“Estes dois livros valem uma biblioteca inteira”
Edição de 25.05.24
Este era um ditado popular que ouvi muito, quando menino: “o uso do cachimbo é que faz a boca torta” . Levar palavrões para a sala de aula é, exatamente, isto.
A pessoa usa palavrões nas conversas entre amigos, nas mesas de bar, e, sem dar-se conta, leva palavrões para a sala de aula, usando-os com certa espontaneidade.
Não é censura, mas não combina bem com as atividades pedagógicas. Os Professores são referências para os alunos. “Foi o Professor quem disse”. “Até a Professora usa muito na aula”.
“A sala de aula é o local mais importante da escola. É o espaço de comunhão. Um local sagrado. Tudo mais existe em função da sala de aula.
A biblioteca, o refeitório, a cantina, as áreas de
recreação, as quadras de esporte, as salas de multimeios, a secretaria, a
direção. Tudo está a serviço do sucesso na sala de aula.
As crianças e suas famílias colocam todas as
esperanças na sala de aula. É ali que tudo acontece. Uma criança pode ter na
sala de aula o começo de seu sucesso.
Mas, lamentavelmente, pode ter ali um local para
decepções consigo, com os professores, com os colegas, com a vida.
Todos nós adultos, que tivemos chance de estudar,
acumulamos histórias e mais histórias a contar de nossas salas de aula.
Se um aluno é valorizado na sala de aula, isto
elevará a sua autoestima e ele aprenderá qualquer disciplina.
E no âmbito da sala de aula, o mais importante é como
acontecem as relações entre professores e os alunos, e dos alunos entre si. É o
prazer da convivência que vai motivar os alunos a retornarem à escola.
É importante o ambiente da sala de aula: que seja
limpo, que seja bem decorado, que seja bem claro, que seja atraente.
Mas os alunos voltarão à sala de aula pela certeza de
que serão valorizados. Ali deve ser um local especial para construir a
felicidade, coletivamente.”
O texto acima
foi estudado numa sala de aula de Doutorado, em São Paulo. Ele é do nosso livro
PROFESSOR COM PRAZER -Vivência e Convivência na Sala de Aula.
É claro
que ter um texto estudado numa sala de Doutorado é algo que envaidece e
ratifica as convicções sobre o que foi escrito.
Mais ainda é
quando um renomado educador, em um artigo publicado, escreve: uma frase como esta: "Estes dois livros valem uma biblioteca inteira."
Um
livro era AULA NOTA 10, do americano Doug Lemov. O outro: PROFESSOR COM PRAZER –
Vivência e Convivência na Sala de Aula.
Foi o que
escreveu, nesta quinta-feira, no jornal DE FATO, de Mossoró, o Prof. Aécio Cândido, Presidente
do Conselho de Educação do Rio Grande do Norte.
Foi
uma grande surpresa que recebi. O autor é grande autoridade em Educação como se
pode perceber pelo excelente texto, em conteúdo em forma.
É o resultado
de experiências vividas em inúmeras salas de aula desde o Ensino Fundamental à Pós-graduação. Em mais de 50
anos, nunca tive problema com alunos.
Depois de 57 anos,
a internet me possibilitou um reencontro com um colega de turma no Seminário de
Olinda, onde estudamos a Filosofia: Josafá Inácio da Costa
Depois da conversa, ele me mandou o seu último livro, recém-publicado
e eu lhe mandei os livros AD VITAM e AD LABOREM, com nossas história no
Seminário de Sobral.
Os deputados de direita que muito sofreram com as
respostas inteligente e ácidas que lhes dava o então Ministro da Justiça Flávio
Dino, sofrem agora com o Ministro Hadad.
É a tal coisa: Não estudam, não buscam bons assessores
e se arriscam a fazer perguntas ingênuas e ainda as complementam com
comentários idiotas.
Nesta quinta feira, no Programa Setorial de Saúde,
pela TV HBR, de Luiz Regadas, a propósito da situação do Rio Grande do Sul,
compartilhei uma poesia emocionante da capixaba Sheila Lobato: LAMENTO DE UM RIO
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