sábado, 29 de junho de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

“Eu sou Jesus, aquele que tu persegues”

Neste Sábado, 29 de junho, Dia do Pescador, tradicionalmente, celebramos a festa folclórica de São Pedro, embora celebremos seu dia litúrgico, neste domingo, 30/06. Hoje, sábado, dia 29, do final da tarde para a noitinha, celebramos a Missa da Vigília da Festa dos Apóstolos, Pedro e Paulo. Com tais motivações - litúrgicas e folclóricas - queremos colocar a nossa reflexão semanal, tentando encontrar em São Pedro, aquilo que já descobrimos nos dois outros importantes santos populares e comemorados dentro de nossas festividades juninas: Santo Antônio e São João, a quem chamamos, respectivamente, de “martelo dos hereges” e de “voz que clama no deserto”.

 Hoje, quero falar sobre o 3o e importante santo do mês de junho: S. Pedro que, com seu irmão André, recebeu de Jesus o mesmo chamado de ir pelo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura. A ordem era essa: de sair e comunicar, falar, espalhar a doutrina por toda parte. Desde aquele tempo, o apóstolo, o presbítero, o bispo, o sacerdote são comunicadores: têm que pregar. Faz, em torno de, 1991 anos que isso se deu, e tanto os apóstolos de Jesus, como os seus sucessores, “percorreram, inicialmente, toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades” e continuam realizando essa missão por toda parte até o fim dos tempos.

Pedro se destacou com seus defeitos e suas virtudes, seus momentos de coragem e de covardia, por suas perguntas ou respostas contundentes, dada a sua personalidade muito forte e sincera.

            Certa vez, Jesus fez seus discípulos entrarem na barca e a passarem, antes dele, para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Jesus demorou, um pouco, com o povo, depois subiu à montanha para rezar. Na barca, os discípulos remavam, sob o comando de Pedro, e começavam a ter medo, pois a noite se aproximava e o vento soprava forte.

            O medo aumentou, quando viram alguém se aproximando sobre as águas e começaram a dar gritos de horror: ‘é um fantasma’. Ao que Jesus respondeu: “tranquilizai-vos, sou eu, não tenhais medo”. Eis que Pedro, mostrando a sua personalidade, inicialmente, corajosa, disse: “se és tu, Senhor, manda-me ir sobre as águas até junto de ti”. Quando Jesus disse, “vem”, ele atirou-se ao mar, mas, em face da violência do vento e do medo ao se afundar, mostrou o outro lado da sua personalidade - a fraqueza - gritando: “salva-me, Senhor”! Jesus estendeu-lhe a mão e disse: “homem de pouca fé”.  

Foi sobre esse homem que Jesus confiou a responsabilidade de governar a sua Igreja, ao dizer-lhe: “apascenta as minhas ovelhas, cuida do meu rebanho”. E ele, logo no início, ainda nos Atos dos Apóstolos, ao se sentir ameaçado, proibido de falar no nome de Jesus, pelos chefes dos sacerdotes, anciãos e escribas, disse com toda coragem: “julgai vós mesmos se é justo diante de Deus, que obedeçamos a vós e não a Deus. Quanto a nós, não podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”.

 Foi este compromisso com a comunicação da palavra, com a pregação do evangelho, que fez Pedro ir pra Roma enfrentar o império pagão, dar o testemunho da sua fé, rezar nas catacumbas, ser preso, açoitado e crucificado de cabeça para baixo, mas não deixar de obedecer a Jesus e viver o que ele mandou: “ide e tornai discípulos meus a todas as criaturas”. Por isso, comemoramos neste Sábado, dia 29, – por causa de Pedro, – o DIA DO PESCADOR; e amanhã – por causa de seus sucessores – o DIA DO PAPA.

 Rezemos pelo Papa Francisco para que ele continue firme e forte, na Missão que Jesus lhe confiou, exigindo de Pedro e de seus sucessores, apenas o amor pela Missão. Por 03 vezes, Jesus pergunta: tu me amas? Ao que Pedro responde: sim, senhor. Tu sabes que eu te amo.

Ao nos referirmos a esses 03 Santos Juninos – Antônio, João e Pedro – mostramos sua importância, não simplesmente, por causa do folclore ou dos festejos profanos e populares, que o povo faz em torno de seus nomes. Muito mais do que isso – forró, fogueira, canjica e pamonha - sua importância está nas lições de vida cristã, comprometida com o trabalho de evangelização que Jesus confiou a eles. Acrescento que há um grande Santo, festejado no mesmo Dia de São Pedro, e que não há nenhum folclore a seu respeito, mas é uma das pilastras do início do cristianismo, que é São Paulo. Sua celebração litúrgica é no mesmo dia que se celebra São Pedro. Amanhã, portanto é a Solenidade Litúrgica de São Pedro e São Paulo Apóstolos.

Saulo – seu nome Judeu – é o mesmo que Paulo – seu nome Romano – nasceu em Tarso, na antiga Cilicia, hoje Turquia, um grande centro mercantil e intelectual do mundo romano. Já era o ano 05 da era cristã. Ainda adolescente foi enviado a Jerusalém para familiarizar-se mais profundamente com a religião e a cultura hebraicas, frequentando a Escola da Sinagoga, pois era filho de pais judeus, que gozavam dos privilégios da Cidadania Romana. Com seus estudos greco-romanos ele se preparava para ser um Rabino ou chefe de Sinagoga na mais ortodoxa das seitas judaicas.

