PARÓQUIA DE CRUZ:
60 ANOS DA ORDENAÇÃO DO CÔNEGO VALDERY DA ROCHA
Nessa última quinta-feira - 06 de Dezembro - a Paróquia de S.
Francisco sedeada em CRUZ, Zona Norte do Estado do Ceará, celebrou os 60 Anos
da Ordenação Sacerdotal, de seu 2º Pároco, o Cônego Manuel Valdery da Rocha.
Além do Aniversariante, concelebraram com ele, o Sr. Dom
Vasconcelos, Bispo Diocesano de Sobral e alguns colegas do Padre Jubilado, sem
negar Igreja e Praça, superlotadas de Paroquianos, amigos e admiradores, que o acompanharam
durante toda a realização de sua ação ministerial na Paróquia. Motivos não
faltaram para serem comemorados. Tudo lembrava a ação missionária, o
compromisso com a evangelização e a gradual ascensão daquele povo que foi
crescendo à medida que crescia o compromisso do Padre Valdery, como sacerdote e
professor. Aliás, foi este o suporte maior no desenvolvimento da sua Missão:
ser sacerdote e ser professor, como foi dito e está confirmado pela Professora
Maria Lúcia Santos na obra escrita e apresentada a todos, como documento,
lembrando as celebrações, fundamentado em Romanos 1,1: “escolhido sacerdote
para anunciar o Evangelho”.
As seis décadas foram destacadas, sobretudo na vivência das
Festas do Padroeiro, São Francisco, ocasiões mais propícias para o
desenvolvimento das ações mais pastorais e catequéticas junto ao povo.
O Pároco tinha a nítida consciência de que Festa de Padroeiro
não é oportunidade de auferir lucros materiais, mas é ocasião de se conferir a
união do povo, se se amava mais, se ficou mais conscientizado e buscou soluções
para suas dificuldades, através da união, da solidariedade e da convivência cristã.
Esta parte de lucro é muito mais importante do que qualquer proveito material.
É tão verdadeira esta reflexão, que no próprio Livro de Tombo da Paróquia do
dia 04/10/1965 ficou registrado: “acabada a Festa fico com a pergunta: é este o
tipo de evangelização que uma pastoral voltada para o Evangelho está a exigir”?
Toda a maneira de pensar e agir ficou registrada em mais um
volume literário, coordenado, escrito, organizado pelo próprio Padre Valdery,
por gente de sua confiança ou por resultado de pesquisas junto ao povo que
serviram de base e fundamento literário para toda a sua história, mais uma vez
recontada e querendo mostrar que o Padre Valdery foi “escolhido Sacerdote para
anunciar o Evangelho e Professor credenciado, titulado para repassar tudo o que
aprendeu e permanecer como patrimônio para a posteridade”.
Foi mais ou menos isso que a Professora Maria Lúcia Santos quis mostrar
ao público e recordar a todos que o Padre Manoel Valdery da Rocha fora
escolhido para ser Sacerdote e Professor; para anunciar o Evangelho a toda
criatura. Os depoimentos, as pesquisas, as opiniões dadas pelo povo da Paróquia
de Cruz e por Professores, estudantes e estudiosos, sobretudo da UVA, deram
sobre o Padre e Professor Padre Valdery da Rocha, para melhor opinarem sobre a
lendária figura sexagenária de Sacerdote e de Professor.
