O Padre não pode escandalizar, agir erradamente, dar mau exemplo!
E não se trata apenas da Vocação
Sacerdotal. As outras vocações também são consideradas e refletidas,
semanalmente.
Nesta 1ª semana, sim, refletimos sobre a
Vocação do Padre, porque celebramos na 5ª feira, 04 de Agosto, a Festa Litúrgica
de São João Maria Vianey, o Cura de Ars, na França, que é também no calendário
civil, o Dia do Padre. Quando o dia 04 é também Domingo, aí se celebra,
no mesmo dia, a coincidência litúrgica. No entanto, outras Vocações também são
lembradas, a cada Domingo, festejando o Dia dos Pais, refletindo sobre a
Vocação ao Matrimônio; a Vocação de Frades e Freiras, aprofundando a Vida
Religiosa, a exemplo de Maria, que deu o seu “sim” ao Anjo Gabriel que lhe transmitira
um recado da parte de Deus, chamando-a a ser a Mãe de Jesus. Por fim, a Vocação
dos Leigos e Catequistas, no último domingo, comprometendo-os com sua Missão.
Nesta semana, por exemplo, todos os sacerdotes
celebramos, 5ª feira, 04, da melhor maneira possível, o DIA DO PADRE e sua
Vocação, recordando a nós mesmos e ao povo de Deus, a grande missão que temos,
como um dos principais responsáveis pela comunicação
do Evangelho ao povo.
Também tenho uma outra motivação para refletir
sobre a Vocação Sacerdotal: celebro, pessoalmente, meus 54 anos de Vida Sacerdotal.
Sua dedicação ao Sacramento da
Penitência ou Confissão, seus sermões cheios de fé e de Deus, sua imensa
caridade para com os mais pobres e sua vida missionária atraíram muitas
pessoas, de todas as condições sociais, para a cidadezinha de Ars, no sul da
França, a fim de o escutarem e seguirem sua orientação e seus conselhos.
São João Maria Vianey foi um
Pároco tão dedicado e tão comprometido com a pregação e comunicação do
Evangelho, que o dia litúrgico de sua festa é também, pelo próprio calendário
civil, o DIA DO PADRE.
Com tais justificativas, eu não poderia
ter escolhido data melhor para a minha Ordenação Sacerdotal, do que o dia 04 de
Agosto. E a minha escolha por esta data, se deu muito cedo. Em setembro de 1955
eu tinha 14 anos de idade. Faria 15 em outubro. Na ocasião, celebrávamos o
Jubileu áureo de Dom José: cinquenta anos de sua Ordenação Sacerdotal.
Adolescente como eu era, impressionou-me
muito uma reflexão feita no Congresso Eucarístico de Sobral, comemorativo das
Bodas de Ouro do Bispo, sobre a Vocação de São João Maria Vianey, o cura d’Ars,
que completava 30 anos de sua canonização. A partir dali, eu me decidi: se eu chegar a ser Padre, quero me ordenar
na Festa Litúrgica de São João Maria Vianey. E assim o fiz. Tornei-me
sacerdote no dia 04 de Agosto de 1968, pelas mãos de meu querido amigo e
saudoso Bispo, Dom Francisco Austregésilo, na Matriz de Bela Cruz, a minha
terra natal. E o Leunam estava lá.
Para completar minha alegria, entusiasmo
e devoção, estudando em Roma, em 1975, fui a Ars, participar do Jubileu de Ouro
da Canonização de seu famoso Cura. Senti-me plenamente realizado. Além de
integrar uma imensidão de peregrinos, ainda tomei contato com toda a sua
história e visitei seu corpo “incorrupto”,
em perfeito estado de conservação como se vivo fosse. Impressionou-me ainda
o que entendi e aprendi sobre o alcance social de sua Missão. Ele não dava
apenas a assistência espiritual. A assistência social esta-va muito presente:
os antigos prostíbulos foram transformados em hospedarias, escolas e hotéis e
toda a vila passou a ser uma cidade acolhedora, progressis-ta, moralmente
saneada, com um povo muito feliz graças à ação do Cura d’Ars.
Certamente, toda essa motivação bonita,
sugerida pelo Cura d’Ars e alimentada pela graça, bondade e misericórdia de
Deus me fez sustentar o “chamado” e o compromisso sacerdotal até agora.
O Sacerdote exerce uma Missão que não é
sua. Ele se coloca a serviço da Igreja, para anunciar a mensagem de Jesus. Ele
empresta sua voz, seus gestos, a Jesus, para que a mensagem da salvação seja
conhecida por todos. Ainda é muito pequeno o número de Sacerdotes em nosso
País. Nesta 1ª semana do Mês Vocacional, vamos rezar a Deus, para que aumente o
número de sacerdotes santos, comprometidos com a palavra de Deus, com a
pregação da verdade, espalhando a “boa nova” ou o Evangelho em toda parte.
Diz-se sempre que o Padre age “in persona
Christi”. Isto é, o que ele celebra, ou realiza, funcionalmente, ele o faz
“na pessoa de Cristo”. É uma
responsabilidade imensa, a do Padre. Ele não pode
escandalizar, agir erradamente, dar mau exemplo, porque Jesus não faria
assim.
Nós somos cerca de 27.000 Padres no
Brasil, contando-se todos os Religiosos e os Diocesanos. São mais de oito mil
brasileiros para cada Padre, enquanto são apenas 440, para cada médico. Eles
são 500.000. No Mundo somos uns 430.000 Sacerdotes. Bem nos ensinou Jesus: “a messe é grande, mas os operários são
poucos”, o que significa dizer que há muito trabalho pastoral a ser
realizado, mas há poucos Padres para desenvolverem tal tarefa.
Este mês de agosto e, especialmente,
esta primeira semana, será para pedirmos a Jesus, que faça surgir novas
vocações sacerdotais e religiosas, para darem continuidade à sua missão. Não
podemos engrossar as fileiras dos que vivem à procura de um deslize de padres
para denegrir a sua imagem e a imagem da Igreja. Somos humanos e capazes de
errar. Não falemos do Padre pelos seus erros. Admiremo-lo por suas virtudes.
Rezemos pelos nossos Párocos.
Cumprimentemo-los pela passagem do seu Dia. Se não o fizemos no dia 04,
façamo-lo neste 1º domingo do mês. Os
sacerdotes lembram a presença e o testemunho de Deus entre nós.
O próprio Jesus disse: “pedi ao Senhor da messe que mande operários ou trabalhadores para a sua colheita”. Um pouco mais de oração vai ajudar na Missão que Ele nos confiou. Afinal de conta, nós não somos profissionais liberais. Nós somos missionários. Não podemos visar lucro. Prestamos um serviço.
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