Apesar de ser contemporâneo de João Batista e de Jesus, nunca se cruzaram ou se encontraram. Também, era impossível. Ambos não haviam começado a aparecer publicamente. Paulo, ao terminar seus estudos em Jerusalém, havia retornado a Tarso e por lá trabalhava na Sinagoga, como pregador do Judaísmo e na fabricação de tendas junto a seu pai. Enquanto isso, lá na Judéia, Cafarnaum, Jerusalém e pela Galileia Jesus fundava o Cristianismo, anunciava o Evangelho ou a “boa nova” e transmitia a sua mensagem de salvação, através da instituição de seus 12 Apóstolos e de seus 72 Discípulos para darem continuidade à sua Igreja quando Ele se fosse.

 Foi quando Saulo apareceu de volta a Jerusalém: Jesus já havia dado o seu recado, fundado a sua Igreja, deixado Pedro no comando, morrido, ressuscitado, retornado ao céu, enviado o Espírito Santo e os Apóstolos já se espalhavam “por toda parte” pregando a boa nova. Já eram uns 5.000 os seguidores de Jesus, mas era muito pouco para o que Jesus queria: “que eles fossem até os confins da terra”. Estava difícil. A maior parte dos judeus, inclusive Paulo, não acreditava que “aquele homem que já se tinha ido” fosse o Messias. Daí, ter ele se tornado um perseguidor das primeiras comunidades cristãs, até colaborando no apedrejamento do Diácono Estêvão: “ele se esforçava para acabar com a Igreja. Ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os jogava na cadeia” (Atos 8, 3).

Para Jesus, só tinha um jeito: era trazer SAULO para o seu lado. Era incorporá-lo ao Grupo dos seus Apóstolos. E assim o fez. Enquanto Saulo se dirigia, a cavalo, para suas perseguições, pelas estradas de Damasco, teve a visão de uma luz incandescente, que lhe cegou os olhos e, ao cair do cavalo, ouviu: “Saulo, Saulo, por que me persegues”? Ao perguntar (se fazendo de inocente): “Quem és, Senhor”? A voz respondeu: “Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e ali, dir-te-ão o que deves fazer” (Atos 9, 3-6). E assim, Ananias foi ao seu encontro, pôs a mão sobre a sua cabeça e no mesmo instante, Saulo recobrou a visão. Ficou tão impressionado que se converteu ao Cristianismo. Viajou muito para desfazer a imagem negativa que deixara, indo a outros lugares distantes e difíceis de acesso. O Livro dos Atos dos Apóstolos e as Cartas de Paulo nos informam de tudo.

 


A COLUNA PRIMEIRO PLANO, EXTRAODINARIAMENTE, SERÁ PUBLICADA NA PRÓXIMA SEGUNDA FEIRA.








sábado, 22 de junho de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

AO ESCOLHER  OS SEUS CANDIDATOS, PENSE NA HISTÓRIA DE CADA UM!

EDIÇÃO DE 22 DE JUNHO

Em Guaraciaba do Norte, mais duas mortes por acidente de moto. É muita dor para uma só família. O que pode ser feito para que novas mortes sejam evitadas?

 Sugiro uma campanha forte com placas, faixas, anúncios, cartazes nas escolas, pregações nas Igrejas, em defesa da vida. Foi com campanhas que o cigarro diminuiu.

 As instituições podiam unir-se e criar um Comitê em defesa da VIDA e, com frequência realizar ações de divulgação. Se divulgação não funcionasse, as cervejas não anunciavam.

 As próprias pregações constantes do Evangelho nas Igrejas tem por objetivo semear a Boa Nova. A força da repetição serve de alerta aos jovens. Não é para passar carões.

 A propósito, o mau exemplo vindo de parlamentares é profundamente lamentável. É um baixo nível vergonhoso. Sequer respeitam as formalidades do ritual.

 Deputados que se intitulam Coronéis, Delegados, Tenentes, Cabos tratam outras autoridades com deboches. Mostram os próprios níveis. Agridem descaradamente.

 Precisamos ter cuidado com os nossos votos. Eles são a nossa vontade. Queremos palavrões, grosserias, brutalidades? Precisamos escolher melhor nossos representantes.

 Palavrões não são modernidade. São falta de boas maneiras. São indelicadezas. Quem diz um palavrão está mostrando o seu caráter.

 Uma pessoa delicada, atenciosa, atrai. Uma pessoa grosseira espanta. Afasta. A escolha é de cada um. Daí a necessidade de boas maneiras no trato com as pessoas.

ÓTIMA NOTICIA: O amigo José Ronaldo esteve no Recife, nesta semana que se finda, para participar da solenidade de colação de grau de um neto que se formou em Medicina. Parabéns

 Um fato inédito aconteceu na política guaraciabense. Uma empresária de sucesso foi indicada como pré-candidata do prefeito atual. Quando sentiu a barra, renunciou.

