes meios para evangelizar. Aqui, modestamente, estamos usando este ‘site’ para espalhar o Evangelho ou “a boa nova”.

Nosso desejo é que os leigos reconheçam suas funções batismais e as realizem trabalhando intensamente: reunindo o povo de Deus, proferindo ou lendo a Palavra e explicando-a com competência para melhor desempenharem as missões de sacerdote, profeta e rei, como nos referimos acima.

Os leigos, os catequistas ou os missionários têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres e os religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar tempo para os padres no desempenho de sua missão específica (celebrar os sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo padre.

Antes de se criticar o leigo ou a leiga por serem “beatos” ou “baratas de Igreja” ou, como na linguagem comum, “aquele que está por fora ou que de nada entende” deve-se ver neles, “um entendido”, “aquele que é capaz” ou “que está por dentro”.

Pena é que muitos leigos são superconservadores. Tiveram medo de se vacinar contra Covid, que a vacina veio da China Comunista, votaram em candidato sem fé, negacionista, que usa o nome de Deus em vão, que lhe quer comprar a consciência, o voto e o caráter, através de “auxilio emergencial”, enfim, há muito leigo, feliz com o desemprego, com o alto custo de vida, com a precária assistência médica, usando as cores verde e amarela, que são símbolos nacionais, como se fossem características de um partido político, morrendo de aplaudir enganador da boa fé do povo como se todos os seus problemas estivessem resolvidos. Que tristeza!

Quando alguém fala assim, como estou falando, é taxado de comunista e de inimigo da Igreja, como se o nosso Fundador tivesse ficado do lado de Herodes, a quem Ele chamou de “raposa”, sinônimo de matreiro, enganador, ou que interpelou Pilatos ao dizer-Lhe que tinha “autoridade para prendê-Lo, ou para soltá-Lo”, e Ele lhe respondeu tão sabiamente: tu não terias nenhum poder sobre Mim, que não te fosse dado do Alto”, isto é, do Pai.

Estamos precisando de Leigos conscientes, de catequistas comprometidos com o Evangelho, com a Palavra de Deus e que ajudem a interpretar Evangelho e Palavra de Deus, como Deus mandou que fossem transmitidos.

Parabéns, leigos e catequistas da Igreja, pelo Dia de Vocês e por engrossarem as fileiras dos 72 discípulos de Jesus. Nós, os Padres, vamos dando continuidade à Missão dos 12 apóstolos, fazendo aquilo que é específico do Padre, realizar. O Padre não precisa usurpar o lugar do leigo.

O Leigo é que tem de fazer o seu papel, realizar a sua missão. O Padre não recebe formação para ocupar posições político-partidárias. É o grande erro: alguém que não foi preparado para prestar um serviço, que dê seu lugar a outro que sabe ou que tem formação para tal. Está tudo invertido no mundo.

Maria deve ser a grande inspiração para o leigo cristão ou para o catequista, anunciador do Evangelho. Ela continua insistindo para que sejamos transmissores da verdade de Cristo: “façam tudo o que Ele vos disser” como se pronunciou lá nas Bodas de Caná. Também como Mãe da Igreja ela ampara e fortalece o sacramento do Reino, que é a Igreja.

Maria é, sem dúvida, o mais perfeito modelo de leigo. Pelo testemunho que ela nos deu em sua vida terrena, contemplemo-la na certeza de um dia também estarmos com Ela no céu, vivendo na paz definitiva.



 












sábado, 19 de agosto de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO


   É PRECISO APOIAR                OS VALORES LOCAIS         

Para celebrar os 44 anos da Anistia, acontecerá, em Fortaleza, a I SEMANA CULTURAL DO GRANDE PIRAMBU, de 21 a 25 de agosto.

O evento acontecerá na FEMOCOPI, com apoio do Governo do E – Secretaria de Direitos Humanos e Comissão Especial Wanda Sidou (Anistia).

A FEMOCOPI é na avenida principal que, infelizmente, ainda tem o nome do primeiro ditador do golpe de 64.

Tem-se observado que Guaraciaba do Norte está despertando para o turismo. Muitas pessoas visitam o município por causa de suas atrações.

Os empresários locais precisam entender isto e divulgar seus produtos. Como alguém vai adivinhar quem tem um bom produto a oferecer? A cidade cresceu.

