A IMPORTANTE AÇÃO DO LEIGO, NA
IGREJA CATÓLICA!
Como comentamos
sábado passado, estaríamos falando hoje, nesta última semana do mês, sobre a Vocação do Leigo ou do Catequista,
já que, no próximo sábado falaremos sobre o Mês da Bíblia, ao iniciar o mês de setembro.
Tenho sempre lembrado
que a Igreja tem feito, através da PASCOM, uma convocação constante de seu povo
e de suas pastorais, para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social -
falados, escritos ou televisados - para transmitir o bem, a verdade e a paz, como
o fizemos, sábado passado, 17.
Este mês, dedicado às Vocações, é uma excelente
oportunidade para revermos nossas opções ministeriais - padre, pai e religiosos
- embora ainda tenhamos, estes últimos dias para abrir os horizontes
vocacionais e profissionais dos leigos. Estes têm um papel, preponderante, na
sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque se trata da maioria.
Pelo batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a
exercer 03 funções: de sacerdote, de profeta e de rei. Um
leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma
associação de moradores, em um partido político, em um sindicato de classe
social, em um trabalho de mutirão na comunidade, enfim, de presidir, coordenar,
comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso é possível, por causa da função
sacerdotal que o batismo lhe confere. É o sacerdócio comum dos fiéis. Não é
preciso ser padre para isso.
A segunda função do leigo é proferir a palavra de
Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é preciso pedir licença ao pároco ou ao
bispo. Ele já pode reunir, por ser sacerdote e pode proferir, por ser profeta.
Enganam-se os que pensam que profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não!
Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do
seu próprio batismo. O que ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É
coisa de Deus.
A terceira função, dada pelo batismo ao cristão, é a
de ser rei, i.é., ter autoridade
para pregar a palavra. Competência
para interpretá-la, fielmente. Eloquência
para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se sair na hora da descrença ou refutação de alguns.
Segurança para não se intimidar ou
gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder questionamentos.
É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa vontade, mas lhes
falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que tornem o seu
pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém se atreva a
contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e seguros quanto os
seus.
Do jeito que os padres e os religiosos somos
chamados a nos engajarmos na Ação Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa
com os leigos e os catequistas, convidando-os e os enviando a se engajarem e a
permanecerem participando, ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais,
missionários e catequéticos, a fim de que todos sigamos aquele chamado de
Jesus: ide por todo o mundo; pregai o evangelho a todas as criaturas.
Todos temos que estar preparados para
sair por toda parte: pelas cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando
a boa nova. O povo está precisando ser bem formado e bem orientado para as
coisas de Deus. Para fazer tal serviço de bem comunicar a
verdade, temos que usar de todos os meios: televisados, falados e escritos.
Nossas Dioceses estão bem conscientes disto,
estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando Rádios, Jornais, Revistas
e folhetos, como excelentes Meios para evangelizar. Na medida do possível,
sempre os utilizei.
Mesmo hoje,
aposentado, tenho aproveitado este blog do meu irmão e colega,
Professor Leunam (a quem sou grato) por continuar me comunicando.
Desejo, profundamente, que nossos leigos reconheçam
suas funções batismais e as realizem trabalhando intensamente: reunindo o povo
de Deus, proferindo ou lendo a Palavra e explicando-a com competência para
melhor desempenharem as missões de sacerdote, profeta e rei, como nos referimos
acima.
Os leigos, os catequistas ou os missionários e consagrados
têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres diocesanos e os
regulares ou religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar
tempo para os Padres desempenharem sua missão específica (celebrar os
sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o
leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo próprio padre.
Antes de se criticar o leigo ou a leiga por serem
“beatos” ou “baratas de Igreja” ou, como na linguagem comum, “aquele que está por fora ou que de nada
entende” deve-se ver neles, “um entendido”, “aquele que é capaz” ou “que está por dentro”.
A Igreja não pode prescindir da atividade do Leigo.
Afinal, foi o próprio Jesus quem convidou os 72 discípulos, representando o
povo de Deus, e os 12 Apóstolos, representando os Ministros Ordenados: os
Sacerdotes. Este esquema tem que ser respeitado até o fim dos tempos.
Que todas as Paróquias unam suas forças de Padres e
de Leigos – dos 12 Apóstolos e dos 72 Discípulos – para melhor darem
continuidade à Missão que Jesus lhes confiou. Em qualquer final dos 04
Evangelistas, a gente pode ler as últimas recomendações de Jesus, mais ou
menos, com as mesmas palavras. Pela ordem, Mateus 28, 19-20:
“vão
a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o
que tenho ordenado a vocês. Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos
tempos”. Se quiser conferir, veja em Marcos 16, 15-18. Lucas 24,
36-49. João 20,19-23.
Este ano haverá eleições. Será que os candidatos, em
todo município da Federação, estão preocupados com o bem social, ou só com o
bem pessoal? A experiência que estamos tendo de homens públicos – no país, no
estado e no município – está, ao menos, vislumbrando, melhoras, esperanças e
efeitos democráticos, ou a “polarização”, “o negacionismo”, ou a mistura de
política e religião perduram e nos vão afastando de qualquer respeito pela
democracia?
Os gastos com uma campanha política podem ser
alcançados por um candidato do povo ou por um pobre líder comunitário? Como
está longe das elites abrirem mão de seus privilégios, para darem vez a um
governo popular!
Desde quando começamos a falar de vocações, no mês
de agosto, pensávamos que os Leigos – maioria da população – se fossem
empolgar com o desafio de que, como cristãos se sentissem atraídos pra
transformar o Mundo.
O Apóstolo Paulo deixou-nos um conselho,
através do Bispo Timóteo em sua 2ª Carta 4,2: “prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente”. Certamente,
se “insistirmos pregando”, com menos
de 2.000 anos, venceremos.
ENVIE O SEU COMENTÁRIO para leunamgomes@hotmail.com
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