sábado, 4 de abril de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.

                                       EDIÇÃO DE 04.04.26                                

Em Guaraciaba do Norte, quando eu era menino, vez por outra, surgiam escritos em alguns muros: Paz sim. Guerra não! O que aquilo queria dizer para nós, se não estávamos em Guerra?

 Havia adultos, mais esclarecidos, ao meu ver, que diziam que aquilo era coisa de comunista. E eu não entendia. Ficava confuso. Se os comunistas eram ruins, por que escreviam aquela frase?

 Um dia, estávamos na sala de aula, na casa do Professor Cabral que mais parecia um sítio, e ouvimos o seu filho, Petrônio, pedindo socorro. Havia caído de uma árvore. E gritava “valei-me Nossa Senhora!”.

 Ficamos surpresos. Ele era tido como comunista e agora gritava por Nossa Senhora e São Francisco? Nada entendemos. Para nós, naquele tempo, pelo que ouvíamos, comunista não tinha fé.

 Ainda hoje, observo que o combate aos comunistas me parece contraditório. Como ser contra a quem defende o bem comum? E Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida”.

 As frases nos muros contra a guerra e pedindo paz não nos pareciam atos de quem não tinha fé. Um ateu pedindo socorro aos Santos!

 A propósito, na celebração dos 104 anos do PCdoB, na Assembleia Legislativa, dia 1 de abril, foi feita homenagem póstuma ao histórico Benedito de Paula Bezerril.

 Muitos anos depois, no período mais duro da ditadura no Brasil, foi demitido do Movimento de Educação de Base – MEB, por ser comunista. Eu comunista?

 No MEB, o nosso trabalho era Alfabetização de Adultos da zona rural. Fazíamos aquele trabalho pela Rádio Assunção Cearense, da Arquidiocese de Fortaleza.

 Trabalhar com Alfabetização de Adultos era comunista? Mas a ditadura assim julgava e condenava. Não havia, para os ditadores, explicações convincentes que justificassem.

 Só o pensamento dos agentes da ditadura tinha validade. Por causa daquele julgamento, tive que sair do Ceará. Fui para São Luís do Maranhão onde fui bem acolhido na TVE.

 Em 1972, a TV Educativa do Maranhão realizava uma experiencia extraordinária de Educação à distância. Ali, aprendi muito e colaborei com a minha experiencia em Dinâmica de   Grupo, uma grande novidade, à época.

 Estou contando esta história todo e mais outras vivências em Educação, num livro com este título: RIACHO SECO – a comunidade imaginária que, pelo Rádio, intimidou a ditadura.

 Tudo que era feito naquele trabalho do MEB era sob a inspiração das ideias de Paulo Freire, assim como todas as experiencias posteriores, em Secretarias de Educação e na Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. E deram certo.

 Na manhã de hoje, recebi do Betanista José Célio Cavalcante Fonteles duas revistas: Prêmio de Literatura UNIFOR 2025 e Revista da Sociedade Cearense de Geografia e História, de 2017.


Na primeira, da Coletânea de Cartas a Edson Queiroz, está o artigo ENTRE O CEU, O MAR E A MONTANHA.

 Na segunda, o título é FRANÇA EQUINOCIAL: O FRONT IBIAPABANO. O autor, de São Benedito, é ex aluno do Seminário de Sobral, Médico, Jornalista e Professor.

 Neste sábado de Aleluia, dois Betanistas aniversariam: Alarico Mont´Alverne Frota, Geólogo, sobralense, residente no Recife onde é destacado empresário da Educação.

 O outro é Vicente Cristino de Menezes Neto, coreauense, Médico de grande projeção em Sobral, especialista de grande importância. Cuida da DOR que as muitos atormenta.

 E amanhã, mais um Betanista celebrará seu aniversário: Brisamor Aguiar Ximenes, Engenheiro Eletricista, de São Benedito, residente em Fortaleza. Nossos Parabéns.

  


Ontem, no PIPO Restaurante, fomos ver o excelente show da cantora Itauana Ciribelli. Lá estávamos: Tereza Neuma e Ítalo Gurgel, Myrtes, Mariana e eu.