 No meu entendimento, predominou o bom senso. Candidatura deve ser resultado de um processo democrático e participativo. Sem isto, tudo é bem mais difícil.

 Há quem acredite que outras desistências podem acontecer. Um candidato não pode seguir sozinho em sua campanha. É preciso ação conjunta que não nasce de um dia para o outro.

 Outra questão são os acompanhantes do candidato. Quem se acompanha de oportunistas, sem credibilidade, corre o risco de contágio. “Diz-me com quem andas...”  O povo sabe!

 Há os bajuladores que aparecem de última hora, sem nenhum vínculo com os candidatos. Sem ocupações, bajulam na espera de tirar alguma vantagem. O povo percebe e critica.

 Os bajuladores não têm nenhuma convicção política. Seguem onde sentem cheiro de dinheiro. Basta observar de que lado estavam em campanhas passadas.

E dos candidatos? O que esperar? Que apresentem ideias do que pretendem realizar, se eleitos. Não basta querer ser eleito. É preciso justificar. O voto tem que ser pensado.

 Os que pretendem reeleição devem mostrar o que fizeram. Defenderam ideias de interesse coletivo ou simplesmente apoiaram o que lhe mandaram?

 Recebi ontem o livro PASSOS DE UMA CAMINHADA, de autoria do Professor Josafá Inácio da Costa, de Upanema, RN. Foi meu colega de turma no Seminário Maior de Olinda, Pernambuco.

 É uma autobiografia que tem tudo a ver comigo. São histórias parecidas. Meninos do interior que tivemos o privilégio de estudar no Seminário. Quase lia de uma só vez.

 Coincidência. Neste sábado o Professor Ítalo Gurgel, de Caraúbas, no Rio Grande do Norte, mas cearense por adoção, lançará o livro DIÁRIO DA PANDEMIA -Crônica de um Confinamento.

 Será um lançamento para um grupo muito restrito. Como bom jornalista, certamente contará coisas muito interessantes daquele período de confinamento.

 Neste período junino é importante conhecermos a história de São Antônio, São Pedro e São João. Basta ler O COMENTÁRIO DA SEMANA, escrito com a sabedoria do Mons. Assis Rocha.

 Uma leitura no texto dará bons argumentos para as conversas em torno das fogueiras e das festas juninas. É melhor do que dizer: Não sei de nada sobre o assunto.

 Neste domingo iremos reencontrar amigos em São Luís e rever a grande festa junina que ali acontece. Os grandes espetáculos são realizados pelos grupos de Bumba-Meu-Boi e os vários sotaques.

 A capital tem arraiais juninos em todos os bairros e não há atrações de fora. Tudo é feito com os brincantes locais. Aí abaixo, uma demonstração de uma apresentação do Boi de Orquestra, de Axixá. (toque na setinha e veja)




O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

“A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado.

Assim que iniciamos o Mês de Junho, vêm-nos logo á mente, reflexões sobre o folclore, as festas animadas com fogueira, milho assado, forró e as famosas e tradicionais Festas Juninas. As famosas Cidades Sertanejas se candidatam logo ao troféu de Capital do Forró e a disputa é aguerrida na conquista do título: Campina Grande, na Paraíba; Caruaru, em Pernambuco, Mossoró, no Rio Grande do Norte; São Luís, no Maranhão e por aí vão as competições que se prolongam para aquém e além do mês junino.

 O que dissemos sobre Santo Antônio, queremos repetir sobre São João e, mais tarde sobre São Pedro porque, tais santos comandam todas as festividades folclóricas por todo o Nordeste e pelo Brasil afora.

Festa de São João já é sinônimo de Festa Junina. E o folclore, a sabedoria popular, as danças populares e folguedos do povo e sua criatividade funcionam até amanhecer o dia. Mesmo que São João ou São Pedro não nos tenham deixado tradição folclórica, ou Santo Antônio nada tenha a ver com casamento, a criatividade popular e a animação própria do povo, criaram o mito que não se apaga de nossas mentes.

 Quisemos juntar logo à reflexão sobre Santo Antônio, a homenagem – neste sábado, 22 - a São João, outro grande santo junino, festejado pelo nosso folclore sertanejo, nesta segunda feira, 24 de junho, dia do seu nascimento.

Sua mensagem nos chegou pelo seu modo de ser, de falar, de vestir, de se apresentar ao público e, sobretudo de tomar posição ética e política diante do adultério do Rei Herodes.  

De sua infância, nada se sabe. Só aparece aos 30 anos, chamando muito, a atenção de todos, pela vestimenta de couro de camelo, pelo alimento de gafanhoto com mel, e por percorrer toda a região do Jordão, pregando um batismo de arrependimento para remissão dos pecados.

Falava, comunicava ou transmitia uma mensagem, dizendo que depois dele viria alguém muito mais poderoso, de quem não era digno de lhe desatar a correia das sandálias. Era, realmente, a voz que clamava no deserto.

Pelas respostas que João dava a seus interlocutores, a vinda de Jesus traria também uma mensagem política, ética e justa, com fortes implicações sociais: quem tem duas túnicas, dê uma a quem não tem, e quem tem o que comer, faça o mesmo. Não exijais mais do que vos foi ordenado. Não pratiqueis a violência, nem roubeis a ninguém. Contentai-vos com o vosso salário. Raça de víboras. Fazei penitência, pois está próximo o reino de Deus. 

