É tempo de semear mensagem de esperança e de salvação!.
Desde as primeiras horas, deste Domingo
da Ressurreição, dia 09, até o próximo Domingo, dia 16, celebramos a Oitava da
Páscoa, para festejar o maior acontecimento da humanidade: a Ressurreição de Jesus.
Queiram ou não os reincarnacionistas, os ateus ou os adeptos de pensamentos filosóficos, contrários ao cristianismo, o fato é que Jesus, o Filho de Deus, nasceu, viveu entre nós por 33 anos, foi torturado, assassinado, enterrado e, ao terceiro dia, ressuscitou. É tão importante tal celebração, que nós passamos ainda, esta semana inteira – a semana da oitava da Páscoa – que vai deste Domingo, até o Domingo, 16, (outrora chamado domingo da pascoela) como se fosse “um dia só”, “um domingão” em que recordamos as aparições de Jesus, quase sempre “no primeiro dia da semana”, como nossos leitores podem conferir, lendo na Liturgia Diária ou ouvindo nas Santas Missas no “Evangelho do Dia”. E não fica só nesta semana da oitava; ainda vamos continuar, com o Tempo Pascal, no calendário da Igreja, até celebrarmos o Dia de Pentecostes - lá para o dia 28/05 - depois do qual, vamos retomar o Tempo Comum, em sua 8ª semana, interrompida lá atrás, na 4ª feira de cinzas.
O mundo está precisando voltar-se mais
para Deus. Dizíamos sábado passado, falando sobre a Celebração da Semana Santa,
que ela sofrera ‘alguma limitação em todo
o Mundo, ainda por causa da pandemia’. Nossas Igrejas ficaram vazias.
Fugimos das grandes aglomerações, por causa do Corona vírus que, apesar de bastante
diminuído, ainda se está espalhando por muitos lugares. Reconhecemos que o povo
de Deus se tem afastado mais do sobrenatural e cada dia as pessoas desconfiam
de que seja necessário retornar. A Igreja, como instituição cristã, ensinou
muito mais, pelo exemplo, do que pelas muitas palavras ou os muitos sermões que
pudesse ter feito. Usamos os mais variados Meios de Comunicação – Radio,
Televisão e as mais diversas formas de Redes Sociais - para penetrar em suas
residências ou locais de trabalho, a fim de transmitir, pessoalmente, uma mensagem de esperança e de salvação.
Quando falamos do “preceito pascal” – “confessar-se, ao menos, uma vez por ano” e
“comungar pela páscoa da ressurreição” – parece estarmos falando de algo do
passado, sem valor nenhum agora, porque o mundo está afastado do sentido de
pecado e de reconciliação. A Pandemia surgiu mais como castigo, do que como um
acontecimento natural. Infelizmente não são muitos os que buscam o sacramento
da Confissão e não são muitos os Padres que dão tempo, em seu ministério, para
exercerem a função de confessor. Tenho certeza de que a Igreja Católica, a
começar do Papa Francisco, deu uma mensagem, mais pelo exemplo, do que pelos
sermões feitos. Sua presença constante na Praça e na Basílica de São Pedro, quase
sozinho, naqueles imensos espaços sem a presença do povo, serviu de muita
reflexão e fez o povo pensar muito no recado que o silencio e o sofrimento
podem dar.
Muitos reclamam a falta das “Confissões
Comunitárias” e até já se estavam acostumando com elas, sobretudo após o
Concílio Vaticano II. Os Papas pós-conciliares começaram a pôr os pingos nos
“is” e a exigirem como forma de
reconciliação com Deus, a confissão e absolvição individuais, embora tenham
deixado uma brecha na norma, que pode ser levada em consideração: “os iminentes – perigos de morte” ou, o
que é mais comum, “a falta de sacerdotes,
suficientes para atenderem a grande massa de população”.
Em todos os recantos do mundo, o tempo
para realizar o “preceito pascal” de que falamos acima, será durante “esta semana da oitava da páscoa” que
está iniciando. Aqui no Brasil, essa prática se prolonga até a Festa de
Pentecostes – 28 de Maio - exatamente por que nós temos poucos padres, nossas extensões territoriais são muito
grandes e o nosso povo deixa tudo pra depois ou para a última hora. Daí, o
nosso “tempo pascal” também ser maior.
Vamos aproveitá-lo bem. Vamos organizar
as páscoas coletivas de Colégios, Universidades e de outros grupos para melhor
satisfazer aos fiéis nesse momento vivido pela Igreja. A nossa Pastoral da
Comunicação – presente em muitas de nossas Paroquias - unida às Pastorais da
Educação e da Cultura vai-se interessar para que o Tempo da Páscoa seja mais
bem vivido por todos. Que a alegria da Páscoa chegue a todos nós e que permaneçamos
com ela; não pelo “ovo”, pelo “coelhinho” ou pelo “chocolate”, mas pela fé e
pela alegria de poder ressuscitar com Jesus, como vitória sobre a morte.
O CORONAVIRUS nos afastou muito uns dos
outros e foi o jeito. Tivemos que ficar em casa. Ela ainda é nosso
melhor refugio. E nos fez muito bem. Enfim, o pior já passou. O ensinamento
que recebemos desde o início da Igreja foi para vivermos em Comum. Unidos. A pandemia
atrapalhou.
Observem o texto dos Atos dos Apóstolos,
(34,37ss) na Missa de amanhã: “naqueles
dias, Pedro tomou a palavra e disse: vós sabeis o que aconteceu em toda a
Judéia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus
de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por
toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo
demônio; porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que
Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa
cruz”.
O convite feito por Jesus para viver em
Comunidade, a instituição deixada por Ele da sagrada comunhão, os ensinamentos
para porem tudo em comum, seguidos por Pedro, Paulo, André e os demais
Apóstolos e Profetas, até hoje e para sempre, tudo deve ser continuado,
ininterruptamente, como Jesus ordenou. Nada a temer.
O cancioneiro católico, tradicional e
popular, em uma de suas belas composições apropriadas para a Semana Santa diz:
Quem nos separará?
Quem vai nos separar?
Do amor de Cristo,
Quem nos separará?
Se ele é por nós,
Quem será, quem será contra nós?
Quem vai nos separar
Do amor de Cristo, quem será?
.jpg)


Nenhum comentário:
Postar um comentário