sábado, 30 de março de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Vivam este            momento lindo...

Com a Celebração da Vigília Pascal, na noite deste Sábado, 30/03, e de todo o Domingo, 31, estamos festejando a Ressurreição de Jesus, por toda esta Semana, chamada da Oitava da Páscoa, que vai até o dia 07/04, como se fosse um Domingão Só: apenas Um Dia, por causa da importância que tem a Ressurreição de Jesus para o Mundo. Você pode até não estar feliz assim, mas um cristão de verdade, está contente. Tem a garantia da própria salvação.

 Confirmou tudo o que lhe foi ensinado pela tradição cristã: que Jesus, o Filho de Deus, nasceu, viveu entre nós por 33 anos, foi vigiado, perseguido, assassinado, sepultado e, ao terceiro dia, ressuscitou para garantir-nos também a nossa Ressurreição.

Você tem dúvida a respeito disso? Aproveite deste Tempo Pascal, que vai ainda em frente, por 50 dias, até a Festa de Pentecostes, dia 19 de Maio, para ouvir a Catequese da Igreja, mostrando os caminhos da conversão e você não diga: “nunca ouvi falar nisso” e perda a oportunidade de ser evangelizado.

Neste primeiro momento, ser-nos-á lembrado que Jesus apareceu, sempre no 1º dia da Semana. É aquela impressão de que tudo ia acontecendo como se fosse num único dia: um domingão. Era uma alegria que não tinha fim.

 

Ao participar das celebrações, você vai ouvindo e conferindo na Liturgia diária, nas leituras, nos cantos, nas reflexões do Pároco aquilo que nos deve orientar para nos tornar um bom cristão. Se eu digo “nunca ter ouvido falar nisso”, não será por desinteresse de minha parte? Será que não está na hora de cuidar mais de nossa vida interior?

Não é só no tempo da Páscoa. Mesmo fora dela, qualquer Missa celebra a vida, os ensinamentos, a morte e a ressurreição de Jesus. Depois do Pentecostes, voltamos a celebrar o Tempo Comum, da sétima semana em diante, até o último domingo do ano, na Festa de Cristo Rei, e a motivação é sempre a mesma: celebrar vida, sofrimento, morte e ressurreição de Jesus.

 O fato é que, o mundo está precisando voltar-se mais para Deus.

 As desculpas que encontramos para nos afastar de Deus ou da Igreja (pandemia, mosquitos, dengue, infidelidades, não gostar do padre) tudo deve ser relevado, quando a gente tem fé. Temos que retornar à confiança em Deus. Temos que ver os bons exemplos dados pela instituição e pelas pessoas cristãs muito mais, pelo exemplo, do que pelas muitas palavras ou os muitos sermões que pudessem ter feito. Usamos os mais variados Meios de Comunicação – Radio, Televisão e as mais diversas formas de Redes Sociais - para penetrar em suas residências ou locais de trabalho, a fim de transmitir, pessoalmente, uma mensagem de esperança e de salvação. 

 

Quando falamos do “preceito pascal” – “confessar-se, ao menos, uma vez por ano” e “comungar pela páscoa da ressurreição” – parece estarmos falando de algo do passado, sem valor nenhum agora, porque o mundo está afastado do sentido de pecado e de reconciliação. Infelizmente não são muitos os que buscam o sacramento da Confissão e não são muitos os Padres que dão tempo, em seu ministério, para exercerem a função de confessor.

Tenho certeza de que a Igreja Católica, a começar do Papa Francisco, deu uma mensagem, mais pelo exemplo, do que pelos sermões feitos. Sua presença constante na Praça e na Basílica de São Pedro, às vezes, sozinho, naqueles imensos espaços, sem a presença do povo, serviu de muita reflexão e fez o povo pensar muito no recado que o silencio e o sofrimento podem dar.

Não estão mais em uso, as “Confissões Comunitárias” e até o povo já se estava acostumando com elas, sobretudo após o Concílio Vaticano II. Os Papas pós-conciliares começaram a pôr os pingos nos “is” e a exigirem como forma de reconciliação com Deus, a confissão e absolvição individuais, embora tenham deixado uma brecha na norma, para ser levada em consideração: “os iminentes – perigos de morte” ou, o que é mais comum, “a falta de sacerdotes, suficientes para atenderem a grande massa de população”.

Em todos os recantos do mundo, o tempo para realizar o “preceito pascal” de que falamos acima, será durante “esta semana da oitava da páscoa” que está iniciando. Aqui no Brasil, essa prática se prolonga até a Festa de Pentecostes – 19 de Maio - exatamente por que nós temos poucos padres, nossas extensões territoriais são muito grandes e o nosso povo deixa tudo pra depois ou para a última hora. Daí, o nosso “tempo pascal” também ser maior.

Vamos aproveitá-lo bem. Vamos organizar as páscoas coletivas de Colégios, Universidades e de outros grupos para melhor satisfazer aos fiéis nesse momento vivido pela Igreja. A nossa Pastoral da Comunicação – presente em muitas de nossas Paroquias - unida às Pastorais da Educação e da Cultura vai-se interessar para que o Tempo da Páscoa seja mais bem vivido por todos. Que a alegria da Páscoa chegue a todos nós e que permaneçamos com ela; não pelo “ovo” ou pelo “chocolate”, mas pela fé e pela alegria de poder ressuscitar com Jesus, como vitória sobre a morte.

 O ensinamento que recebemos desde o início da Igreja foi para vivermos em Comunidade. Unidos. Observem o texto dos Atos dos Apóstolos na Missa de amanhã: “Pedro tomou a palavra e disse: Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele. Nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz, mas Deus o ressuscitou no 3º dia”. Este testemunho de Pedro deve ser o nosso testemunho. Esta fé de Pedro deve ser a nossa fé. Ouçam isto amanhã.

Também no Evangelho de amanhã começa a série de narrativas das aparições de Jesus, todas no 1º dia da Semana, de Domingo a Domingo, isto é, na Semana da Oitava da Páscoa, como eu dizia no início deste comentário: seria como que um domingão só.

O Evangelho de S. João do dia 07/04, fim da Oitava da Páscoa, mostra, claramente, o nexo ou a ligação dos dois domingos, ao iniciar, dizendo: “ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: a paz esteja convosco”. Instituiu – pela invocação do Espírito Santo - o Sacramento da Penitencia ou Confissão, mas Tomé não estava presente; nem acreditou quando os outros discípulos lhe falaram sobre a aparição. O texto de São João continua: oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles”. Jesus saudou a todos e dirigiu-se logo a Tomé, dizendo-lhe: “põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel. Tomé respondeu: meu Senhor e meu Deus! Jesus lhe disse: acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto”. Observe-se que o versículo 19, iniciando a narrativa de São João: “no 1º dia da semana” e o versículo 26, dando continuidade à narrativa: “oito dias depois” mostram-nos a interligação de todos os dias da semana da oitava da páscoa como se se tratasse de um dia só, um domingão festivo, comemorativo da Festa da Ressurreição do Senhor. Sem dúvida, repito, foi o maior acontecimento da humanidade. “Vivam este momento lindo”...

                            BORDADOS PEDAGÓGICOS DA                                                     PROFESSORA NAZARÉ ANTERO










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