Assim como ele enfrentou o próprio Rei, reclamando de seu comportamento moral e foi levado à prisão, assim também devemos ter coragem de reclamar pelo erro de quem quer que seja, visando uma mudança na comunidade. Muitas pessoas têm medo de imitá-lo e até, metem medo em quem tem coragem de denunciar injustiças, falcatruas e outros erros. Ele saiu na frente. Era realmente “o precursor”. Perguntavam até se ele não era o Cristo. Ele dizia que não, mas queria que Cristo crescesse e ele diminuísse.

Jesus ouviu dizer que João fora preso devido sua ousadia em denunciar o adultério do Rei. Saiu então de Nazaré e foi pra Cafarnaum, onde começou a pregar, usando o mesmo linguajar de J. Batista: “fazei penitência, pois o reino de Deus está próximo”. E mais um elogio do maior comunicador do mundo: “entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista”.

Ao falarmos sobre Sto. Antônio, 12 séculos depois de João. Batista relevamos a sua coragem ao denunciar o pecado, defender o pobre e punir o rico.

Com João, muito antes, o esquema já era o mesmo. Releiam as citações acima. Desde o começo, foi “este” o modelo deixado por Jesus. Foi Jesus quem mudou, ou fomos nós, seus seguidores, que perdemos o foco?

São João é tão único em seu modo litúrgico de celebrar, que temos uma data para o seu nascimento (24/06) e uma data para a sua morte (29/08).

Por que se dá tanto valor ao folclore, inventado por nós, e não valorizamos o significado divino que têm essas festas e outras de nosso ritual?

A festa de São João Batista deveria ser uma preparação para o advento de Jesus, pois até as circunstancias relatadas no Novo Testamento são também milagrosas. Senão, vejamos: o único relato bíblico sobre o nascimento do Profeta está no Evangelho de Lucas. Os pais de João, Zacarias, sacerdote judeu, e Isabel não tinham filhos e já haviam passado da idade de tê-los.

Durante uma jornada de trabalho, servindo no templo de Jerusalém, ele foi escolhido por sorteio para oferecer incenso no Altar Dourado no Santo dos Santos. O Anjo Gabriel apareceu-lhe e anunciou que sua esposa daria à luz uma criança e que ele deveria chamá-lo João. Porém, por não ter acreditado na mensagem de Gabriel, Zacarias perdeu a voz. Com o nascimento de seu filho, seus parentes quiseram então dar-lhe o nome do pai, Zacarias, que sem poder falar, escreveu: “seu nome é João”. Sua voz lhe foi devolvida.

A importância desse nome: JOÃO está no seu significado: Deus é propício. Tanto que, depois de ter obedecido o comando de Deus, Zacarias recebeu o dom da profecia e previu o futuro de João, entoando o Benedictus, rezado ou cantado (quando em comunidade), todos os dias, nas Completas, ou na Oração da Noite dos sacerdotes:

 

“Deixai, agora, vosso servo ir em paz,

Conforme prometestes, ó Senhor.

          Pois meus olhos viram vossa salvação

          Que preparastes ante a face das nações:

Uma luz que brilhará para os gentios

E para a glória de Israel, o vosso povo.

          Gloria ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

          Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

E para encerrar, tal Comentário, reporto-me a Santo Agostinho, em um de seus sermões, intitulado ‘Voz do que clama no deserto’ bem apropriado para a nossa reflexão:

 “A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de uma anciã estéril. Cristo nasce de uma jovem virgem.

O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo. Maria acredita e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de alcançar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial, a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templo.

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: a lei e os Profetas até João Batista (Lc. 16, 16).


sábado, 15 de junho de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

BONS PROFESSORES E PROFESSORAS  PODERÃO FAZER A DIFERENÇA NAS CÂMARAS MUNICIPAIS

EDIÇÃO DE 15.06.24

Nesta quarta-feira, às 14 horas, a Comissão Especial Wanda Sidou – ANISTIA, agora vinculada ao Gabinete da Secretária de Direitos Humanos, voltará a se reunir.

 Muitos assuntos interessantes estarão na pauta e, possivelmente, com a presença da própria Secretária Dra. Socorro França.

 Em Varjota, a Professora Inara Oliveira, com uma longa folha de serviços à Educação, vai disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores. Méritos não lhe faltam.

Aliás, seria muito bom que todos os Professores e professoras estivessem representados nas Câmaras de sus municípios. Claro que numa luta em defesa da Educação.

 Seria muito importante uma  campanha em favor da Alfabetização de Adultos. Cada adultos que aprende a ler e escrever torna o mundo melhor.

Aliás, deve-se atentar para as pautas dos candidatos a Vereadores e Vereadoras. Não basta estar do lado de alguém. Tem que apresentar propostas decentes.

É por escolhas erradas que o atual Congresso Nacional está sendo avaliado com o pior de todas as épocas. Há parlamentares que buscam apenas o exibicionismo.

 É muito triste constatar que parlamentares, eleitos por serem evangélicos, agora apoiam estupradores com um Projeto que pune gravidez resultante de violência.

