Vivam
este momento lindo...
Com a Celebração da
Vigília Pascal, na noite deste Sábado, 30/03, e de todo o Domingo, 31, estamos
festejando a Ressurreição de Jesus, por toda esta Semana, chamada da Oitava
da Páscoa, que vai até o dia 07/04, como se fosse um Domingão Só: apenas
Um Dia, por causa da importância que tem a Ressurreição de Jesus para o
Mundo. Você pode até não estar feliz assim, mas um cristão de verdade, está
contente. Tem a garantia da própria salvação.
Confirmou tudo o que lhe foi ensinado pela tradição cristã: que Jesus, o Filho de Deus, nasceu, viveu entre nós por 33 anos, foi vigiado, perseguido, assassinado, sepultado e, ao terceiro dia, ressuscitou para garantir-nos também a nossa Ressurreição.
Você tem dúvida a respeito disso?
Aproveite deste Tempo Pascal, que vai ainda em frente, por 50 dias, até a Festa
de Pentecostes, dia 19 de Maio, para ouvir a Catequese da Igreja, mostrando os
caminhos da conversão e você não diga: “nunca
ouvi falar nisso” e perda a oportunidade de ser evangelizado.
Neste primeiro momento, ser-nos-á
lembrado que Jesus apareceu, sempre no 1º dia da Semana. É aquela impressão de
que tudo ia acontecendo como se fosse num único dia: um domingão. Era uma alegria que não tinha fim.
Ao participar das celebrações, você vai
ouvindo e conferindo na Liturgia diária, nas leituras, nos cantos, nas
reflexões do Pároco aquilo que nos deve orientar para nos tornar um bom
cristão. Se eu digo “nunca ter ouvido
falar nisso”, não será por desinteresse de minha parte? Será que não está
na hora de cuidar mais de nossa vida interior?
Não é só no tempo da Páscoa. Mesmo fora
dela, qualquer Missa celebra a vida, os ensinamentos, a morte e a ressurreição
de Jesus. Depois do Pentecostes, voltamos a celebrar o Tempo Comum, da sétima
semana em diante, até o último domingo do ano, na Festa de Cristo Rei, e a
motivação é sempre a mesma: celebrar vida, sofrimento, morte e ressurreição de
Jesus.
O fato é que, o mundo está precisando voltar-se mais para Deus.
As desculpas que encontramos para nos afastar de Deus ou da Igreja (pandemia, mosquitos, dengue, infidelidades, não gostar do padre) tudo deve ser relevado, quando a gente tem fé. Temos que retornar à confiança em Deus. Temos que ver os bons exemplos dados pela instituição e pelas pessoas cristãs muito mais, pelo exemplo, do que pelas muitas palavras ou os muitos sermões que pudessem ter feito. Usamos os mais variados Meios de Comunicação – Radio, Televisão e as mais diversas formas de Redes Sociais - para penetrar em suas residências ou locais de trabalho, a fim de transmitir, pessoalmente, uma mensagem de esperança e de salvação.
Quando falamos do “preceito pascal” – “confessar-se, ao menos, uma vez por ano” e
“comungar pela páscoa da ressurreição” – parece estarmos falando de algo do
passado, sem valor nenhum agora, porque o mundo está afastado do sentido de
pecado e de reconciliação. Infelizmente não são muitos os que buscam o
sacramento da Confissão e não são muitos os Padres que dão tempo, em seu
ministério, para exercerem a função de confessor.
Tenho certeza de que a Igreja Católica,
a começar do Papa Francisco, deu uma mensagem, mais pelo exemplo, do que pelos
sermões feitos. Sua presença constante na Praça e na Basílica de São Pedro, às
vezes, sozinho, naqueles imensos espaços, sem a presença do povo, serviu de
muita reflexão e fez o povo pensar muito no recado que o silencio e o
sofrimento podem dar.
Não estão mais em uso, as “Confissões
Comunitárias” e até o povo já se estava acostumando com elas, sobretudo após o
Concílio Vaticano II. Os Papas pós-conciliares começaram a pôr os pingos nos
“is” e a exigirem como forma de
reconciliação com Deus, a confissão e absolvição individuais, embora tenham
deixado uma brecha na norma, para ser levada em consideração: “os iminentes – perigos de morte” ou, o
que é mais comum, “a falta de sacerdotes,
suficientes para atenderem a grande massa de população”.
Em todos os recantos do mundo, o tempo
para realizar o “preceito pascal” de que falamos acima, será durante “esta semana da oitava da páscoa” que
está iniciando. Aqui no Brasil, essa prática se prolonga até a Festa de
Pentecostes – 19 de Maio - exatamente por que nós temos poucos padres, nossas extensões territoriais são muito
grandes e o nosso povo deixa tudo pra depois ou para a última hora. Daí, o
nosso “tempo pascal” também ser maior.
Vamos aproveitá-lo bem. Vamos organizar
as páscoas coletivas de Colégios, Universidades e de outros grupos para melhor
satisfazer aos fiéis nesse momento vivido pela Igreja. A nossa Pastoral da
Comunicação – presente em muitas de nossas Paroquias - unida às Pastorais da
Educação e da Cultura vai-se interessar para que o Tempo da Páscoa seja mais
bem vivido por todos. Que a alegria da Páscoa chegue a todos nós e que
permaneçamos com ela; não pelo “ovo” ou pelo “chocolate”, mas pela fé e pela
alegria de poder ressuscitar com Jesus, como vitória sobre a morte.
O
ensinamento que recebemos desde o início da Igreja foi para vivermos em
Comunidade. Unidos. Observem o texto dos Atos dos Apóstolos na Missa de amanhã:
“Pedro tomou a palavra e disse: Jesus de
Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda
parte fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio;
porque Deus estava com ele. Nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na
terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz, mas Deus
o ressuscitou no 3º dia”. Este testemunho de Pedro deve ser o nosso
testemunho. Esta fé de Pedro deve ser a nossa fé. Ouçam isto amanhã.
Também no Evangelho de amanhã começa a
série de narrativas das aparições de Jesus, todas no 1º dia da Semana, de
Domingo a Domingo, isto é, na Semana da Oitava da Páscoa, como eu dizia no
início deste comentário: seria como que um domingão só.
O Evangelho de S. João do dia 07/04, fim
da Oitava da Páscoa, mostra, claramente, o nexo ou a ligação dos dois domingos,
ao iniciar, dizendo: “ao anoitecer
daquele dia, o primeiro da semana, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e
disse: a paz esteja convosco”.
Instituiu – pela invocação do Espírito Santo - o Sacramento da Penitencia ou
Confissão, mas Tomé não estava presente; nem acreditou quando os outros
discípulos lhe falaram sobre a aparição. O texto de São João continua: “oito dias depois, encontravam-se os
discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles”. Jesus
saudou a todos e dirigiu-se logo a Tomé, dizendo-lhe: “põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e
coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel. Tomé respondeu: meu
Senhor e meu Deus! Jesus lhe disse: acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto”. Observe-se que o versículo
19, iniciando a narrativa de São João: “no
1º dia da semana” e o versículo 26, dando continuidade à narrativa: “oito dias depois” mostram-nos a
interligação de todos os dias da semana da oitava da páscoa como se se
tratasse de um dia só, um domingão festivo,
comemorativo da Festa da Ressurreição do Senhor. Sem dúvida, repito, foi o maior
acontecimento da humanidade. “Vivam este momento lindo”...
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