COMO VOCÊ TEM ATENDIDO AO CHAMADO DE DEUS?
O mês de agosto se está
caracterizando pela comunicação ou pela convocação, que a Igreja faz todos os
anos, aos seus fiéis, para refletirem sobre as vocações: os chamados que Deus
vai fazendo a cada um de nós, para bem exercermos a nossa missão no mundo.
Já pensamos na Vocação do Padre (dia 04), na dos pais
(dia 11) e agora, neste 3º Domingo (dia 18), sobre a Vocação à Vida Religiosa,
ou o chamado feito aos frades e às freiras, para melhor servirem a Deus, por
uma missão especial, à semelhança de
Maria, nesta sua Festa da Assunção.
De algum tempo para cá, envolvida pela renovação exigida pelo Concílio, a Solenidade da Assunção de Maria, que era celebrada, desde o século V, no dia 15 de Agosto, deixou de ser fixa, como dia de preceito, para celebrar-se no 3º Domingo, que já é o Dia do Senhor. Em algumas vezes, as motivações coincidem. Os feriados serão diminuídos, como em outras Festas.
Por
que eu disse: ‘à semelhança de Maria’?
Porque ela deu seu sim ao Anjo
que lhe anunciou que ela seria a Mãe de Deus. Resistiu um pouco, mas aceitou: “faça-se em mim, segundo a tua palavra”.
Os
religiosos, homens ou mulheres, dão seu “sim”
a Deus, todos os dias, na realização de suas funções: nos hospitais, nas
creches, nas escolas, nas pastorais, na vida comunitária, em qualquer parte. O
frade – ordenado ou não - e a freira
devem estar sempre dispostos a fazer a vontade de Deus, a dizer sim como Maria: ‘eis aqui a serva do Senhor’.
Há
pessoas que não veem muito sentido na vida religiosa. Como é que alguém se
tranca num convento, às vezes, sem ter mais nenhum contato com o mundo? Terá
sido por algum desengano amoroso que ali foram parar?
Santa
Terezinha do Menino Jesus explicava muito bem o significado de sua vida no Carmelo.
“A Igreja tem dois
grandes grupos de missionários: os que vivem no mundo, se arriscando,
enfrentando toda sorte de barreiras ou dificuldades e os que vivem nos
conventos”. E os comparava com uma árvore: “aqueles são o tronco, as folhas, os frutos,
os galhos que ficam sujeitos à depredação de vândalos ou ao alcance de pessoas
que os estragam, maltratam ou destroem. Os que vivem nas casas religiosas ou
nos conventos são as raízes, que ficam escondidas, sem serem alcançadas pela
destruição, pela maldade humana ou por estragos causados pela própria natureza.
No entanto, uma parte não vive sem a outra. Será que a copa da árvore pode
viver sem as raízes? Será que nasceriam flores e frutos, sem a seiva que entra
pelas raízes ou a força que vem do solo? E para que essas raízes escondidas, subterrâneas,
se não houvesse a copa ou as partes externas da árvore”?
Perfeita a comparação,
Santa Terezinha! A Igreja tem seus missionários externos, pregando a palavra de
Deus, distribuindo os sacramentos, presidindo celebrações, usando de todos os
recursos para chegarem mais perto do povo, por exemplo, o rádio, o jornal, a
televisão; presentes na escola, na creche, nas comunidades eclesiais, dentro e
fora das cidades, na zona rural e na urbana. É a parte externa, arriscada de
que fala Santa Terezinha.
Tem
que haver a outra parte: a da oração, contemplação e intercessão a Deus; os que
se escondem ou se anulam para darem força aos que se arriscam, levam pedradas,
sofrem incompreensão ou calúnias por causa do Reino de Deus ou do seu trabalho
comprometido. Que bela comparação! É por isso que você é a Padroeira dos
Missionários e que está regendo esta sinfonia
vocacional que é o Tema da CNBB, insistindo no Lema: a messe é grande...
Vamos
continuar insistindo ao Senhor para que envie novos operários para a sua
colheita, quer para serem sacerdotes Diocesanos e assumirem paróquias e
desobrigas em capelas e comunidades rurais, quer para serem frades regulares ou freiras conventuais, seguidores de regras ou de normas – daí o nome regulares – através dos votos de
obediência, castidade e pobreza.
Em
todos os anos, o Mês Vocacional obedeceu a este esquema: Vocação do Padre,
Vocação dos Pais, Vocação dos Religiosos e Religiosas e - pra semana - Vocação
dos Leigos e Catequistas, que ainda abordaremos.
Para
todos, Tema e Lema são os mesmos: “Igreja
como uma sinfonia vocacional” e “pedi
ao Senhor da Messe que mande mais operários”...
Na
Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu - já justificamos – a reflexão é
sobre a Vocação Religiosa: masculina ou feminina, popularmente conhecidas, como
frades e freiras. Muitos daqueles são Sacerdotes e também exercem missões
pastorais em paróquias, na celebração dos sacramentos do Perdão e da
Eucaristia. Todos, ordenados ou não, dão vida à Igreja, ajudando-a em inúmeras
pastorais pelas várias instituições eclesiais onde atuam.
Exercem
as mais variadas funções pelas Paróquias, comunidades, escolas, capelas,
hospitais, sendo sempre um sinal concreto da vida que Deus quer que exista em
cada pessoa. É a mesma disposição que a Mãe de Deus deu a entender, quando
disse seu sim: eis aqui a serva do
Senhor.
Em
geral, este ano, em todas as suas ações pastorais, preparou-nos para a
celebração do Ano Jubilar, em 2025. É mais um Ano Santo, que ocorre na Igreja,
de 25 em 25 anos. Faz menos de um mês (foi aos 20 de julho), eu lembrei aos
meus leitores, o seu significado. Até prometi voltar ao assunto. Vou repeti-lo
um pouco.
Há
quase um mês eu lhes dizia que a celebração de anos jubilares tem origem no
judaísmo, desde o Velho Testamento. Era um tipo de ano sabático com um
significado muito particular. Era uma festa realizada a cada 50 anos.
No
decorrer desse período, os escravos eram libertados, restituíam-se as
propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as
terras não eram cultivadas e as pessoas descansavam. Era o tempo do descanso.
Da alegria. Do júbilo. Daí, o nome: yobel,
em hebraico. Iubilum em latim.
Deu Jubileu em português.
Acrescentei
que, com a vinda de Jesus ao mundo, cessou a História do Antigo Judaísmo e
começou a História do Novo Testamento e o Catolicismo adotou a ideia do
Jubileu, dando-lhe uma nova roupagem.
Manteve
a duração de um ano, iniciou com o espaçamento de 100 em 100 anos, depois
passou a ser de 50 em 50 anos e, por causa do grande período, entre suas realizações,
nos últimos tempos, tem-se dado a cada 25 anos, com a possibilidade de
acontecer, intercaladamente, por uma motivação extraordinária, desde que seja
para o bem de todos e por uma catequese mais intensa. A caminhada da Igreja,
sobretudo com o aparecimento de sua Doutrina Social, do Concílio Ecumênico
Vaticano II e dos intensos momentos de evangelização, destacados por ela, são
excelentes momentos de preparação para um Jubileu.
Falei
ali acima ‘por uma motivação
extraordinária’. Lembram-se do Jubileu da Misericórdia, celebrado em 2016?
Foi, extraordinariamente, convite do Papa Francisco. Até tivermos, várias “portas santas” por Catedrais e
Igrejas, autorizadas pelo Papa, para que todos pudessem ganhar indulgencias.
Quem sabe, S.S. não abrirá outras oportunidades para quem mora longe de Roma?!
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