quinta-feira, 6 de abril de 2023

      

         A formação continuada do professor:                   a construção de um novo lugar.

O que entendemos por formação continuada de professores? A formação continuada passa por uma série de saberes, mas também pela mudança de atitudes sobre o fazer docente. Sabemos que toda intervenção provoca mudanças no comportamento, na informação, nos conhecimentos, na compreensão e nas atitudes dos professores em exercício. Dessa forma, fica evidente que a formação implica na aquisição de conhecimentos, atitudes e habilidades relacionadas ao campo profissional.

Na formação continuada o professor é um profissional já em atuação e com muito a dizer sobre sua prática. Por isso, é fundamental assegurar que a riqueza e a complexidade do ensino ganhem visibilidade do ponto de vista profissional e científico, adquirindo um estatuto idêntico a outros campos de trabalho acadêmico e criativo e, ao mesmo tempo, é essencial reforçar dispositivos e práticas de formação de professores baseados em uma pesquisa que tenha como problemática a ação docente e o trabalho escolar.

O professor precisa ser reconhecido e valorizado como sujeito de sua prática e da reflexão sobre ela, superando a ideia de que temos que oferecer-lhe uma espécie de “treinamento” e promovendo um debate sobre as potencialidades do professor como criador de suas próprias soluções. A tradição de preparação dos formadores ou dos planos de formação consiste em atualizar e culturalizar os professores em conhecimentos de qualquer denominação ou tipologia.

A formação continuada dos professores, mais do que atualizá-los, deve ser capaz de criar espaços de formação, de pesquisa, de inovação, de imaginação e os formadores de professores devem saber criar tais espaços para passarem do ensinar ao aprender. É preciso que as novas propostas sobre formação continuada defendam uma intensa participação dos docentes como protagonistas de todo o processo, a realização de ações formativas dentro das escolas e uma retroalimentação constante do percurso formativo.

Contudo, algumas formações trabalham a partir de leituras teóricas e outras privilegiam as atividades práticas para facilitar o trabalho docente. Poucas vezes é perguntado aos docentes o que eles já estão realizando. É preciso mudar esse paradigma, pois é de suma importância que nos cursos de formação haja planejamento e que o reencontro com a turma de professores seja uma oportunidade para avaliar se as leituras e as propostas de atividades práticas deram certo. 




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