 Aliás, neste sábado, às 8h, haverá uma manifestação na Praça do Ferreira, em Fortaleza: CRIANÇA NÃO É MÃE. Frente Contra a Criminalização das Mulheres no Ceará.

Aliás, os mesmos parlamentares não possuem um mínimo de trato com autoridades convidadas às Comissões do Congresso. Só querem exibição.

 Os palavrões tomaram conta de muitas reuniões da Câmara Federal. Pixotes, malcomportados, não sabem respeitar os mais velhos. São maus exemplos.

 Algumas pessoas estão publicando fotos com aplicativos que as apresentam muito rejuvenescidas. E quando as pessoas se depararem com os originais?

 As fotografias de pessoas aparentemente, rejuvenescidas, podem até parecer engraçadas, mas deixam os fotografados em situação delicada. É ela ou não é?

 Há dois anos, completados ontem, deixou-nos o Padre Luís Gonzaga Gomes Furtado que, por muito anos cuidou da Paróquia de Croatá, na diocese de Tianguá.

 Cuidados com a escrita. Muitos nos julgam pela forma como escrevemos. Então devemos ter cuidados especiais quando tornamos público um texto de nossa autoria.

 Devemos tentar escrever de forma correta. Hoje o dicionário é o google e está sempre em nossas mãos.  Na dúvida sobre uma palavra, consulte e escreva, corretamente.

 Em Rio Branco, Acre, vi um Memorial dos Autonomistas onde está exposta a história da autonomia do antigo Território.  Um exemplo para todas as cidades.

 A comunidade precisa saber de sua própria história. Não precisa ser um Museu, mas uma sala ou duas com fotos, recortes, jornais etc. servem para registrar sua história.

 Mais uma vitória. A Enfermeira, Mestra e Doutora Aline Feitosa foi aprovada em primeiro lugar no concurso público para Professora da UNILAB- Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira. 

Ela é filha dos primos guaraciabenses João e Socorro Soares Feitosa. Casada com o Professor e Enfermeiro Adriano de Souza. Tem sido uma colecionadora de vitórias. PARABÉNS!

 o Programa da TV HBR, em UM MINUTO PELA EDUCAÇÃO falamos sobre os cuidados que devemos ter coma natureza. Uma boa convivência é fundamental.  (Clique na setinha e ouça)



 










O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

      SANTO ANTÔNIO CONDENAVA: AVAREZA, USURA,              INVEJA, EGOÍSMO, FALTA DE ÉTICA                            NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Meus 05 últimos Comentários se detiveram mais sobre temas Litúrgicos, de certo modo, mais difíceis de compreensão, por envolverem mistérios da fé cristã, tais como, Solenidades: da Ascensão do Senhor, do Pentecostes, da SS Trindade, do Corpo de Deus e na última semana, sobre o Coração de Jesus. Para aqueles leitores que põem em dúvida meu modo social de pensar ou minha ideologia religiosa, podem até descobrir na expressão da minha fé, algum ponto de contato com a sua, pelo que, agradeço.

             Hoje eu quero trazer assuntos mais amenos, na esperança de podermos encontrar mais pontos de união entre nós, do que divergentes. Vou falar de santos da nossa Igreja, que nos deram testemunhos com suas vidas e com seus ensinamentos, até pela animação de nossas vidas e do nosso folclore.         

Aconteceu nestes dias, em muitas comunidades eclesiais - desde o 1º de Junho, encerrando-se na quinta feira, 13 - o novenário ou trezenário, em honra de Santo Antônio, “insigne pregador” – como diz a oração de sua Missa -viandante do Evangelho, comunicador da Palavra, caminhante incansável ou missionário itinerante, só comparável a São Paulo, a São Francisco Xavier ou, aqui entre nós, ao Venerável, Pe. Ibiapina, pelas centenas de milhares de km. percorridos. É o 1º dos Santos Folclóricos Juninos, que festejamos neste último dia 13, seguindo-se-lhe S. João, que celebraremos na 2ª Feira, dia 24, antecipando-lhe o Comentário, no Sábado, 22. Santos Pedro e Paulo ficam pra 28.

Santo Antônio comunicava, com tanta veemência, a Palavra de Deus, e se destacava tanto pela denúncia do erro e do pecado, que era chamado de “martelo dos hereges” como cantamos na Ladainha em sua homenagem.  Nada melhor do que um Santo desses, para dar fundamentação e base para quem quer fazer uma Pastoral voltada para a verdade e para a denúncia do pecado. Santo Antônio nos serve de guia e modelo para realizar também a nossa missão, sem nenhum medo de anunciar a verdade e denunciar a injustiça, como já nos mandava o Senhor Jesus.

            Nasceu em Lisboa aos 15 de Agosto de 1.195 e foi registrado e batizado com o nome de Fernando Martini Bulhões. Pai rico, poderoso, chefe político – fora até Governador de Lisboa – criou o filho no luxo, nas regalias e mordomias que os melhores colégios portugueses podiam oferecer aos ‘filhinhos de papai’.

