QUAL É A SUA MISSÃO NO MUNDO?
No Sábado
passado (23) - fazendo nosso último Comentário sobre o mês da bíblia no
seu tradicional Dia, último domingo de setembro (24) – unimos tudo ao
Dia do Tradutor, em homenagem a São Jerônimo, que se celebra hoje, dia 30, afirmando
que amanhã, já é o início de Outubro, o Mês Missionário.
Concluíamos dizendo que, a partir de amanhã, o Mês das Missões seria para se pôr em prática, tudo o que se havia armazenado no Mês da Bíblia, prosseguindo com novos tema e lema: “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo” e “Corações ardentes, pés a caminho” que aprofundaríamos, também com o Papa Francisco no Dia das Missões, 4º Domingo de Outubro, dia 22.
Aliás,
esta história missionária, partiu do próprio Jesus, ao enviar os seus apóstolos,
como nos narra o Livro dos Atos 1,8: “recebereis
a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em
Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria e até aos confins do mundo”.
Assim,
Jesus quis mostrar a extensão de sua catequese: universalidade ou catolicidade
em todos os tempos. Isto significa dizer que não deve existir qualquer
realidade humana, que seja alheia à atenção dos discípulos de Cristo na sua
Missão.
O
Papa Francisco – de quem comentaremos a Mensagem para o Dia Mundial das Missões,
no domingo, 22 – referindo-se à “força do
Espírito Santo”, aludida por Jesus, diz: ‘receber a alegria do Espírito é uma graça; e é a única força que
podemos ter pra pregar o Evangelho, confessar a fé no Senhor’ o que
significa: “o Espírito é o verdadeiro protagonista
da Missão”.
Daqui
a três anos, celebraremos o Centenário da Instituição do Dia Mundial das
Missões, pelo Papa Pio XI, em 1926, sendo celebrado sempre, no penúltimo Domingo
do Mês de Outubro. Seu gesto o levou a ser classificado como o Papa Missionário. É que, na Festa do
Pentecostes de 14 de Abril de 1926, ele lançou ao mundo sua importante
Encíclica Rerum Ecclesiae com os principais objetivos missionários,
programados para o seu pontificado.
Daí
em diante, todos os Papas que se lhe seguiram, continuaram a se dirigir ao povo
de Deus em estado permanente de missão, tendo o Mês de Outubro, como
forte referência à ação das Pontifícias
Obras Missionárias.
Desde
o ano passado, 2022, já entramos em clima de Centenário das POMs, porque Pio XI
já ia anunciando a Encíclica e preparando o ambiente; afinal de contas, ele
tinha uma programação que marcasse o seu Pontificado.
Basta
recordar o que ele fizera no Pentecostes de 1922, 04 anos antes: num
surpreendente gesto, chamou a atenção de todos os que se encontravam na
Basílica de São Pedro. Parou no meio de seu sermão, tirou o “soli Deo”, transformou-o numa
improvisada “sacola” e pediu ajuda
aos senhores cardeais, bispos, presbíteros e fiéis ali presentes, para as
iniciantes Pontifícias Obras
Missionárias, que continuam na Igreja até os dias de hoje. Quase 100
anos. É uma das modalidades mais antigas de campanha, bem anterior ao Concílio
Ecumênico Vaticano II, que deu origem a inúmeras atividades: mundiais, locais,
pastorais que atingem à Igreja no Mundo, em alguns países, em dioceses e nos
mais variados pontos por onde se estende a Igreja Católica.
Naquela
ocasião, o Papa Pio XI deu-nos o exemplo. Uniu teoria e prática, ensinamento e
realidade. Não importava apenas falar. Tinha que agir. E, em 04 anos de
preparação, divulgação e fundamentação das bases de um trabalho que seria permanente
estavam lançadas as bases de um movimento missionário, como queria Jesus: “que se estendesse até os confins do mundo”.