 O dr. Inocêncio Uchoa e seu filho Marcelo Uchoa filiaram-se à Rede Solidariedade, acompanhando a Deputada Luiziane Lins, recém-saída do Partido dos Trabalhadores, onde será candidata ao Senado

 Ao que tudo indica, muita gente saindo ou não do PT, apoiará a candidatura de Luiziane, sem deixar de acompanhar o Governador Elmano e o Presidente Lula que se candidatam à reeleição                                                             

Diz o comentário de Dr. Inocêncio:  com o pleito da companheira Luizianne Lins o povo do Ceará terá oportunidade de votar numa candidata de esquerda e com longa história de lutas em defesa da liberdade, da soberania nacional e da democracia socialista. Sigamos juntos!

Li um texto muito bem escrito, de Luana Paiva, sobre seu pai, o comunicador ALOISIO PAIVA. Sobralense, trabalhou em rádio em Sobral e São Luís do Maranhão. Gostei muito do que li. 

O texto foi-me encaminhado pelo Advogado e Escrito ALAN PAIVA, prestigiado profissional em São Luís, também filho de Aloisio Paiva.

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O COMENTÁRIO DA SEMANA

 


O mundo está precisando voltar-se para Deus.

Como fui professor, por muito tempo, em Sala de Aula, habituei-me em ligar o novo conteúdo da disciplina que estava ensinando, ao conteúdo que estava terminando na aula anterior, para os alunos entenderem a continuidade do tema que estava sendo dado, isto é, “para não perderem o fio da meada”.

 Se você, meu leitor, me acompanha em meus Comentários Semanais, certamente percebeu isto, por exemplo, no dia 21/03, eu dizia que, no dia 29, Domingo de Ramos “seria feita a Coleta da Solidariedade, símbolo de nossa fraternidade cristã, como já fazíamos nos 62 anos da C.F” e ouvi em “redes sociais” padres e leigos ilustres, dizendo que ninguém doasse nada, por que sua doação seria para projetos socialistas, sindicalistas e amaldiçoados. E eu, que conheço as C.F. desde o início, sei que isso não é verdade.

 Desde as primeiras horas, deste Domingo da Ressurreição, dia 05, até o próximo Domingo, dia 12/04, celebramos a Oitava da Páscoa, para festejar o maior acontecimento da humanidade: a Ressurreição de Jesus. Queiram ou não os reincarnacionistas, os ateus ou os adeptos de pensamentos filosóficos conservadores ou contrários ao cristianismo, o fato é que Jesus, o Filho de Deus, nasceu, viveu entre nós por 33 anos, foi torturado, assassinado, enterrado e, ao terceiro dia, ressuscitou. É tão importante tal celebração, que nós passamos ainda, esta semana inteira – a semana da oitava da Páscoa – que vai deste Domingo 05/04, até o Domingo, 12, (outrora chamado domingo da pascoela) como se fosse “um dia só”, “um domingão” em que recordamos as aparições de Jesus, quase sempre “no primeiro dia da semana”, como nossos leitores podem ter conferido, lendo na Liturgia Diária ou ouvindo nas Santas Missas no “Evangelho do Dia”. E não fica só nesta semana da oitava; ainda vamos continuar, com o Tempo Pascal, no calendário da Igreja, até celebrarmos o Dia de Pentecostes, aos 24/05 – 50 dias após a Páscoa - aniversário de fundação da Igreja. Retornamos à 8ª Semana do Tempo Comum, interrompida com o início da Quaresma na 4ª feira de cinzas.

Ninguém duvida que o mundo está precisando voltar-se mais para Deus. Durante a Quaresma e a Campanha da Fraternidade fomos convidados à conversão, ao mudarmos de vida, para cumprir o tradicional “preceito pascal”: “confessar-se, ao menos, uma vez por ano” e “comungar pela páscoa da ressurreição” Parece estarmos falando de algo do passado, sem valor nenhum agora, porque o mundo está afastado do sentido de pecado e de reconciliação.      Infelizmente não são muitos os que buscam o sacramento da Confissão e não são muitos os Padres que dão tempo, em seu ministério, para exercerem a função de confessor. Tenho certeza de que a Igreja Católica há pouco tempo, durante a pandemia - a começar do Papa Francisco - deu uma mensagem, mais pelo exemplo, do que pelos sermões feitos. Sua presença constante na Praça e na Basílica de São Pedro, quase sozinho, naqueles imensos espaços sem a presença do povo, serviu de muita reflexão e fez o povo pensar muito no recado que o silencio e o sofrimento podem dar. Com o Papa Leão não tem sido diferente. Quem não percebe seu empenho e palavra nessa balbúrdia de guerra por toda parte, inclusive pelo chefe do seu país?

