sábado, 25 de junho de 2022

PRIMEIRO PLANO

 PARTICIPAR DOS FESTEJOS JUNINOS EM SÃO LUÍS, SIGNIFICA VIVER MOMENTOS EMOCIONANTES -                                 EDIÇÃO DE 25/06

Devíamos ter publicado estas matérias no dia de ontem, mas os compromissos com muitas pessoas amigas, aqui em São Luís, não permitiram.

 Este é um período de muitas festas juninas e a programação é intensa. Além das conversas que precisam ser postas em dia.

 Ontem, por exemplo, fomos ver apresentações de grupos de Bumba-Meu-Boi no SENAC e no IPEM que é uma área de lazer do Instituto de Previdência do Estado do Maranhão.

 Em todos os bairros, há apresentações de grupos de grupos de animação junina.           O mais interessante é que as multidões se juntam para ver e aplaudir atrações locais.

Estar de volta a São Luís é uma oportunidade de reviver muitas alegrias. Aqui moramos durante 20 anos. De 1972 a 1922. Encontramos uma cidade que cresceu muito.

 Naquela época, a cidade contava, com, praticamente, três edifícios. Hoje, já não é mais possível contar. O desenvolvimento urbano está muito visível.

 A acolhida que nos é dada pelos amigos daquela época, tem sido algo emocionante. Os convites são muitos para encontros que nos levam a ótimas recordações.

 Myrtes e eu nos sentimos muito alegres e felizes com tantas manifestações de afeto que são demonstradas em todas as oportunidades.

 MOMENTOS DE REENCONTRO E DE MUITAS EMOÇÕES

Na manhã deste sábado, três membros da Comissão Especial Wanda Sidou foram convidados pela Faculdade de Direito da UFC, para falar sobre objetivos e ações da instituição.

 Participaram os Conselheiros: Ricardo Sidou, Médico; Dr. Kennedy Reial Linhares, Advogado e a Professora Historiadora Fátima Leitão, da UECE. A Conversa está no Youtube

 O Deputado distrital João Hermeto Neto, de Brasília, propôs Moção de Louvor ao Enfermeiro guaraciabense Antônio Acelino Mesquita Rego Filho, da rede Grupo Santa Lúcia.

 A coincidência é que o Deputado é filho de um guaraciabense, Chico Hermeto, grande músico, membro da banda de Música de Guaraciaba do Norte, nos anos 50.

 Era irmão de outro músico da banda, Arquimedes Assis de Oliveira que tocava Trombone. Ambos eram colegas de meu pai que tocava Clarinete. Lembranças de criança.

Dr. ACELINO  e o  DEP. JOÃO HERMETO NETO

Fiz uma afirmação no Facebook que obteve significativos apoios, especialmente, de quem já teve sucesso em sala de aula. Disse isto:

 “Quando uma escola não é capaz de entender uma sala de aula em Círculo, jamais entenderá a participação do aluno”.

 Tenho plena convicção porque, há mais de 50 anos, tenho adotado o CÍRCULO, com excelentes resultados na integração e na aprendizagem.

 Se, muitos, há que não são capazes de mudar uma simples formação da sala de aula, como adotarão outras metodologias geradoras de participação?

 O colega Betanista Juarez Leitão deu mais um show de oratória, na saudação ao poeta popular Geraldo Amâncio, novo membro da Academia Cearense de Letras.

 Se eu ainda estivesse em sala de aula, de qualquer nível, faria uma leitura comentada do discurso proferido pelo Juarez. Uma peça literária de alto nível para compreensão geral.

 Como uma pessoa pode aprender a escrever, se não lê. Como vai aprender o sentido da pontuação, da concordância?












 









O COMENTÁRIO DA SEMANA

 JOÃO – O PROTÓTIPO DO COMUNICADOR QUE MEXE COM AS ESTRUTURAS

Para iniciar os festejos do ciclo junino, há 15 dias refleti sobre Santo Antônio, ”o insigne pregador e martelo dos hereges” que deixara de ser um “frade maior” da Ordem de Santo Agostinho para ser um “fradinho menor” da Ordem de São Francisco. Prometia retornar a S. João e S. Pedro no tempo certo. Hoje quero comentar sobre o 2º Santo, festejado no ciclo junino, cuja data litúrgica de seu nascimento foi celebrada ontem, 23, devido à prevalência da Solenidade ao Sagrado Coração de Jesus, festejada hoje, dia 24, véspera dos tradicionais festejos de São João, “conforme determinação da Congregação para os Sacramentos”.

São João comunicou uma mensagem com o seu modo de ser, de falar, de vestir, de se apresentar ao público e, sobretudo de tomar posição ética e política diante do adultério do Rei Herodes.  

