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MONS. ASSIS ROCHA: 55 ANOS DE SACERDÓCIO |
É, mais ou menos, o que - nós “betanistas” – já
fazemos há muito tempo e, ultimamente, registramos em dois livros: Ad
Vitam e Ad Laborem que correspondem à Graça e à Missão, à teoria
e à prática, à fé e à obra, à forma e à matéria, à substância e ao acidente que
a religião, a filosofia ou a vida nos vão ensinando em nosso dia a dia.
Por
falar em “Betanistas” nós nos estamos preparando para mais um Encontro, na
noite do dia 11 deste mês, debaixo dos oitizeiros da UVA, antigo Seminário da
Betânia, para lançarmos nossos dois livros e doarmos os valores auferidos, à
Obra das Vocações Sacerdotais, que tanto bem tem feito à Igreja na formação de
seu clero. É como ainda podemos ajudar, agradecer e dar nossa contribuição à
Missão. Os que não se tornaram Padres entenderam o sacerdócio que o batismo
lhes conferiu e o põem em prática.
Gestos
como este, marcaram muitos momentos bonitos de reflexão até agora e ainda vão
marcar vários por todo o resto deste ano vocacional. Logo em fevereiro tivemos
o Dia da Vida Consagrada que foi dedicado a todos os nossos monges e frades,
freiras e pessoas consagradas, agradecendo a Deus por seus dons e carismas.
Também
os Dias - das Mães, em Maio e dos Pais, neste 13 de Agosto - são celebrados
dentro do espírito das Semanas Nacionais da Família em que todos são chamados a
caminharem juntos e a nortearem suas atividades com um pensamento e uma oração
pelas vocações.
Neste
ano, a Semana Nacional da Família ocorrerá entre 13 e 19 de Agosto, iniciando
no Dia dos Pais, com o Tema: Família, fonte de vocações e o Lema:
Corações
ardentes, pés a caminho, tendo como base Lc 24,32-33.
O
Papa Francisco, sempre presente nos grandes acontecimentos da Igreja em todo o
mundo, chama a nossa atenção para a “Querida Amazônia” na defesa da natureza/ e
nos fala da Vocação Política, que é uma forma de promoção do bem comum,
acrescentando que os Brasileiros têm que reconhecer sua vocação de cristãos e
de cidadãos em defesa da vida das pessoas e da floresta. E acrescenta: “precisamos responder à proposta concreta de
Jesus de amar e cuidar dos mais pobres”.
- Na verdade, o que estamos todos querendo neste 3º ano vocacional?
- Coincide com uma Carta-Mensagem dirigida pelo Papa Francisco à Juventude, para encerrar os 03 anos do Sínodo, intitulada: “Christus vivit”. Diz que a Vocação é realmente um dom, uma graça. É também uma aliança, uma proposta que Deus faz para nós. Vocação é, ao mesmo tempo, graça e missão. Deus nos envia para sermos Suas Testemunhas.
O
tema do Ano Vocacional traz essa perspectiva: é graça e missão. O lema
recorda o encontro bíblico de Jesus ressuscitado que caminha com os Seus e
ajuda a ver o mundo sob nova ótica, isto é, ‘o ardor de seus corações ao ouvirem Jesus’. É isto que deve
acontecer com todo aquele que ouve o chamado de Jesus: colocar-se em missão.
Será esta nossa experiência? Por certo, este Mês Vocacional nos fará lembrar e
celebrar melhor nossa Vocação.
Ela
é, sem dúvida, um “dom” de Deus. E se existe um lugar privilegiado de
valorização e descoberta da vocação, ele se chama família. É nela que as
vocações precisam ser trabalhadas. Eu dou testemunho. Foi na minha família que
eu comecei a ser Padre. Tentei mostrar isto, no meu último Comentário.
Entre
as várias intenções da Missa que presidi pra minha família sábado, havia uma em
Ação de Graças, pelos meus 55 anos de Ordenação Sacerdotal, que seria na sexta
feira, 04 de Agosto, Dia do Padre: ontem, portanto.
- Por que eu escolhi este dia para ser Padre? Algum motivo especial?
- Sim, muito especial. Escolhi o dia 04 de Agosto de 1968 para a minha Ordenação Sacerdotal por ser a data litúrgica de São João Maria Vianey, o Cura d’Ars, um Santo Sacerdote que foi Pároco, em Ars, no interior da França, por 40 anos, na 1ª metade do século XIX. Sua dedicação ao Sacramento da Penitência, seus sermões cheios de fé e de Deus, sua imensa caridade para com os mais pobres e sua vida missionária atraíram muitas pessoas, de todas as condições sociais, para a cidadezinha de Ars, no sul da França, a fim de o escutarem e seguirem sua orientação e seus conselhos.
São
João Vianey foi um Pároco, um guia ou “curador” ou “cuidador” tão dedicado e
tão comprometido com a pregação e comunicação do Evangelho, que o dia litúrgico
de sua festa é também, pelo próprio calendário civil, o DIA DO PADRE.
Com
tais justificativas eu não poderia ter escolhido data melhor para a minha
Ordenação Sacerdotal, do que o dia 04 de Agosto. E a minha escolha se deu muito
cedo. Em setembro de 1955 eu tinha 14 anos de idade. Faria 15 em Outubro. Na
ocasião, celebrávamos o Jubileu Áureo de Dom José: 50 anos de sua Ordenação
Sacerdotal.
Adolescente
como eu era, impressionou-me muito uma reflexão feita no Congresso Eucarístico
de Sobral, comemorativo das Bodas de Ouro do Bispo, sobre a vocação de São João
Maria Vianey, o Cura d’Ars, que estava completando 30 anos de sua canonização.
A partir dali, eu me decidi: se eu chegar
a ser padre, quero me ordenar na Festa Litúrgica de São João Vianey. E
assim o fiz. Tornei-me sacerdote no dia 04 de Agosto de 1968 pelas mãos de meu
querido amigo e saudoso bispo de Afogados da Ingazeira, Dom Francisco
Austregésilo, na Matriz de Bela Cruz, a minha terra natal.
Para
completar minha alegria, entusiasmo e devoção, estudando em Roma, em 1975, fui
a Ars participar do Jubileu de Ouro da Canonização de seu famoso Cura.
Senti-me, plenamente, realizado. Além de integrar uma imensidão de peregrinos,
ainda tomei contato com toda sua historia e visitei seu “corpo incorrupto” em perfeito estado de conservação como se vivo
fosse.
Impressionou-me
o que entendi e aprendi sobre o alcance social de sua Missão. Ele não dava
apenas assistência espiritual. A assistência social estava muito presente: os
antigos prostíbulos foram transformados em hospedarias, escolas e hotéis e toda
a Vila passou a ser uma Cidade acolhedora, progressista, moralmente saneada,
com um povo muito feliz graças à ação do Cura d’Ars.
Certamente,
toda essa bonita motivação, sugerida pelo Cura d’Ars e alimentada pela graça,
bondade e misericórdia de Deus me fizeram sustentar o “chamado” e o compromisso
sacerdotal até agora.
Rezemos
pelos nossos Párocos. Cumprimentemo-los pela passagem do seu dia. Se não o
fizemos ontem, dia 04, façamo-lo amanhã, 1º Domingo do mês vocacional – Dia do
Padre.
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