Considerar-se que já é muito conhecido e, por isto, não precisa de divulgação é um grande engano. Aparece um mais esperto e lhe toma o lugar.

Nossa Serra está cheia de opções. A natureza já fez a sua parte.  Mas, como as pessoas vão saber, se não houver divulgação.

Muitos só conhecem Ubajara e Viçosa do Ceará. São divulgados. Pelo menos em certas épocas. Mas todos os municípios têm atrações.

Quando se vai um artista do porte de Edmilson Martins é que se lamenta a sua grandeza e o pouco valor que lhe foi dado. 

                  Parabéns aos artistas locais que lhe prestaram homenagens no sepultamento, especialmente,                                                               ao Helder Mello e outros músicos

O pesquisador da UFC, professor Gilmar de Carvalho o descobriu em 2005 e incluiu a sua história no livro Rabecas do Ceará. No livro está também o amigo Juvenal Justo de Brito.

Alguns municípios deviam ter além do cadastro de seus artistas, oportunidades periódicas para suas exibições. Todo artista precisa de palco.

Parece que o poder tem medo dos valores locais. Há também os conterrâneos que sempre desvalorizam os talentos locais, nas diversas áreas. Deveriam ser priorizados.

Tenho dito: Os que nada fizeram ou nada fazem pelo município não são capazes de enxergar o que muitos fazem. 

Seria ótimo que os artistas não mendigassem oportunidades, mas que fossem as estrelas dos eventos locais. A desvalorização mexe com a autoestima e leva à depressão.

Quando Secretário de Educação em Croatá, desde o primeiro aniversário do município, priorizamos os artistas locais, com “Show de Valores”. E a comunidade prestigiava.

Sempre defendi que, se os artistas locais não fossem apoiados, jamais seriam grandes. Ninguém nasce grande, precisa de apoio e oportunidades.

Mesmo que sejam contratados artistas de renome, antes de suas exibições, deve ser criada oportunidade para grupos locais.

Uma dica para Professores e alunos: Procure no Google o JORNAL DA POESIA. É uma criação de um ex-colega de Seminário, Francisco José  Soares Feitosa.

É uma verdadeira antologia de autores brasileiros. A ideia foi lançada em 13 de junho de 1996.  Procure: http://www.jornaldepoesia.jor.br/poetica-allah.html


O idealizador Soares Feitosa, de tradicional família de Mons. Tabosa, é uma das mais brilhantes inteligências  do Ceará. Tem um jeito próprio de escrever. Com muita graça.

No meu livro PROFESSOR COM PRAZER, no capitulo A SALA DE AULA – O SABER COM PRAZER, recomendo que, todos os dias, os alunos devem exercitar: falar, ouvir, ler e escrever.

Em nosso tempo de Seminário, na aula de Português, o Padre José Linhares, lia sempre um capítulo do livro O CORAÇÃO, de Edmond De Amicis.

Pena é que a gente pode encontrar dando aulas de Português, Professores que nunca leram  um livro. Já fiz este teste, mistrando cursos de Pedagogia.

Quando as pessoas irão aprender a escrever se não exercitam esta habilidade na sala de aula? Os escritores nascem nas salas de aula.

Os Professores pode propor que os alunos escrevam sobre os lugares que conhecem, as pessoas que admira, os sonhos para o futuro...

Os textos devem ser lidos para os colegas e assim todos vão tomando gosto. Com o tempo e as leituras, os alunos vão melhorando o jeito de escrever.

A festa da Padroeira é sempre um bom tema para que os alunos escrevam. As nossas celebrações estão sempre muito participativas. Faça com que a Festa chegue à sala de aula.

Na última quinta-feira, no programa Setorial de Saúde, da TVH BR, mais uma vez abordamos a definição da missão dos comunicadores, com base num curso de que fiz em 1963.









 


            






 

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

     QUAL É A SUA MISSÃO       NA SUA COMUNIDADE?

O mês de agosto se está caracterizando pela comunicação ou convocação, que a Igreja faz todos os anos, aos seus fiéis, para refletirem sobre suas vocações: os chamados que Deus vai fazendo a cada um de nós, para bem exercer a nossa missão no mundo.

Já pensamos na vocação do padre (05.08), na dos pais (12.08), e agora, neste 3o Domingo (19.08), sobre a vocação à vida religiosa, ou o chamado feito aos frades e às freiras para melhor servirem a Deus, por uma missão especial, à semelhança de Maria, nesta sua Festa da Assunção.

Por que à semelhança de Maria? Porque ela deu seu sim ao Anjo que lhe anunciou que ela seria a Mãe de Deus. Resistiu um pouco, mas aceitou: ‘faça-se em mim, segundo a tua palavra’. Os religiosos, homens ou mulheres, dão seu sim a Deus, todos os dias, na realização de suas funções: nos hospitais, nas creches, nas escolas, nas pastorais, na vida comunitária, em qualquer parte; o frade - ordenado ou não - e a freira devem estar sempre dispostos a fazer a vontade de Deus, a dizer sim, como Maria: ‘eis aqui a serva do Senhor’.

    Há pessoas que não veem muito sentido na vida religiosa. Como é que alguém se tranca num convento, às vezes, sem ter mais nenhum contato com o mundo? Será que foi algum desengano amoroso que os fez parar ali?

Santa Terezinha do Menino Jesus explicava muito bem o significado de sua vida no Carmelo. ‘A Igreja tem dois grandes grupos de missionários: os que vivem no mundo, se arriscando, enfrentando toda sorte de barreiras ou dificuldades e os que vivem nos conventos’. E comparava-os com uma árvore. Aqueles são o tronco, as folhas, os frutos, os galhos que ficam sujeitos à depredação de vândalos ou ao alcance de pessoas que os estragam, maltratam ou destroem. Os que vivem nas casas religiosas ou nos conventos são as raízes, que ficam escondidas, sem serem alcançadas pela destruição, pela maldade humana ou por estragos causados pela própria natureza. No entanto, dizia ela: ‘uma parte não vive sem a outra’. Será que a copa da árvore pode viver sem as raízes? Será que nasceriam flores e frutos, sem a seiva que entra pelas raízes ou a força que vem do solo? E pra que essas raízes escondidas, subterrâneas, se não houvesse a copa ou as partes externas da árvore? Perfeita a comparação.

A Igreja tem seus missionários externos, pregando a palavra de Deus, distribuindo os sacramentos, presidindo celebrações, usando de todos os recursos para chegarem mais perto do povo, por exemplo, o rádio, o jornal, a televisão; presentes na escola, na creche, nas comunidades eclesiais, dentro e fora das cidades, na zona rural e na urbana. É a parte externa, arriscada de que fala Santa Terezinha. Tem que haver a outra parte: a da oração, da contemplação, da intercessão a Deus; os que se escondem ou se anulam para darem força aos que se arriscam, aos que levam pedradas, incompreensão ou sofrem calúnias por causa do reino de Deus ou do trabalho comprometido que fazem.

Que bela, a comparação de Santa Terezinha! Não é sem razão que ela foi canonizada pelo Papa Pio XI no dia 17 de Maio de 1925 que, dois anos depois, em 1927, a declarou Patrona Universal das Missões Católicas. Sem nunca ter feito um sermão, sem ter sido criticada pela catequese feita, tornou-se a Padroeira dos Missionários. Como disse Jesus – e já citamos na reflexão do dia do padre – “a Messe é grande, mas os operários são poucos”.

            Santa Terezinha levou a sério o caminho da perfeição. Ela revelou ao mundo que a santidade e a perfeição podem estar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos e obrigações cotidianas que fizermos com amor. E ainda afirmava, taxativamente: “sigamos o caminho da simplicidade. Entreguemo-nos com todo o nosso ser, ao amor. Em tudo busquemos fazer a vontade de Deus. O zelo pela salvação das pessoas devore nosso coração”.

            Depois de uma tuberculose de quase três anos – àquela época, sem cura – faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos de idade, dizendo sua última frase: “não me arrependo de haver-me entregue ao amor”. E com o olhar fixo no Crucificado, exclamou: “meu Deus, eu te amo”. E assim, morreu aquela jovem que é considerada a maior Santa dos tempos modernos.

            No centenário de sua morte, em 1997, o Papa João Paulo II escreveu uma Carta Apostólica, Divinis Amoris Scientia, declarando-a Doutora da Igreja.