De sua infância, nada se sabe. Só aparece aos 30 anos, chamando muito, a atenção de todos, pela vestimenta de couro de camelo, pelo alimento de gafanhoto com mel, e por percorrer toda a região do Jordão, pregando um batismo de arrependimento para remissão dos pecados.

Falava, comunicava ou transmitia uma mensagem, dizendo que depois dele viria alguém muito mais poderoso, de quem não era digno de lhe desatar a correia das sandálias. Era, realmente, a voz que clamava no deserto.

Pelas respostas que João dava a seus interlocutores, a vinda de Jesus traria também uma mensagem política, ética e justa, com fortes implicações sociais: quem tem duas túnicas, dê uma a quem não tem, e quem tem o que comer, faça o mesmo. Não exijais mais do que vos foi ordenado. Não pratiqueis a violência, nem roubeis a ninguém. Contentai-vos com o vosso salário. Raça de víboras. Fazei penitência, pois está próximo o reino de Deus. 

Nosso intuito, nestas ocasionais reflexões semanais, é mostrar como nós temos uma história, desde os primórdios do cristianismo, voltada para a Pregação, a Proclamação da Palavra, a Comunicação da Verdade. João é um protótipo perfeito do comunicador que mexe com as estruturas e que apela para a transformação da sociedade. Assim como ele enfrentou o próprio Rei, reclamando de seu comportamento moral e foi levado à prisão, assim também devemos ter coragem de reclamar pelo erro de quem quer que seja, visando uma mudança na comunidade. Muitas pessoas têm medo de imitá-lo e até, metem medo em quem tem coragem de denunciar injustiças, falcatruas e outros erros. Temos que mostrar João Batista fazendo o seu papel, partindo na frente, denunciando injustiças, anunciando Jesus e sua doutrina de salvação. Por isso é que ele é chamado de “o precursor”. Diante de sua coragem, de seus ensinamentos e do poder de persuasão que ele tinha ao comunicar, todos pensavam e até lhe perguntavam se ele já não era o Cristo tão esperado. Ele respondia que não, mas tudo faria para que Cristo crescesse e ele diminuísse.

Jesus - que ainda não havia começado sua vida pública - ouviu dizer que João fora preso por causa de sua ousadia e coragem de denunciar o Rei. Saiu então da cidade de Nazaré e foi para Cafarnaum, onde começou a pregar, usando o mesmo linguajar de J. Batista: fazei penitência, pois o reino de Deus está próximo. Era o maior comunicador da humanidade, dando continuidade a seu antecessor que havia anunciado a proximidade do reino dos céus. E dizia mais: “entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista”.

São Lucas, em seu Evangelho diz que João “ficará cheio do Espírito Santo ainda no ventre de sua mãe, Isabel, e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus”. Lembram-se da narração bíblica? No início da gravidez de Maria, ela visita sua prima Isabel, grávida de 06 meses. Ao se saudarem, as crianças se intercomunicaram e estremeceram nos ventres das próprias mães. Os primos eram tão conectados que os judeus chegavam a confundi-los, chamando João, de Messias. E o que dizia ele? “Eu não sou o Cristo... Eu sou a voz que clama no deserto. Eu não sou digno nem de desatar as sandálias dele. Eu quero é que ele cresça e eu diminua”. Até que, em certa ocasião, João estava preso “por ter denunciado o concubinato do Rei Herodes com sua cunhada, a mulher de seu irmão” ao ver Jesus passar nas imediações da prisão, enquanto seus discípulos o visitavam, João exclama: “eis o cordeiro de Deus”. Então os discípulos de João acompanharam Jesus.

Jesus os havia advertido: vocês serão perseguidos, do mesmo modo que eu fui perseguido. “mas aquele que perseverar até o final, será salvo” (Mt. 24, 13). João perseverou até o fim. Serve de modelo para todos nós. É claro, contando com a graça de Deus. Sem ela, isso não é possível. Posso atestar por experiência própria. Durante a vida enfrentamos todas as tentações: do ter, do poder, da vaidade, do egoísmo e do erro sob todos os aspectos. É muito difícil renunciá-los; como eu disse, “só contando com a graça de Deus” e esta nos vem pelo batismo, não só com a água, como fazia João, “mas com o Espírito Santo e o fogo” como está em Mateus 3, 11-12.

O Papa Francisco nos tem falado em uma Igreja em saída. Não é uma novidade. João Batista foi marcado a vida toda por esse dinamismo de anuncio ou de saída, de entrega generosa pelo Reino de Deus que ele anunciava. Não agradou a todos, como nós não agradamos a todos, quando levamos a sério a nossa missão. Do jeito que Herodes se sentiu ofendido pelo posicionamento de João diante da verdade, qualquer um de nós pode ser mal-entendido pelos ‘reis Herodes’ de hoje: autoritários, negacionistas, dando maus exemplos, respostas grosseiras, desrespeitando normas comuns a todos, favoráveis à morte de inocentes e desprotegidos, discriminadores da cor da pele, do sexo, da religião enfim, encontram todo tipo de motivos, os mais esdrúxulos, para extravasarem seus preconceitos. E o pior: usam o nome de Deus em vão, a toda hora para se sentirem acobertados de seus erros, sua falta de fé e enganando a todos.

