Amanhã, 12:
Dia Mundial das Comunicações Sociais
Faz
cerca de 58 anos, temos falado, escrito e comentado para nossos leitores e
ouvintes aquilo que nos tem interessado transmitir a todos sobre a Pastoral
da Comunicação e sua história, divulgada e assumida pela Igreja Católica ao
longo dos tempos. Nosso interesse em abordar o assunto é porque acreditamos na
sua importância e utilizamos todos os recursos que estejam ao nosso alcance
para torná-lo sempre mais conhecido e usado a serviço da evangelização. O Mês
de Maio, já nesta sua 1ª quinzena, nos está oferecendo excelente oportunidade
para refletir sobre a Pastoral da Comunicação.
No dia 05, recordamos o Dia
Nacional das Comunicações, que, juntamente com o dia 12, amanhã, Ascenção
de Jesus ao Céu, celebramos o Dia Mundial das
Comunicações Sociais, relembrando o ensinamento do Decreto Conciliar – “Inter Mirifica” - que nos mandou fazer “um reto uso dos Meios” que “estão entre as coisas mais maravilhosas,
inventadas pelo engenho humano”.
Antes
de falarmos sobre o Dia Mundial das
Comunicações a ser festejado neste Domingo, dia 12, pela 57ª vez, e de
comentarmos a mensagem do Papa Francisco para este dia, queremos hoje enunciar
todos os temas, já promulgados para o Dia
Mundial das Comunicações, pelo Magistério da Igreja, através das
Mensagens dos Papas: Paulo VI, João Paulo II, Bento 16 e Francisco para
que todos possam acompanhar essa caminhada da Igreja e suas contínuas mudanças
no âmbito da Comunicação nos últimos 57 anos. Eu não era ainda Sacerdote. Só em
1968 alcancei essa honraria. O Dia Mundial das Comunicações começou a ser
celebrado após o término do Concilio Ecumênico Vaticano II. O Papa era Paulo VI
e em 1967 lançou sua 1ª Mensagem, intitulada: Os Meios de Comunicação Social, e assim foi em todo o seu reinado,
sucessivamente, até 1977, com os seguintes temas:
A imprensa, o rádio, a
televisão e o cinema para o progresso dos povos. Comunicações sociais e a
família. As Comunicações sociais e a juventude. Os meios de comunicação social
a serviço da unidade dos homens. As comunicações sociais a serviço da verdade.
As comunicações sociais e a afirmação e promoção dos valores espirituais. As
comunicações sociais e a evangelização no mundo contemporâneo. Comunicação
social e reconciliação. As comunicações sociais diante dos direitos e deveres
fundamentais do homem. A publicidade nas comunicações sociais: vantagens,
perigos, responsabilidades.
De 1978 a
2005 o Papa foi João Paulo II. Seguiu a mesma meta de seu antecessor,
aprofundando a mesma temática:
O receptor da
comunicação social: expectativas, direitos e deveres. As comunicações sociais
para a defesa e o desenvolvimento da infância na família e na sociedade. Papel
das comunicações sociais e deveres da família. As comunicações sociais a
serviço da liberdade responsável do homem. As comunicações sociais e os
problemas dos idosos. Comunicações sociais e promoção da paz. As comunicações
sociais, instrumento de encontro entre fé e cultura. As comunicações sociais e
a promoção cristã da juventude. Comunicações sociais e a promoção cristã da
opinião pública. Comunicações sociais e promoção da justiça e da paz.
Comunicações sociais e a promoção da solidariedade e fraternidade entre os
povos. A religião nos mass-media. A mensagem cristã na cultura informática
atual. Os meios de comunicação para a unidade e o progresso da família humana.
A proclamação da mensagem de Cristo nos meios de comunicação. Videocassete e
audiocassete na formação da cultura e da consciência. Televisão e família:
critérios para saber ver. Cinema, veículo de cultura e proposta de valores. Os
meios de comunicação: areópago moderno para a promoção da mulher na sociedade.
Comunicar o Evangelho de Cristo: Caminho, Verdade e Vida. Sustentados pelo
Espírito, comunicar a esperança. Mass-media: presença amiga ao lado de quem
procura o Pai. Proclamar Cristo nos meios de comunicação social no alvorecer do
novo milênio. Proclamai sobre os
telhados: o Evangelho na era da comunicação global. Internet: um novo foro para
a proclamação do Evangelho. Os meios de comunicação social a serviço da paz
autêntica, à luz da pacem in terris. Os mass-media na família: um risco
e uma riqueza.
De 2005 a
2013 o Papa era Bento XVI e caracterizou seu pontificado com Mensagens para o
Dia Mundial das Comunicações, no mesmo teor de seus predecessores:
Os meios de
comunicação a serviço da compreensão entre os povos. As mídias: rede de
comunicação, comunhão e participação. As crianças e os meios de comunicação
social: um desafio para a educação. Os Meios: na encruzilhada entre
protagonismo e serviço. Procurar a verdade para partilhá-la. Novas tecnologias,
novas relações. O padre e a pastoral no mundo digital: novos meios de
comunicação a serviço da Palavra. Verdade, anuncio e autenticidade na era
digital. Silêncio e Palavra: caminho de evangelização. Redes sociais: portais
de verdade e de fé; novos espaços para a evangelização.
Em 2014 saiu a 1ª Mensagem do Papa Francisco no 48º Ano de
tão bela e positiva criatividade. Traz o título de: “Comunicação a serviço de uma autentica cultura do encontro”. No
49º Ano, em 2015, por causa do Sínodo sobre a Família, o Papa Francisco dirigiu
a sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, intitulando-a: “Comunicar a Família: ambiente privilegiado
do Encontro na gratuidade do amor”.
