sábado, 8 de abril de 2023

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

É tempo de semear  mensagem de esperança e de salvação!.

Desde as primeiras horas, deste Domingo da Ressurreição, dia 09, até o próximo Domingo, dia 16, celebramos a Oitava da Páscoa, para festejar o maior acontecimento da humanidade: a Ressurreição de Jesus.

 Queiram ou não os reincarnacionistas, os ateus ou os adeptos de pensamentos filosóficos, contrários ao cristianismo, o fato é que Jesus, o Filho de Deus, nasceu, viveu entre nós por 33 anos, foi torturado, assassinado, enterrado e, ao terceiro dia, ressuscitou. É tão importante tal celebração, que nós passamos ainda, esta semana inteira – a semana da oitava da Páscoa – que vai deste Domingo, até o Domingo, 16, (outrora chamado domingo da pascoela) como se fosse “um dia só”, “um domingão” em que recordamos as aparições de Jesus, quase sempre “no primeiro dia da semana”, como nossos leitores podem conferir, lendo na Liturgia Diária ou ouvindo nas Santas Missas no “Evangelho do Dia”. E não fica só nesta semana da oitava; ainda vamos continuar, com o Tempo Pascal, no calendário da Igreja, até celebrarmos o Dia de Pentecostes - lá para o dia 28/05 - depois do qual, vamos retomar o Tempo Comum, em sua 8ª semana, interrompida lá atrás, na 4ª feira de cinzas.

O mundo está precisando voltar-se mais para Deus. Dizíamos sábado passado, falando sobre a Celebração da Semana Santa, que ela sofrera ‘alguma limitação em todo o Mundo, ainda por causa da pandemia’. Nossas Igrejas ficaram vazias. Fugimos das grandes aglomerações, por causa do Corona vírus que, apesar de bastante diminuído, ainda se está espalhando por muitos lugares. Reconhecemos que o povo de Deus se tem afastado mais do sobrenatural e cada dia as pessoas desconfiam de que seja necessário retornar. A Igreja, como instituição cristã, ensinou muito mais, pelo exemplo, do que pelas muitas palavras ou os muitos sermões que pudesse ter feito. Usamos os mais variados Meios de Comunicação – Radio, Televisão e as mais diversas formas de Redes Sociais - para penetrar em suas residências ou locais de trabalho, a fim de transmitir, pessoalmente, uma mensagem de esperança e de salvação. 

Quando falamos do “preceito pascal” – “confessar-se, ao menos, uma vez por ano” e “comungar pela páscoa da ressurreição” – parece estarmos falando de algo do passado, sem valor nenhum agora, porque o mundo está afastado do sentido de pecado e de reconciliação. A Pandemia surgiu mais como castigo, do que como um acontecimento natural. Infelizmente não são muitos os que buscam o sacramento da Confissão e não são muitos os Padres que dão tempo, em seu ministério, para exercerem a função de confessor. Tenho certeza de que a Igreja Católica, a começar do Papa Francisco, deu uma mensagem, mais pelo exemplo, do que pelos sermões feitos. Sua presença constante na Praça e na Basílica de São Pedro, quase sozinho, naqueles imensos espaços sem a presença do povo, serviu de muita reflexão e fez o povo pensar muito no recado que o silencio e o sofrimento podem dar.

Muitos reclamam a falta das “Confissões Comunitárias” e até já se estavam acostumando com elas, sobretudo após o Concílio Vaticano II. Os Papas pós-conciliares começaram a pôr os pingos nos “is” e a exigirem como forma de reconciliação com Deus, a confissão e absolvição individuais, embora tenham deixado uma brecha na norma, que pode ser levada em consideração: “os iminentes – perigos de morte” ou, o que é mais comum, “a falta de sacerdotes, suficientes para atenderem a grande massa de população”.

Em todos os recantos do mundo, o tempo para realizar o “preceito pascal” de que falamos acima, será durante “esta semana da oitava da páscoa” que está iniciando. Aqui no Brasil, essa prática se prolonga até a Festa de Pentecostes – 28 de Maio - exatamente por que nós temos poucos padres, nossas extensões territoriais são muito grandes e o nosso povo deixa tudo pra depois ou para a última hora. Daí, o nosso “tempo pascal” também ser maior.

Vamos aproveitá-lo bem. Vamos organizar as páscoas coletivas de Colégios, Universidades e de outros grupos para melhor satisfazer aos fiéis nesse momento vivido pela Igreja. A nossa Pastoral da Comunicação – presente em muitas de nossas Paroquias - unida às Pastorais da Educação e da Cultura vai-se interessar para que o Tempo da Páscoa seja mais bem vivido por todos. Que a alegria da Páscoa chegue a todos nós e que permaneçamos com ela; não pelo “ovo”, pelo “coelhinho” ou pelo “chocolate”, mas pela fé e pela alegria de poder ressuscitar com Jesus, como vitória sobre a morte.

O CORONAVIRUS nos afastou muito uns dos outros e foi o jeito. Tivemos que ficar em casa. Ela ainda é nosso melhor refugio. E nos fez muito bem. Enfim, o pior já passou. O ensinamento que recebemos desde o início da Igreja foi para vivermos em Comum. Unidos. A pandemia atrapalhou.

Observem o texto dos Atos dos Apóstolos, (34,37ss) na Missa de amanhã: “naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz”.

O convite feito por Jesus para viver em Comunidade, a instituição deixada por Ele da sagrada comunhão, os ensinamentos para porem tudo em comum, seguidos por Pedro, Paulo, André e os demais Apóstolos e Profetas, até hoje e para sempre, tudo deve ser continuado, ininterruptamente, como Jesus ordenou. Nada a temer.

O cancioneiro católico, tradicional e popular, em uma de suas belas composições apropriadas para a Semana Santa diz:

Quem nos separará?

Quem vai nos separar?

Do amor de Cristo,

Quem nos separará?

Se ele é por nós,

Quem será, quem será contra nós?

Quem vai nos separar

Do amor de Cristo, quem será?


Comentários para leunamgomes@hotmail.com













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