Ponhamo-nos na frente de São João não para homenageá-lo com fogos e com pamonha, com danças de quadrilhas e fantasias matutas, com bebidas e fogueiras, mas como um personagem que nos ensina com sua vida e palavras, a ser fiéis discípulos e missionários de Jesus. Quanta programação errada já se fez e quanta ainda tem programada para se fazer, em nome da Festa de São João! Quanta desobediência às normas restritivas para nos preservar da Covid 19, aglomerando em festinhas nos sítios e fazendas, arriscando a vida de muitos! Quanta conivência de autoridades que aproveitam dessas ocasiões, mais para fazer politicagem do que zelar pelo bem estar social! Se se restringe agora/ é tendo em vista uma liberação consciente, mais tarde sem a Pandemia. Esta, eu tenho esperança que vai acabar; pelo menos em outros países do mundo. Aqui no Brasil com cerca de 670 mil mortos a pandemia é política. Está mais longe de acabar. A do Coronavírus, aos poucos está-se indo.

Nossa “pandemia política” está em nossas mãos. Não é problema da OMS ou da Ciência. É muito mais de nossa Consciência: do conhecimento e aperfeiçoamento da Democracia, do respeito ás urnas, ao voto dado. Jamais, vendido. Quem tem caráter, não vende seu voto. Não fica em cima do muro. É certo ficar no “centro” como vitrine, esperando quem dê mais? É um canalha!

       NOSSOS LIVROS






quarta-feira, 22 de junho de 2022

IDEIAS & NOTÍCIAS

 

SAUDAÇÃO AO POETA GERALDO AMANCIO, NO SEU INGRESSO NA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS, 21.06.2022.


Senhoras e Senhores:

Por mais paradoxal e estranha que pareça, esta será uma noite ensolarada.

Porque banharão suas horas e o seu mistério os raios fecundos e coruscantes da felicidade, para a Academia Cearense de Letras e para a Literatura Cearense.

 E´ que, nesta noite de celebração e fulgor estamos recebendo o poeta GERALDO AMANCIO PEREIRA, filho dos sopros estivais do Centro-Sul do Ceará e afilhado de Orfeu, esse deus brincalhão e sedutor, que frequenta com assiduidade os salões eruditos, mas também sai pelos sertões, namorando as musas campesinas e incendiando de inspiração os caminhos, as mentes e os corações.

 Quis o destino, dono dos rumos da vida, que nesta noite de acesas venturas eu estivesse aqui, nomeado pelos meus pares, para receber, em nome desta instituição centenária este luminar da poesia popular do Nordeste que, eleito por unanimidade, vai agora fazer parte da mesa larga de nosso convívio e repartir conosco o segredo de suas criações, a expressão inquieta e versátil de sua poesia e sua maneira de olhar o mundo com a força, o encanto e a graça da simplicidade.

 Esperamos por 128 anos, ansiosos e expectantes à porta de nossa casa, a chegada do poeta Geraldo Amâncio. Circunstâncias difusas, vesgos preconceitos e desculpas amassadas impediram o seu advento. Geraldo deixou de vir, encarnado em outros nomes célebres, ora cego, ora magro, ora gordo, maneta, torto ou caolho, alto, baixo, preto ou branco, atendendo pelos nomes de Jacó Passarinho, Neco Martins, Anselmo Vieira, Fausto Correia Lima, cego Aderaldo, João Siqueira de Amorim, Antônio Maracajá, Antônio Ferreira, José Mota Pinheiro, Louro Branco e o grande épico do sertão, Patativa do Assaré. Todos grandes menestréis da viola e do improviso, que se encabularam de vir buscar o seu lugar.

 O preconceito e o sapiencismo atravessaram um século, impedindo que os arautos estelares da cultura popular, seus criadores natos, seus bardos espontâneos e cheios de talento se sentassem conosco, como companheiros da iluminação fulgurante concedida por Deus para o exercício do verso e da prosa.  Esse esquecimento, esse menoscabo, como muito bem define Ariano Suassuna, é um crime de lesa-origem cultural, uma atitude bastarda de negação das raízes culturais, pois somos todos filhos da criatividade, das histórias e façanhas da tradição, dos dizeres, comeres, fazeres e de todo o saber do povo, nosso dono e senhor por direito de origem.

 Homero foi um cantador da Grécia antiga. Virgílio, Dante e Camões também beberam nas fontes cristalinas e nas vertentes do saber popular.

