A INCORRIGÍVEL POLÍTICA NO BRASIL
EUDES DE SOUSA (*)
O
Brasil sempre explodiu nas manchetes, de meio mundo, como detentor de uma das
maiores desigualdades sociais. A incorrigível política brasileira, ainda carrega uma perversidade intrínseca na sua
herança escravista, que torna nossa classe política enferma de descaso e de
desigualdade.
Para
questionar este problema político no Brasil, não precisamos invocar inúmeros
fundamentos dos processos adotados. Basta lembrar o que aconteceu e o que está
acontecendo nas rotinas das crises sociais. Citemos as tentativas indesejáveis
do governo na política brasileira.
Portanto,
para entender este tabuleiro das crises sociais no Brasil, precisamos apenas
invocar o mito da Nova República. O
Brasil, saindo da herança do regime militar para a democracia, com a
restauração das liberdades políticas, institui a liberdade de imprensa, de expressão e do
pensamento. Mas deixa as armadilhas antidemocráticas evidenciadas pela concentração de renda, a
que se refere a esquerda.
Vamos
lembrar uma reportagem, ao falar sobre um pobre menino internado com leucemia
no Hospital Sara Kubitscheck. Quando o então presidente da República José
Sarney, no final do seu governo, visitou a criança no seu pequeno leito de
enferma terminal, assumindo ares de sua pobreza, o menino lhe pediu que
comprasse para o seu velho pai uma carroça e um burro.
A recente crise de hoje se traduz numa
enxurrada de lastimáveis maus exemplos, com alguns repiques temperados do
negativismo. São mais de vinte milhões de brasileiros pedindo carroças e
burros, miseravelmente para não morrerem de fome. E o pior, é acreditar que as
empresas públicas sejam do público. Só seriam se o público tivesse alguma voz
nas instituições públicas por meio do Estado Democrático.
Veja
outra realidade, como acontece com o
povo brasileiro: as queimadas na Amazônia, o Estado partiu para um ataque aos
índios. Aqueles que foi o povo mais
massacrado e esmagado no Brasil, tendo sido reduzido a uma ínfima parte do que
era antes da colonização, por meio de armas com as quais não tinham e não tem a
mínima chance de competir.
Agora,
seria a grande ameaça para a soberania nacional. Ora, o governo deve estar
abusando dos remédios, não se dão conta de que os índios são a comunidade com a
menor participação no poder político do país e estão armados de facões contra o
latifúndio do capitalismo.
O motivo
é óbvio, os índios e os trabalhadores rurais, são obstáculos humanos no meio do
caminho dos capitalistas ávidos dos lucros exorbitantes que a Amazônia pode
proporcionar. Para atingir seus objetivos, não se importam em promover um
massacre de grande proporção contra os índios e os camponeses pobres que moram
na região amazônica. E o pior, pela política, impulsionada pelo governo, que
muitas vezes, alguns mercenários do judiciário atribuem os conflitos aos
camponeses, índios e todo o povo pobre.
Mas
como o povo tem a sua evolução. O povo brasileiro está cansado de elitismo.
Este cansaço se manifesta, em um operário, num índio, num militar ou num
sacerdote. Todos eles querem uma democracia, para chegar uma sociedade mais
justa.
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