            Para completar sua requintada formação, foi interno no Convento dos Frades Agostinianos que, àquela época, era o que havia de melhor para quem pudesse pagar os estudos, concluindo tudo na famosa Universidade de Coimbra em 1219, com 24 anos de idade. Entrou na ordem de Sto. Agostinho, da qual participavam os nobres, os ricos ou os maiorais da época e se tornou sacerdote, recebendo o nome de Cônego Fernando, como são tratados até hoje, os frades e freiras Agostinianos. Como outras ordens religiosas similares são chamados de “frades maiores”.

            Contemporaneamente, na Itália, Francisco de Assis, que tinha tudo para ser um “frade maior”, porque era de família nobre e rica, funda uma ordem religiosa, voltada para os plebeus, os pobres ou os Menores, para dar exemplo de simplicidade e de pobreza no meio dos irmãos mais necessitados. Eram os “frades menores”. Viviam de esmolas e de muito sacrifício, usavam roupas surradas e velhas e se espalharam pela Europa, chegando também a Portugal.

            Pediam ajuda no rico Convento dos Padres Agostinianos, em Lisboa e impressionavam o porteiro, Côn. Fernando, pelo testemunho de fé que davam. 

Cônego Fernando começou a pensar na possibilidade de abandonar seu rico Convento e deixar de ser um Frade Maior, para viver o espírito de pobreza de São Francisco, tornando-se um Frade Menor. E assim o fez.

            Em 1220, deixou tudo e passou a ser um “irmãozinho” pobre franciscano, recebendo o nome de Frei Antônio de Lisboa. Apesar de querer catequizar a África, para onde foi enviado por primeiro, adoeceu e voltou para se curar e ficando na própria Europa, especialmente para a França e Itália, onde converteu inúmeros hereges e infiéis.

                                                                                  PÁDUA

            Frei Antônio ficou tão famoso em Pádua, onde morreu aos 13 de Junho de 1231 que, além de ser chamado Santo Antônio de Lisboa, chama-se também Santo Antônio de Pádua, onde é venerado e invocado por todos.

            Para nós do Brasil, a Festa de Santo Antônio teria que se revestir da “roupagem” que dávamos a outras “festividades” que usávamos para lucrar: páscoa, dia das mães, mês das noivas, dia dos pais, natal... Porque não “um dia dos namorados”? Que teríamos nós com o Dia de São Valentim a 14 de fevereiro, lá pela Europa ou nos EEUU? Santo Antônio, não é para nós o Santo Casamenteiro? Por que não, no dia 12 de junho, véspera de sua Festa Litúrgica, não trocarmos uns “presentinhos” com nossas namoradas? Quem sabe, até os casais mais antigos se rejuvenesceriam e presenteavam-se?!

            O importante é termos por Santo Antônio, o maior respeito por aquilo que o caracterizou e ainda pode representar para nós. Sua função de “insigne pregador” como já dissemos e tanto o caracteriza, se une à de “martelo dos hereges”, também lembrada, e que mostram o fascínio que a sua fala exercia sobre as multidões de pessoas simples e sobre clérigos, filósofos e pensadores doutos. Embora já não se possa recuperar a oratória feita, a viva voz, ou seu estilo e conteúdo que abordava, encantando a todos, ao menos podemos encontrar nos seus 77 sermões que sobreviveram e constam em sua Obra publicada em edição crítica e que são considerados autênticos.

            Seus textos eloquentes, persuasivos, cheios de zelo messiânico onde se sobressaiam a defesa do pobre, a reprimenda do rico e o combate às heresias eram reconhecidos como de inspiração divina, dado o seu desempenho de formação erudita em sua vida e obra e da sua preparação intelectual ampla e profunda. Seus sermões, ainda hoje são preciosos documentos de época, muitas vezes, aludindo às transformações sociais e econômicas do momento, atestando o crescimento das cidades, o florescimento das atividades artesanais e comerciais e o surgimento das corporações de ofícios de diferentes classes.

            Com relação aos conteúdos sacros, sua verdadeira fonte inspiradora, eram de verdadeira inspiração social, comprometida com a realidade, com a condenação da avareza, da usura, da inveja, do egoísmo, da falta de ética na administração pública, dos falsos moralistas e hipócritas, dos maus pastores de almas, do orgulho dos eruditos, dos ricos ensimesmados em sua opulência, que oprimem e excluem os pobres do tecido social.

            A bem da verdade há quase 830 anos que Santo Antônio nasceu e fez de sua vida, uma consagração consciente, denunciando o pecado, a injustiça, comprometido com a verdade, não deixando nada que o pudesse reprovar pela falta de compromisso com a Sociedade, defendida por qualquer filósofo, pastor ou teólogo da libertação da atualidade. Pode até alguém não gostar de ler meu Comentário de hoje, mas não retiro uma letra do que escrevi. Paciência! Até breve! São João vem aí!




sábado, 8 de junho de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

    É, PERFEITAMENTE, POSSÍVEL ACABAR                            COM O ANALFABETISMO DE ELEITORES NO CEARÁ

Nesta quinta-feira, em Fortaleza e Guaraciaba do Norte foram celebradas Missas de Requiem pelo falecimento do caro conterrâneo José Abner de Melo Carvalho, residente em Brasília.

 Tinha 81 anos, era Auditor Fiscal do Governo do DF e especialista em Cálculo Estrutural. Construiu centenas de obras em Brasília.