Eu sei, por convicção pessoal, que a cadência, os motivos e os símbolos de minha poesia foram gerados no alpendre e no terreiro da amada e poeirenta fazenda em que nasci, o Barro Vermelho. Tenho no peito uma velha viola e a minha alma ponteia quadrões, martelos e galopes à beira mar. Li centenas de cordéis e ouvi grandes desafios no País da Infância.

 E sobre isso, tenho uma história para contar.

 ERA UMA VEZ UMA NOITE DE VIOLAS NA FAZENDA BARRO VERMELHO, o lugar onde nasci.

Meu pai gostava de Reisados, sanfonas e repentistas. E para seus convidados daquela noite enluarada contratara os cantadores Apolônio e Ângelo Vieira.

Eu, menino, escutara abismado o embate poético que se prolongou até a meia-noite.

De manhãzinha, com sua arte já paga, os dois violeiros selaram os seus cavalos e partiram.

Mas, pelas sete horas da manhã, a casa reunida para o café, sentiram a falta do menino. Um clamor, um corre-corre desesperado por todas as dependências e também pela vizinhança. Nada.

“Os repentistas carregaram o meu filho!” – Exclamava aos brados um pai louco de ódio, se armando e reunindo os cabras para a perseguição. Cavalos e homens prontos, tomaram a estrada em feroz calopada. “Iriam pagar caro o atrevimento” - Rosnava o chefe, repleto de franco rancor.

Em pouco tempo me alcançaram, pés descalços no areal, vestindo a camisolinha de dormir, cabelos ao vento, na doce inocência dos seis anos, atrás dos cantadores que, certamente, já se faziam distantes com suas montarias.

 Episódios da infância muitas vezes definem um destino. E a sorte me nutriu da melhor fonte, das águas da nascente, do ponto original.

 Embalaram a mim e a outros meninos do sertão as violas e os seus tangedores. Crescemos ouvindo os poetas populares e envolvidos pelo encanto das histórias rimadas dos romances de cordel. Aventuras incríveis vindas das feiras em folhetos rudes diretamente para a fulguração de nossas mentes em processo de formação.

 Como não se encantar com aquela

História de um Pavão Misterioso,

que levantou vôo na Grécia

com um rapaz corajoso

raptando uma condessa

filha de um conde orgulhoso?”

 E as danações daquele sujeitinho, sem-vergonha até a medula, que inspirou Ariano Suassuna em sua melhor produção teatral, O Ato da Compadecida. O espertíssimo presepeiro João Grilo:

 “João Grilo foi um cristão

que nasceu fora do dia

criou-se sem formosura

mas tinha sabedoria

e morreu depois da hora

pelas artes que fazia.”

 

Mas reboliço grande foi quando Lampião, o Rei do Cangaço, decidiu invadir o inferno, conforme contava o poeta Zé Pacheco:

 “Um cabra de Lampião

Por nome Pilão Deitado

Que morreu numa trincheira

Em certo tempo passado,

Agora pelo sertão

Anda correndo visão

Fazendo mal assombrado.

 

E foi quem trouxe a notícia

Que viu Lampião chegar

O inferno nesse dia

Faltou pouco pra virar:

Incendiou-se o mercado

Morreu tanto cão queimado

Que faz pena até contar.”

  Geraldo Amâncio Pereira é um filho dileto da alma sonora e comovida do sertão.

Pertence a uma raça de poetas de mente afiada e superior inteligência, capaz de engendrar, com a rapidez de um disparo, uma estrofe perfeita em rimas e métrica, sem perder o sentido nem o objetivo de seu pensamento, muitas vezes submetida a um mote sugerido por alguém da plateia.

 A história de sua vida se confunde com a própria história da quarta geração dos grandes repentistas do Nordeste, uma safra de poetas de peso que incluem Pedro Bandeira, Ivanildo Vilanova, Sebastião da Silva, Moacir Laurentino, Louro Branco, Sebastião Dias, João Paraibano, Oliveira de Panelas, Severino Feitosa, Fenelon Dantas, Valdir Teles...onde ele se afirmou entre os mais brilhantes e foi além, tornando-se escritor e conferencista, representando o Brasil, em nome de nossa cultura popular, na Europa e no Oriente Médio.

 Hoje, reconhecido e conceituado, consolida-se como uma referência magistral da poesia contemporânea, aplaudido, não só pelas plateias embevecidas que frequentam suas apresentações, mas pelos outros poetas, acadêmicos e populares, que lhe fazem a louvação respeitosa e admirada. Quando se espalhou a notícia de sua eleição para a Academia Cearense de Letras, o poeta Tião Simpatia assim comemorou:

“Geraldo Amâncio Pereira

É um poeta brilhante

da viola é um gigante

na poesia altaneira.