            Já lhes disse, na reflexão do 1º Domingo, Dia do Padre, porque escolhi a solenidade do Cura d’Ars, para a minha ordenação sacerdotal. Adianto-lhes hoje, Dia dos Religiosos, que a prática missionária de São João Vianey, na “copa da árvore”, unida à interpretação de Santa Terezinha, dada às “raízes” me motivaram a ser Missionário, por cerca de 10 anos, por quase toda a região nordestina.

Depois de me especializar em Roma na Religiosidade Popular do Nordeste Brasileiro, descobri em Frei Damião, o viandante nordestino. No Pe. Cícero, o Profeta de Juazeiro e São Francisco de Canindé, o santo dos pobres. Três grandes inspirações para me dedicar às Santas Missões Populares: um santo vivo, reconhecido pelo povo nordestino, na pessoa de Frei Damião. Um santo morto, mas de uma aceitação popular, impressionante, agora com o aval oficial da Igreja, rumo à Canonização: o Padre Cícero. E um Santo canonizado, respeitadíssimo em todo o mundo, mantido, divulgado e avalizado pelos frades franciscanos: São Francisco de Assis no Santuário de Canindé. Apesar de diferentes na avaliação de todos, têm, em comum, a credibilidade de que eram santos e realizavam fatos extraordinários: para o povo, os três fazem milagres.

            Para aprofundar tais estudos, pesquisas e catequese, girando por todo o Nordeste, no início dos anos 70, foi fundada a AMMINE (Associação de Missionários e Missionárias do Nordeste), envolvendo cerca de 60 Missionários (Padres Regulares e Diocesanos, Religiosas e Leigos de Vida Consagrada ou comprometidos com a Missão). Tínhamos uma sede em Recife, e depois, em João Pessoa para a coordenação geral. Havia assembleias anuais pelas Dioceses onde aconteciam Missões para revisar as atividades do ano findo e planejar as do ano vindouro.

            Cada Missionário tinha que dispor de um tempo em sua atividade pastoral para dedicar-se à ação missionária: na pré-missão; na realização das Santas Missões e no acompanhamento na pós-Missão. Esse trabalho tem que ser bem-feito. É da responsabilidade da equipe missionária “de fora”. Cabe a ela, preparar a “equipe de dentro”: a que deixa grupos organizados, as equipes de trabalho, de recepção e hospedagem, de refeições, de liturgia e animação, de mutirão, de som e divulgação, de saúde, de rezadeiras, da Fogueira, do Santo Cruzeiro etc.

            Quando a “equipe de fora” vem visitar a “equipe de dentro” vai revisando as atividades e as responsabilidades, de tal modo que, á época das Missões, tudo corra bem, sem atropelos. Como eu disse “a equipe de fora” éramos uns 60; “as equipes de dentro” já eram umas dez mil pessoas. Crescia muito. Era a mística do trabalho: “ser eficaz, renovada e numa linha evangelizadora”.  














domingo, 13 de agosto de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO


BETANISTAS DOAM LIVROS PARA APOIAR A OBRA DAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS.     Edição de 12 de agosto

Neste final de semana, ex-alunos do Seminário de Sobral voltaram à cidade para um evento muito importante. Fazer doações de livros à Obra das Vocações Sacerdotais.

 Mais de duzentos livros que contam história importantes dos que estudaram no Seminário da Betânia foram doados para venda em favor da OVS.

 O evento organizado pelos atuais seminaristas, sob a liderança do jovem reitor Padre Bruno de Araújo,  constou de uma Missa, seguida dos lançamentos.

O lançamento dos livros aconteceu no auditório da Biblioteca Central da UVA, cujo detalhamento está na edição dessa semana do Jornal Correio da Semana

Tudo aconteceu num clima de muita cordialidade. Na ausência do Padre José Linhares que, gentilmente, nos mandou uma justificativa, Juarez Leitão interpretou, artisticamente, o seu texto.

 O Padre Bruno Araújo, Reitor do Seminário, na juventude de seus 30 anos agradeceu pela iniciativa da doação dos livros que já são muito importantes pelo conteúdo



O Bispo de Sobral agradeceu aquela rara oportunidade, chamando a atenção dos seminaristas presentes para os testemunhos que estavam ouvindo dos Betanistas.

