A formação continuada do
professor: a construção de um
novo lugar.
O que entendemos por formação
continuada de professores? A formação continuada passa por uma série de
saberes, mas também pela mudança de atitudes sobre o fazer docente. Sabemos que
toda intervenção provoca mudanças no comportamento, na informação, nos
conhecimentos, na compreensão e nas atitudes dos professores em exercício.
Dessa forma, fica evidente que a formação implica na aquisição de
conhecimentos, atitudes e habilidades relacionadas ao campo profissional.
Na formação continuada o professor é um
profissional já em atuação e com muito a dizer sobre sua prática. Por isso, é
fundamental assegurar que a riqueza e a complexidade do ensino ganhem
visibilidade do ponto de vista profissional e científico, adquirindo um
estatuto idêntico a outros campos de trabalho acadêmico e criativo e, ao mesmo
tempo, é essencial reforçar dispositivos e práticas de formação de professores
baseados em uma pesquisa que tenha como problemática a ação docente e o
trabalho escolar.
O professor precisa ser reconhecido e
valorizado como sujeito de sua prática e da reflexão sobre ela, superando a
ideia de que temos que oferecer-lhe uma espécie de “treinamento” e promovendo
um debate sobre as potencialidades do professor como criador de suas próprias
soluções. A tradição de preparação dos formadores ou dos planos de formação
consiste em atualizar e culturalizar os professores em conhecimentos de
qualquer denominação ou tipologia.
A formação continuada dos professores,
mais do que atualizá-los, deve ser capaz de criar espaços de formação, de
pesquisa, de inovação, de imaginação e os formadores de professores devem saber
criar tais espaços para passarem do ensinar ao aprender. É preciso que as novas
propostas sobre formação continuada defendam uma intensa participação dos docentes
como protagonistas de todo o processo, a realização de ações formativas dentro
das escolas e uma retroalimentação constante do percurso formativo.
Contudo, algumas formações trabalham a partir de leituras teóricas e outras privilegiam as atividades práticas para facilitar o trabalho docente. Poucas vezes é perguntado aos docentes o que eles já estão realizando. É preciso mudar esse paradigma, pois é de suma importância que nos cursos de formação haja planejamento e que o reencontro com a turma de professores seja uma oportunidade para avaliar se as leituras e as propostas de atividades práticas deram certo.
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