A cultura brasileira

sem Geraldo não teria

esta fonte de poesia

que não para de jorrar.

A cultura popular

se senta na Academia.

 

 

Publique-se no jornal

no rádio e televisão

tem poeta do sertão

que se tornou imortal.

Só um poeta genial

tem direito à honraria

e pode subir nesse dia

ao mais alto patamar:

a cultura popular

se senta na Academia.”

 

O poeta Chico Torres também se manifestou:

 “ Geraldo Amâncio Pereira

hoje o povo está presente

você representa a gente

sem eira, beira e tribeira.

A notícia alvissareira

deixou a terra orgulhada

se postando na vanguarda

abrindo sua academia

para ouvir sua cantoria

e ficar maravilhada.”

 Seu parceiro atual nas cantorias, o jovem repentista Guilherme Nobre, declara em seu elogio:

 “Gasto todo adjetivo

que o Português me assegura

com a pessoa mais pura

das pessoas que convivo.

O maior cantador vivo

da história brasileira

que ao longo da carreira

tornou-se pra o povo um gênio.

O cantador do milênio

Geraldo Amâncio Pereira.

 O poeta e acadêmico Virgílio Maia, que foi um dos articuladores da candidatura de Geraldo Amâncio à nossa academia, vê desta forma o nosso poeta:

 “É andarilho do canto

da palavra é grande amante;

Cada verso é um diamante

de alegria ou de pranto.

A poesia abre seu manto

quando ele impunha a viola

de sua nobre cachola

sai repente em borbotão;

Canta o espaço, louva o chão

e cada estrofe é uma escola.”

 O acadêmico Carlos Augusto Viana, outro grande articulador da eleição de Geraldo Amâncio, resolveu utilizar no seu elogio uma das modalidades tradicionais da cantoria:

 “Geraldo Amâncio, cantor de cantares

é sempre operário do verso-canção

desfibra segredos em seu coração

e diz dos saberes e diz dos olhares

no açúcar das águas, nas plagas dos mares

conserva os espinhos da estrela polar

que vive sozinha, mas ao escutar

a voz do poeta se derrama em brilhos

os trens enlouquece retirando os trilhos

nos dez de galope da beira do mar.”

 Estão se tornando frequentes as análises e estudos, no ambiente acadêmico, especialmente dedicados à poesia popular.

Seguem a rota do que fizeram no passado João Ribeiro, Leonardo Mota e Câmara Cascudo.

Da nova safra de estudiosos, destacamos Alberto Rolphe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ana Maria de Oliveira Galvão, da Universidade Federal de Pernambuco.

E a nossa querida professora ELBA BRAGA RAMALHO, autora de um livro-marco, CANTORIA NORDESTINA: MÚSICA E PALAVRA, onde afirma que, propositadamente, sai do engessamento da análise da cultura erudita para um outro campo referencial - a arte popular do Cantador – na certeza de que ela é portadora de verdades universais e, mais do que isto, de um modo de expressão contemporânea.

 Nesta obra, publicada em 2000, Geraldo Amâncio é demoradamente comentado.

 Outros e outras há tempos vem estudando e escrevendo sobre a arte do improviso em verso e a especial destreza dos poetas nordestinos na concepção instantânea de belas estrofes, algumas certamente antológicas.

 Como não admirar o derramamento lírico do cantador João Paraibano para sua esposa Anabela, chamada na intimidade de Bela, quando em porfia de repentes, em Recife, ouviu de seu companheiro de viola que, no dia seguinte, estaria passando pela cidade pernambucana de Afogados da Ingazeira, onde João morava. O poeta João Paraibano aproveitou a oportunidade para mandar um recato amoroso para sua mulher, no estalo do repente:

 “Ao passar por Afogados

diga à minha esposa Bela

que eu derramei duas lágrimas

sentindo saudades dela:

Tive sede, bebi uma,

e guardei a outra pra ela.”

 

Senhoras e Senhores Acadêmicos.

Senhoras e Senhores Convidados:

 Está acontecendo aqui, nesta noite e nesta cerimônia, a celebração nupcial da Academia Cearense de Letras com a Poesia Popular.

 Foi um namoro longo, que demorou mais de cem anos, mas o noivado foi abreviado e hoje, a atual geração acadêmica se redime perante a história da literatura do Ceará.

 Recebemos em nossa casa o poeta Geraldo Amâncio Pereira e queremos que ele esteja entre nós, no laço de nossa benquerença, porque o admiramos, o respeitamos muito e reconhecemos o seu valor.  

Que esteja à vontade e simplesmente faça o que sabe fazer com tanta distinção e com tanto talento.

Que faça versos como estes, ao receber a notícia da morte de Ariano Suassuna:

 “Onde a cultura é tribuna

sua voz foi a mais alta.

houve o primeiro, mas falta

um segundo Suassuna.

