sábado, 24 de agosto de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

   A IMPORTANTE AÇÃO DO LEIGO, NA IGREJA CATÓLICA!

Como comentamos sábado passado, estaríamos falando hoje, nesta última semana do mês, sobre a Vocação do Leigo ou do Catequista, já que, no próximo sábado falaremos sobre o Mês da Bíblia, ao iniciar o mês de setembro.

Tenho sempre lembrado que a Igreja tem feito, através da PASCOM, uma convocação constante de seu povo e de suas pastorais, para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social - falados, escritos ou televisados - para transmitir o bem, a verdade e a paz, como o fizemos, sábado passado, 17.

Este mês, dedicado às Vocações, é uma excelente oportunidade para revermos nossas opções ministeriais - padre, pai e religiosos - embora ainda tenhamos, estes últimos dias para abrir os horizontes vocacionais e profissionais dos leigos. Estes têm um papel, preponderante, na sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque se trata da maioria.

Pelo batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a exercer 03 funções: de sacerdote, de profeta e de rei. Um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido político, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade, enfim, de presidir, coordenar, comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso é possível, por causa da função sacerdotal que o batismo lhe confere. É o sacerdócio comum dos fiéis. Não é preciso ser padre para isso.

A segunda função do leigo é proferir a palavra de Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é preciso pedir licença ao pároco ou ao bispo. Ele já pode reunir, por ser sacerdote e pode proferir, por ser profeta. Enganam-se os que pensam que profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não! Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do seu próprio batismo. O que ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É coisa de Deus.

A terceira função, dada pelo batismo ao cristão, é a de ser rei, i.é., ter autoridade para pregar a palavra. Competência para interpretá-la, fielmente. Eloquência para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se sair na hora da descrença ou refutação de alguns. Segurança para não se intimidar ou gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder questionamentos. É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa vontade, mas lhes falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que tornem o seu pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém se atreva a contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e seguros quanto os seus.

Do jeito que os padres e os religiosos somos chamados a nos engajarmos na Ação Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa com os leigos e os catequistas, convidando-os e os enviando a se engajarem e a permanecerem participando, ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais, missionários e catequéticos, a fim de que todos sigamos aquele chamado de Jesus: ide por todo o mundo; pregai o evangelho a todas as criaturas.

 Todos temos que estar preparados para sair por toda parte: pelas cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando a boa nova. O povo está precisando ser bem formado e bem orientado para as coisas de Deus. Para fazer tal serviço de bem comunicar a verdade, temos que usar de todos os meios: televisados, falados e escritos.

Nossas Dioceses estão bem conscientes disto, estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando Rádios, Jornais, Revistas e folhetos, como excelentes Meios para evangelizar. Na medida do possível, sempre os utilizei.

 Mesmo hoje, aposentado, tenho aproveitado este blog do meu irmão e colega, Professor Leunam (a quem sou grato) por continuar me comunicando.

Desejo, profundamente, que nossos leigos reconheçam suas funções batismais e as realizem trabalhando intensamente: reunindo o povo de Deus, proferindo ou lendo a Palavra e explicando-a com competência para melhor desempenharem as missões de sacerdote, profeta e rei, como nos referimos acima.

Os leigos, os catequistas ou os missionários e consagrados têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres diocesanos e os regulares ou religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar tempo para os Padres desempenharem sua missão específica (celebrar os sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo próprio padre.

Antes de se criticar o leigo ou a leiga por serem “beatos” ou “baratas de Igreja” ou, como na linguagem comum, “aquele que está por fora ou que de nada entende” deve-se ver neles, “um entendido”, “aquele que é capaz” ou “que está por dentro”.

A Igreja não pode prescindir da atividade do Leigo. Afinal, foi o próprio Jesus quem convidou os 72 discípulos, representando o povo de Deus, e os 12 Apóstolos, representando os Ministros Ordenados: os Sacerdotes. Este esquema tem que ser respeitado até o fim dos tempos.

Que todas as Paróquias unam suas forças de Padres e de Leigos – dos 12 Apóstolos e dos 72 Discípulos – para melhor darem continuidade à Missão que Jesus lhes confiou. Em qualquer final dos 04 Evangelistas, a gente pode ler as últimas recomendações de Jesus, mais ou menos, com as mesmas palavras. Pela ordem, Mateus 28, 19-20:

 “vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”. Se quiser conferir, veja em Marcos 16, 15-18. Lucas 24, 36-49. João 20,19-23.

 No 4º parágrafo, ali acima, ainda no início deste “comentário”, eu disse que ‘um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido politico, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade’... (enfim, ali está; releia). Será que são os mais conscientes, os mais interessados no bem-estar da coletividade, que estão ocupando esses espaços?

Este ano haverá eleições. Será que os candidatos, em todo município da Federação, estão preocupados com o bem social, ou só com o bem pessoal? A experiência que estamos tendo de homens públicos – no país, no estado e no município – está, ao menos, vislumbrando, melhoras, esperanças e efeitos democráticos, ou a “polarização”, “o negacionismo”, ou a mistura de política e religião perduram e nos vão afastando de qualquer respeito pela democracia?

Os gastos com uma campanha política podem ser alcançados por um candidato do povo ou por um pobre líder comunitário? Como está longe das elites abrirem mão de seus privilégios, para darem vez a um governo popular!

Desde quando começamos a falar de vocações, no mês de agosto, pensávamos que os Leigos – maioria da população – se fossem empolgar com o desafio de que, como cristãos se sentissem atraídos pra transformar o Mundo.

O Apóstolo Paulo deixou-nos um conselho, através do Bispo Timóteo em sua 2ª Carta 4,2: “prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente”. Certamente, se “insistirmos pregando”, com menos de 2.000 anos, venceremos.     

ENVIE O SEU COMENTÁRIO para leunamgomes@hotmail.com


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