O EXEMPLO DO
CURA D’ARS!
Em Agosto do ano passado,
celebramos 40 anos da Instituição do Mês Vocacional - desde 1983 - sempre com
um Tema e um Lema a ser refletido em cada ano.
Na 1ª semana de
agosto – devido a Festa Litúrgica de São João Maria Vianey - celebrada no dia
04, coincidentemente, se reflete sobre a Vocação do Padre no 1º Domingo de
Agosto.
Na 2ª semana,
por causa do Dia dos Pais pensa-se na Vocação deles no 2º Domingo, dia 11.
Na 3ª semana, dia
18, na Festa da Assunção de Maria ao Céu, reflete-se sobre a Vocação á Vida
Religiosa, a exemplo do “sim” dado por Maria, que deve ser sempre, modelo para a
Vida Consagrada dos frades e das freiras na sua Missão.
No 4º Domingo de
Agosto celebra-se o Dia do Leigo e do Catequista, se não houver mais um
Domingo. Se houver um 5º Domingo, comemora-se, separadamente: o Dia do Leigo no
4º Domingo, e o Dia do Catequista no 5º. De antemão, os Leigos e Catequistas já
sabem que o seu Dia, será 25 de Agosto, 4º e último Domingo do mês.
Para os quatro
Domingos, deste mês, portanto, temos um Tema e um Lema apropriados, respectivamente
escolhidos pela Comissão para os Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da
CNBB: “Igreja, uma sinfonia vocacional”
e extraído de Mt 9,38: “pedi, pois, ao
Senhor da Messe”...
Quanto ao Tema para
todo este mês, a Igreja do Brasil espera que, ‘como sinfonia’, a gente dê o tom ou a nota certa para gerar a
grande harmonia que devemos executar em nosso trabalho pastoral numa verdadeira
sinfonia.
Para que tudo funcione
a contento, ainda teremos a Palavra de Deus, em forma de oração, “pedindo ao Senhor da Messe” que é o
primeiro passo vo-cacional, para que ele envie novos operários para a sua
colheita.
Eu, pessoalmente,
sempre tive oportunidade, por onde andei, de cuidar das Vocações Sacerdotais.
Fui acompanhante de seminaristas em Afogados da Ingazeira, em Recife, em João
Pessoa e no interior da Paraíba, em Sobral e em Fortaleza, depois do meu
retorno à Diocese onde iniciei meus estudos.
Sinto-me feliz em ter
encaminhado vários jovens em estudos sacerdotais nos vários seminários por onde
passei. Muitos se ordenaram e me estimulam e me renovam ainda na Missão.
Falei-lhes, em muitas ocasiões, sobre o Padre que mais estimulou minha própria
Vocação e que nem todo mundo acredita. Eu o tive sempre como referencia. Tenho dito
isso em meus textos. Repetirei hoje.
Refiro-me ao Santo Cura
d’Ars, o Padre São João Maria Vianey que, por 40 anos, no interior da França, na
1ª metade do século XIX, foi Pároco muito dedicado. Doava-se de corpo e alma a celebrar o
Sacramento da Penitencia e da SS. Eucaristia, na Santa Missa, com sermões
cheios de fé e de Deus. Sua imensa caridade para com os mais pobres e sua vida
missionária atraíram muitas pessoas de todas as condições sociais, para a
cidadezinha de Ars, no sul da França, a fim de o escutarem e seguirem sua
orientação e conselhos.
São João Vianey foi um
Pároco, um guia ou “curador” tão dedicado e tão comprometido com a pregação e
comunicação do Evangelho, que o dia litúrgico de sua festa é também, pelo
próprio calendário civil, o Dia do Padre.
Com tais justificativas
eu não poderia ter escolhido data melhor para a minha Ordenação Sacerdotal do
que o dia 04 de Agosto. E a minha escolha se deu muito cedo. Em setembro de
1955 eu tinha 14 anos. Em outubro faria 15.
Na ocasião,
celebrávamos o Jubileu Áureo de Dom José: 50 anos de sua Ordenação Sacerdotal.
Adolescente como eu era, impressionou-me muito uma reflexão do Pe. Alexandrino
Monteiro no Congresso Eucarístico de Sobral, comemorativo das Bodas de Ouro do
Bispo, sobre a Vocação e a Missão de S. João Maria Vianey, o Cura d’Ars, que
estava completando 30 anos de sua Canonização. A partir dali, eu me decidi: ‘se eu chegar a ser Padre, quero me ordenar
na Festa Litúrgica de São João Maria Vianey’. E assim o fiz.
Tornei-me sacerdote no
dia 04 de agosto de 1968 pelas mãos de meu querido amigo e saudoso Bispo de
Afogados da Ingazeira – PE, Dom Francisco Austregésilo, na Matriz de Bela Cruz,
a minha terra natal.
Para completar minha
alegria, entusiasmo e devoção, quando estudava em Roma, fui a Ars, em 1975, participar
do Jubileu de Ouro da Canonização de seu famoso e Santo Cura. Senti-me,
plenamente realizado e privilegiado. Além de integrar uma imensidão de
peregrinos, ainda tomei contato com toda a sua História e visitei seu “corpo incorrupto”, em perfeito estado
de conservação como se vivo fosse.
Dado que eu estudava
Sociologia e Comunicação Social, impressionei-me com o que entendi e aprendi
com o Cura d’Ars e sua obra social. Por aqui, ao nosso redor, chamam de
agitador e de comunista a quem se preocupa com o bem comum, com a vida
comunitária e com trabalhos voltados para a libertação do povo, querendo até
afastá-los da “Comunhão Eucarística”. Pode?
O Santo Cura d’Ars não
dava apenas assistência espiritual. Oferecia a todos, o testemunho, a presença
material e a assistência social. Os antigos prostíbulos foram transformados em
hospedarias, escolas, hotéis e toda a Vila
passou a ser uma cidade acolhedora, progressista, moralmente saneada com
um povo muito feliz, graças à ação do Santo Cura d’Ars.
Certamente, toda essa
bonita motivação, sugerida pelo Cura d’Ars e alimentada pela graça, bondade e
misericórdia de Deus me fizeram sustentar o “chamado” e o compromisso
sacerdotal até agora.
Rezemos pelos nossos
Párocos e Vigários Paroquiais. Cumprimentemo-los pela passagem de seu Dia,
amanhã, 04 de agosto e reflitamos sobre tão bela história de S. João Vianey,
modelo e belo exemplo para todos os Padres.
O Evangelho deste 1º Domingo
de Agosto - coincidente com o Dia do Padre, o único que nos
pode trazer, pelo sacerdócio de Jesus Cristo, o Pão Eucarístico,
ou o
Pão do céu - levou os próprios discípulos a rogarem a Jesus: ‘Senhor, dá-nos sempre desse pão’.
O pão material é o
ponto de partida, sem dúvida, embora o ponto de chegada seja a pessoa de Jesus,
o verdadeiro pão que desceu do céu.
Diante da insistência
dos discípulos sobre o que fazer para praticar as obras de Deus, Jesus
encaminha a resposta: “não são as obras,
mas a Obra. Não é fazer, mas crer. A obra é crer no Filho de Deus”.
O pão foi usado por
Jesus como um sinal indicativo de uma realidade maior, ao dizer: “esforcem-se não pelo alimento que se perde,
mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do Homem lhes
dará”.
Na Missa de amanhã, ao
ler ou ouvir o texto do Evangelho de Jo 6,24-35 entenderá o ensinamento de
Jesus: “a obra de Deus é que acrediteis
naquele que Ele enviou... É meu Pai que vos dará o verdadeiro pão do céu”.
Neste Dia do Padre,
entenda melhor a sua função entre nós. Jesus o instituiu para uma Missão muito
especial e o Santo Cura d’Ars O representou tão bem, que sua Solenidade
Litúrgica é especial para festejar o Dia do Padre .
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