Parte e deixa uma lacuna

que não será preenchida.

sua forma definida

na maneira de escrever,

não tinha como dever,

mas como missão de vida.

 

Com originalidade

a sua missão cumpriu

foi quem melhor traduziu

nossa nordestinidade.

Porta-voz e autoridade

dos valores culturais,

das fontes originais

um divulgador constante

como um cavaleiro andante

dos tempos medievais.”

 

Em cantoria com Ivanildo Vilanova, passaram os dois poetas a comparar os poetas repentistas com várias profissões. Assim, o cantador encarnava o VAQUEIRO, o TROPEIRO, o CARPINTEIRO, o GARIMPEIRO, o JANGADEIRO... das estrofes de Geraldo, destacamos:

 

“Entre facheiro e favela

unha-de-gato e cancela

rolando em cima da sela

poeta é como vaqueiro:

Tira o leite, guarda o soro,

monta burro, veste couro

rasga o mato, pega o touro

cantando quadrão mineiro.

 

 

Na margem do bebedouro

com o relho da cor de ouro

armando um surrão de couro

o poeta é um tropeiro:

Tangendo a tropa cansada

deixa uma canção gravada

na poeira da estrada

cantando quadrão mineiro.

 

Carpinteiro com a pua

furando a madeira crua

serra, corta, prega e sua

como sofre o carpinteiro:

Poeta que tem talento

martela a todo momento

as tábuas do pensamento

cantando quadrão mineiro.

 

Na mata desconhecida

para achar uma jazida

a pedra que se lapida

poeta é um garimpeiro:

Entre a pedra e a poeira

dinamita a cordilheira

vende a pedra e faz a feira

cantando quadrão mineiro.

 

Com o mar azul defronte

céu, distância e horizonte

o sol lhe queimando a fronte

o poeta é um jangadeiro:

Segue o rumo, pega a trilha

deixa um ai em cada milha

uma lágrima em cada ilha

cantando quadrão mineiro.”

Poeta GERALDO AMANCIO, por quem sois, SEJAS BEM VINDO!

Estamos aqui perfilados no pátio aconchegante do sentimento de camaradagem e no esplendor de nossa emoção para vos receber.

Estão convosco os vivos, vossos novos companheiros de jornada acadêmica, e os outros que por aqui passaram e hoje repousam permanentes na imortalidade.

 Sim, porque os fantasmas dos que nos antecederam continuam a vigiar as nossas atitudes. Zelam por nós e costumam conferir com quem estamos nos casando.

 Geraldo, meu poeta:

 Certamente fostes aprovado pelos barões assinalados.

Porque não chegastes aqui de mãos vazias.

 Trouxestes convosco os alforges repletos de encantos, preenchidos sem pressa nos estatutos da simplicidade.

Luzes e sonhos, rimas, símbolos, esperanças e cantigas conseguidos no fogo das batalhas poéticas, nas saborosas noites de violas.

 Vêm convosco os velhos alpendres, providos de armadores e das preguiçosas redes esticadas no sossego das tardes sertanejas.

 Trazeis também os queijos bem prensados e os potes repletos de manhãs chuvosas.  

 Vinde, poeta, para o nosso abraço!

E deste abraço fazei o que lhe apraz:

Um bolo de fubá, um catavento.

Um anseio de ternura. Uma viagem

pelas rotas rurais do pensamento.

 

Fazei de nosso abraço qualquer coisa:

Um tépido travesseiro, uma cantiga,

uma tigela de canjica doce

um barulhinho bom, como se fosse

chuva nas telhas de uma casa antiga.

  

Fazei do nosso abraço uma campina

ou uma rua cheia de meninos

uma montanha azul de onde se vejam

os nebulosos rastros do destino.

 

Porque, poeta, teus versos são faíscas,

chicotes que se espalham como raios

penetrantes, caídos da memória,

são éguas russas, são cavalos baios

são lampiões ardentes, lamparinas

acesas em casa, levadas nas esquinas

das ruas do viver. São melodias

pancadas de trovões pelas matinas

rompendo medos, despertando os dias.

 

Tua saga, poeta, bem consola

o triste arfar de quem não tem amor.

Prega o tempo adequado da colheita

a semente que brota no calor.

Faz reto o ímpio, transforma e endireita

o desgarrado. E converte o ateu

que chora por ter fé e por doutrina.

E acende o fogo, como Prometeu,

sem temor do castigo da colina.

 

Poeta GERALDO AMANCIO, a nossa casa é vossa!

Sejais bem-vindo à Cadeira 14  e à imortalidade!

