DIREITOS HUMANOS: Erradicar do mundo, o
espírito de tirania e opressão.
Neste
sábado, 10 de dezembro, celebramos 74 anos da Declaração Universal dos Direitos
Humanos, pelas Nações Unidas, a famosa ONU, da qual o Brasil também faz parte.
Tal
Declaração se compõe de 30 Artigos, onde estão desdobrados os aspectos ligados
aos Direitos Fundamentais da Pessoa Humana.
Por
ter sido assinada no dia 10 de Dezembro de 1948, ficou, essa data, celebrada,
todos os anos, como o DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS, o qual foi criado
com alguns objetivos:
Despertar
em todas as pessoas do mundo, a consciência de sua responsabilidade, em relação
à criatura humana.
Criar
um clima propício ao florescimento da liberdade, da justiça e da paz.
Erradicar
do mundo, o espírito de tirania e opressão.
Fomentar relações de amizade entre as Nações.
Apesar de já se terem passado 74 anos do “desejo” de se realizar tais Objetivos, e de termos, ultimamente, algum progresso, ainda não passamos do “desejo”, sobretudo aqui no Brasil.
Continuamos
vítimas da opressão, da irresponsabilidade, da tirania, da injustiça, do
desrespeito à pessoa e à vida humanas, sujeitos à Violência e à Guerra que nos
rodeiam.
A
sonhada AMIZADE ENTRE AS NAÇÕES, que favorecesse um ambiente de paz e de
esperança para todos, não passou do papel.
O
que há mesmo é exploração de umas sobre as outras ou a imposição de poderio e
de riqueza ou da desumana lei do “salve-se quem puder”, ou do “quem for podre
que se quebre”.
Valoriza-se,
muito mais, o dinheiro do que a pessoa humana. Vale quem tem e não, quem é.
Desrespeita-se
a “vida”, mais do que ao lixo. No entanto, é o Direito mais sagrado que temos.
Além de ser um direito ou um dom divino, é garantido também pela nossa
Constituição Federal, em seu Artigo 227, como “prioridade absoluta”, sobretudo
“para todas as Crianças e Adolescentes”.
Como
se não bastassem, o Dom de Deus, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e
a Constituição Federal, desde o dia 12 de Outubro de 1990 entrou em vigor o
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE; veio depois a Lei Maria da Penha, e nada
disso tem servido para valorizar mais a Vida Humana.
Nosso
problema não é a lei. Esta existe até demais. Nosso problema é o seu não
cumprimento. É o desrespeito à lei.
Cada
vez mais aumenta o número de abortos, de mortes prematuras, de óbitos causados
pela desnutrição, pela fome e pelo descaso dos dirigentes da Nação, dos Estados
e dos Municípios. A vida só é priorizada no papel.
E o
pior é que, a propaganda de que vivemos num mar de rosas, tenta enganar aqui
dentro e fora do país.
Não
é preciso ser contra o Governo para constatar a realidade. Menores
escravizados, trabalhando, forçadamente, ganhando pouco, sem estudar, é o que
vemos todos os dias, ou ouvimos e lemos, através da Imprensa. E a concentração
de terra? Não é uma coisa gritante? Quando se fala em Reforma Agrária, é uma
verdadeira guerra. Os 5% de brasileiros que detêm o controle de 40% da renda
nacional, abrem confusão sem tamanho, para defenderem suas terras, na maioria
das vezes, ociosas.
O
fato é que, um pequeno grupo tem tudo nas mãos: o poder político e econômico,
as terras, os lucros e as vantagens, à custa da fome, do sofrimento, da miséria
e dos demais maus tratos da maioria.
Será
que podemos celebrar O DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS, se somente uma
minoria tem direito a comer, a se divertir, a governar, a possuir bens, a ter
dinheiro, saúde, escola ou a “viver” no sentido pleno da palavra, em detrimento
da grande maioria, que está morrendo dia-a-dia? Como tinha razão, João Cabral
de Melo Neto, a 66 anos atrás, quando escreveu: ... “Somos severinos, iguais em tudo na vida,/ morremos de morte igual,
mesma morte severina:/ que é a morte de que se morre, de velhice antes dos
trinta,/ de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia;/ de fraqueza e
de doença./ É que a morte severina ataca
em qualquer idade,/ E até gente não nascida”...
Ah! João
Cabral de Melo Neto! Você morreu e não viu a mudança. A situação está pior do
que em 1956, quando você escreveu seu famoso texto.
Fazia
apenas 08 anos que O DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS, havia sido criado;
e àquela época, só se podia mesmo era morrer.
O
que é incrível, infelizmente, é que tudo está pior. Há mais Documentos, mais
papéis, mais Constituição, mais Estatuto. No entanto, quanto mais cobertura
legal, pior vai ficando. Somos o país da impunidade. Aquele que faz leis para
não serem cumpridas.
Fala-se
a toda hora sobre “menores carentes”, ou sobre “meninos de rua”, e há até,
campanhas, nacionalmente, conhecidas, como a feita pela REDE GLOBO, Criança –
Esperança. Tudo não passa de paliativo, pois não há uma opção política séria,
assumida pelo Governo, para resolver o problema.
Tenho
certeza de que a solução não está no menor. Está no MAIOR. Não está na Criança;
está no Adulto.
Há
filhos abandonados, porque há pais sem salário, sem emprego, ou sem nenhuma segurança.
Se fossem dadas condições aos pais para alimentarem seus filhos, para
educá-los, para lhes favorecerem recreação sadia, é claro que não estaríamos
enfrentando essa “chaga social”.
Se
os pais fossem bem pagos, não haveria necessidade de merenda escolar, de sopão,
ou de outros quebra-galhos. A garotada iria à Escola, alimentada, e levaria sua
merendinha para a hora do recreio.
Portanto,
o problema do menor, não é criado pelo menor. É da responsabilidade do Maior -
desempregado, do Maior - sem salário, do Maior-faminto, do Maior-Governante;
sobretudo deste, que engana o povo com falsas promessas, compra-lhe a consciência
e o voto por ocasião das eleições; prefere-o alienado, inconsciente,
dependente. É bem mais fácil de manipulá-lo e ludibriá-lo todas as vezes. Como
aceitar os “mensalões”, os escândalos da Petrobras – da Lava Jato - do
desrespeito ao meio ambiente no Vale do Rio Doce e outros crimes ecológicos,
com CPIs ou não, por todo o país?
Quando
alguém começa a esclarecer, como têm feito: a Igreja, as Comissões de Justiça e
Paz, a Pastoral do Menor, a OAB, os Políticos reacionários se encarregam de
espalhar que isso é coisa do diabo, do comunismo, é agitação ou subversão e que
a Igreja se mete onde não lhe cabe ou onde não é chamada. Misericórdia, Senhor! Pediu o Papa Francisco no Ano Santo da
Misericórdia. E a triste situação continua. 
Comentários para o e mail: leunamgomes@hotmail.com
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