No Ano Santo da Misericórdia – 2016 - o 50º da Celebração Mundial das
Comunicações, nada mais oportuna do que a Mensagem para o Jubileu: “Comunicação
e Misericórdia: um encontro fecundo”.
Francisco
“convidou-nos a refletir sobre a
relação entre a comunicação e a misericórdia, pois a Igreja, unida a Cristo,
encarnação viva do Deus Misericordioso nos chamava a viver a misericórdia como
traço característico do Seu ser e Agir”.
Em 2017, a reflexão de
Francisco se deteve em Atos 18,9: “não
tenhas medo, eu estou contigo”. Em 2018, aprofundou Jo 8,22: “a verdade vos libertará”. Em 2019, Francisco
aborda um tema da atualidade, muito recorrente: “Fake News e Jornalismo de Paz”. Em 2020, baseado em Êxodo 10,2, o
Papa nos impele a “contar e fixar na
memória: a vida faz-se história”. Em 2021, Francisco bate mais uma vez
na mentira, incitando-nos: “fake-news,
jamais. Buscar sempre superar as mentiras; sobretudo, ter compromisso com a
verdade”. Para completar em 2022: “a escuta é o 1º e indispensável ingrediente do diálogo e da boa
comunicação”. No ano passado, 2023, Francisco se inspirou na Carta aos
Efésios 4,15 para refletir: “Falar com
o coração, testemunhando a verdade no amor”.
Para este ano de 2024, o tema
para a Mensagem do Papa não poderia ser outro, senão o atualizado e dependente,
sobretudo, de nós mesmos: “inteligência
artificial e sabedoria do coração – por uma comunicação, plenamente humana. A
I. A. corre o risco de ser rica em técnica e pobre em humanidade”.
Desde
esta Festa da Ascenção de Jesus ao Céu, amanhã, até o dia 19, Domingo de
Pentecostes, a Igreja celebra a Semana da Unidade. Convida-nos a sermos unidos
“como Cristo e o Pai são um”. Devemos
viver esta Semana da Unidade, ecumenicamente: “uma família que
habite debaixo do mesmo teto”.
No
Domingo, 19 de Maio, celebraremos a solenidade do Pentecostes, isto é, 50 dias
após a Festa da Páscoa. Desde o Antigo Testamento, tais datas já eram
comemoradas pelos judeus, o que significa dizer que Páscoa e Pentecostes não
são invenções ou criações do Cristianismo.
Todos os
anos os judeus tinham por costume – sete semanas depois da páscoa – celebrar a
Festa da Messe ou a Festa da Colheita, exatamente, no pentecostes: quinquagésimo
dia depois da páscoa.
Após 40
dias da Ressurreição de Jesus Ele voltou para junto do Pai. É a Festa da
Ascensão que celebramos amanhã. No entanto, condicionou essa sua ida, ao envio
do Espírito Santo. Não poderia haver ocasião melhor. Aproveitou o grande
momento da Festa Judaica do Pentecostes com a afluência de gente que vinha de
todos os recantos, a Jerusalém, para fundar a sua Igreja, enviando nesse dia, o
Comunicador: o Espírito Santo. É a Solenidade do próximo domingo.
E porque
aparecia tanta gente nesse dia? Porque era o dia da grande feira, ou da grande
troca de produtos, de mercadorias, de artesanatos, de frutos da terra, enfim,
era um dia de juntar pessoas de toda parte: feirantes de toda espécie,
agricultores, comerciantes, vendedores e compradores. Portanto, era um dia
muito apropriado para a vinda do Espírito Santo, para que muita gente
entendesse que, a partir daquele dia, alguma coisa nova, diferente, iria mexer
com a cabeça, com a mente e a maneira de pensar e agir no mundo. Era a
instalação da Igreja Católica.
E como
isso aconteceu? Conta-nos o Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2,
versículos de 1 a 12 que, naquele dia se achavam todos em Jerusalém...
Quando, de repente, veio do céu, um ruído, como se soprasse um vento impetuoso
e apareceram-lhes uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e
repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e
começaram a falar em outras línguas, conforme o espírito lhes concedia que
falassem... Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que
cada um os ouvia falar em sua própria língua proclamando as maravilhas de Deus.
Será que dá para esquecer um acontecimento fantástico como
esse? Por isso eu dizia que o mundo iria mudar a partir da instituição da
Igreja ou a partir da vinda do Espírito Santo. Muitos que se tornaram cristãos
e adeptos da doutrina de Cristo, nesses 1991 anos, abandonaram a Igreja
inicial. Houve um cisma ou um racha entre os cristãos, no século XI, e
apareceram as Igrejas Ortodoxas. Houve um protesto muito forte ou um 2o
racha, no século XVI, e surgiram as várias Igrejas Protestantes. Juntos, somos
cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo: a metade católica e a outra metade,
dividida em cristãos ortodoxos e cristãos evangélicos ou protestantes. Com a
semana da unidade, que inicia amanhã, 12, nosso desejo é de que possamos, ao
menos, dialogar sobre os temas que ainda nos unem; possamo-nos comunicar, viver
em comunhão. Como ter uma única palavra de Deus, um único salvador, Jesus
Cristo, e sermos tão divididos entre nós? No Domingo, 19, - Pentecostes de 2024
- a Igreja Católica, que teve início nos 30 anos de Jesus, que morreu, ressuscitou,
subiu ao céu e mandou o Espírito Santo no ano 33 e completa agora 1991 anos de
fundada, é a verdadeira Igreja instituída por Jesus no Mundo. Parabéns!
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