sábado, 11 de maio de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

Amanhã, 12:

Dia Mundial das Comunicações Sociais

Faz cerca de 58 anos, temos falado, escrito e comentado para nossos leitores e ouvintes aquilo que nos tem interessado transmitir a todos sobre a Pastoral da Comunicação e sua história, divulgada e assumida pela Igreja Católica ao longo dos tempos. Nosso interesse em abordar o assunto é porque acreditamos na sua importância e utilizamos todos os recursos que estejam ao nosso alcance para torná-lo sempre mais conhecido e usado a serviço da evangelização. O Mês de Maio, já nesta sua 1ª quinzena, nos está oferecendo excelente oportunidade para refletir sobre a Pastoral da Comunicação.

 

No dia 05, recordamos o Dia Nacional das Comunicações, que, juntamente com o dia 12, amanhã, Ascenção de Jesus ao Céu, celebramos o Dia Mundial das Comunicações Sociais, relembrando o ensinamento do Decreto Conciliar – “Inter Mirifica” - que nos mandou fazer “um reto uso dos Meios” que “estão entre as coisas mais maravilhosas, inventadas pelo engenho humano”.

                        Antes de falarmos sobre o Dia Mundial das Comunicações a ser festejado neste Domingo, dia 12, pela 57ª vez, e de comentarmos a mensagem do Papa Francisco para este dia, queremos hoje enunciar todos os temas, já promulgados para o Dia Mundial das Comunicações, pelo Magistério da Igreja, através das Mensagens dos Papas: Paulo VI, João Paulo II, Bento 16 e Francisco para que todos possam acompanhar essa caminhada da Igreja e suas contínuas mudanças no âmbito da Comunicação nos últimos 57 anos. Eu não era ainda Sacerdote. Só em 1968 alcancei essa honraria. O Dia Mundial das Comunicações começou a ser celebrado após o término do Concilio Ecumênico Vaticano II. O Papa era Paulo VI e em 1967 lançou sua 1ª Mensagem, intitulada: Os Meios de Comunicação Social, e assim foi em todo o seu reinado, sucessivamente, até 1977, com os seguintes temas:

 A imprensa, o rádio, a televisão e o cinema para o progresso dos povos. Comunicações sociais e a família. As Comunicações sociais e a juventude. Os meios de comunicação social a serviço da unidade dos homens. As comunicações sociais a serviço da verdade. As comunicações sociais e a afirmação e promoção dos valores espirituais. As comunicações sociais e a evangelização no mundo contemporâneo. Comunicação social e reconciliação. As comunicações sociais diante dos direitos e deveres fundamentais do homem. A publicidade nas comunicações sociais: vantagens, perigos, responsabilidades.

 

            De 1978 a 2005 o Papa foi João Paulo II. Seguiu a mesma meta de seu antecessor, aprofundando a mesma temática:

O receptor da comunicação social: expectativas, direitos e deveres. As comunicações sociais para a defesa e o desenvolvimento da infância na família e na sociedade. Papel das comunicações sociais e deveres da família. As comunicações sociais a serviço da liberdade responsável do homem. As comunicações sociais e os problemas dos idosos. Comunicações sociais e promoção da paz. As comunicações sociais, instrumento de encontro entre fé e cultura. As comunicações sociais e a promoção cristã da juventude. Comunicações sociais e a promoção cristã da opinião pública. Comunicações sociais e promoção da justiça e da paz. Comunicações sociais e a promoção da solidariedade e fraternidade entre os povos. A religião nos mass-media. A mensagem cristã na cultura informática atual. Os meios de comunicação para a unidade e o progresso da família humana. A proclamação da mensagem de Cristo nos meios de comunicação. Videocassete e audiocassete na formação da cultura e da consciência. Televisão e família: critérios para saber ver. Cinema, veículo de cultura e proposta de valores. Os meios de comunicação: areópago moderno para a promoção da mulher na sociedade. Comunicar o Evangelho de Cristo: Caminho, Verdade e Vida. Sustentados pelo Espírito, comunicar a esperança. Mass-media: presença amiga ao lado de quem procura o Pai. Proclamar Cristo nos meios de comunicação social no alvorecer do novo milênio.  Proclamai sobre os telhados: o Evangelho na era da comunicação global. Internet: um novo foro para a proclamação do Evangelho. Os meios de comunicação social a serviço da paz autêntica, à luz da pacem in terris. Os mass-media na família: um risco e uma riqueza. 

          

            De 2005 a 2013 o Papa era Bento XVI e caracterizou seu pontificado com Mensagens para o Dia Mundial das Comunicações, no mesmo teor de seus predecessores:

Os meios de comunicação a serviço da compreensão entre os povos. As mídias: rede de comunicação, comunhão e participação. As crianças e os meios de comunicação social: um desafio para a educação. Os Meios: na encruzilhada entre protagonismo e serviço. Procurar a verdade para partilhá-la. Novas tecnologias, novas relações. O padre e a pastoral no mundo digital: novos meios de comunicação a serviço da Palavra. Verdade, anuncio e autenticidade na era digital. Silêncio e Palavra: caminho de evangelização. Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços para a evangelização.

