Fraternidade e Amizade Social! Pense nisto.
Todos os anos, sempre usei
este dia, chamado “Sábado Gordo” para falar em qualquer órgão de imprensa que
estivesse ao meu alcance, sobre o Carnaval, já que, de hoje (10.02) até a Quarta-Feira
de Cinzas (dia 14), impera o Rei Momo. No momento - graças à cortesia do
Leunam, em seu site: vemserprofessorcomprazer.blogspot.com.
Pelo acesso, agradeço.
É o grande momento brasileiro da alienação geral, da fuga de nossa realidade, da ingestão do ópio que contamina a todos: É
CARNAVAL.
Feriado
prolongado, vigilância maior nas estradas, grande afluência de foliões em determinadas cidades e
praias, presença, mais ostensiva, de policiamento por toda parte, até o uso das
forças armadas, enfim, a vida nacional mudava de forma, de jeito, de atitude e
de compromissos.
O
Brasil parava como engrenagem política, como burocracia, para viver a coisa
mais desburocrática do mundo: o CARNAVAL.
Chegara
o momento da fantasia: aquela que se
usava para brincar, e aquela que estava na cabeça de muita gente para fugir ou
fingir a realidade.
O
importante mesmo, nesses dias, era ter “risos
e alegrias”, como cantava Zé Keti, em sua famosa e sempre lembrada máscara negra, para dar expansão ao
gênio, embora aparecessem lágrimas e tristezas, depois, para curtir o
arrependimento.
Antigamente,
esse tempo anterior à quarta-feira de Cinzas, era aproveitado pela própria
Igreja, para estimular os seus fiéis a se alimentarem mais de carne, uma vez que da Quarta-feira de Cinzas em diante, vivia-se
o Tempo Litúrgico da Quaresma, durante o qual, era proibido comer carne.
A
Quaresma ou Quadragésima, desde o início, é um tempo de 40 dias de penitência,
de jejum, de conversão dos pecados, enfim, de purificação da alma, preparatório
para a Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, que se celebra este ano,
no dia 31 de Março.
Em
tempos remotos, a Igreja estimulava o povo a se despedir da alimentação da carne, exatamente agora:
03 dias antes de iniciar a Quaresma, ocasião em que todos comiam bastante carne - para enjoar mesmo - até a quarta feira de
cinzas, a fim de suportarem os 40 dias que se seguiam, sem provarem tal
alimento, como uma penitência.
Era um
verdadeiro festival de carne, ou um
verdadeiro Carnaval, realizado por
motivos religiosos e por respeito à Fé e ao momento litúrgico celebrado e
vivido pela própria Igreja. Claro que se ela adivinhasse que o seu mais bem
intencionado Carnaval, ia dar no que
deu, jamais teria ela estimulado tal forma de despedida da carne, divulgando
tão grande penitência corporal e física, durante a Quaresma.
Aos
poucos o povo foi desviando-se da justificativa ou das motivações apresentadas
pela Igreja, foi introduzindo a bebida, para ajudar na ingestão da carne, e o Carnaval chegou ao estágio em que nos encontrávamos: uma festa,
pagã, profana, com muita carne, sim,
mas carne humana às vistas.
É uma
festa de muita sensualidade, de muita apelação visual, para corpos nus, ou
seminus, de muita permissividade e de um exagero sem limites: na bebida, nas
fantasias, nas corridas de automóveis pelas ruas e pelas estradas, nos abusos
de ordem sexual, até com o incentivo do Governo, distribuindo camisinhas ou
outros preservativos, enfim, era uma alienação enorme, uma loucura desmedida,
um aproveitamento da oportunidade, como se fosse a última na vida. Não havia
uma educação especial ou uma orientação para se viver corretamente. Havia uma
libertinagem geral e não, uma liberdade, retamente ou conscientemente, usada.
E o pior
é que, em cada ano que passava se queria superar a alegria e o exagero do ano
anterior. A criatividade das grandes Escolas de Samba, no enredo de suas
homenagens, na história que queriam recontar ou na crítica que se queria
repassar era um segredo, escondido a sete chaves, e, ao realizarem uma
apresentação ou um desfile, já se tinha na mente, o tema para o ano seguinte.
Nas
classificações finais do CARNAVAL-SHOW, apresentado nas grandes cidades,
sobretudo nos eixos Rio/São Paulo, Salvador/Recife, os que perdiam, iam fazer
todo esforço para vencer no ano seguinte, e os que ganhavam, iam se esforçar
mais ainda, para manterem o sucesso obtido.
E assim,
o tempo ia passando. Entrava ano e saía ano, e a ilusão continuava. O povo
brasileiro ia vivendo de suas utopias, de seus sonhos e até de suas alienações.
Feliz porque muitos estrangeiros vinham divertir-se, gastar seus dólares,
injetar rios de dinheiro em nossa economia. O Carnaval era esperado como o
momento mais alto do Calendário Nacional e tomava proporções ilimitadas.
Acabaram-se aqueles limites impostos, inicialmente, pela Igreja, o exagero
tomou conta de todos os espaços, as motivações dadas para a vivência do
Carnaval estavam cada vez mais paganizadas e ao se referirem a “santos” ou a
pessoas de Igreja ou à sua própria instituição era com muito deboche. Estava na
hora de se imporem novos limites.
E
chegaram: sem leis, sem imposição de autoridades, sem decretos, mas chegaram.
Um pequeno vírus, invisível, chegou e se instalou em mais de 200 países, ricos
e pobres, inicialmente sem nenhuma proteção, sem vacina, sem estruturas
preparadas pelos Ministérios de saúde. Mas chegou para matar: mais de Seis
Milhões no Mundo. Mais de 700 mil no Brasil. Acabou?
Não! Além
do Corona Vírus inicial, apareceram várias vertentes ou cepas (usando a ordem
alfabética grega), cada qual a mais letal e num crescente vertiginoso. Nossas
autoridades sanitárias e governamentais da época procederam, de maneira incapaz
e irresponsável sem compromisso algum com o povo. Só pensavam no voto e na
propaganda política para terem proveito eleitoral. Elas mesmas promoviam
aglomerados, reuniam multidões sem máscara/favoreciam carreatas, inaugurações
com grande amontoado de pessoas, desqualificavam as vacinas, indicavam remédios
sem aprovação científica, enfim não tinham o menor respeito pelas orientações
que o Mundo todo tentava levar a sério. Aos trancos e barrancos foi-se a
pandemia. Foi-se?
É o que
vamos aprofundar na 1ª semana da Quaresma, falando da C.F. : história e tema em
2024: Fraternidade e Amizade Social.
Até lá!
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