Muitos se afastam do sacramento da Confissão, querem-na comunitária, sem entenderem a norma adotada pelos Papas, pós-conciliares, que mantêm “como forma de reconciliação com Deus, a confissão e absolvição individuais, respeitando-se os iminentes perigos de morte ou a falta de sacerdotes, suficientes para atenderem a grande massa de população”.

Em todos os recantos do mundo, o tempo para realizar o “preceito pascal” de que falamos acima, será durante “esta semana da oitava da páscoa” que está iniciando. Aqui no Brasil, essa prática se prolonga até a Festa de Pentecostes – 24 de Maio - exatamente por que nós temos poucos padres, nossas extensões territoriais são muito grandes e o nosso povo deixa tudo pra depois ou para a última hora. Daí, o nosso “tempo pascal” também ser maior. Vai até o Dia de Pentecostes, este ano: 24 de Maio, como já disse ali acima.

Vamos aproveitá-lo bem. Que nossos grupos organizados entrem em contato com suas Paróquias, seus Párocos e marquem suas páscoas coletivas de Colégios, Universidades, Associações, Sindicatos, CEBs, Capelas e de outros grupos para melhor satisfazer aos fiéis nesse momento vivido pela Igreja. A nossa Pastoral da Comunicação – presente em muitas de nossas Paroquias - unida às Pastorais da Educação, da Cultura, das Novas Comunidades se interessem para que o Tempo da Páscoa seja mais bem vivido por todos. Que a alegria da Páscoa chegue a todos nós e que permaneçamos com ela; não pelo “ovo” ou pelo “chocolate”, mas pela fé e pela alegria de poder ressuscitar com Jesus, como vitória sobre a morte. Temos que entender que a indústria e o comércio têm seus interesses de vender, lucrar e rechear sua conta bancária. A maioria deles tem Páscoa, Natal, Dia dos Pais ou das Mães para ganhar mais. O cristão tem que pensar diferente.

.O Evangelho de amanhã, dia 05/04, mostra claramente o que eu dizia no início deste comentário: toda esta semana da oitava da páscoa seria como que um domingão só. A leitura de São João faz a ligação dos dois domingos, ao iniciar, dizendo: “ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: a paz esteja convosco”. Instituiu – pela invocação do Espírito Santo - o Sacramento da Penitencia ou Confissão, mas Tomé não estava presente; nem acreditou quando os outros discípulos lhe falaram sobre a aparição. O texto de São João continua: oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles”. Jesus saudou a todos e dirigiu-se logo a Tomé, dizendo-lhe: “põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel. Tomé respondeu: meu Senhor e meu Deus! Jesus lhe disse: acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto”.

O versículo 19, iniciando a narrativa de São João: “no 1º dia da semana” e o versículo 26, dando continuidade à narrativa: “oito dias depois” mostram-nos a interligação de todos os dias da semana da oitava da páscoa como se se tratasse de um dia só, um domingão festivo, comemorativo da Festa da Ressurreição do Senhor. Sem dúvida, repito, foi o maior acontecimento da humanidade: alguém nascer, viver, trazer uma mensagem nova para mudar o mundo, dar a sua vida para salvar a todos e ressuscitar, voltar glorioso ao céu e garantir essa mesma situação de gloria e felicidade para todos nós. Não é fantástico e maravilhoso o nosso Deus? Façamos todos a nossa Páscoa.

Iniciei este comentário dizendo que desde professor, sequenciava meus conteúdos de aulas para meus alunos ‘não perderem o fio da meada”  e que eu fazia isso, igualmente, nestes meus comentários semanais pelo mesmo motivo.

Espero ter sido útil, lá e cá. Talvez não tanto quanto meu colega e amigo Leunam, o faz como Professor, com prazer. Não tenho tempo de imitá-lo. No entanto, agradeço pelo seu exemplo, testemunho e pertinácia. Tenha uma feliz e santa Páscoa, amigão!                                                                           

                    






COLUNA PRIMEIRO PLANO

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