 Foi casado com a conterrânea Orineide Ferro. Eram pais de Raquel, Débora Raimundo Carvalho Neto e Carlos Eugenio. Todos, profissionais bem-sucedidos no DF.

 Zeabner, juntamente com José Neudo, Elisiário Nobre e Edilma Fernandes foram colegas de classe, na 4ª série e coautores do nosso livro GUARACIABA DO NORTE – Nossas Ruas Nossa História

                                                                                   Com o Zé Abner, suas irmãos Lucinha, Luzinete, Fátima e Glaucia,                                  residentes em Fortaleza.

As críticas à adoção do modelo Leman em Sobral e no Ceará vão crescer. Até hoje não foi justificada a prioridade de Português e Matemática na capacitação de Professores.

 Pior, não há uma justificativa para a exclusão das demais disciplinas nas capacitações de Professores. História, Geografia, Ciências etc. não valem?

 Os Professores que não são graduados nestas disciplinas  vão ter mais dificuldades, é claro. E são tão importantes quanto as duas privilegiadas.

 Os futuros prefeitos deverão ter cuidado especial na indicação de seus Secretários de Educação. Não basta ser um bom Professor de uma disciplina.

 É preciso ter fundamentação teórica. Conhecer bem o pensamento do Patrono da Educação: Paulo Freire. Conhecer os seus principais livros e ter experiência de gestão.

 Seria muito importante que os novos prefeitos assumissem um compromisso de acabar com o analfabetismo de eleitores em seus município. Não é difícil. Basta decisão.

 Basta ter uma equipe competente que saiba preparar alfabetizadores com o Método de Paulo Freire. Quando estivemos na UVA adotávamos Paulo Freire com sucesso

 Nesta semana recebi um comentário feito pelo experimentado Professor Costa Neto, da Rede Pública de São Luís do Maranhão. Muito famoso também por seu violão de Sete Cordas

 

 

Disse ele: “Teu livro é fantástico, abrange todas as questões contemporâneas. É uma bússola, parabéns amigo.”

 Costa Neto pertence a uma família liderada por Maria Raimunda Mineu, respeitada servidora aposentada da Secretaria de Planejamento do Maranhão.

 Somos amigos de todos e nos encontraremos  na última semana de junho. Sempre que temos ido a São Luís para os Festejos Juninos somos muito bem acolhidos.

 É muito gratificante receber um comentário assim. O Presidente do Conselho de Educação do Rio Grande do Norte, Professor Aécio Cândido comparou ao  livro AULA NOTA 10, de Doug Lemov.

 Entusiasmado com PROFESSOR COM PRAZER  e AULA NOTA 10, afirmou: “Estes dois livros valem uma biblioteca” e completa:

 “Eles tratam de técnicas que qualquer professor pode adotar para melhorar suas aulas e se transformar num bom Professor”.

 O Escritor e Jornalista Herculano Costa foi homenageado ontem pela Academia Sobralense de Estudos e Letras. Outra homenageada foi a Professora e Pianista Ivana Sá, na foto com Herculano.

Tenho impressão de que, brevemente, a Professora será convidada para integrar a Academia. Na área de Artes, é imbatível e tem uma longa história em Sobral.

 Mons. Assis Rocha foi passar este final de semana em Parnaíba onde tem bons amigos.

 Guaraciaba do Norte conta agora com um competente Psicólogo com larga experiência em Brasília. Trata-se do conterrâneo Dr. João Batista Bezerra. Contatos: 88-9931 8388

Na ultima quinta feira, na TV HBR, de Luiz Regadas, comentei para o Programa Setorial de Saúde que as catástrofes  acontecem por causa das agressões à natureza. Ouça. Basta clicar na setinha.



                                    





     







O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

AS PROMESSAS DO CORAÇÃO DE                JESUS A SANTA                  MARGARIDA MARIA

Nesse último 07/06 - sexta feira, imediatamente após a Oitava da Festa do Corpo de Deus, - a Igreja celebrou uma Solenidade em honra do Sagrado Coração de Jesus que é festejada desde 1675, com base no mais profundo AMOR, como princípio, meio e fim. É a devoção mais do que tricentenária em que somos convidados a renovar nossos sentimentos e respeito por Jesus, manifestados, concretamente, na vivência do seu amor na família, na Igreja Doméstica, na partilha do pão, na alegria de celebrar a Eucaristia e vivenciá-la na Comunidade.

 Estamos acomodando ainda ao calendário do Mês de Junho, para não deixar tão importante data em branco, já que preenchemos todos os fins de semana com reflexões apropriadas e inesquecíveis, mesmo acumulando dois assuntos num mesmo dia.

 Antes mesmo de Jesus aparecer a Santa Margarida Maria de Alacoque, em 1675, já tínhamos nos Evangelhos, fortes motivos e profundas razões que justificassem tal devoção, por exemplo, o gesto de São João Evangelista, o discípulo amado de Jesus, encostando a cabeça no lado do Seu Coração na última ceia (Jo.13, 23); e na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (Jo.19, 34).

