MARIA É A MÃE DO FILHO DE DEUS!
No domingo passado, 23/11, celebramos o Centenário
da instituição da Solenidade de “Jesus Cristo – Rei do Universo”, pelo Papa Pio
XI, em 1925, embora se tenha tornado, uma celebração fixa, para o último
Domingo do Ano litúrgico, em 1969, por determinação do Concílio Ecumênico
Vaticano II.
Foi a celebração que tivemos Domingo passado e que
continuou na última semana do Tempo Comum, até amanhã, para iniciar o novo ano
litúrgico com o 1º Domingo do Advento, bem diferente do início do novo ano
civil.
O Tempo do Advento é uma série de 04 Domingos que nos prepara para celebrar o Natal de Jesus. Pela catequese tradicional da Igreja, Advento é uma palavra originada do latim (do verbo advenire) que quer dizer chegar, vir e não significa outra coisa, senão, preparar a chegada de Jesus; a esperança que sua vinda nos traz.
Todos os anos, a Igreja abre e fecha seu Ciclo
Litúrgico, seguindo um roteiro predeterminado e vivido, tradicionalmente, em
todo o mundo. Passa a sua vivencia para seus fiéis cristãos a fim de que todos
nós o entendamos e vivenciemos de acordo com o seu significado em cada uma de
suas etapas.
Da 1/2 noite de amanhã – 30/11/2025 - abertura do Primeiro
Domingo do Advento, até a 1/2 noite do dia - 12/01/2026 - encerramento
da Festividade do Batismo do Senhor, celebramos o Tempo do Natal.
Claro que há um momento prenatalino, isto é, do advenire, da
preparação da chegada. Somos todos, até convidados a uma
penitencia, simbolizada na cor roxa, mas sempre envolvidos pelo clima natalino,
pelas iluminações artísticas em logradouros, praças, prédios, avenidas, enfim,
tudo se reveste de motivações natalinas. No dia mesmo do Aniversário, a partir
da véspera do dia 25 de dezembro, a gente prolonga ainda até o Batismo do
Senhor, para que a alegria do Natal não passe tão rápida. Lembram da Festa da
Páscoa? Porque não, também no Natal?
Porque acompanhamos tantas informações errôneas de
falsos cristãos, de pessoas inconformadas com ensinamentos provenientes da
própria Igreja?
Às vezes, nós nos dizemos católicos, mas não
sabemos coisas tão rudimentares da nossa fé cristã que, vividas no calendário
de nossa Igreja, nos recordam os principais mistérios, ensinamentos e práticas
religiosas que todos deveríamos vivenciar e aperfeiçoar a cada dia. Nem sempre
isso nos interessa.
Jesus, além de nos trazer uma mensagem de
esperança, nos deu também um roteiro, uma estratégia ou um caminho a serem
seguidos. Estes sim, nos salvam e é preciso estarmos sempre alertas, lembrados
e motivados para não fugirmos da orientação que Ele nos deixou e o ano
litúrgico nos vai relembrando o esquema, vai-nos avivando a norma e nos vai religando
com Deus. É este o sentido da religião em nossa vida.
Será correto a gente viver sem uma norma, um
roteiro de vida? Será que nós não precisamos da ajuda de ninguém, de algum
lembrete, de alguma chamada de atenção? Será que podemos viver numa sociedade
sem governo, amorfa, anárquica, no sentido original da palavra?
A Igreja sempre teve em Maria, a mãe do Filho de
Deus, a Ave Cheia de Graça e todas as maneiras carinhosas de exaltá-la,
sobretudo nestes tempos de Advento e Natal e em todas as ocasiões de celebrar
seus mais fortes momentos de exultação dos Dogmas, pela própria Igreja,
declarados.
Tais Dogmas não são muitos, mas devem ser
conhecidos e divulgados para que ninguém se engane, ou seja enganado, por
falsos pregadores. Só há 04 Dogmas, sobre Maria, em toda a História da Igreja,
que merecem respeito:
A
religiosidade Popular, as tradições das Comunidades Católicas e muitas vezes, a
própria catequese paroquial foi incorporando costumes, linguagens e folclore da
religiosidade do povo, e as verdades foram-se degradando com o novo enfoque
dado pelo “sincretismo religioso”, e a confusão foi-se instalando. Misturou com
a polarização política, dentro e fora da Igreja, e o caos está instalado.
Isso não é um problema da
atualidade. A Igreja sempre foi contraditada em sua história. Não estamos
vivendo um problema de Leão XIV, Francisco, João XXIII, Pio IX ... ou de Pedro.
Para todos, a ordem é de Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a
minha Igreja e o poder do mal, nunca vai vencê-la”.