O Padre Valdery foi um garoto prodígio, um estudante exemplar e
um pastor dedicado ao seu rebanho, sem precisar sair daqui, sem recorrer às grandes
e famosas Universidades para se tornar no grande sacerdote e sábio professor
que também nos faz reconhecê-lo tão importante, ainda vivo. Nada de divulgar
aquela errônea ideia de que: “quer ser bom, morra”. “Não”, acrescento eu. “Quer
ser bom, viva, ensine o bem, a verdade, a simplicidade e seja sempre um exemplo
para todos. É assim que me quero unir, homenagear, parabenizar e louvar a Deus
pelo Pe. Valdery. Ele só nos dá lições de vida”
Aliás, mesmo nesta nova edição, comemorativa dos 60 anos da Ordenação Sacerdotal, do Padre Valdery (estou dedicando esta semana à leitura completa da obra) deparei-me com uma subintitularão da organizadora Maria Lúcia Santos – O Pequeno de Grande Inteligência – que se refere a depoimento meu, nestes termos: no seminário, sua inteligência e interesse pelos estudos lhe rendiam muita aprendizagem, reconhecimento e nota máxima em todas as disciplinas. Quem nos conta estes fatos com propriedade é seu colega do Seminário de Sobral, o Padre Assis Rocha:
"Mensalmente havia uma leitura de notas, chamando pela ordem
alfabética, cada aluno, pelo nome, com suas disciplinas e notas. Todos já
esperávamos: Manoel Valdery da Rocha! Sem elencar as 12 matérias, o Reitor
anunciava a 1ª e a última: de Regulamento a Música, DEZ. Os colegas,
aplaudíamos, é claro. O Valdery se sentava e o Padre Assis acrescenta agora:
“não se percebia orgulho, ou qualquer tipo de arrogância por ser o melhor das
turmas. O Pe. Assis, ainda hoje, recordando, parece estar vivendo aquele
momento que presenciou. Fala do Colega como alguém que admira e respeita desde
o tempo do Seminário”.
Para o Padre Valdery continuar a ser o que sempre foi, sua
Missão na Paróquia de São Francisco, de Cruz abriu novos horizontes para sua
ação evangelizadora. Já enxergava bastante, mas havia muita luz em seus caminhos
que deveria ser bem enfocada. Em Sobral estava a fonte do saber, da
luminosidade, da abertura para novos horizontes. A Cruz, sozinha, não lhe ia
ajudar tanto. Tinha que recorrer a uma ajuda maior: uma junção de forças.
Tinha que voltar a estudar. Decidiu então ir para Sobral,
reabastecer-se de conteúdo, alimentar a sua cabeça e ingressar na Faculdade de
Letras. Depois revalidou seu Curso de Filosofia, feito no Seminário Maior de
Fortaleza e foi-se abastecer na Universidade Federal do Piauí. É claro que eu
não vou ficar agora, justificando, a bipolarização das atividades do Padre
Valdery, mesmo reconhecendo que ela foi necessária para encontrar um
denominador comum à solução. Não foi fácil. O próprio povo o colocava no jogo
de desculpas para o que ele estava fazendo. E o livro organizado agora para
celebrar os seus 60 anos de Ordenação Sacerdotal é pra ser lido, entendido e
ajudado na sua compreensão. Tem-se que lê-lo com bom e justo senso, para
descobrir todas as verdades que nele se contém e tirar as lições que dele se
auferem.
A própria leitura da Obra, mesmo cursiva como estou fazendo,
para produzir este Comentário, em ideias ao volante, se lê: ”uma vez perguntado
como ele conciliava seus trabalhos pastorais numa Paróquia grande e de difícil acesso
e sua vida de professor e tantos outros cargos em Sobral, disse que, enquanto
ia para Sobral planejava suas atividades lá, e quando vinha para a Cruz fazia o
mesmo com as da Paróquia, então, já com tudo planejado, era só organizar”...
Muito cedo, o povo foi descobrindo as características do Padre
Valdery, seu jeito acolhedor, seu olhar centrado na pessoa humana, suas
qualidades e atributos. Não era a distância geográfica da Paróquia Rural e a
“Metrópole” onde ele se abastecia de conhecimentos, de sabedoria, de conteúdo
para dar-lhe mais qualidade de vida, era a junção da sua capacidade de
catequizar e evangelizar, ou de ser Pastor, com aquela qualidade de ensinar, de
ser professor que estão permeando toda a obra feita, que está sendo lembrada e que
servirá de modelo, ainda por muito tempo, para que se expanda o Reino de Deus
pelo mundo, como o Padre Valdery se preparou e se conduziu para a Missão
realizada até hoje e sempre será referência e modelo para todos.
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