sexta-feira, 18 de novembro de 2022

IDEIAS E NOTICIAS

 

TORCENDO POR UMA DEMOCRACIA

 EUDES DE SOUSA

A herança da formação histórica da educação é a primeira tentativa de explicação sobre a perversão social no Brasil. 

Os modelos educacionais, são os obstáculos para uma cultura democrática. Mas, agora, se torna de urgência urgentíssima que o discurso e o diálogo das instituições, em seus debates. torcerem por uma democracia verdadeira.

O  Brasil, infelizmente, ainda carrega uma perversidade intrínseca na sua herança social, do colonialismo que criou e continua mentindo, que torna nossa classe dominante enferma de descaso e de desigualdade.

Vemos  isto hoje no autoritarismo, na extrema-direita, cria um teatro de que o Brasil seja um país de direitos iguais para todos.

Pois bem, o povo sempre torcendo por uma política democrática  brasileira, dos que desejam a continuidade de uma política econômica neoliberal, privilegiando as regras do mercado livre e um individualismo eventualmente exacerbado. E os querem mudanças econômicas, uma nova política, baseada na democracia, com o fortalecimento educacional, sem  intolerância religiosa, sem  preconceito social e racial, e principalmente uma boa educação.

É neste cenário  de políticas sociais antagônicos, infelizmente os partidos se comportam sem nenhum compromisso.

Há os que apoiam políticas neoliberais e há os que querem mudanças, e o povo acaba votando em pessoas, influenciadas por mil e um interesses, menos pela disputa de um projeto para o País.

Para se ter uma consciência desta triste realidade da política brasileira, basta ver que no centro do palco, explodem as cenas de um país dividido, famílias  em litigio e amizades desfeitas, diante das paixões ideológicas e do ímpeto autoritário do neoliberalismo, em um delírio virtual, das mentiras, das violências e das intolerâncias religiosas, como os reguladores da relação entre o povo brasileiro.

Com se sabe, o Brasil explodiu nas manchetes de meio mundo como detentor da taça da mentira: campeão do Fake News.

Isto criou o nosso vexame planetário. No final das contas, tem a ver com o processo de lavagem cerebral, com uma ideologia salvacionista, espelhada no protecionismo cômodo de um cristianismo torto.

 

O que é que deu na gente, neste pleito? Será que o nosso capitalismo é o mais selvagem de todos? Nossos empresários, os maiores antidemocratas da História? Será que não temos cristianismos de verdade? Será que não dispomos de imprensa livre? Será que não encontramos explicação convincente para o calvário verde  e amarelo?

Busquei resposta em livros, ensaios, monografias, relatórios.    Nenhuma pista. Conversei com educadores, escritores, jornalistas, antropólogos, religiosos, juristas, cientistas políticos, e nada.

 Nenhuma justificativa para tanto ódio numa eleição, em um país, para escolher democraticamente o seu Presidente.

Como é que é? Temos um paradoxo como ponto de partida: a não aceitação da perda. Quem garante isso é o discurso  antidemocrático. O  Brasil ainda hospeda  o radicalismo histérico de uma resistência ignorante.

O problema é que a nossa herança política educacional não explica a nossa máquina preparada para destruir nossa autoestima.

Simplesmente porque ela está presente, com resíduos ainda mais pesados, com a barbárie do preconceito contra os Nordestinos, bicho do mato. Com certa predileção fanática    religiosa, o Brasil  de Deus, e o Brasil do diabo.

E deu o que deu.

Com a maioria do votos, a esquerda está novamente dentro do Planalto. Mas ficou de fora um pedaço de mau caminho que machuca e amedronta, com o samba de uma nota só:  não aceitam a perda. Isso é traço do nosso infantilismo político. É confortável jogar a culpa no comunismo, na Venezuela, na Cuba e no diabo e num ente tão supremo chamado  “urna”.

Parece que os índios eram bem mais práticos botavam a culpa no trovão. Mas, agora,  o perdedor mostra uma artilharia confusa de acusações que não foram provadas. Ainda  assim, centenas de brasileiros se deram as mãos em defesa de uma falsa filosofia de moralidade social, a pergunta que surge é: onde está verdade? A resposta é que o autoritarismo é uma tentativa de assassinato contra a democracia.

A verdade é que podemos lembra o filósofo John Sênior publicou o livro A morte da Cultura Cristã. Como os romanos do século IV, vemos os bárbaros tomarem o poder.

Mas nesta modernidade, o novo pleito brasileiro, os bárbaros não estão atacando o Brasil. São aqueles indivíduos que recusam sua própria natureza humana, têm vergonha de serem democráticos, não aceitam de fazerem parte de uma história, uma religião, uma língua, uma cultura, um nome, uma família. Recusam-se a aderir a uma democracia, querem pensar em si mesmos, sem respeitar a consciência nacional de identidade e liderança de centenas de brasileiros, que foram vitoriosos nas urnas eletrônica.

Neste contexto, não é difícil imaginar o filósofo Sêneca escrevendo algumas de suas receitas para o povo brasileiro, como o título: Ganhos e Perdas.

Caros amigos brasileiros,

“Viver em sociedade é, antes de tudo, aprender a perder sem sofrimento, vencer sem arrogância e a reagir sem violência. Assim como toda vitória não passa de uma ilusão diante da instabilidade que configura a realidade, pois as decisões humanas são terrenos fértil para a vaidade, a derrota também não pode ser uma autorização para legitimar atos de destruição”

Enfim, o povo brasileiro também precisa fazer sua parte, torcendo por uma democracia, respeitando o universo de culturas e religiões diferentes, seus representas do governo desenvolver programas que conscientize a população da importância da diversidades humanas, para assim buscar o bem comum. É divino.

EUDES SOUSA é Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes, membro do Instituto Histórico e    Geográfico do Maranhão, jornalista, historiador e crítico literário.







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