sábado, 29 de novembro de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

MARIA É A MÃE                       DO FILHO DE DEUS!

No domingo passado, 23/11, celebramos o Centenário da instituição da Solenidade de “Jesus Cristo – Rei do Universo”, pelo Papa Pio XI, em 1925, embora se tenha tornado, uma celebração fixa, para o último Domingo do Ano litúrgico, em 1969, por determinação do Concílio Ecumênico Vaticano II. 

Foi a celebração que tivemos Domingo passado e que continuou na última semana do Tempo Comum, até amanhã, para iniciar o novo ano litúrgico com o 1º Domingo do Advento, bem diferente do início do novo ano civil.

 O Tempo do Advento é uma série de 04 Domingos que nos prepara para celebrar o Natal de Jesus. Pela catequese tradicional da Igreja, Advento é uma palavra originada do latim (do verbo advenire) que quer dizer chegar, vir e não significa outra coisa, senão, preparar a chegada de Jesus; a esperança que sua vinda nos traz.

Todos os anos, a Igreja abre e fecha seu Ciclo Litúrgico, seguindo um roteiro predeterminado e vivido, tradicionalmente, em todo o mundo. Passa a sua vivencia para seus fiéis cristãos a fim de que todos nós o entendamos e vivenciemos de acordo com o seu significado em cada uma de suas etapas.

Da 1/2 noite de amanhã – 30/11/2025 - abertura do Primeiro Domingo do Advento, até a 1/2 noite do dia - 12/01/2026 - encerramento da Festividade do Batismo do Senhor, celebramos o Tempo do Natal. Claro que há um momento prenatalino, isto é, do advenire, da preparação da chegada. Somos todos, até convidados a uma penitencia, simbolizada na cor roxa, mas sempre envolvidos pelo clima natalino, pelas iluminações artísticas em logradouros, praças, prédios, avenidas, enfim, tudo se reveste de motivações natalinas. No dia mesmo do Aniversário, a partir da véspera do dia 25 de dezembro, a gente prolonga ainda até o Batismo do Senhor, para que a alegria do Natal não passe tão rápida. Lembram da Festa da Páscoa? Porque não, também no Natal?

Porque acompanhamos tantas informações errôneas de falsos cristãos, de pessoas inconformadas com ensinamentos provenientes da própria Igreja?

Às vezes, nós nos dizemos católicos, mas não sabemos coisas tão rudimentares da nossa fé cristã que, vividas no calendário de nossa Igreja, nos recordam os principais mistérios, ensinamentos e práticas religiosas que todos deveríamos vivenciar e aperfeiçoar a cada dia. Nem sempre isso nos interessa.

Jesus, além de nos trazer uma mensagem de esperança, nos deu também um roteiro, uma estratégia ou um caminho a serem seguidos. Estes sim, nos salvam e é preciso estarmos sempre alertas, lembrados e motivados para não fugirmos da orientação que Ele nos deixou e o ano litúrgico nos vai relembrando o esquema, vai-nos avivando a norma e nos vai religando com Deus. É este o sentido da religião em nossa vida.

Será correto a gente viver sem uma norma, um roteiro de vida? Será que nós não precisamos da ajuda de ninguém, de algum lembrete, de alguma chamada de atenção? Será que podemos viver numa sociedade sem governo, amorfa, anárquica, no sentido original da palavra?

A Igreja sempre teve em Maria, a mãe do Filho de Deus, a Ave Cheia de Graça e todas as maneiras carinhosas de exaltá-la, sobretudo nestes tempos de Advento e Natal e em todas as ocasiões de celebrar seus mais fortes momentos de exultação dos Dogmas, pela própria Igreja, declarados. 

Tais Dogmas não são muitos, mas devem ser conhecidos e divulgados para que ninguém se engane, ou seja enganado, por falsos pregadores. Só há 04 Dogmas, sobre Maria, em toda a História da Igreja, que merecem respeito:

A religiosidade Popular, as tradições das Comunidades Católicas e muitas vezes, a própria catequese paroquial foi incorporando costumes, linguagens e folclore da religiosidade do povo, e as verdades foram-se degradando com o novo enfoque dado pelo “sincretismo religioso”, e a confusão foi-se instalando. Misturou com a polarização política, dentro e fora da Igreja, e o caos está instalado.

            Isso não é um problema da atualidade. A Igreja sempre foi contraditada em sua história. Não estamos vivendo um problema de Leão XIV, Francisco, João XXIII, Pio IX ... ou de Pedro. Para todos, a ordem é de Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e o poder do mal, nunca vai vencê-la”. 