 No sábado pela manhã, no Hotel Visconde, os Betanistas reunidos prestaram uma homenagem aos colegas que já partiram para a eternidade.

 As homenagens foram com lembranças de momentos alegres que marcaram a passagem de cada entre nós. Juarez Leitão e Plinio Belchior Magalhães se destacaram com relatos

Neste período de 05 a 15 de agosto, muitas paróquias das dioceses de Sobral, Tianguá e Crateús estão realizando suas festas em homenagem à Padroeira.

 A perseguição ao Nordeste continua. O governador de Minas, do alto de sua arrogância, quer excluir a região.  Diante da primeira pressão, muda. “Não era isto que eu queria dizer”.

 O Governador de São Paulo que gosta de morte ia retirar os livros das escolas. Na primeira pressão, mudou de ideia. Isto é firmeza?

 Na minha conversa semanal no programa SETORIAL DE SAÚDE, da TV H BR, de Luiz Segadas, do papel do jornalista que aprendi num Curso promovido pelo Jornal do Commércio, do Recife, em 1963





O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Família é a fonte de todas as vocações 

No meu Comentário de sábado passado, abrindo o Mês das Vocações, neste 3º Ano Vocacional, referi-me ao Dia do Padre, como tema do 1º Domingo de Agosto, dizendo que foi na minha família que eu comecei a ser Padre e que é na Família que as Vocações têm que ser, incialmente, trabalhadas.

             Hoje, Dia dos Pais, quero continuar a reflexão, baseando-me no Tema e Lema, indicados pela Pastoral Familiar da CNBB, respectivamente, Família, fonte de vocações e Corações ardentes, pés a caminho, sugerido por Lucas 24,32-33 que nortearão toda a Semana Nacional da Família que vai deste domingo, 13, a 19. O dia 20, já é o Dia dos Religiosos e Religiosas.

            Ainda teremos o último Domingo do Mês Vocacional, 27, Dia dos Leigos, com que fecharemos o ciclo de nossos Comentários Semanais.

            Dizíamos que para estes dias - 13 a 19 - teremos a Semana Nacional da Família, tantas vezes celebrada no Mês de Agosto, com experiências diferentes e com muita criatividade na vivência em nossas comunidades.

            Como estamos celebrando, de 20 em 20 anos, já por três vezes, um Ano Vocacional, temos entendido e aprofundado que a família é a fonte de todas as vocações e nestes três últimos anos, com a realização de mais um sínodo, todos fomos chamados à comunhão, participação e missão, no seio familiar, isto é, na Igreja Doméstica, com suas alegrias e tristezas, com seus dons e fragilidades. Deus está chamando as diferentes vocações para servir à Igreja na multiplicidade de carismas a serviço da missão.

            Este ano, a Igreja está dando um enfoque diferente à sua catequese vocacional. Em vez de falar no Dia dos Pais como um acontecimento social, comercial ou lucrativo, com troca de presentes, como fazem a indústria e comércio, volta suas atenções para dentro dos lares, com valores cristãos reais e com união entre todos, que façam surgir vocações para servir a toda a Igreja.

            Neste 3º ano vocacional que celebramos a cada 20 anos – já se vão 60 -

a Igreja do Brasil achou por bem lembrar, proporcionar, celebrar e redescobrir o “dom” que cada pessoa recebeu como presente de Deus: sua vocação. E como dizíamos no Comentário da Semana passada, ‘se existe um lugar privilegiado de valorização e descoberta da vocação, ele se chama família’.

            Cada família deve colaborar e facilitar para que os seus membros descubram aquele chamado que Deus, no seu infinito amor, colocou no íntimo de cada coração e que é a única possibilidade de vida feliz. Quem não descobre sua vocação não terá um coração alegre e realizado.

            O subsidio, Hora da Família, de há muito nos está acompanhando todos os anos, com esquemas para reuniões, encontros, estudos em grupos, sempre elaborados pela Comissão Nacional Familiar (CNPF) e que muito nos ajudam.

            Neste 3º Ano Vocacional, dentro do Mês das Vocações e nesta semana que se segue ao 2º Domingo, Dia dos Pais, somos convidados a pensar na Família, fonte de todas as vocações, como fruto de tantos estudos feitos nesses três últimos anos, por ocasião do Sínodo de revisão da pastoral da Igreja e de suas atividades pós-conciliares.

