A Igreja tem a
missão de proteger e promover a vida humana
Faz 15 dias, exatamente,
06/07, 90 dias, antes das eleições municipais, refleti em meu Comentário Semanal,
sobre Cartilhas de Orientação da CNBB ou de seus Regionais, que são lançadas em
todo o País, a cada Eleição, desde 2006. Na ocasião, eu falei sobre o Documento
emitido pelo Regional Nordeste III (Bahia e Sergipe) com suas 26 dioceses,
naturalmente, válido para o Brasil.
Abordei um novo tema no Comentário seguinte, do dia 13 -
atendendo a uma preocupação do Papa – que pedia para todo o mês de julho, uma intenção pela Pastoral dos Enfermos e
uma oração pelos pobres e dos pobres pela paz.
Prometi voltar ao assunto
anterior – se aparecesse nova Orientação da CNBB - e apareceu. Aqui estou.
O Regional Sul II, da CNBB, que compreende a Arquidiocese de Curitiba e suas sufragâneas: São José dos Pinhais, Paranaguá e União da Vitória, lançou também sua “Cartilha de Orientação Política 2024” com um Tema muito sugestivo, tirado de Rm. 5,5: “a esperança não decepciona” que é o mesmo tema que inspirará todo o Ano do Jubileu de 2025: o próximo Ano Santo.
Na
3ª feira desta semana, dia 09, no Salão Nobre da Arquidiocese de Curitiba e com
a presença de participantes da Arquidiocese e demais Dioceses que compõem o
Regional Sul II, da CNBB, com transmissão da TV Evangelizar e de Redes Sociais,
ligadas à PASCOM das Dioceses e Paróquias, foram estudados tema, estratégias
de divulgação, propagação e outros tipos de trabalho que pudessem ser difundidos
para atingir a todos os eleitores na escolha de seus candidatos. Apesar da
Igreja nem apresentar partidos, nem candidatos, a gente percebe que muitas
escolhas não recaem sobre os que poderiam fazer o melhor para o povo e para
suas comunidades. Pelo menos, a Igreja não se omite de oferecer uma reflexão e
apresentar uma melhor alternativa.
As
reflexões e debates contaram com as presenças dos senhores bispos das Dioceses,
sob a presidência do Sr. Arcebispo Dom Jeremias e de seu Bispo Auxiliar Dom
Reginei, assessorados pelo Prof. Rogério Carlos, Doutor e Mestre em Direitos
Fundamentais e Democracia, além de fazer parte da Comissão de reflexão da
Cartilha.
A
CNBB é a primeira Conferência de Bispos, criada no mundo, ainda dentro do
Concílio Ecumênico, no início da década de 1960, que serviu depois como
incentivo e modelo para que surgissem outras Conferências Episcopais.
Os
Senhores Bispos entenderam, durante o Concílio, que nada do que eles realizam
em suas Dioceses, por toda parte do mundo, é feito, sem Pedro, isto é, sem o
Papa. Daí, essa recorrência mais profunda ao Papa, quando se trata de partir
dele, os encaminhamentos pastorais e doutrinais.
Quando
falei das diretrizes e orientações de Francisco, vindas da Fratelli Tutti, na Cartilha do Regional Nordeste III, quero
reafirmar agora, com a “Cartilha de Orientação Política 2024” do Regional Sul
II, com base na mesma Encíclica Fratelli
Tutti em que o Papa reafirma que “a
política melhor é vital para que todos possam viver com dignidade”.
Estas
duas Cartilhas, como outras que virão, são projetadas para abordar a política
de forma simples e didática, ajudando os cidadãos a compreenderem a relevância
da política na sociedade. O conteúdo é apartidário, ficando na essência da
política sem qualquer viés partidário ou ideológico, refletindo a postura da
Igreja Católica e da CNBB.
Fiel
ao Evangelho, a Igreja tem a missão de proteger e
promover a vida humana desde a sua concepção até o seu fim natural. Porque
não na política?
