A EDUCAÇÃO DA JUVENTUDE É A ESPERANÇA DO BRASIL EUDES DE SOUSA (*)
Dia
comemorativo da Independência do Brasil.
O
País reuniu milhares de jovens, em
desfiles enquadrados pelos seus respectivos colégios. Foi um espetáculo brilhante
e, sobretudo, animador, no quadro de desolação moral e de confusão política em
que se debate ao nosso País.
Os
desfiles, assim, aproximam-nos do futuro e nos permitem esperar dias melhores
para o povo brasileiro.
O
que estariam pensando aqueles jovens? Que sentimentos lhes dominam a alma e que
pensamentos lhes orientam para o futuro?
Nenhuma
força mais do que a juventude tem sido tão trabalhada pelos fatores da
dissolução que os tempos modernos acarretam e que as facilidades materiais da
vida amparam.
O
jovem é preocupação permanente das nações civilizadas e, mesmo as mais ricas,
ou, talvez estas mais, se debruçam sobre estatísticas e as pesquisas para
sentir o íntimo pensamento das suas gerações novas e os fatores mais diretos
que sobre elas influem.
Nenhuma
nação se sente tranquila se sua juventude está desorientada e insegura. Com certeza,
depois da invasão da Ucrânia, pela Rússia, o grande problema que vai afligir
aquele país será a educação da
juventude.
Grande
parte dos jovens ucranianos se revelará
no ceticismo e na deterioração dos costumes, em uma desorientação crescente.
Com uma nação destruída, arruinada, com as suas cidades mutiladas o que
sobra, cabe não apenas aos estadistas,
mas aos mestres e aos pais, a notável tarefa de reerguer a confiança nacional,
para que o país reencontre os seus destinos e o esplêndido material humano que
era a sua juventude. Foi o que aconteceu com à Alemanha para citar um exemplo.
Todos
estes pensamentos me acudiram quando vi o desfile da juventude, comemorando os
200 anos da Independência do Brasil, em Massapê. Uma força estava nas ruas, no
estandarte da liberdade: “A juventude é a força que estabelece a nação”. Como
se forma este papel na educação
brasileira? O que está para vir é bem
mais importante do que ficou para atrás.
Neste
cenário de indagação e transformação, a Prefeitura de Massapê, cumpriu o papel
de democracia, nos confins dos sertões cearenses. Mostrou o que a juventude tem
de mais importante no campo do respeito às tradições cívicas, construindo a
história da sua gente.
Isto
nos mostra um sentido de vida prática,
uma preocupação com o futuro dos jovens.
O trabalho
educacional, onde prenomina um estilo de vida que é aquele
que constrói a grandeza de uma
educação altamente eficiente, chegará mais cedo ao caminho do êxito.
Com
a educação, sentimos, como é urgente e inadiável, imediata e decisiva a
participação da nossa juventude na vida pública, até mesmo precocemente, ainda
mesmo de calças curtas, para substituir um ambiente saturado de vício, dominado
por uma mentalidade do erro e da transigência.
Não
tenho dúvidas em afirmar que existem muitos professores, bacharéis, advogados, médicos, engenheiros, dentistas, e militares que não perderam a
medida dos deveres patrióticos. Tantos outros,
foram educados pela eficiente
educação e nunca se serviram do dinheiro público para enriquecer a si ou a
outrem. É o exemplo de muitos jovens
magistrados, que se formaram lendo a
Colônia Penal de Franz Kafka, Dom Casmurro, de Machado de Assis, Crime e
Castigo, de Fiódor Dostoiévski e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e obras de
outros literatos.
Têm
dignidade na toga, escolheram o caminho da cultura jurídica como a mediação
para o bem comum. Não estão conspurcados pela lama das rendições e pela
salsugem das negociatas.
Examinaremos
a realidade jurídica brasileira, para concluir que, nem todos venderam a
consciência aos cofres palacianos. Não deixaram aprisionados em palácios as
prerrogativas de decidir salvar a credibilidade das urnas eletrônicas.
Enfim,
nenhuma alternativa é maior do que a juventude que estuda e que pode assegurar
ao País um amanhã mais digno, menos oprobrioso, com um quadro político menos
confuso, menos medíocre, e mais imbuído do sentido dos nossos problemas e das
nossas realidades.
Quando
vimos estes jovens desfilando com a bandeira brasileira, imaginamos que estão
resistindo às contaminações do pior. Podemos afirmar: para nossa juventude não
importa a origem, importa o que fazemos dessa origem.
Sem
dúvida, a educação da juventude é a esperança do Brasil
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