Prof. Leunam: Hoje (29 de abril) a Kombioteca esteve em Martinslândia, levando arte, cultura, cidadania e lazer para aquelas crianças. Foi gratificante e prazeroso. Gratidão! Mestre Pena
Descobri, na internet, uma
interessante história de Martinslândia, escrita pelo nobre Professor FABIANO
MARTINS. Extraí esta parte para ilustrar esta grande missão do Mestre Márcio
Pena. Há outros textos do autor, no Google.
O território onde hoje se localiza o distrito de Martinslândia, anteriormente, ou seja, no princípio de sua trajetória histórica era somente mata nativa, sem vestígios de habitações fixas de grupos indígenas, mas supostamente alguns representantes dos índios Tabajaras passaram por essa região, posteriormente podendo até ter tido o cruzamento desses indígenas com pessoas brancas, negras ou pardas, porque é evidente a descendência indígena nesse distrito.
A presença negra também
se faz sentir na constituição da população, sendo visível
a afrodescendência. A origem é obscura, mas segundo entrevistas e relatos,
a probabilidade de serem provenientes do Maranhão, Piauí e sertão cearense é
muito grande. Inclusive, o pai do fundador da localidade, João Martins Ribeiro,
segunda sua filha Juraci Martins Melo, foi proprietário de uma escrava
doméstica, a Negra Chica, que ajudou cuidar de seus filhos e se mostrava
bastante exibida e cheia de vontade, até o dia em que levou uma surra muito
grande.
Inicialmente o povoado
era denominado Espinhos, devido à enorme quantidade de plantas
espinhosas que existia no local, quando foi no final da década de 1980, no
governo de José Elisiário de Melo Nobre passou a se
chamar Martinslândia (lugar dos Martins), em homenagem a
família Martins que é bastante numerosa.
O outro motivo foi porque
seus precursores são provenientes da família Martins, inclusive o patrono do
distrito João Batista Ribeiro, que embora não tenha o sobrenome, mas é da
família e um dos homens que mais trouxe reconhecimento para o nome Martins. Foi
cogitado também o nome de Vila Nova. O nome “Martins” é originário do latim e,
significa guerreiro.
Martinslândia a
partir da lei municipal n° 531 de 3 de junho de 1992, durante o governo
municipal de Dr. Egberto Martins Farias passa a ser sede do distrito, que
abrange também Rancho do Povo, Estivado, Pequi Magro, Espinhos I e
Espinhos II.
Em seus primórdios essa região, onde se encontra o distrito pertencia somente a quatro donos, Januário Dino do Pau-d’óleo, que atualmente é conhecido como Córrego, Antônio Carreiro dos Espinhos I, João Bezerra e Antônio Bel no Rancho do Povo e João Batista Ribeiro em Martinslândia, que na época era Espinhos. As principais atividades econômicas era a agricultura e a pecuária, sendo João Martins Ribeiro, um dos maiores pecuaristas da região.
Eram pouquíssimas casas no
local. O destaque era a casa grande do dono da terra, geralmente com alpendre
na frente. As pessoas de fora que iam chegando em busca de trabalho e sustento,
onde alguns destes estavam fugindo da fome, saindo da região da Macambira,
atualmente pertencente a Croatá, e do sertão cearense, construíam a mando
dos donos da terras casinhas de taipa , onde as camas era feitas usando forquilhas
e esteiras. Mas algumas pessoas chegavam nesse povoado de pessoas acolhedoras,
se apossando das terras que estavam sem uso, por lá permanecendo e criando seus
filhos. Os donos das terras também as vendiam, como acontece até hoje.
O período que mais chegaram pessoas na localidade foi durante a seca de 1932, uma seca que assolou o Ceará inteiro, dizimando muitas famílias em todo o estado. Mas em Espinhos, atual Martinslândia, também morreu muita gente de fome, principalmente crianças. Os alimentos principais de algumas famílias era a garapa da cana e o mingau de farinha.
Os primeiros moradores
de Martinslândia foram Antônio Cosmo, Leocádio, José Mendes
Martins, Antônio Tarcísio Gonçalves, José Raimundo da Silva (Zé Pedra) e Manoel
Coruja.
A divisão dos terrenos
era feita pelos agrimensores, que usavam os chamados marcos para demarcação.
Mas provavelmente diante das mesmas com certeza aconteceram algumas confusões,
pois na Várzea dos Espinhos, distrito vizinho, segundo alguns estudiosos do
assunto, quando se procura resgatar a história local, certas pessoas se recusam
a prestar informações e muitas da vezes o pesquisador é até hostilizado, devido
problemas com terras no passado.






Nenhum comentário:
Postar um comentário