São exemplos e argumentos dados pelo Evangelho que nos ajudam a entender o apelo de Jesus, feito mais tarde a Santa Margarida Maria: “eis este Coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte, senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios e indiferenças... Eis que te peço: ‘que a primeira sexta feira depois da Oitava do SS Sacramento’ (o Corpus Christi – foi no dia 30/05 – meu Comentário do Sábado passado) seja dedicada a uma Festa Especial para honrar o Meu Coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um Ato de Desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundancia as influencias de Seu Divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada”.

Diante disso, Santa Margarida Maria, uma jovem religiosa da Ordem da Visitação – a contragosto de alguns - se sentiu na obrigação de espalhar pelo mundo, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, ofendido pela ingratidão dos homens. Ela não temeu a incompreensão ou o descrédito de ninguém. Sua campanha foi coroada pela aceitação da Igreja que a canonizou em 1920 e que tem seu dia litúrgico festejado no dia 16 de outubro.

Depois de quase 210 anos do Aparecimento da Devoção ao Sagrado Coração de Jesus, em 1884 surgiu um novo movimento de restauração e divulgação dos pedidos de Jesus a Santa Margarida. Padres de um Colégio Jesuíta, na França estimularam seus alunos de filosofia e teologia a fazerem algum apostolado. Já que eles não podiam celebrar sacramentos, pregar a palavra, ou algum apostolado direto no meio do povo, que fizessem um trabalho apostólico pelo exemplo, pela oração, a começarem pela divulgação de um livro de autoria de um dos Padres, chamado de Apostolado da Oração.

 O livro recebeu logo a aprovação do superior geral da Ordem dos Jesuítas, que conseguiu a bênção do Papa Pio IX, que autorizou se espalhasse logo, todo o embasamento teológico da obra que renovava os princípios e a continuidade da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, agora acrescentada do trabalho do Apostolado da Oração. Para divulgar tudo, começou a circular no mundo a revista Mensageiro do Coração de Jesus editada em toda língua.

No Brasil, o A.O. entrou, inicialmente, por Pernambuco, em 1867, e de 1888 em diante se espalhou por todo o país com muita projeção nacional, e sempre despertando muita fé e muito amor à Eucaristia.

Começou-se a espalhar também aqui, o que já se ensinava por todo o mundo.  Conforme os Estatutos Gerais, o Apostolado da Oração seria “a união dos fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce, continuamente, a obra de nossa redenção e, desta forma, pela união vital de Cristo – da qual depende a fecundidade apostólica – colaboram na salvação do mundo”.

Divulgavam-se também as Promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria, com as próprias palavras de Jesus: 

a)    Eu lhes darei todas as graças necessárias para o seu ministério.

b)    Eu darei paz à sua família.

c)    Eu as consolarei em todas as suas aflições.

d)    Eu lhes serei um refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.

e)    Lançarei inúmeras bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.

f)     Pecadores terão em meu coração: fonte e oceano de misericórdia.

g)    As almas tíbias, mornas, frias na fé, tornar-se-ão fervorosas.

h)    As almas fervorosas se elevarão a uma grande perfeição.

i)     Abençoarei as casas onde for fixada a imagem do meu Coração.

 Com tais orientações provenientes da vontade do próprio Coração de Jesus, o Apostolado da Oração se propõe a ser no mundo todo: “um caminho para a santidade, a partir do oferecimento diário, que transforma nossa vida e nos coloca em comunhão universal de preces pela força do Espírito Santo que habita em nossos corações e nos impele a vivenciar os mesmos sentimentos do Coração de Jesus, para que, alimentados e modelados por Ele na Eucaristia e reconciliados por Ele pelo sacramento da Penitencia ou Confissão possamos colocar-nos, plenamente, de coração inteiro, a seu serviço e a serviço da Igreja, a exemplo de Maria, para que seu reino venha a nós, hoje, amanhã e sempre”.

 

            O Evangelho da Missa do Coração de Jesus, desse dia 07 foi tirado de Jo. 19,31-37, que me sugeriu a seguinte reflexão: depois das Solenidades de Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi, nada mais natural do que celebrar uma Festa ao Sagrado Coração de Jesus para conectar todas elas.

            Giram em torno do Mistério Trinitário e de Sua infinita misericórdia. Se os textos das celebrações anteriores se fecharam nas revelações das Festas do Reino, agora o Coração de Jesus se abre em louvores: os pobres, simples e humildes, são capazes de compreender e acolher a vontade de Deus. Os pretensamente, sábios e justos se fecham a Ele. Conhecer e amar o Pai é o grande dom oferecido pelo Filho, “cujo nome se expande pelo céu e pela terra”.

Jesus, então, percebe que só os pequeninos são capazes disso e quer acolhê-los e refazê-los de seu cansaço. O fardo é símbolo dos sofrimentos e das labutas da vida. O jugo fala das prescrições infindáveis da lei. Os entendidos colocam fardos sobre os outros, mas não se dispõem a carregá-los, nem mesmo com o dedo mínimo. O jugo de Jesus é suave e seu fardo é leve. Ele é o Mestre da mansidão e da misericórdia. É isso que brota do seu Coração, símbolo da inteireza do seu ser.  Como não dar espaço pr’uma reflexão dessa? 

                             PIX do Padre Bruno: 88998140877







COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...