sábado, 16 de dezembro de 2023

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

É FUNDAMENTAL CONTRIBUIR COM A AÇÃO EVANGELIZADORA

Á época da primeira sessão conciliar do Vaticano II, a Igreja do Brasil iniciara um Movimento intenso de Pastoral e Catequese a que deu o nome de  Campanha da Fraternidade. A partir da Quaresma de 1962, por ser um Tempo forte de penitência, nada melhor do que usá-lo bem para conscientizar o povo de Deus a se preparar melhor para celebrar o maior acontecimento da humanidade: a Ressurreição de Cristo. Já se vão 63 anos que esse trabalho se realiza com bastante sucesso se não fossem tantas as omissões pelo caminho.

             Diante da experiência já vivida e na diminuição de recursos estrangeiros, que sempre nos chegavam, mediante projetos que fazíamos, pedindo ajuda, as Igrejas começaram a diminuir as doações e passaram, elas mesmas, a se manterem, através de organizações beneficentes na Alemanha, Inglaterra, EEUU, Itália, Espanha, permanecendo lá os recursos. Tínhamos que encontrar soluções internas, aqui no Brasil, que desafogassem os antigos doadores.

            Em 1998, 36 anos depois de iniciarmos a Campanha da Fraternidade, ocorreu-nos outra ideia, semelhante à primeira. Porque não criarmos também nossas condições de manutenção do trabalho pastoral, como já estavam fazendo nossas Igrejas Irmãs? Nossos recursos seriam mais minguados, porém, capazes de aliviarem, em muito, as nossas condições financeiras. Tínhamos que tocar o nosso trabalho de Evangelização. Partimos para a ação.

            Na 35ª Assembleia Geral da CNBB, em 1997, espelhados no sucesso da já sólida Campanha da Fraternidade, os Senhores Bispos decidiram criar a Campanha para a Evangelização, nos moldes das já existentes em outras Conferências Episcopais de outros países, com a finalidade de manter o setor de Evangelização. A exemplo da Campanha da Fraternidade que já estava acontecendo no Tempo da Quaresma, para celebrar a alegria da Páscoa, a Campanha para a Evangelização dar-se-ia no Tempo do Advento para festejar o Nascimento de Jesus. Ambos os “Tempos” são “penitenciais”. A diferença estava só na duração das Campanhas: a da Fraternidade são 40 dias, e a da Evangelização, cerca de 03 semanas: vai do último Domingo do Ano Litúrgico, Festa de Cristo Rei, até o 3º Domingo do Advento, quando acontece a Coleta Nacional para a Evangelização. Nas celebrações de hoje à noite e nas de amanhã, a arrecadação é feita em todas as paróquias e comunidades eclesiais.

            Nossos Bispos entenderam que o Trabalho de Evangelização não poderia parar. Daí a necessidade de despertar a corresponsabilidade de todos os católicos na obra evangelizadora. Ajudar a superar a mentalidade individualista e a visão subjetiva da religião por uma atitude solidaria, voltada para o bem comum. Propor a vivência de uma fé adulta, testemunhada em atitudes e ações coerentes de conversão pessoal permanente e de transformação social segundo as exigências evangélicas, enfim, garantir que a Igreja Católica no Brasil tenha recursos para fazer seu trabalho de evangelização nas regiões mais pobres, na periferia de grandes cidades e em ações concretas e estratégicas, investindo nas lideranças, atualizando-as com encontros formativos e habilitando-as para a Missão onde for necessário.

            Para isso, nesses últimos 26 anos de preparação, formação, execução e prática de tais objetivos, alguns temas foram divulgados, tratados, espalhados e aprofundados por todo o País, tais como:

            - 1999: “Abri as portas ao Redentor”.

           - 2000: “Evangelho para todos”.

            - 2001: “Somos Igreja que evangeliza”.

            - 2002: “Lançando as redes com o Cristo”.

            - 2003: “Solidários na Evangelização”.

            - 2004: “Participar é Evangelizar”.

           - 2005: “Anuncia-me”.

            - 2006 e 2007: “Discípulos e Missionários” (02 anos seguidos).

            - 2008: “Acolhamos o Príncipe da Paz”.

            - 2009: “Ele se fez pobre para nos enriquecer”.

            - 2010: “Em Cristo somos novas criaturas”.

            - 2011: “Ele veio curar nossos males”.

            - 2012: “Eu vi e dou testemunho: Ele é o Filho de Deus”.

            - 2013: “Eu vos anuncio uma grande alegria”.

            - 2014: “Cristo é nossa Paz”. –

           - 2015: “Sede Misericordiosos”.

            - 2016: “Ele está no meio de nós”.

            - 2017: “Sal da terra e luz do mundo”.

            - 2018: “Evangelizar partindo de Cristo”.

            - 2019: “Eu cuido do anuncio da palavra, dos pobres e da comunidade”.

            - 2020: “É tempo de cuidar da Evangelização”.

            - 2021: “Ide, sem medo, para servir”.

            - 2022: “Evangelizar é a Vocação da Igreja”.

            - 2023: “Em Belém, casa do pão, Deus nos faz irmãos”.

 

            Como nos anos anteriores, a Campanha para a Evangelização teve início na Festa de Cristo Rei, último Domingo do Ano Litúrgico (neste ano: 26 de Novembro), encerrando-se neste final de semana (3º Domingo do Advento – 17 de Dezembro). Em todo o Brasil – de hoje para amanhã – todas as Comunidades Católicas fazem a Coleta Nacional para a Ação Evangelizadora no Brasil, cujos rendimentos devem dinamizar as pastorais, a luta pela justiça social e os serviços missionários. Todos os recursos angariados em todo o Brasil serão partilhados, solidariamente, entre as dioceses e prelazias, com 45%; os 18 Regionais da CNBB receberão 20% e o Secretariado Geral contará com 35% das contribuições. Pode-se até pensar que o montante de dinheiro é grande se, de fato, os que se dizem católicos fossem mais generosos. O problema é que a destinação dos recursos parece ser muito maior. Graças a Deus, as pessoas mais simples, humildes e pobres têm muito mais boa vontade. Daí os resultados serem bem satisfatórios. Nossa Igreja Católica agradece e reza, de um modo muito especial, por todos.

Nestes últimos dias que ainda nos separam do Natal de Jesus, os Profetas continuam a dizer a que Ele vem: “eliminar, para sempre, a morte; enxugar as lágrimas de todas as faces; acabar com a desonra do seu povo em toda a terra; revogar a sentença contra o povo e afastar dele, seus inimigos; reinar como Rei e ser sábio; fazer valer a justiça e a retidão sobre a terra; servir-se-ia um banquete de ricas iguarias, com os mais puros e finos vinhos e com os pratos mais deliciosos”.

Como se não bastassem tantos prenúncios proféticos sobre a chegada de Jesus entre nós, comparações, parábolas ou linguagens figuradas ainda eram feitas, invocando a união de animais, historicamente, inimigos, que passariam a conviver na mais surpreendente união, para servirem de modelo para os humanos: o lobo e o cordeiro viveriam juntos; leopardo e cabrito deitar-se-iam ao lado um do outro; bezerro e leão, vaca, boi e urso comeriam da mesma pastagem; a criança de peito brincaria em cima do buraco da cobra venenosa, enfim, não haveria danos nem morte em toda a face da terra”. Agora eu co convido, leitor amigo, a refletir: as profecias estão aí. Jesus veio ao mundo. Será que 3000 depois essas mesmas profecias se realizaram?


À tarde, teremos a coluna PRIMEIRO PLANO





Nenhum comentário:

Postar um comentário

COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...