Há certos espertalhões, ensinando mentiras como se fossem verdades
Sempre me
impressionei com a minimização que se faz da Festa do Aniversário de Jesus.
Quando muito, se reduz a um tradicional desejo de “feliz natal”, ou a uma
brincadeira de “amigo secreto”, ou ainda à “ceia de um peru” ou à encenação de
um “papai Noel” que nós nem sabemos sua origem, já que aparece em neve falsa e
em carruagem puxada a rena, deixando presentinhos debaixo de camas ou redes de
“inocentes crianças”.
A exploração feita pelo
comércio é enorme. Natal é pra dar lucro. Aí os Meios de Comunicação entram em
cena, também para vender comerciais e lucrarem, de tal modo que a Festa do
Natal é tão maravilhosa, a cada ano, se supera em percentuais, o lucro do ano
anterior.
Sempre vi assim o Natal,
vivido pelo mundo e estendo a minha visão à Páscoa, ao dia das mães, dos pais,
da criança e a outras datas que se prestam mais à exploração comercial do que a
uma celebração afetiva, amorosa e respeitosa como a data merece.
O nascimento de Jesus,
para mim, é o único aniversário de alguém que é Deus. Isto já faz a diferença.
Não é um natal qualquer. O natal de Jesus foi anunciado desde o início do Velho
Testamento. Todos os seres vivos, humanos ou não, estamos na mente de Deus,
desde toda a eternidade. Todos reconhecemos isto como verdade. Mas a vinda de
Jesus ao mundo, não foi a vinda de um ser vivo qualquer. Cada Palavra dita por Deus na criação seria
transformada em gente, em carne, em pessoa humana. Seria consagrada, ungida,
materializada num ser crismado, marcado, carimbado com um selo que nunca se
apagaria: o selo do Espírito de Deus. Era Cristo, o Senhor: o ungido, o
crismado, aquele que tinha um caráter: um selo de qualidade.
Se o 1º Homem e a 1ª
Mulher não tivessem pecado, isto é, desobedecido a Deus, toda a humanidade
viria de Deus ao mundo, ficava aqui uma temporada e voltava, diretamente, do
mundo pra Deus. O seu pecado fez Deus mudar de Plano. O homem e a mulher não
perderiam o retorno pra Deus, mas teriam que morrer primeiro. A morte foi uma
consequência do pecado. Para que se desse o resgate, Deus enviaria o seu Filho,
a 2ª pessoa da SS Trindade, para tornar-se Homem, vir ao mundo e dar sua vida
pela salvação de todos. Isso aconteceu faz pouco tempo: há apenas 2023 anos. É
uma partícula de tempo, se comparado à Criação do Universo: cerca de 15 bilhões
de anos. E esta é uma longa história./ Cerca de mil anos antes de Jesus nascer,
o profeta Isaías (61, 1ss) já predissera:
“o espírito repousa sobre mim, porque o Senhor
me ungiu; enviou-me para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma,
pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos, para
proclamar o tempo da graça do Senhor”. Como Isaías, outros profetas também
falaram, até que “apareceu um homem enviado por Deus, chamado João para falar
da LUZ”.
Era João Batista. Último
profeta do Antigo Testamento e o 1º do Novo. Ele anunciou que a Palavra
– o Verbum Dei – já estava no mundo. Havia-se tornado um ser humano. ‘Já está entre nós – não para batizar só com
a água, como eu faço – mas para batizar com o Espírito Santo. Eu quero que ele
cresça e que eu diminua’. João fez a sua parte. Foi o precursor. Veio
primeiro. Só então Jesus vem dizer a que veio. Começou sua vida pública.
Maria e José já estavam
prevenidos sobre o Filho que estavam cuidando desde a infância. Segundo os
profetas Simeão e Ana “ele fora escolhido
por Deus para a destruição/, como para a salvação de muita gente em Israel”. E
para completar, acrescentaram: “apesar de
ser ele, um sinal de Deus, muitas pessoas falarão contra ele e uma espada
afiada cortará o seu coração, Maria”. Daí em diante: matança das
criancinhas pela ordem do Rei Herodes, fuga para o Egito, perda do menino, por
03 dias, em Jerusalém e o crescimento do adolescente com muita sabedoria e com
a plenitude da graça de Deus, como narram os Evangelistas. Estas e outras
“dores” dilaceraram o Coração de Maria até o fim.
Ele começara sua Vida
Pública, em Nazaré, onde havia crescido. Todos os sábados – como bom judeu -
participava da reunião na Sinagoga, até que um dia pediram-lhe para ler as
“Escrituras Sagradas”. Ele abriu o livro, exatamente, no texto do Profeta
Isaías, que lemos anteriormente. Quando terminou a leitura “Jesus fechou o livro, entregou-o para o
ajudante da Sinagoga e sentou-se. Todas as pessoas ali presentes olhavam para
Jesus sem desviar os olhos. Então ele disse: hoje se cumpriu o trecho das
Escrituras Sagradas que vocês acabam de ouvir”. Imediatamente surgiram os
“contra” e os “a favor”, levaram-no para fora e para o alto de um monte para
jogá-lo dali abaixo. Era só o início das “dores”, da “espada afiada” que
transpassaria o coração de Maria como afirmaram Simeão e Ana no Templo.
Será que já dá pra
perceber que este Natal ou este aniversário que vamos celebrar de 24 pra 25 de
dezembro, não pode ser, simplesmente, reduzido a um chavão tradicional e vazio
de “feliz natal” e “próspero ano novo” como, normalmente, se faz? Estamos
festejando um momento tão importante de nossa vida, que não podemos reduzi-lo a
um ‘jargão’ tão vazio. Dá até pra pensar que o Natal é só isso. Como na
minha cabeça, o nascimento de Jesus representa muito mais, vou deixar uma
segunda parte dessa reflexão para continuar no próximo dia 30, sábado que vem.
Falar sobre a Vida Pública de Jesus é muito mais mostrar sua prática, do que
tudo o que dissemos até agora. É isto que incomodou tanto no tempo dele e
continua a incomodar hoje a quem quiser repassar seus ensinamentos como ele
mesmo o fez. Há certos espertalhões, ensinando mentiras
como se fossem verdades, usando o nome de Deus em vão, defensores da
família cristã, tendo filhos de várias mulheres e enganando a muitos. Que Natal
vão poder celebrar?
.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário