“A um mundo que parece ter perdido o coração”
Nos meus 04 Comentários,
feitos no Mês Vocacional, em Agosto; com mais 05 em Setembro, durante o Mês da
Bíblia; outros 04, em Outubro, com o acréscimo de mais 01, aos 02 de Novembro,
para fechar o Mês Missionário, quero ainda me utilizar deste 2º final de semana
de Novembro para aprofundar a Missão no Mundo, partindo da Encíclica do Papa
Francisco “Dilexit nos”, lançada no
dia 24 de Outubro deste ano. Com este comentário de hoje são 15 abordagens do
mesmo tema – Pontifícias Obras
Missionárias - a completarem cem anos a 14 de Abril de 2026. Teremos um
Jubileu em 2025 ou mais um Ano Santo para solenizar melhor os 350 anos da 1ª
Manifestação do Sagrado Coração de Jesus, unicamente por amor. Daí, o nome da
4ª Encíclica do Papa Francisco: “Dilexit
nos”, tirado de Paulo aos Romanos 8,37: ”ele amou-nos”.
Francisco publica a 4ª Encíclica do seu pontificado em um dos momentos mais dramáticos para a humanidade: guerras corrosivas, consumismo desenfreado, desequilíbrios sociais e econômicos e novas tecnologias que ameaçam desfigurar a essência do ser humano marcam a época moderna. Por esse documento, intitulado, “Dilexit nos” ou ‘Ele nos amou’ pede que mudemos nosso olhar, nossa perspectiva e nossos objetivos, recuperando aquilo que é mais importante e necessário: o coração.
O
novo texto é inteiramente dedicado ao culto do Sagrado Coração de Jesus. Foi
sugerido, exatamente, no Mês de Junho, deste ano, por ocasião da Festa
Litúrgica ao Sagrado Coração de Jesus, celebrada todos os anos desde 1673,
quando apareceu a Santa Margarida Maria de Alacoque, pedindo-lhe que, todos os
anos, na 6ª feira, logo após a Festa do Corpo de Deus houvesse tal celebração.
E assim se deu. Faz parte da tradição cristã.
Faz
parte também da devoção pessoal de Francisco. Tanto que, em 2016, o
encerramento do Jubileu dos Sacerdotes ocorreu, justamente, na Solenidade do
Coração de Jesus em que o Papa pediu aos padres do mundo inteiro que
orientassem o seu coração,
como o Bom Pastor, em direção à ovelha perdida, àquele ou àquela que está mais
distante, deslocando o epicentro do coração para fora de si mesmos. Agora, a
preocupação do Papa se estende mais. A Encíclica é para a humanidade em guerra,
com problemas sociais e econômicos, com o desejo insaciável de consumo e de
escravidão na engrenagem de um mercado que não se interessa pelo sentido de
nossa vida.
Essa
nova Encíclica está na sequencia de Documentos que marcaram o pontificado de
Francisco: Lumen Fidei, escrita a quatro mãos, com Bento XVI, em
29/06/2013. Laudato Si, em 24/05/2015. Fratelli Tutti, 03/10/2020 que
sintetizaram os apelos e mensagens do Papa sobre a urgência da fraternidade e
da amizade social em um mundo fragmentado, pela Pandemia, por guerras
fratricidas e por conflitos conduzidos, até em nome de Deus.
A
nova Encíclica, Dilexit nos, apresentada na Sala de Imprensa, do Vaticano, aos
24/10, é enviada a “um
mundo que parece ter perdido o coração” e isto não é pra nos desanimar. É pra gente despertar, ligar-se à
nossa história cristã. Como dizia Dom Helder: “quanto mais negra parece a noite, mais alegre e iluminado é o seu
amanhecer”. Nada de desânimo. A nova Encíclica fala de AMOR. A Igreja não
nos pode desanimar. Francisco, com os seus 87 anos de idade e, parecendo
frágil, fisicamente, ainda nos dá lições de ousadia, coragem e muito otimismo.
Nesse 3º Domingo de Outubro, dia 20, 98º Dia Mundial das Missões, a Agencia
Fides, responsável pelas divulgações estatísticas do Vaticano ofereceu-nos um
panorama dos últimos 25 anos da Igreja no Mundo.
São
dados, muito consoladores. Mesmo dentro da balbúrdia que se nos apresenta, o
último Anuário Estatístico da Igreja refere-se aos seus membros, às suas
estruturas pastorais, às atividades nos setores de saúde, assistência social e
educacional. Enfim, apresenta uma visão geral das circunscrições eclesiásticas,
confiadas ao Dicastério para a
Evangelização.
(Dicastério
não é uma palavra usual, comum à linguagem coloquial, mas tem origem grega,
significa “juiz”, “aquele que julga”... e se refere aos vários
departamentos do Governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana:
secretarias de estado, congregações, tribunais eclesiásticos, conselhos,
ofícios e comissões ou comitês. É, de fato, incomum ou sem uso entre leigos).
A
título de “Informação” (espero que seja útil, no mínimo “curioso”) a população
mundial gira em torno de oito bilhões de habitantes. Desses, Um bi e 400
milhões são católicos, espalhados nos cinco continentes.
O
número de Bispos para todo o mundo é de 5.353: divididos em 2.682 bispos
originados do clero diocesano e 2.671 dentre os religiosos.
O
número de sacerdotes é cerca de 407.730, também divididos em: padres diocesanos
279.171 e de ordem religiosa: 128.559.
Depois
do Concílio Ecumênico Vaticano II, após o pleito de D. Francisco Austregésilo,
na Sessão Conciliar, de ser restaurado o antigo costume dos Diáconos
Permanentes, dos Atos dos Apóstolos, surgiram em todo o mundo, os “servidores”
Diáconos. Já são 50.159 e prestam um grande serviço às Paróquias, onde quer que
estejam, pois colaboram muitíssimo com funções sacerdotais, sobretudo na
pregação da Palavra, na administração dos Sacramentos do Batismo e do
Matrimônio. Sem dúvida, aliviam muito os serviços sacerdotais. Aliás, o
Diaconato é o 1º degrau do sacerdócio ministerial acrescentado do presbiterado
e do episcopado.
Em
todas as ordens religiosas há um bom número de “Irmãos” não ordenados que
exercem os mais diversos ministérios ou trabalhos de acordo com as necessidades
dos Conventos, desde a manutenção dos serviços da casa, como de estrutura,
disciplina e catequese, pela mais variada prestação de serviços que não
sobraria tempo para os clérigos realizarem. Eles ainda somam 49.414 e se
espalham pelos cinco continentes
Apesar
de ter diminuído o número de seminaristas, tanto diocesanos, como religiosos,
eles ainda formam um bom grupo de rapazes selecionados em 108.481 candidatos
que recebem orientação para a vida comunitária e de estudos, deixando à Igreja
uma esperança de vocação sacerdotal, missionária.
Tais
dados parecem altos e promissores, mas dentro de um universo de oito bilhões de
pessoas, ainda é pouco para quem tem ordem de Jesus de ir até os ‘confins do Mundo’. Temos muito ainda o
que fazer.
Essas
poucas pinceladas, dadas sobre a Encíclica de Francisco e os números levantados,
a título de informação nestas duas páginas, não nos impedem de ler as 68
páginas da Dilexit nos, na língua original e oficial da Igreja ou
em qualquer das línguas vivas e faladas pelo mundo, para descobrir não só a
fundamentação paulina, abordada pelo Papa, como aquilo que o próprio Jesus já
havia dito em Jo 15,9.12 e 1ª Jo 4,10.16, respectivamente:
“assim como o Pai me ama, eu amo vocês”... “o meu mandamento é este: amem uns aos outros”... “o amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou seu filho”... “nós mesmos conhecemos o amor que Deus tem por nós e cremos nesse amor. Deus é amor”.
Voltaremos!
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