sexta-feira, 9 de agosto de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIA

Iniciamos o Mês das Vocações, refletindo no 1º Domingo, dia 04, sobre a Vocação do Padre, que já se celebra, há quase cem anos, em homenagem ao Santo Cura d’Ars ou São João Maria Vianey.          

 Hoje, queremos dar continuidade à reflexão sobre as vocações, voltados para a Paternidade, por ser amanhã, o Dia dos Pais: 2º Domingo de Agosto. Sua criação no Brasil é de 1953 para cá. Bem mais recente do que o quase centenário “Dia do Padre” (1929), como falamos no sábado passado. Tal como o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Natal ou a Páscoa/ visam trocar presentes, produzir lucros materiais e gerar benefícios sociais e comerciais.

             A Igreja tem dado uma conotação diferente desta, instituindo Pastorais Familiares, como: Encontros de Casais com Cristo, Equipes de Nossa Senhora, Bodas de Caná, Movimento Familiar Cristão ou Cursilhos de Cristandade, entre outros. A Diocese de Sobral, como todas as Dioceses do Brasil, suas Paróquias e Pastorais da Família realizarão deste Sábado, dia 11, até o sábado, dia 18, a 30ª Semana da Família, sob o tema: Família e Amizade, aprofundando mais os estudos da Campanha da Fraternidade deste ano, e como Lema: Amizade, como forma de vida com sabor de Evangelho.

            Este ano, a proposta é vivenciar, plenamente, a palavra de Deus em nossas vidas, em nossas famílias e em nossas casas, usando o roteiro do já tradicional livreto “Hora da Família”, tão bem conhecido por todos, a fim de refletirmos e vivenciarmos a dimensão familiar e do serviço, no contexto de nosso trabalho de evangelização no país e em todas as comunidades.

            O subsidio nacional se coloca a serviço da Igreja e da construção do Reino de Deus, começando por nossas casas; sugerindo um roteiro de aprofundamento da fé, em família, a serviço da comunidade.

            Vamos ver se este ano, faremos melhor que nesses 03 anos passados, embora não estejamos, totalmente, livres da pandemia ou das viroses que ainda nos atormentam. Não podemos seguir - sem muitos cuidados - as reuniões, os encontros e as propostas que nos chegam, por causa dos limites impostos anteriormente. Não devemos usar isto como pretexto, mas temos que fazer o mínimo possível para celebrar, decentemente, o nosso serviço cristão em nossa família.

            Em tudo isso deve fazer-se presente a vocação da família como Igreja Doméstica. A “Comissão para a Vida e a Família” da CNBB está propondo para cada dia desta semana, algumas reflexões, envolvendo crianças, jovens e adultos a partir da Missa virtual ou presencial deste Domingo, dia dos pais. De amanhã em diante, outros temas são sugeridos para cada dia, tendo em vista a Celebração do Dia dos Pais:

 

“educação: um compromisso a ser vivido”. “Amizade é a capacidade de alargar o meu convívio de amigos”. “As redes sociais devem ser nossas amigas”. “Diante do amigo Jesus, sabemos que não estamos sós”. “Amizade inclusiva: aprender a amar em momentos difíceis”. “Toda a criação deve viver a harmonia da fraternidade”. “Diálogo conjugal: cresce a amizade”.

                       A CNBB através de sua Comissão Pastoral Familiar pra esta celebração da Semana Nacional da Família, deseja também que esse material seja usado para viver a Semana Nacional da Vida a celebrar-se em Outubro, preparando a reflexão sobre o Dia do Nascituro. É bom pensarmos que a Mãe Igreja não está parada. O tempo todo ela está vigilante e ligada na sua Missão Evangelizadora. Nós é que, nem sempre nos ligamos ou acompanhamos sua orientação.

            Como se fala mal da CNBB! Como é difícil o seu Ministério! Qualquer indivíduo, mundano, sem escrúpulo, sem compromisso com a verdade, com base em “achismos” ou por “ouvir dizer” e, agora, cheio de “negacionismo”, de “polarizações”, de “chavões errôneos”; para mostrar erudição, ataca de ‘fake-news’ ou de outros “anglicismos” da moda, enfim, para estes eu cito mais uma palavra de quem sabe o que está dizendo, ou melhor, da Comissão Episcopal para a Vida e a Família: “acreditamos que é na família que construímos os melhores amigos e também onde aprendemos os valores básicos da vivencia social. Desejamos que todas as famílias possam fazer uma experiência intensa e profunda de amizade com Deus”.

            Como dissemos acima, os Tema e Lema propostos para dialogar com os Pais, neste seu dia, este ano, são: “Família e Amizade” e “Amizade como forma de vida com sabor de Evangelho” que as Pastorais da Família, já citadas, estão dando todo o incentivo nos estudos, em debates nos círculos e por casais em geral. De minha parte, sempre tive uma afeição toda particular, pelos Encontros de Casais com Cristo – ECC – que são uma reprodução do Movimento Familiar Cristão, espalhado por toda parte em várias modalidades, sobretudo pelo Pe. Lombardi. O ECC, a quem conheço melhor, fundado pelo Pe. Alfonso Pastore na Paróquia de N. Sra. do Rosário, na Pompéia, em São Paulo, é exercido em 03 etapas: 1º dentro da própria casa. 2º dentro da Paróquia a que pertencem e 3º dentro da sociedade política para transformá-la.

            A maioria dos casais não chega à 3ª etapa. Tem medo de comprometer-se, politicamente, já que muitos devem favores e se atrelam a homens públicos em pagamento às ‘vantagens recebidas’, dando-lhes o próprio voto. Em todos os anos de eleição, a Igreja tem repetido o “slogan”: voto não tem preço, tem consequência. E apesar de tanta catequese, de tantos documentos que mexem com a nossa consciência, que apelam para o nosso compromisso de cristãos, ainda se fica do lado mau da política, dos compradores de voto e de alienados.

            Muitos se tornam “pais” porque geraram filhos, irresponsavelmente, e os põem no mundo para “incharem a sociedade” e não para colaborarem com solução de todos os problemas. Nossas famílias estão mal constituídas, a começar por muitos “homens públicos” que mudam de mulher como se muda de camisa. Para que casamento se alguém pode desfocar-se de praticar o bem e viver enganando-se mutuamente e achando que está vivendo o sacramento do amor. A marginalidade se está espalhando à luz do dia.

            O “Dia dos Pais” está sendo festejado, muito mais como os pagãos se comportam, apenas visando lucros, trocando presentes, do que como uma junção de pessoas que se amam, se respeitam e respeitam a instituição cristã.

           >Será que nós podemos dizer estar satisfeitos com a instituição familiar do jeito que ela se está apresentando, de modo tão irresponsável e pagão? Será este, o plano de Deus para homens e mulheres que desejam viver juntos “até que a morte os separe”? Nossa experiência e conhecimento a respeito da família, a divulgação diária dos Meios de Comunicação, sobretudo das Notícias Policiais, nos estão tranquilizando e deixando nossas famílias em paz?

           >Será que nossos pais ficam tranquilos e em paz, enquanto seus filhos e netos estão fora de casa, à noite, até a hora de chegarem de volta, à casa?

            Porque não refletir, em mais este “Dia dos Pais”, sobre essa realidade tão gritante, enquanto a família está em pé de guerra? Está tudo caminhando bem, sem nem refletir sobre os males que giram em redor de nossas famílias?

            Que tais preocupações sejam as nossas, em mais este Dia dos Pais.                                     









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