É
aqui que nos bifurcamos em ideologias antagônicas, embora tenhamos que conviver
no mesmo espaço, e enfrentando a mesma realidade. Políticos adotam uma
ideologia; grupos se alinham em pensamentos não muito cristãos. Muitos, mesmo
batizados se encaminham para o ateísmo, até por ignorância ou para parecer
diferente ou sem ideologia, enfim, é com este povo que devemos: conviver,
educar, conscientizar sobre fé e política e ainda falar de salvação ou de vida
eterna.
Agora, no meio desta
mistura, além de Cartilhas, Orientações e preparo para eleições, a Igreja
Católica, através do mesmo Francisco nos dá a fundamentação para o aprofundamento
sobre a Pastoral dos Enfermos por todo este mês de julho, e para o VIII Dia
Mundial dos Pobres a ser celebrado no dia 17 de Novembro, deste ano. Na Encíclica
Fratelli Tutti está a base para
nossas escolhas municipais, em Outubro. Ele ainda nos está convocando para
participar do Ano Santo de 2025, que traz como tema, a oração, a ser refletido
em todo o mundo, o que já aventamos ao falar ali acima sobre as orientações
para nossas eleições: “a esperança não decepciona” (Rm.5,5).
Enquanto os homens que
têm poder pensam em armas, em guerras, em “balas” para tirarem a vida de
outrem, a Igreja fala de “oração”, de “esperança” e nos convida à preparação
para votar bem, com consciência, e a participar de mais um Ano Santo, agora em
2025, unindo oração e esperança. São
temas, ideias e bons desejos concatenados, tendo em vista viver melhor o Ano
Santo.
Você sabe o que é um
Ano Santo? Vou lembrar-lhe agora.
A celebração de Anos
Jubilares tem origem no Judaísmo, desde o Velho Testamento. Era um tipo de Ano
Sabático com um significado muito particular. Era uma Festa realizada a cada 50
anos. No decorrer desse período, os escravos eram libertados, restituíam-se as
propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as
terras não eram cultivadas e as pessoas descansavam. Era o tempo do descanso.
Da alegria. Do júbilo. Daí o nome: Yobel em hebraico. Iubilum
em latim. Deu “Jubileu” em português.
Com a vinda de Jesus ao
mundo, cessou a História Antiga do Judaísmo. Começou a História do Novo
Testamento. Tudo o que se referia à História passada, a gente conhecia pela
literatura hebraica, aramaica, grega ou latina que os estudiosos e
pesquisadores iam desvendando, traduzindo e procurando entender, decifrando
papiros e se dedicando a pesquisas tão difíceis, que, um estudante paulista que
encontrei em Londres, depois de estudar 06 meses, de uma língua das antigas, a
língua COPTA, que ele havia traduzido uma única e pequena frase, me disse,
ainda com uma piada: “isto é uma pesquisa
de alto nível que nem todo mundo entende”. Que tal? É mole?
Em todo caso, só para
completar a minha informação - que eu ainda posso retornar a ela - adianto-lhe
que o Catolicismo adotou a ideia do Jubileu, dando-lhe uma nova roupagem: continua sendo pelo espaço de um ano, em que
se concedem “indulgências” a fiéis que cumpram certas disposições
eclesiásticas estabelecidas pelo Vaticano. Ele pode ser ordinário ou
extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo de
anos já estabelecido (a cada 25 anos, atualmente, sempre que algo extraordinário
não impeça). Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um
fato destacado, como se deu, faz pouco, em 2016, com o Ano Santo da
Misericórdia. Muitos devem estar lembrados.
Dependendo do
interesse, e se vivo eu for, por certo, voltarei ao tema, quando estiver mais
perto do ano de 2025. Até breve!
BORDADOS PEDAGÓGICOS da Professora NAZARÉ ANTERO
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