TORCENDO POR UMA DEMOCRACIA
EUDES DE SOUSA
A herança da formação
histórica da educação é a primeira tentativa de explicação sobre a perversão
social no Brasil.
Os modelos educacionais,
são os obstáculos para uma cultura democrática. Mas, agora, se torna de
urgência urgentíssima que o discurso e o diálogo das instituições, em seus
debates. torcerem por uma democracia verdadeira.
O Brasil, infelizmente, ainda carrega uma
perversidade intrínseca na sua herança social, do colonialismo que criou e
continua mentindo, que torna nossa classe dominante enferma de descaso e de
desigualdade.
Vemos isto hoje no autoritarismo, na extrema-direita,
cria um teatro de que o Brasil seja um país de direitos iguais para todos.
Pois bem, o povo sempre
torcendo por uma política democrática
brasileira, dos que desejam a continuidade de uma política econômica
neoliberal, privilegiando as regras do mercado livre e um individualismo
eventualmente exacerbado. E os querem mudanças econômicas, uma nova política,
baseada na democracia, com o fortalecimento educacional, sem intolerância religiosa, sem preconceito social e racial, e principalmente
uma boa educação.
É neste cenário de políticas sociais antagônicos,
infelizmente os partidos se comportam sem nenhum compromisso.
Há os que apoiam
políticas neoliberais e há os que querem mudanças, e o povo acaba votando em
pessoas, influenciadas por mil e um interesses, menos pela disputa de um
projeto para o País.
Para se ter uma
consciência desta triste realidade da política brasileira, basta ver que no
centro do palco, explodem as cenas de um país dividido, famílias em litigio e amizades desfeitas, diante das
paixões ideológicas e do ímpeto autoritário do neoliberalismo, em um delírio
virtual, das mentiras, das violências e das intolerâncias religiosas, como os
reguladores da relação entre o povo brasileiro.
Com se sabe, o Brasil
explodiu nas manchetes de meio mundo como detentor da taça da mentira: campeão
do Fake News.
Isto criou o nosso vexame
planetário. No final das contas, tem a ver com o processo de lavagem cerebral,
com uma ideologia salvacionista, espelhada no protecionismo cômodo de um cristianismo
torto.
O que é que deu na gente,
neste pleito? Será que o nosso capitalismo é o mais selvagem de todos? Nossos
empresários, os maiores antidemocratas da História? Será que não temos
cristianismos de verdade? Será que não dispomos de imprensa livre? Será que não
encontramos explicação convincente para o calvário verde e amarelo?
Busquei resposta em
livros, ensaios, monografias, relatórios.
Nenhuma pista. Conversei com educadores, escritores, jornalistas,
antropólogos, religiosos, juristas, cientistas políticos, e nada.
Nenhuma justificativa para tanto ódio numa
eleição, em um país, para escolher democraticamente o seu Presidente.
Como é que é? Temos um
paradoxo como ponto de partida: a não aceitação da perda. Quem garante isso é o
discurso antidemocrático. O Brasil ainda hospeda o radicalismo histérico de uma resistência
ignorante.
O problema é que a nossa
herança política educacional não explica a nossa máquina preparada para
destruir nossa autoestima.
Simplesmente porque ela
está presente, com resíduos ainda mais pesados, com a barbárie do preconceito
contra os Nordestinos, bicho do mato. Com certa predileção fanática religiosa, o Brasil de Deus, e o Brasil do diabo.
E deu o que deu.
Com a maioria do votos, a
esquerda está novamente dentro do Planalto. Mas ficou de fora um pedaço de mau
caminho que machuca e amedronta, com o samba de uma nota só: não aceitam a perda. Isso é traço do nosso
infantilismo político. É confortável jogar a culpa no comunismo, na Venezuela,
na Cuba e no diabo e num ente tão supremo chamado “urna”.
Parece que os índios eram
bem mais práticos botavam a culpa no trovão. Mas, agora, o perdedor mostra uma artilharia confusa de
acusações que não foram provadas. Ainda
assim, centenas de brasileiros se deram as mãos em defesa de uma falsa
filosofia de moralidade social, a pergunta que surge é: onde está verdade? A
resposta é que o autoritarismo é uma tentativa de assassinato contra a
democracia.
A verdade é que podemos
lembra o filósofo John Sênior publicou o livro A morte da Cultura Cristã. Como
os romanos do século IV, vemos os bárbaros tomarem o poder.
Mas nesta modernidade, o
novo pleito brasileiro, os bárbaros não estão atacando o Brasil. São aqueles indivíduos
que recusam sua própria natureza humana, têm vergonha de serem democráticos,
não aceitam de fazerem parte de uma história, uma religião, uma língua, uma
cultura, um nome, uma família. Recusam-se a aderir a uma democracia, querem
pensar em si mesmos, sem respeitar a consciência nacional de identidade e
liderança de centenas de brasileiros, que foram vitoriosos nas urnas eletrônica.
Neste contexto, não é difícil
imaginar o filósofo Sêneca escrevendo algumas de suas receitas para o povo
brasileiro, como o título: Ganhos e Perdas.
Caros amigos brasileiros,
“Viver em sociedade é,
antes de tudo, aprender a perder sem sofrimento, vencer sem arrogância e a
reagir sem violência. Assim como toda vitória não passa de uma ilusão diante da
instabilidade que configura a realidade, pois as decisões humanas são terrenos
fértil para a vaidade, a derrota também não pode ser uma autorização para legitimar
atos de destruição”
Enfim, o povo brasileiro
também precisa fazer sua parte, torcendo por uma democracia, respeitando o
universo de culturas e religiões diferentes, seus representas do governo
desenvolver programas que conscientize a população da importância da
diversidades humanas, para assim buscar o bem comum. É divino.
EUDES
SOUSA é Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes, membro do
Instituto Histórico e Geográfico do
Maranhão, jornalista, historiador e crítico literário.
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