sábado, 30 de setembro de 2023

IDEIAS & NOTICIAS O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

QUAL É A SUA MISSÃO NO MUNDO?

No Sábado passado (23) - fazendo nosso último Comentário sobre o mês da bíblia no seu tradicional Dia, último domingo de setembro (24) – unimos tudo ao Dia do Tradutor, em homenagem a São Jerônimo, que se celebra hoje, dia 30, afirmando que amanhã, já é o início de Outubro, o Mês Missionário.

             Concluíamos dizendo que, a partir de amanhã, o Mês das Missões seria para se pôr em prática, tudo o que se havia armazenado no Mês da Bíblia, prosseguindo com novos tema e lema: “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo” e “Corações ardentes, pés a caminho” que aprofundaríamos, também com o Papa Francisco no Dia das Missões, 4º Domingo de Outubro, dia 22.

            Aliás, esta história missionária, partiu do próprio Jesus, ao enviar os seus apóstolos, como nos narra o Livro dos Atos 1,8: “recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria e até aos confins do mundo”.

            Assim, Jesus quis mostrar a extensão de sua catequese: universalidade ou catolicidade em todos os tempos. Isto significa dizer que não deve existir qualquer realidade humana, que seja alheia à atenção dos discípulos de Cristo na sua Missão.

            O Papa Francisco – de quem comentaremos a Mensagem para o Dia Mundial das Missões, no domingo, 22 – referindo-se à “força do Espírito Santo”, aludida por Jesus, diz: ‘receber a alegria do Espírito é uma graça; e é a única força que podemos ter pra pregar o Evangelho, confessar a fé no Senhor’ o que significa: “o Espírito é o verdadeiro protagonista da Missão”.

            Daqui a três anos, celebraremos o Centenário da Instituição do Dia Mundial das Missões, pelo Papa Pio XI, em 1926, sendo celebrado sempre, no penúltimo Domingo do Mês de Outubro. Seu gesto o levou a ser classificado como o Papa Missionário. É que, na Festa do Pentecostes de 14 de Abril de 1926, ele lançou ao mundo sua importante Encíclica Rerum Ecclesiae com os principais objetivos missionários, programados para o seu pontificado.

            Daí em diante, todos os Papas que se lhe seguiram, continuaram a se dirigir ao povo de Deus em estado permanente de missão, tendo o Mês de Outubro, como forte referência à ação das Pontifícias Obras Missionárias.

            Desde o ano passado, 2022, já entramos em clima de Centenário das POMs, porque Pio XI já ia anunciando a Encíclica e preparando o ambiente; afinal de contas, ele tinha uma programação que marcasse o seu Pontificado.

            Basta recordar o que ele fizera no Pentecostes de 1922, 04 anos antes: num surpreendente gesto, chamou a atenção de todos os que se encontravam na Basílica de São Pedro. Parou no meio de seu sermão, tirou o “soli Deo”, transformou-o numa improvisada “sacola” e pediu ajuda aos senhores cardeais, bispos, presbíteros e fiéis ali presentes, para as iniciantes Pontifícias Obras Missionárias, que continuam na Igreja até os dias de hoje. Quase 100 anos. É uma das modalidades mais antigas de campanha, bem anterior ao Concílio Ecumênico Vaticano II, que deu origem a inúmeras atividades: mundiais, locais, pastorais que atingem à Igreja no Mundo, em alguns países, em dioceses e nos mais variados pontos por onde se estende a Igreja Católica.

            Naquela ocasião, o Papa Pio XI deu-nos o exemplo. Uniu teoria e prática, ensinamento e realidade. Não importava apenas falar. Tinha que agir. E, em 04 anos de preparação, divulgação e fundamentação das bases de um trabalho que seria permanente estavam lançadas as bases de um movimento missionário, como queria Jesus: “que se estendesse até os confins do mundo”.