           

Em 2014 saiu a 1ª Mensagem do Papa Francisco no 48º Ano de tão bela e positiva criatividade. Traz o título de: “Comunicação a serviço de uma autentica cultura do encontro”. No 49º Ano, em 2015, por causa do Sínodo sobre a Família, o Papa Francisco dirigiu a sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, intitulando-a: “Comunicar a Família: ambiente privilegiado do Encontro na gratuidade do amor”. No Ano Santo da Misericórdia – 2016 - o 50º da Celebração Mundial das Comunicações, nada mais oportuna do que a Mensagem para o Jubileu: Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”.

            Francisco “convidou-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia, pois a Igreja, unida a Cristo, encarnação viva do Deus Misericordioso nos chamava a viver a misericórdia como traço característico do Seu ser e Agir”.

Em 2017, a reflexão de Francisco se deteve em Atos 18,9: não tenhas medo, eu estou contigo”. Em 2018, aprofundou Jo 8,22: “a verdade vos libertará”. Em 2019, Francisco aborda um tema da atualidade, muito recorrente: “Fake News e Jornalismo de Paz”. Em 2020, baseado em Êxodo 10,2, o Papa nos impele a contar e fixar na memória: a vida faz-se história”. Em 2021, Francisco bate mais uma vez na mentira, incitando-nos: fake-news, jamais. Buscar sempre superar as mentiras; sobretudo, ter compromisso com a verdade”. Para completar em 2022: “a escuta é o 1º e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação”. No ano passado, 2023, Francisco se inspirou na Carta aos Efésios 4,15 para refletir: Falar com o coração, testemunhando a verdade no amor”.

Para este ano de 2024, o tema para a Mensagem do Papa não poderia ser outro, senão o atualizado e dependente, sobretudo, de nós mesmos: “inteligência artificial e sabedoria do coração – por uma comunicação, plenamente humana. A I. A. corre o risco de ser rica em técnica e pobre em humanidade”.

            Desde esta Festa da Ascenção de Jesus ao Céu, amanhã, até o dia 19, Domingo de Pentecostes, a Igreja celebra a Semana da Unidade. Convida-nos a sermos unidos “como Cristo e o Pai são um”. Devemos viver esta Semana da Unidade, ecumenicamente: “uma família que habite debaixo do mesmo teto”.

            No Domingo, 19 de Maio, celebraremos a solenidade do Pentecostes, isto é, 50 dias após a Festa da Páscoa. Desde o Antigo Testamento, tais datas já eram comemoradas pelos judeus, o que significa dizer que Páscoa e Pentecostes não são invenções ou criações do Cristianismo.

            Todos os anos os judeus tinham por costume – sete semanas depois da páscoa – celebrar a Festa da Messe ou a Festa da Colheita, exatamente, no pentecostes: quinquagésimo dia depois da páscoa.

            Após 40 dias da Ressurreição de Jesus Ele voltou para junto do Pai. É a Festa da Ascensão que celebramos amanhã. No entanto, condicionou essa sua ida, ao envio do Espírito Santo. Não poderia haver ocasião melhor. Aproveitou o grande momento da Festa Judaica do Pentecostes com a afluência de gente que vinha de todos os recantos, a Jerusalém, para fundar a sua Igreja, enviando nesse dia, o Comunicador: o Espírito Santo. É a Solenidade do próximo domingo.

            E porque aparecia tanta gente nesse dia? Porque era o dia da grande feira, ou da grande troca de produtos, de mercadorias, de artesanatos, de frutos da terra, enfim, era um dia de juntar pessoas de toda parte: feirantes de toda espécie, agricultores, comerciantes, vendedores e compradores. Portanto, era um dia muito apropriado para a vinda do Espírito Santo, para que muita gente entendesse que, a partir daquele dia, alguma coisa nova, diferente, iria mexer com a cabeça, com a mente e a maneira de pensar e agir no mundo. Era a instalação da Igreja Católica.

            E como isso aconteceu? Conta-nos o Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos de 1 a 12 que, naquele dia se achavam todos em Jerusalém... Quando, de repente, veio do céu, um ruído, como se soprasse um vento impetuoso e apareceram-lhes uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o espírito lhes concedia que falassem... Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar em sua própria língua proclamando as maravilhas de Deus.

            Será que dá para esquecer um acontecimento fantástico como esse? Por isso eu dizia que o mundo iria mudar a partir da instituição da Igreja ou a partir da vinda do Espírito Santo. Muitos que se tornaram cristãos e adeptos da doutrina de Cristo, nesses 1991 anos, abandonaram a Igreja inicial. Houve um cisma ou um racha entre os cristãos, no século XI, e apareceram as Igrejas Ortodoxas. Houve um protesto muito forte ou um 2o racha, no século XVI, e surgiram as várias Igrejas Protestantes. Juntos, somos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo: a metade católica e a outra metade, dividida em cristãos ortodoxos e cristãos evangélicos ou protestantes. Com a semana da unidade, que inicia amanhã, 12, nosso desejo é de que possamos, ao menos, dialogar sobre os temas que ainda nos unem; possamo-nos comunicar, viver em comunhão. Como ter uma única palavra de Deus, um único salvador, Jesus Cristo, e sermos tão divididos entre nós? No Domingo, 19, - Pentecostes de 2024 - a Igreja Católica, que teve início nos 30 anos de Jesus, que morreu, ressuscitou, subiu ao céu e mandou o Espírito Santo no ano 33 e completa agora 1991 anos de fundada, é a verdadeira Igreja instituída por Jesus no Mundo. Parabéns!

BORDADOS PEDAGÓGICOS DA                                    PROFESSORA NAZARÉ ANTERO





 





 

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