sábado, 8 de outubro de 2022

IDEIAS & NOTÍCIAS

 

A  INCORRIGÍVEL POLÍTICA NO BRASIL

EUDES DE SOUSA (*)

O Brasil sempre explodiu nas manchetes, de meio mundo, como detentor de uma das maiores desigualdades sociais. A incorrigível política brasileira, ainda  carrega uma perversidade intrínseca na sua herança escravista, que torna nossa classe política enferma de descaso e de desigualdade.

Para questionar este problema político no Brasil, não precisamos invocar inúmeros fundamentos dos processos adotados. Basta lembrar o que aconteceu e o que está acontecendo nas rotinas das crises sociais. Citemos as tentativas indesejáveis do governo na política brasileira.

Portanto, para entender este tabuleiro das crises sociais no Brasil, precisamos apenas invocar o mito da Nova República.  O Brasil, saindo da herança do regime militar para a democracia, com a restauração das liberdades políticas, institui  a liberdade de imprensa, de expressão e do pensamento. Mas deixa as armadilhas antidemocráticas  evidenciadas pela concentração de renda, a que se refere a esquerda.

Vamos lembrar uma reportagem, ao falar sobre um pobre menino internado com leucemia no Hospital Sara Kubitscheck. Quando o então presidente da República José Sarney, no final do seu governo, visitou a criança no seu pequeno leito de enferma terminal, assumindo ares de sua pobreza, o menino lhe pediu que comprasse para o seu velho pai uma carroça e um burro.

 A recente crise de hoje se traduz numa enxurrada de lastimáveis maus exemplos, com alguns repiques temperados do negativismo. São mais de vinte milhões de brasileiros pedindo carroças e burros, miseravelmente para não morrerem de fome. E o pior, é acreditar que as empresas públicas sejam do público. Só seriam se o público tivesse alguma voz nas instituições públicas por meio do Estado Democrático.

Veja outra  realidade, como acontece com o povo brasileiro: as queimadas na Amazônia, o Estado partiu para um ataque aos índios.  Aqueles que foi o povo mais massacrado e esmagado no Brasil, tendo sido reduzido a uma ínfima parte do que era antes da colonização, por meio de armas com as quais não tinham e não tem a mínima chance de competir.

Agora, seria a grande ameaça para a soberania nacional. Ora, o governo deve estar abusando dos remédios, não se dão conta de que os índios são a comunidade com a menor participação no poder político do país e estão armados de facões contra o latifúndio do capitalismo.

O motivo é óbvio, os índios e os trabalhadores rurais, são obstáculos humanos no meio do caminho dos capitalistas ávidos dos lucros exorbitantes que a Amazônia pode proporcionar. Para atingir seus objetivos, não se importam em promover um massacre de grande proporção contra os índios e os camponeses pobres que moram na região amazônica. E o pior, pela política, impulsionada pelo governo, que muitas vezes, alguns mercenários do judiciário atribuem os conflitos aos camponeses, índios e todo o povo pobre.

Mas como o povo tem a sua evolução. O povo brasileiro está cansado de elitismo. Este cansaço se manifesta, em um operário, num índio, num militar ou num sacerdote. Todos eles querem uma democracia, para chegar uma sociedade mais justa.














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