            O Cardeal Jorge Bergoglio, pela origem latino-americana, pela formação, abrangentemente missionária, que lhe dá a ordem jesuíta e pela proposital escolha de Francisco, para nominá-lo e marcar a direção do seu pontificado, como fizera de Pio XI, o Papa Missionário, tornou também Francisco, o Papa Iluminado, que transformou a coincidência do centenário das celebrações missionárias (1922 a 1926) num Ano Jubilar, em 2022, bem festivo, recheado dos 200 anos de fundação da Pontifícia Obra de Propagação da Fé, dos 400 anos da Congregação pra Evangelização dos Povos, 1622, e o compromisso de manter o mandato missionário nos novos territórios descobertos.

            A tais motivações, somem-se as viagens missionárias internacionais do Papa, as Jornadas Mundiais da Juventude, o triênio da realização do Sínodo, periodicamente atualizando o Concílio, mesmo sob críticas e incompreensões, lamentavelmente, partidas de maus católicos.

            O iluminado Papa Francisco, em toda a sua Missão, na Cidade Eterna ou pelo Mundo, está falando “Urbi et Orbi”, como uma base de estímulo à continuidade da Missão, deixada por Jesus, a que nos propomos realizar e espalhar por toda parte: os sucessores dos 12 Apóstolos e dos 72 discípulos, respectivamente, os sacerdotes e leigos. Somos os responsáveis pela missão, pela divulgação daquilo que Jesus nos confiou: “ide por toda parte; pregai o Evangelho a toda criatura”. Este é o mandato missionário que temos. É isto que justifica a existência do Mês das Missões. Vamos realizá-lo mais uma vez.

            No início, eu falei do tema: “ide! Da Igreja local aos confins do mundo”.  E do lema: “corações ardentes, pés a caminho”. Estaremos, todo este Mês Missionário, com as vistas voltadas pra estes tema e lema: iguais aos do Papa.

            No penúltimo Domingo deste mês, 22, celebraremos o Dia Mundial das Missões. Vamos comentar a Mensagem do Papa Francisco, mas já lhes adianto agora, o início de sua reflexão. Baseado no Evangelho de Lucas 24,13-35, o Papa Francisco fala da confusão e desilusão em que se encontravam os 02 discípulos de Emaús. Só na partilha da Palavra e do Pão, isto é, no diálogo e na refeição, abriram-se-lhes os olhos e Jesus desapareceu.

            Não desapareceu deles “o entusiasmo para pôr os pés a caminho rumo a Jerusalém e anunciar que o Senhor tinha, verdadeiramente ressuscitado”.

            É a este anúncio, esta saída para dar um recado, este entusiasmo pela partilha da Palavra e do Pão, esta vontade de ir até o irmão, que se chama Missão. Sentir-se enviado, útil, comprometido com o trabalho, levar a boa nova, dar-se, prestar um serviço, sentir-se “enviado” como significa, originalmente, a palavra latina ”mitere”, que dá origem a “missão”, “missionário”, “missa”, etc.

            Diante do tema do mês missionário deste ano:

 “ide”, “saí do vosso lugar”, “da vossa família”, “do vosso bem-estar pessoal pra qualquer parte”, “pregai o Evangelho a toda criatura” e sob o lema “tende corações ardentes, pés no caminho”, “não tenhais medo”, “eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

 Como duvidar? O que foi que Jesus disse a Pedro, que se ia afundando, ao caminhar sobre as águas? “Homem de pouca fé! Por que duvidaste?” Ele deverá repetir para nós: nestes 2023 anos eu passei só 33 convosco, já se vão 1990 anos, fisicamente afastados de mim, só virei no final dos tempos, que eu não sei quando será, nem os anjos do céu, sabem. Só o Pai sabe. Só depende d’Ele. Por isso, estai preparados. Fazei e praticai a vossa Missão. Se vos mantiverdes, fiéis até o fim, vos salvareis. Mãos à obra.

            Jesus já fez e continua fazendo a parte d’Ele. Nós temos de fazer a nossa. Certamente, todos queremos a salvação. Estamos lutando por Ela?   

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