quarta-feira, 30 de março de 2022

EVENTOS



 

OS NOVOS IMORTAIS ELEITOS
NA ACADEMIA MASSAPEENSE DE LETRAS E ARTE

Os novos imortais são ocupantes das Cadeiras da Academia Massapeense de Letras. Com os votos possíveis, os membros foram eleitos, em sessão hibrida, realizada no dia 25 deste mês. Os novos acadêmicos estão se sentindo honrados, muitos felizes em ocupar  uma das Cadeiras na Academia  “não como ponto de chegada, mas como ponto  de partida”.

Os novos acadêmicos são eles: Professor e Escritor Leunam Gomes; Professor e Historiador Nonato Fernandes; Professora e poeta Maria Edinar Siridó; cineasta João Batista Mesquita Júnior; Professor, filósofo e poeta Raimundo Orlanda; Jurista e pesquisadora Moana de Oliveira; Professor e pesquisador Reginaldo Arruda; artista plástico João Batista Soares; Professor e poeta Hélio Sena.

 

Para além de nossa condição humana, deveras precária, é tanto mais evidente essa presença sagrada de receber os novos acadêmicos eleitos. O ato não pode ser reduzido a uma mera efeméride, não se limita a um registro cartorial, mas constitui  sim, um momento especial de nossa cultura e, logo, de nossos mais profundos laços e compromissos subjetivos. Não é um registro histórico, que classifica como imortais os novos acadêmicos. Mas um gesto da cultura massapeense.

Trata-se de um gesto de cultura, que nos deixa mirando os dias presentes.  Enfim, Academia Massapeense de Letras e Artes acrescenta em que hoje se vem chamando crise moral ou crise da ética, não é mera violação de valores, decidido por tribunais de meia sola, por falsos monopólios da virtude. Mas é obscurecimento do destino comum, esse destino a que se revelam cegas as elites econômicas, políticas, burocráticas e tecnológicas. Por ética, nos referimos a um apelo radical à dignidade do ato de habitar e conviver, portanto, a tudo que implique um destino comum prefigurado pela razão fundadora da cultura na comunidade.

Esta Academia não pode, por exemplo, ser cúmplice do obscurantismo e da ignorância, que ora ameaçam as instituições da cultura em nosso país e se voltam, exatamente, contra o pensamento.

Acadêmicos não podem cortejar, ao mesmo tempo, liberdade e tirania. Basta com a inteligência e o dinamismo de sua capacidade de trabalho intelectual, fertilizando  as atividades culturais e morais de um povo, para o situar na ética da história em prol da vida.

Assim é que, a Academia Massapeense de Letras e Artes                                                             parabeniza os novos acadêmicos eleitos!                                                                                               Viva a Academia e seus símbolos!

                                                   


                                   Eudes de Sousa
, Jornalista e crítico literário                                                                                                      Presidente da Academia de Letras e Artes


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