                                                                      

                                                                       MUITO OBRIGADO.

terça-feira, 21 de junho de 2022

IDEIAS & NOTÍCIAS

 

A Região Norte é a próxima parada da Feira do Conhecimento Regional (FdCR), que acontecerá nos próximos dias 21 e 22 de junho (terça e quarta-feira), no Centro de Educação a Distância (CED), em Sobral. O evento é uma promoção do Governo do Ceará, por meio da Secitece, com programação 100% gratuita. Os interessados já podem se inscrever no site feiradoconhecimento.com.br.

Nos dois dias de evento, a programação terá início às 14h, estendendo-se até a noite. A abertura oficial está marcada para às 18h do dia 21 de junho (terça-feira), com a participação do secretário da Secitece, Carlos Décimo, e de autoridades da região, professores, estudantes e comunidade em geral. A abertura contará com a palestra magna “Bicentenário da Independência: 200 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”, ministrada pelo ex-secretário da Secitece, Inácio Arruda.

A FdCR Sobral vai oferecer atrações que visam à popularização da Ciência e da Tecnologia entre os cearenses. Nos destaques, a Mostra “Ceará Faz Ciência”, as apresentações do projeto “Ciência Itinerante”, além da exposição de pesquisas realizadas por universitários da Região Norte.

O evento também trará as palestras “A experiência da política educacional de Sobral: a melhor rede de educação pública do Brasil”, com o secretário da Educação de Sobral, Herbert Lima; “Ciência, Tecnologia, Informação e Conhecimento como fatores de Independência para o Empreendedorismo e a Inovação”, com a coordenadora de Pesquisa e Extensão da Faculdade Luciano Feijão, Teresa Mota; e “Brincando com a Luz: uma nova perspectiva para o Museu do Eclipse”, com o diretor do Museu do Eclipse, Emerson Ferreira.

A Feira do Conhecimento Regional é uma realização do Governo do Ceará/Secitece e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). A edição de Sobral conta com o apoio da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), do Centro de Educação a Distância do Ceará (CED), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE/Campus Sobral), da Faculdade Luciano Feijão, do Centro Universitário INTA, da Faculdade 5 de julho e da Secretaria da Educação de Sobral.

Assessoria de Comunicação e Marketing Institucional (ACMI)

Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)

(88) 3611-4271




sexta-feira, 17 de junho de 2022

IDEIAS & NOTÍCIAS

 

O ENCANTO DA POESIA DO CENTENÁRIO DA ACADEMIA SOBRALENSE DE ESTUDOS E LETRAS - ASEL

Eudes de Sousa 

Quando escrevo sobre a poesia, percebo que não é em vão o meu trabalho de crítica literária. O resultado, embora cubra só uma pequena parte de tantos talentos poéticos, é sempre surpreendente, principalmente porque se tem a sensação de estar preservando uma parcela significativa da criatividade do povo cearense que deve agradecer e se orgulhar por ter nascido na terra, onde canta a jandaia, José de Alencar, uma das maiores expressões da literatura brasileira. Imaginem se pensarmos que nascemos na terra de inúmeros José de Alencar, e daqueles que apreciaram o canto da jandaia, como os poetas Domingos Olímpio, Adolfo Caminha, Patativa de Assaré, entre outros.

Sim, há inúmeros jandaias no Ceará, os jandaias e as jandaias, e há ainda os jandaias que leem e escutam com carinho e orgulho os cantos de outros jandaias.

Há sim, outro poeta, que  nos encanta com a sua poesia,  em homenagem ao Centenário da Academia Sobralense de Estudos e Letras-ASEL

Sim, poeta, chegaste    ininterruptamente ao meu ego. Os padrões sonoros que escolhe estão definitivamente ligados aos poderes emocionais e históricos, quando diz: “Mergulho na memória e no alvorecer da tua existência/ Imortal Sodalício que já dura cem anos”.

Nesses versos, não há razão para dizer que o poeta se apega às teorias   tradicionais ou modernas. Mas é fato  que conserva o juízo estético. Distribui  líricas que permitem viagens pelo inconsciente e recriam o domínio da linguagem poética, permitindo que passado seja futuro ou que toda essa parafernália dialética de que disponhamos mexa e encantam os sentidos da história sobralense.

O poeta Liduino de Sá defende o ponto máximo da história da Academia, num coeso de uma poesia em a inteligência especulativa e a celebração da corporalidade da Academia, onde ele,  se expressa com grande vigor metafórico. Veja:

Hoje tua história, magnificamente, é trazida para pertinho de nós;

E pergunta: porque estão a fazer tudo isso. Não sabe tu, tu não sabe!

É que completas cem anos e te louvam, festejam teu centenário.

És a grande estrela, és o espelho que nos mostra ontem.

O ontem que te fez nascer para Sobral, que te fez nossa e que te faz ASEL.

