sábado, 11 de janeiro de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Desde a noitinha do dia 24 de dezembro, até o dia de amanhã, 12/01, estamos celebrando o Tempo do Natal: 19 dias seguidos, para festejarmos o Nascimento de Jesus. Portanto, até a Festa do Batismo do Senhor, que celebraremos amanhã, estamos vivenciando o Aniversário de Jesus, como algo de suma importância para a nossa fé cristã. Apesar de o mundo achar que o Natal é somente o dia 25, em qualquer desses 19 dias, poderemos festejar a data, fazermos nossas confraternizações familiares e celebrar a grande Festa.

 Lembram-se daquele pedido dos irmãos, Tiago e João, feito a Jesus, para ficarem do seu lado direito e esquerdo, quando estivessem no seu Reino? O que foi que Jesus lhes respondeu? “Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber e podem ser batizados como eu vou ser batizado”?

 Esta passagem, com palavras semelhantes, você encontra nos 04 Evangelistas, quando Jesus tinha 30 anos de idade, perto do Rio Jordão, onde ele seria batizado por João Batista. Ali, diante de muitas pessoas, viu-se o céu se abrir e o Espírito descer sobre Ele. Então se ouviu aquela voz: “Tu és o meu Filho Amado. Em ti, o meu agrado” (Mc.1,10-11).

 Sto. Agostinho, pela metade do século IV, já lembrava que “o Batismo de Jesus proclamava com sua humildade, o que para nós era uma necessidade”.

O Batismo nos faz ingressar na vida da Igreja. É quando nos tornamos fiéis ao Senhor, momento único em nossas vidas cristãs. É a partir do Batismo de Jesus que ingressamos na vida da Igreja. É quando nos tornamos fiéis ao Senhor, momento único em nossas vidas cristãs. Será que todo batizado tem consciência disso? Será que quem nos levou ao Batismo tinha isso, claro em sua mente? Nós, batizados, pela maneira como estamos procedendo, estamos conscientes da nossa pertença a uma instituição que tem convite a se espalhar por todo o mundo? Será que os Natais, como estamos celebrando, nos estão dando consciência das “celebrações” que estamos promovendo e festejando em nome do nascimento de Jesus? Muitos de nós, nem sabemos que o Tempo do Natal é tão longo! Que foi só no dia 25 de dezembro!?...

 Nós, que somos batizados, temos alcançado a dimensão que o Batismo de Jesus nos trouxe de opção pelos mais necessitados, pelos doentes, desabrigados, famintos e abandonados?

 Eu, cristão, tenho ouvido o Papa Francisco ou estou informado a respeito da mais que Centenária Doutrina Social da Igreja, ou de seus Documentos Conciliares, Sinodais e, neste Ano Santo da Esperança, estou-me sentindo atraído para a participação ou me sinto por fora, como sempre estive? Esta Solenidade Litúrgica de amanhã – do Batismo do Senhor – que dá por encerrado, o Tempo do Natal, está mexendo comigo, com minha cabeça ou, até agora, nem me dei conta que mudou de ano, está tudo como antes? Não me sinto tocado. Eu afirmo: ‘é uma pena’!

 O Papa Francisco nos está advertindo: “ignorar os que mais precisam é cegar-se diante de Deus. Jesus de Nazaré passou pelo mundo, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demônio”.

Nosso Comentário Semanal, aqui, quer sempre ser um guia ou sinal de atenção, uma advertência que a própria Liturgia da Igreja vá mostrando o seu compromisso com a Missão de Jesus Cristo, da qual todos devemos partilhar. O Batismo purifica a alma, do pecado original e de qualquer outro pecado.

A água batismal significa e atualiza de um modo real o que é evocado pela água natural: a limpeza e a purificação de toda a mancha e impureza. Na Igreja não há cristãos isolados. Assim, no contexto do Batismo, todo o cristão passa a fazer parte de um povo – o Povo de Deus na Igreja – que se apresenta como a verdadeira família. Devemos dar graças a Deus por mais este grande Mistério: ‘Ele ter-se tornado Filho do Homem para que o Homem se tornasse Filho de Deus”. Será que esta verdade nos toca e nos sensibiliza?

