sábado, 21 de junho de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

O PAPA INSISTE NA CENTRALIDADE DO ANÚNCIO DE JESUS CRISTO

Com muita alegria, tenho dedicado meus Comentários de Abril para cá, às saudades do Papa Francisco e às boas perspectivas trazidas pelo Papa Leão XIV, garantindo-nos os bons ventos, soprados pelo Espírito Santo, na continuidade da Missão da Igreja. Tanto que, neste Mês de Junho, ainda não me referi à Paixão Nacional, trazida pelas Festas Folclóricas Juninas, deixando minhas referências a elas para o último Sábado, 28 de junho, Solenidade Litúrgica dos Apóstolos, Pedro e Paulo, também Dia do Pescador e do Papa, quando nos referiremos, com toda certeza a Leão XIV, sucessor de Pedro.

             Nos dias 16 e 17 - início desta semana, que está terminando - o Papa Leão XIV recebeu, em audiência, os Episcopados de Madagascar, na África, e Italiano, como peregrinos pelo Jubileu, que se celebra em Roma. Saudou ao Grupo da segunda feira, dia 16, como “o nosso 1º Encontro” e já indicando a linha do seu Pontificado, que era a mesma linha de Francisco e do seu homônimo Leão: não desviem o olhar dos pobres. Eles estão no centro do Evangelho e são os destinatários privilegiados do anúncio da Boa Nova”.

            Saudou ao 2º Grupo, na 3ª feira, 17, destacando “a centralidade da fé, a missão da paz e o compromisso com a dignidade humana como fundamentos do serviço episcopal”. Em ambas as saudações, para começo de conversa, foi manifestando a fidelidade à Igreja, que tinha em Francisco sua inspiração.

            Nesta linha de unidade com Jesus, o fundador; com Pedro, o 1º Papa e com os recentes predecessores, Leão XIII e Francisco e, sobretudo, com a luz do Espírito, o Santo Padre Leão XIV se dirigiu aos dois episcopados, como já tem feito e continuará fazendo com todas as peregrinações que vão a Roma.

            Sua Santidade não escondeu e manifestou sua admiração pelo gesto significativo de terem vindo todos juntos a Roma como Bispos de Madagascar.

 

“Foi um belo sinal de unidade, este dos Senhores, sobretudo pela convocação do Senhor Jesus neste Ano Santo”; disse-lhes o Papa. Destacou ter sido “muito bonito que eles se tenham tornado peregrinos da esperança, juntamente com os milhares e milhares de fiéis que todos os dias atravessam as Portas Santas das Basílicas Papais. Vocês são antes de tudo, peregrinos da esperança para vocês mesmos. Vocês que são pastores recordaram que são, antes de tudo, ovelhas do rebanho às quais, Cristo diz: ‘eu sou a porta das ovelhas... Se alguém entrar por mim será salvo: entrará e sairá e encontrará pastagens’ (Jo.10,7-9). E, ao mesmo tempo, tornaram-se peregrinos da esperança para o seu povo, para as famílias, para os idosos, as crianças, os jovens: para que as Igrejas que estão em Madagascar, através de vocês, recebam a graça de caminhar na esperança que é Jesus Cristo”.

Leão XIV externou também a sua felicidade em os ouvir contarem as alegrias e as provações pastorais que levam com fidelidade e concluiu:

              “a proximidade de vocês com o povo de Deus é um sinal vivo do Evangelho. Encorajo cada um de vocês no seu ministério episcopal, em particular a cuidar dos sacerdotes, que são os seus primeiros colaboradores e os seus irmãos mais próximos, bem como dos religiosos e religiosas que se dedicam ao serviço... Externo a Deus, muitos agradecimentos pela vitalidade missionária das Igrejas particulares de Madagascar, herdeiras do testemunho dos santos que, para levar o Evangelho a esta terra longínqua, não temeram nem a rejeição, nem a perseguição”. Encerrou dizendo: ‘exorto vocês a não desviarem o olhar dos pobres: eles estão no centro do Evangelho e são os destinatários privilegiados do anúncio da Boa Nova. Vejam neles, o rosto de Cristo’.