A concepção romântica, a sutileza simbolista e nacionalista, a envolver em cantos saudosista em papéis históricos, que haverão de ocupar as bibliotecas, quando se manifesta toda a intensidade de sua expressão poética, a dizer:  “O ontem que te fez nascer para Sobral”. Assim, é  ontem, hoje e futuro de Liduino Sá. De uma vitalidade histórica suprema.  O país precisa saber que para ti  é possível  penetrar por inteiro a alma de um poeta. O povo não pode ficar imune a tua poesia, quando cercado de um centenário  da Academia Sobralense de Estudos e Letras.

Parabéns, poeta, por ter nascido na terra, onde canta a jandaia!






PRIMEIRO PLANO

 

Guaraciaba do Norte perde um filho ilustre, e a Diocese de Tianguá, um dedicado sacerdote.      EDIÇÃO DE 18.06

Na terça feira, faleceu, em Fortaleza para onde viera fazer uma consulta médica, o caro primo Padre Luís Gonzaga Gomes Furtado, Vigário Paroquial de Guaraciaba do Norte.

 Foi Pároco de Camocim, o primeiro vigário de Croatá, onde ficou por 18 anos e 9 meses. Ainda  esteve em Granja e Carnaubal e foi Chanceler da Diocese de Tianguá. 


O sepultamento, coincidindo com a Celebração de Corpus Christi, transformou-se no fato mais relevante dos últimos tempos. 20 padres e dois Bispos presentes.

 As comunidades das paróquias onde desenvolveu a ação pastoral estiveram muito bem representadas, tanto no velório quanto na Missa de Requiem e no sepultamento.

 Destaque para a presença e apoio da Diocese de Tianguá, especialmente, dos Bispos Dom Xavier, emérito, e Dom Edmilson e seus sacerdotes. A família agradece.

 Mais de 50% das crianças não têm acesso à leitura, informa o Jornal O POVO, de 13 de junho. É o resultado de uma pesquisa  em 3.467 turmas ouvidas pela USP.

Que importância tem tido para as escolas a sua própria biblioteca  ou a biblioteca municipal? Os alunos as visitam com frequência?

Sem a leitura não se aprende a escrever e nem a falar, corretamente. O hábito da leitura começa pelos estímulos em sala de aula. Os professores leem?

 Se os professores dizem “meu óculos”, como os alunos aprenderão que o correto é dizer “meus óculos”. São duas lentes, então é no plural. Até algumas óticas dão mau exemplo, na divulgação.

Está certo que a sala de aula deve ser um lugar animado, vivo e marcado pela participação dos alunos. Jamais com festinhas inventadas para passar o tempo.

 Brindes para os alunos não conduzem à aprendizagem. A premiação deve ser o próprio prazer de aprender. O que o aluno aprende, leva para casa e para todo lugar. O brinde, não.

 É a aprendizagem pela leitura  que dá satisfação. Ao chegar em casa, mostra, com prazer, o que aprendeu. Para isto é necessário que os Professores estudem, pesquisem.

 Palestra para alunos ou Professores quase nada deixam. Ajudar o aluno a aprender dá trabalho. Precisa estudo, planejamento e a participação dele. É ele quem aprende.

 Ainda hoje, com mais de 50 anos de sala de aula, se alguém me convida para um encontro com algum grupo, desde aquele momento eu já começo a planejar tudo.

 O Dr. Marcelo Uchôa tomando posse como o 1o presidente da recém-criada Comissão Memória, Verdade, Justiça e Defesa da Democracia, da OAB Ceará. 

 É filho do conceituado Juiz Federal aposentado Dr. Inocêncio Uchoa, um dos perseguidos e presos pela ditadura de 64. Marcelo  tem tido um convidado constante no Brasil 247.

 O Presidente do Conselho Federal da OAB, de acordo com o Provimento n.115/2007 e a Portaria n. 263/2022, designou Dr. Kennedy Reial Linhares como Membro da Comissão Nacional de Defesa da República e da Democracia.

 Dr. Kennedy é um dos membros da Comissão Especial Wanda Sidou (Anistia), da qual tenho a honra de ser  Presidente, por ato do ex Governador Camilo Santana.

Betanistas, ex-alunos do Seminário de Sobral, já se preparam para o encontro que acontecerá no dia 20 de novembro, no Hotel Amuarama, em Fortaleza.

 No dia 19, estarão reunidos os componentes da turma do sexto ano de 1962, tendo à frente José Henrique Leal Cardoso, José Armando Dias e outros. 

Neste sábado, às 18,30, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, haverá exibição do filme AMIGO SECRETO, seguido de debate com a presença do Dr. Marcelo Uchoa.

E Chico Buarque acaba de lançar um dos suas produções sutis. Desta vez é QUE TAL UM SAMBA? Sem dúvida, o momento é muito oportuno. 











COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...