 Não sei o que meus leitores apreenderam, ao lerem o meu último Comentário de Dezembro, sobre a Sagrada Família de Jesus Maria e José em que eu me baseei num Roteiro Homilético, casualmente, encontrado na Internet. Houve um descompasso involuntário na edição do Blog do Leunam, onde apresento meus Comentários Semanais e até a repetição do mesmo texto para que se dirimissem as dúvidas. O fato é que eu comentei o texto de um amigo e colega meu, de Minas Gerais que, havia 52 anos não tínhamos o menor contato, depois de havermos estudado, contemporaneamente, em Roma. Foi, sem dúvida, o melhor brinde de Natal que nos demos um ao outro.

 Trata-se de companheiro de estudos em Universidades Romanas, enquanto habitávamos no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Ele era seminarista, já terminando seu Curso de Teologia, especializando-se em Bíblia e eu já tinha 05 anos de Sacerdote, aprofundando Sociologia Religiosa.

 Ele voltou ao Brasil, retornou para Governador Valadares, sua terra natal, tornou-se Padre, foi nomeado Bispo de Guanhães, transferido para Caratinga, sempre em Minas Gerais, tornou-se Emérito/Aposentado e continua dando aulas de Sagrada Escritura e de Grego, no Seminário de Caratinga e escrevendo para Boletins Diocesanos, sempre dentro da matéria que entende: Dom Emanuel Messias de Oliveira.

 Localizamo-nos pelo telefone, já conversamos à vontade, aumentamos toda a saudade que temos de nossa convivência e alimentamos a saudade que nunca se mata, pois é ela que sustenta a gente, quando se está distante.

 Ambos entendemos ter sido o melhor presente de Natal que, mutuamente, nos demos. Recordamos nomes de colegas que eram nossos contemporâneos, à época, de quem também temos saudades e faz tempo não nos vemos.

 Nesta minha reflexão de hoje, sobre o Batismo de Jesus e o nosso Batismo, eu dizia ali acima que ‘o batismo nos faz ingressar na vida da Igreja. É quando nos tornamos fiéis ao Senhor, momento único em nossas vidas cristãs’. E eu perguntava: ‘será que estamos conscientes da nossa pertença a uma instituição que tem convite a se espalhar por todo o mundo’? E acrescentei mais adiante: ‘Jesus se tornou Filho de Homem, para que o homem se tonasse Filho de Deus’. Essa máxima encerra um grande mistério, dizia eu.

Será menos misterioso e belo o meu reencontro com D. Emanuel, após tanto tempo distanciados, geograficamente, mas tão unidos na Missão, fazendo com que, ambos nos encontrássemos, eméritos e fazendo a mesma coisa, pela Internet, continuando a levar a Doutrina de Jesus ao Mundo?

Será que o presente de Natal que nos demos, mutuamente, em gratidão a Deus, pelo reencontro, embora virtual, não está dentro da mensagem que transmitimos, partida do nosso Batismo e que nos faz pertencer à mesma Família de Deus, que é a Igreja? A oração da Missa de amanhã, diz: “concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor”. É o resumo de tudo. Até a próxima!

  

Sobre o meu comentário da semana passada que tinha, no titulo uma pergunta: HONRAS TEU PAI E TUA MÃE?  O Leunam me mandou este comentário feito por sua amiga SIBELE, que com ele participou da CERIMONIAL ASSESSORIA DE RELAÇÕES PÚBLICAS, em São Luís do Maranhão, dirigida por Elias Azulay. Ela escreveu:

 

“Esse mandamento foi citado ontem na missa. Na celebração pelo "dia de Reis", foi feita, dentre outras, uma reflexão sobre a família. Sobre o papel dos pais à frente da educação familiar acerca da orientação e ensinamentos aos filhos, que, certamente, refletirá no futuro de cada membro familiar, em cada fase de desenvolvimento humano. Essa pergunta deveria estar em outdoor espalhado em todos os cantos do mundo, a fim de que todos nós (filhos) possamos responder a ela com honestidade e atitude de aperfeiçoamento nas relações interpessoais intrafamília”.

 

bordados pedagógicos
da Profª NAZARÉ ANTERO





Nenhum comentário:

Postar um comentário

COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...