            A celeuma provocada pelo pronunciamento de Leão XIV, tantas vezes ensinado por seus antecessores de que “Maria não é deusa” ou “não é corredentora” todo mundo sabe. Tenho conversado com pessoas muito piedosas e até recebido telefonemas, afirmando: “que absurdo, Padre, o Senhor fala tão bem do Papa e ele vem com uma afirmação dessas”... E eu pergunto: “quantas são as pessoas da SS Trindade”? A resposta é imediata: “Se é trindade, só pode ser três” ... E eu prossigo: “Cadê Maria”? Diz-se que ela é “CoRedentora”. É, como que, a Vice do Redentor. É ‘quase’ Jesus. É mesmo? É assim que você entende?

            Você pensa que foi Maria que fez o milagre nas bodas de Caná? Ao que me consta, ela disse: “meu filho, eles não têm mais vinho”. Jesus poderia ter dito: “Você é Redentora igual a mim. Faça você”. Ela sabia que não podia resolver. Ela não era deus. O que foi que ela fez? Falou para os garçons: “Façam tudo o que Ele vos mandar”. Ela não fez o milagre, mas sabia que ele o faria. Ela intercedeu, isto sim. Jesus exerceu o seu Poder Divino. Cada um fez a sua parte. E assim continua.

            Eu tenho visto, ouvido e assistido pelas redes sociais, tanta gente analfabeta na fé, embora graduada; às vezes, padres conservadores, frades falando mal do Papa, do Ecumenismo do Vaticano II, da união entre Igrejas, de temas da Campanha da Fraternidade, ‘que a nossa “Mãezinha” está tão triste com isso’ e coisas assim. Eu mesmo entendo que Ela está triste porque querem fazer dela uma Corredentora, ou uma Mediadora.  Ela sempre quis ser “serva do Senhor”, colaboradora, intercessora. Ela sabe que não é corredentora. O próprio Jesus, em certa ocasião, no meio do povo, ouviu uma mulher gritar pra Ele: “feliz é a mulher que o pôs no mundo e o amamentou”. Ao que Jesus respondeu: “mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a obedecem” (Lc. 11, 27-28). Entre todos os títulos que se deve dar a Maria, sem dúvida, o que lhe é mais caro, é o de “servidora”. Já na sua gravidez, bem no início, levando Jesus no ventre, foi visitar sua prima Isabel, que estava com seis meses de grávida, e foi para ajudá-la, servi-la. Isabel adivinhou e disse: “quem sou eu para que a Mãe do meu Senhor venha visitar-me”? E as crianças exultaram em seus ventres, ficando Maria, 03 meses com a prima, até a chegada de João Batista: serviço na prática.

            Eu disse ali acima que ‘a nossa Mãezinha está tão triste com certas afirmações, quando a chamam de corredentora ou mediadora, porque ela sempre foi intercessora, servidora, colaboradora’. 

            Os evangelistas, Mateus (20,20-24) e Marcos (10,35-45) marram-nos que a mulher de Zebedeu, chegou perto de Jesus, com seus filhos Tiago e João, curvou-se e pediu a Ele um favor: “prometa-me que, quando o Senhor se tornar Rei, estes meus dois filhos sentarão à sua direita e à sua esquerda”. Seria muito, o que esta mãezinha pedia? Será que a minha mãe, a mãe de vocês, também não pediria? 

            Pela resposta dada por Jesus, dá para entender o papel de Maria:

“eu não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita ou à minha esquerda, pois foi meu Pai quem preparou esses lugares e Ele os dará a quem quiser”. Isto significa dizer que Deus é uma Trindade. São três pessoas distintas: de cada lado do Pai, só tem o Filho e o Espírito Santo. De cada lado do Filho, estão o Espírito Santo e o Pai. De cada lado do Espírito Santo estão o Pai e o Filho. Não haverá lugar para mais ninguém, pois foram essas Duas Pessoas Divinas que o Pai escolheu.

            Como se não bastassem tantos argumentos, recorro a mais um texto da Palavra de Deus, agora de São Paulo, ao Bispo Timóteo: “existe um só Deus e uma só pessoa que une Deus com os seres humanos: o ser humano Cristo Jesus. Ele deu a sua vida para que todos fiquem livres dos seus pecados. Esta foi a prova dada no tempo certo, de que Deus quer que todos sejam salvos” (I Tim.5-7). Onde está Maria, aqui? “Mediador”, “Redentor” só existe um: Jesus Cristo. Você tem dúvida?

            O Papa Leão não tem e eu também, não. Obrigado pela atenção.


A CONVERSÃO

Estamos publicando, a seguir, um vídeo com o depoimento de um Pastor Adventista, na cidade de Poconé, Mato Grosso, que se converteu, após um milagre de Nossa Senhora. Uma história comovente, um pouco longa, mas vale a pena.

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