Fomos, insistentemente, chamados à comunhão, participação e missão, no seio familiar ou na Igreja Doméstica, com suas alegrias e tristezas, com seus dons e fragilidades. Deus nos chama a viver diferentes vocações para servir à Igreja, na multiplicidade de carismas a serviço da missão. Quanto mais nossas famílias compreenderem a importância de cultivar dentro dos lares os valores cristãos, mais veremos surgir vocações para servir toda a Igreja.

 

Para vivenciarmos tudo isso, participando da caminhada pastoral, o subsídio ‘Hora da Família’ sugere para toda esta Semana, a partir de amanhã, um roteiro para meditação, reflexão e ação em todos os grupos de Comunidades Eclesiais. Como tema geral pro Dia dos Pais-Domingo:

- A Vocação de ser Pai. (Vai permeando toda a semana).

- 1º Encontro: Vocação: graça e missão.

- 2º Encontro: Chamados a ser povo de Deus.

- 3º Encontro: Vocação dos discípulos missionários.

- 4º Encontro: Vocação: resposta de amor.

 - 5º Encontro: Vocação: servir com alegria.

 - 6º Encontro: Jesus chama para permanecer com Ele.

 - 7º Encontro: Vocação é graça que une chamado e resposta.

           

A título de informação, é bom saber que a Igreja do Brasil, além de editar normas pastorais e emitir orientações, as mais variadas, para o bem de todas as famílias, como o que falamos acima, ela ainda emite normas ou subsídios semelhantes aos primeiros, chamados “Hora da Vida” para serem vivenciados na 1ª semana do Mês Missionário, de 1º a 07 de Outubro sobre a temática da “adoção” a ser estudada em sete encontros, como fez em “Hora da Família”.

Tal “semana missionária” encerra no dia do nascituro, 08 de Outubro, com o tema: “Direito de nascer e ser acolhido em uma família” e outros temas:

 

- 1º Encontro: Adoção, um projeto de Deus!

- 2º Encontro: Adoção, alargar os vínculos da carne e do sangue.

- 3º Encontro: O amor que adota é dom de Si.

- 4º Encontro: Adoção é uma forma de caridade.

- 5º Encontro: Adoção, gesto concreto em favor da vida.

- 6º Encontro: Adoção, a fecundidade do amor.

- 7º Encontro: A adoção enriquece a família.

 

Com estes dois esquemas – vocacional e missionário – nos respectivos meses designados pela Igreja do Brasil – Agosto e Outubro – os Senhores Bispos – com seu clero e seus agentes pastorais – querem promover, cuidar e defender o tema da adoção e da paternidade responsável como um grande tesouro espiritual para aqueles que desejam abrir suas famílias a tantas crianças e jovens que aguardam um lar.

Apesar de ainda circular pelos meios de comunicação, muita publicidade sobre o Dia dos Pais, como oportunidade de se trocar presentes e de se engordar a economia ou de que será, financeiramente, mais rentável do que em anos anteriores, a Igreja está dando enfoques diferentes para o que é vocação e o que é missão e este enfoque é o que mais nos interessa agora.

Sábado passado, elogiei minha família e meu bispo, Dom Francisco, pelo cuidado que sempre tiveram com minha vocação. Estou contente em ver a Igreja Católica, abrindo novos horizontes no trato com as famílias, como berços de novas e comprometidas vocações e missões sacerdotais.

Que este Dia dos Pais e esta Semana Nacional da Família nos mostrem melhores caminhos e novas esperanças nos trabalhos evangelizadores de nossa Igreja. Como dissemos acima e no Dia do Padre, “é nas famílias que as vocações precisam ser trabalhadas”. 


 Vamos viajar um pouco no tempo!                        Edison Costa              

Há 56 anos as cortinas do nosso seminário, foram descidas ao solo, embebidas em lágrimas.

                       Se o meu seminário fosse um ser vivo orgânico,  com forma humana, daria um afetuoso  abraço como o de uma mãe saudosa que não vê o filho há  tempos! Como isso não é possível, deixo aqui o meu abraço virtual!!