 

            O clima de cordialidade e satisfação se repetiu na terça feira, 17, na Audiência com a Conferência Episcopal Italiana, em que o Papa Leão XIV já se sentiu à vontade ao expor: “a Igreja deve ser casa de paz e reconciliação”, destacando - como falei ali acima - a centralidade da fé, a missão da paz e o compromisso com a dignidade humana como fundamento do serviço episcopal.

            Tal Encontro se deu por ocasião da 80ª Assembléia Geral Extraordinária da C.E.I., na Sala das Bênçãos, localizada entre a Basílica e a Praça de São Pedro, local que evocou ao Pontífice a memória de sua 1ª bênção na noite de sua eleição.  Na ocasião, ele disse aos Senhores Bispos Italianos:

 

“esta sala está carregada de emoções que acompanharam os eventos recentes. De fato, o Papa deve atravessá-la para se apresentar à sacada central. O amado Papa Francisco o fez para sua última Mensagem Pascal Urbi et Orbi, que foi seu derradeiro e intenso apelo à paz pra todos os povos. E eu também, na noite da eleição quis ecoar o anúncio do Senhor Ressuscitado: a paz esteja convosco”.

            Em seguida, em clima fraterno, agradeceu a oração dos bispos e das comunidades: “eu preciso muito delas”. E, inspirando-se no espírito do Concílio Vaticano II e no decreto Lumen Gentium, ressaltou que deseja viver seu serviço em colegialidade com o episcopado como parte de um único colégio apostólico, com Pedro à frente. Ainda destacou a importância da comunhão entre os bispos e com o Papa e que esta C.E.I. seja a expressão da colegialidade e lugar de escuta, articulação e coordenação pastoral, sempre na fidelidade ao Evangelho.

            Diante dos desafios do tempo presente – a secularização, o esfriamento da fé, a crise demográfica, as transformações culturais – Leão XIV evocou seu antecessor Francisco, na 70ª C.E.I. para lembrar que é necessária “audácia” diante da tendência de normalizar realidades inaceitáveis. E foi enfático: “a profecia não exige rupturas, mas sim escolhas corajosas que nascem da escuta atenta de Deus e do povo”.

            O Papa Leão XIV a toda hora, em todas as ocasiões, está dizendo a que veio. Tem insistido na centralidade do anúncio de Jesus Cristo, colocando-O no centro da vida da Igreja e de suas estruturas pastorais. O conteúdo de sua catequese é bastante profundo e inesgotável. O Papa tem pressa. Muitos de nós é que não temos passos para acompanhá-lo. Como diziam com Francisco, já há quem o diga sobre Leão: “é comunista igual ao outro”! Meu Deus! Onde estamos? Se você é analfabeto político, religioso, social ou de qualquer tipo, será que não está na hora de converter-se, bater a mão na consciência? Não deixe pra mais depois. Pode ser tarde demais. Como dizia o próprio Jesus: “tenho pena deste povo...” E em toda 4ª feira de cinzas, dando início aos 40 dias da Quaresma, sempre ouvimos: “convertei-vos e crede no Evangelho”.

            Não dá para encerrar por aqui. Agora que Leão XIV está começando. No mesmo dia 17 de junho que se encontrou com o episcopado italiano, teve um contato com estudantes, professores e estudiosos do observatório astronômico Vaticano que, em número de 24 jovens astrônomos, representando 22 países, analisam as descobertas dos 03 primeiros anos do Telescópio Espacial James Webb, inaugurado no Natal de 2021. O Papa Francisco havia cedido o espaço onde o Estado do Vaticano tem um dos mais potentes Telescópios do Mundo para dar-lhe mais utilidade e mais socialização: ser uma Escola Superior de Astronomia. Seu sucessor Leão XIV, matemático, cientista que é, vai dar todo o apoio e incentivo para um justo e reto uso de tal equipamento científico. Claro que voltaremos a este assunto. Será que alguém terá coragem de criticar?











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