A celeuma provocada pelo
pronunciamento de Leão XIV, tantas vezes ensinado por seus antecessores de que “Maria
não é deusa” ou “não é corredentora” todo mundo sabe. Tenho
conversado com pessoas muito piedosas e até recebido telefonemas, afirmando: “que
absurdo, Padre, o Senhor fala tão bem do Papa e ele vem com uma afirmação
dessas”... E eu pergunto: “quantas são as pessoas da SS Trindade”? A
resposta é imediata: “Se é trindade, só pode ser três” ... E eu prossigo: “Cadê
Maria”? Diz-se que ela é “CoRedentora”. É, como que, a Vice do
Redentor. É ‘quase’ Jesus. É mesmo? É assim que você entende?
Você pensa que foi Maria que fez o
milagre nas bodas de Caná? Ao que me consta, ela disse: “meu filho, eles não
têm mais vinho”. Jesus poderia ter dito: “Você é Redentora igual a mim.
Faça você”. Ela sabia que não podia resolver. Ela não era deus. O que foi
que ela fez? Falou para os garçons: “Façam tudo o que Ele vos mandar”.
Ela não fez o milagre, mas sabia que ele o faria. Ela intercedeu, isto sim.
Jesus exerceu o seu Poder Divino. Cada um fez a sua parte. E assim continua.
Eu tenho visto, ouvido e assistido
pelas redes sociais, tanta gente analfabeta na fé, embora graduada; às vezes,
padres conservadores, frades falando mal do Papa, do Ecumenismo do Vaticano II,
da união entre Igrejas, de temas da Campanha da Fraternidade, ‘que a nossa “Mãezinha”
está tão triste com isso’ e coisas assim. Eu mesmo entendo que Ela está
triste porque querem fazer dela uma Corredentora, ou uma Mediadora.
Ela sempre quis ser “serva do Senhor”, colaboradora, intercessora. Ela
sabe que não é corredentora. O próprio Jesus, em certa ocasião, no meio do
povo, ouviu uma mulher gritar pra Ele: “feliz é a mulher que o pôs no mundo
e o amamentou”. Ao que Jesus respondeu: “mais felizes são aqueles que
ouvem a Palavra de Deus e a obedecem” (Lc. 11, 27-28). Entre todos os
títulos que se deve dar a Maria, sem dúvida, o que lhe é mais caro, é o de
“servidora”. Já na sua gravidez, bem no início, levando Jesus no ventre, foi
visitar sua prima Isabel, que estava com seis meses de grávida, e foi para
ajudá-la, servi-la. Isabel adivinhou e disse: “quem sou eu
para que a Mãe do meu Senhor venha visitar-me”? E as crianças exultaram em
seus ventres, ficando Maria, 03 meses com a prima, até a chegada de João
Batista: serviço na prática.
Eu disse ali acima
que ‘a nossa Mãezinha está tão triste com certas afirmações, quando a chamam
de corredentora ou mediadora, porque ela sempre foi intercessora, servidora,
colaboradora’.
Os evangelistas, Mateus (20,20-24) e
Marcos (10,35-45) marram-nos que a mulher de Zebedeu, chegou perto de Jesus,
com seus filhos Tiago e João, curvou-se e pediu a Ele um favor: “prometa-me
que, quando o Senhor se tornar Rei, estes meus dois filhos sentarão à sua
direita e à sua esquerda”. Seria muito, o que esta mãezinha pedia? Será que
a minha mãe, a mãe de vocês, também não pediria?
Pela resposta dada por Jesus, dá
para entender o papel de Maria:
“eu
não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita ou à minha
esquerda, pois foi meu Pai quem preparou esses lugares e Ele os dará a quem
quiser”. Isto significa dizer que Deus é uma Trindade. São
três pessoas distintas: de cada lado do Pai, só tem o Filho e o Espírito Santo.
De cada lado do Filho, estão o Espírito Santo e o Pai. De cada lado do Espírito
Santo estão o Pai e o Filho. Não haverá lugar para mais ninguém, pois foram
essas Duas Pessoas Divinas que o Pai escolheu.
Como se não
bastassem tantos argumentos, recorro a mais um texto da Palavra de Deus, agora
de São Paulo, ao Bispo Timóteo: “existe um só Deus e uma só pessoa que une
Deus com os seres humanos: o ser humano Cristo Jesus. Ele deu a sua vida
para que todos fiquem livres dos seus pecados. Esta foi a prova dada no tempo
certo, de que Deus quer que todos sejam salvos” (I Tim.5-7). Onde está
Maria, aqui? “Mediador”, “Redentor” só existe um: Jesus Cristo. Você tem
dúvida?
O Papa Leão não tem e eu também,
não. Obrigado pela atenção.
A CONVERSÃO
Estamos publicando, a seguir, um vídeo com o
depoimento de um Pastor Adventista, na cidade de Poconé, Mato Grosso, que se
converteu, após um milagre de Nossa Senhora. Uma história comovente, um pouco
longa, mas vale a pena.



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