O
Cardeal Jorge Bergoglio, pela origem latino-americana, pela formação,
abrangentemente missionária, que lhe dá a ordem jesuíta e pela proposital escolha
de Francisco, para nominá-lo e marcar a direção do seu pontificado, como
fizera de Pio XI, o Papa Missionário, tornou também Francisco, o Papa
Iluminado, que transformou a coincidência do centenário das celebrações
missionárias (1922 a 1926) num Ano Jubilar, em 2022, bem festivo, recheado dos
200 anos de fundação da Pontifícia Obra de Propagação da Fé, dos 400 anos da
Congregação pra Evangelização dos Povos, 1622, e o compromisso de manter o
mandato missionário nos novos territórios descobertos.
A
tais motivações, somem-se as viagens missionárias internacionais do Papa, as
Jornadas Mundiais da Juventude, o triênio da realização do Sínodo,
periodicamente atualizando o Concílio, mesmo sob críticas e incompreensões,
lamentavelmente, partidas de maus católicos.
O
iluminado Papa Francisco, em toda a sua Missão, na Cidade Eterna ou pelo Mundo,
está falando “Urbi et Orbi”, como uma
base de estímulo à continuidade da Missão, deixada por Jesus, a que nos
propomos realizar e espalhar por toda parte: os sucessores dos 12 Apóstolos e
dos 72 discípulos, respectivamente, os sacerdotes e leigos. Somos os
responsáveis pela missão, pela divulgação daquilo que Jesus nos confiou: “ide por toda parte; pregai o Evangelho a
toda criatura”. Este é o mandato missionário que temos. É isto que
justifica a existência do Mês das Missões. Vamos realizá-lo mais uma vez.
No
início, eu falei do tema: “ide! Da Igreja
local aos confins do mundo”. E do
lema: “corações ardentes, pés a caminho”.
Estaremos, todo este Mês Missionário, com as vistas voltadas pra estes tema e
lema: iguais aos do Papa.
No
penúltimo Domingo deste mês, 22, celebraremos o Dia Mundial das Missões. Vamos
comentar a Mensagem do Papa Francisco, mas já lhes adianto agora, o início de
sua reflexão. Baseado no Evangelho de Lucas 24,13-35, o Papa Francisco fala da
confusão e desilusão em que se encontravam os 02 discípulos de Emaús. Só na
partilha da Palavra e do Pão, isto é, no diálogo e na refeição, abriram-se-lhes
os olhos e Jesus desapareceu.
Não
desapareceu deles “o entusiasmo para pôr
os pés a caminho rumo a Jerusalém e anunciar que o Senhor tinha,
verdadeiramente ressuscitado”.
É
a este anúncio, esta saída para dar um recado, este entusiasmo pela partilha da
Palavra e do Pão, esta vontade de ir até o irmão, que se chama Missão.
Sentir-se enviado, útil, comprometido com o trabalho, levar a boa nova, dar-se,
prestar um serviço, sentir-se “enviado” como significa, originalmente, a
palavra latina ”mitere”, que
dá origem a “missão”, “missionário”, “missa”, etc.
Diante
do tema do mês missionário deste ano:
“ide”, “saí do vosso
lugar”, “da vossa família”, “do vosso bem-estar pessoal pra qualquer parte”, “pregai
o Evangelho a toda criatura” e sob o
lema “tende corações ardentes, pés no
caminho”, “não tenhais medo”, “eu estarei convosco todos os dias, até o fim do
mundo”.
Como duvidar? O que foi que Jesus disse a Pedro, que se ia afundando, ao caminhar sobre as águas? “Homem de pouca fé! Por que duvidaste?” Ele deverá repetir para nós: nestes 2023 anos eu passei só 33 convosco, já se vão 1990 anos, fisicamente afastados de mim, só virei no final dos tempos, que eu não sei quando será, nem os anjos do céu, sabem. Só o Pai sabe. Só depende d’Ele. Por isso, estai preparados. Fazei e praticai a vossa Missão. Se vos mantiverdes, fiéis até o fim, vos salvareis. Mãos à obra.
Jesus
já fez e continua fazendo a parte d’Ele. Nós temos de fazer a nossa.
Certamente, todos queremos a salvação. Estamos lutando por Ela?
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