                     O meu improviso já está escrito! Para não desafiar a minha memória e já respeitando os primeiros acordes do alemão, vou me segurar na leitura!

                       Queridos amigos betanistas, saúdo todos vocês com a benção de Cristo: O Senhor esteja convosco ! Para os apreciadores do latim: Dominus vobiscum! E espero ecoar essa resposta juntos:

 Estou aqui para falar de saudade! Permitam-me percorrer com o olhar estas imponentes colunas em forma de arcos góticos, que denunciam uma arquitetura italiana, fruto da inspiração de Dom José. Memórias de outrora surgem em minha mente, quando neste mesmo local, sob a sombra dos oitizeiros, nos entregávamos ao espiribol e ao vôlei nas tardes serenas, semi-distraidamente sintonizados à rádio Itamaraty . Esses momentos lúdicos de atividade física foram marcados por olhares constantemente voltados para cima, seja pela prática dos esportes ou pela observação desses arcos que se erguiam majestosos aos nossos olhos.

Esta lembrança, este espaço campestre, desperta em mim uma viagem no tempo, trazendo à tona tantos momentos felizes vividos neste casarão que agora recordo com imensa saudade

                       Os sólidos muros que formam esta instituição são um manto que envolve a todos nós, seminaristas da Betânia, em uma ternura nostálgica. É aqui que o verdadeiro livro da história de nossas vidas está gravado em pedra.

                       Somos privilegiados por termos sido formados nesta casa, o nosso Seminário da Betânia. A quietude de sua arquitetura fala profundamente aos nossos corações. Esta casa estará sempre em um constante retiro, rezando por nós.

                       O Seminário da Betânia foi um lar precioso que acolheu nossa infância e juventude com esmero e carinho, consolando-nos nos momentos mais desafiadores da nossa puberdade.


                       O seminário da Betânia é a minha Jerusalém, um local sagrado e reverenciado por todos nós!

                       Foi aqui que aprendi o valor supremo do amor a Deus acima de tudo e ao próximo como a mim mesmo, ensinamentos de Cristo que sempre buscamos incorporar ao máximo, embora o coração humano por vezes tenha dificuldades em acolher plenamente.

                       Nós, betanistas, formamos uma irmandade de pessoas voltadas para o bem e para servir ao próximo, lições que recebemos dos nossos educadores nesta casa sagrada de Deus.

                       Queridos amigos, neste momento especial, apresentamos a vocês dois livros, fruto do trabalho conjunto de nós, seminaristas betanistas. Apesar de não possuir as habilidades de um escritor inspirado, sinto-me honrado e cheio de alegria por me aventurar pelos caminhos da literatura. Convido todos vocês a mergulharem nos depoimentos edificantes de vida dos coautores destes livros.

                       Compartilhar nosso passado generoso e glorioso, que nos moldou como exemplos numa sociedade que muitas vezes esquece os princípios éticos, morais e cristãos, é uma ocasião de sublime alegria. É com imensa felicidade que nos reunimos aqui, poucos em número, mas grandes em representação, para o lançamento dos nossos livros: "Para a Vida" e "Para o Trabalho". Estas obras contêm belas histórias de vida de cada um de nós, sob a égide do nosso amado Seminário da Betânia.

                       Estamos aqui também para celebrar a vida, pois já somos todos septuagenários!

                       Agradeço aos betanistas Leunam e Aguiar Moura pela dedicação exemplar na elaboração e publicação dos livros e pelo esforço contínuo para manter viva a memória e a história do Seminário da Betânia. Tenho certeza de que tudo o que vocês fazem é recheado de muito amor, e o que é feito com amor só pode trazer a recompensa do amor de Deus!

                        Gostaria de prestar a minha homenagem ao padre Zé Linhares, nosso reitor, uma mente brilhante, com uma inquestionável capacidade administrativa, um ícone, uma liderança a nos moldar para os desafios da vida,  o meu mais profundo e eterno agradecimento!

                       Desejo a todos uma leitura proveitosa dos nossos livros.

                       BENEDICAMUS DOMINO!

                       DEO GRATIAS

 Muito obrigado!

 Um grande abraço em Cristo! Amém

*Francisco Edison Costa, é sobralense, Betanista, Médico Oftalmologista, em Fortaleza


COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...