sábado, 24 de agosto de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

NOVOS PROFESSORES SÃO EMPOSSADOS NA UVA, PELO GOVERNADOR  ELMANO DE FREITAS

EDIÇÃO DE  24.08.24

Não devemos votar em patentes, (delegado, soldado, cabo, sargento, major, capitão, coronel, general) sem antes, conhecer a sua história, seus compromissos.

 A ideia de que as patentes nos querem transmitir é de uma ameaça velada. Como se dissesse: “lembre-se de que eu sou...”

 Na realidade, o motivo do voto deve ser o que o candidato fez para merecer e não a sua patente. Quais as ideias que defende? Pensa no bem coletivo?

 É recomendável pensar bem ao escolher  o candidato para não se envergonhar depois, do voto que deu. 

Santana do Acaraú tem agora a sua Academia de letras e Artes. Dentre os acadêmicos, os amigos : Valdeci Vasconcelos  e Paulo Pardal.

É muito interessante que os municípios tenham um local para destacar os seus intelectuais que produzem arte e cultura. Sem esperar iniciativa dos gestores.

 Defendo que Academias podem transcender aos limites de suas reuniões formais e contribuírem com a melhoria da arte e da cultura da comunidade, criando eventos.

 A próxima quinta feira terá dois eventos importantes da Anistia. Pela manhã, no Arquivo Público, palestra  sobre os 45 anos da Anistia com o tema  HISTÓRIA, MEMÓRIA E JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO

 À tarde, reunião ordinária da Comissão Especial Wanda Sidou, com Relatos de Conselheiros sobre Requerimentos anteriormente encaminhados.

 Os dois eventos serão abertos ao público. Seria importante que universitários de História e Ciências Sociais pudessem comparecer.

 Por sugestão do Comunicador Luiz Regadas, participarei, mensalmente, de debate na Rádio e TV Atitude Popular.

 Sou um grande defensor dos meios de comunicação e estou escrevendo um livro sobre a perseguição da ditadura aos programas do Movimento de Educação de Base-MEB, na Rádio Assunção.

 O título deverá ser este: RIACHO SECO – A Comunidade imaginária que intimidou a ditadura. Contando a história do Programa A ESCOLA EM SUA CASA. Val Macedo está preparando a capa.

 O Programa tinha duração de meia hora e atingia mais de 4000 ouvintes, em grupos organizados, em mais de trezentas comunidades rurais. 

 O MEB recebia em torno de cem cartas por dia.  Era o maior índice de correspondências da Rádio Assunção. Aquilo assustava a ditadura. Era 1971.

 Mais ainda, a metodologia adotada nos programas provocava mudança de atitudes e comportamentos nos ouvintes. As comunidades começaram a se organizar.

O próprio Governador Elmano de Freitas deu posse aos novos Professores da querida UVA. A oradora, representando os empossados foi minha ex-aluna Margarida Pontes. (clique e ouça)

 A Doutora Carol Braga está escrevendo a sua tese de Doutorado sobre as mulheres perseguidas pela ditadura no Ceará. Conseguiu identificar 369 mulheres.

Em todas os períodos de campanhas políticas surgem movimento de desqualificação dos candidatos, como se só existissem os oportunistas.

 A política é fundamental. Tudo depende de decisões políticas. Bons políticos produzem boas decisões. Maus políticos tentam tirar proveitos pessoais. Resta-nos escolhe bem.

 A mais importante cidade do país está às voltas para escolher um prefeito. Há ameaça, segundo as pesquisas de opinião, de escolher uma pessoa complicada na justiça.

 Enquanto isto o Nordeste tem-se caracterizado por escolher  gestores com visão social mais ampla. E os resultados estão aí. O Ceará se projeta na Educação.

 A UFC escolheu a Professora Ruth Cavalcante para receber o titulo de Doutora Honoris Causa. Segundo o Reitor a escolha valoriza a própria UFC. É motivo de orgulho para a Universidade.

 

Ontem, pela manhã, o Dr. João de Paula Monteiro, a convite da CREDE 13, fez um relato sobre a resistência estudantil à ditadura militar de 64.

 O conferencista é crateuense e contou a própria história vivida no tempo da ditadura. João de Paula foi uma das principais lideranças estudantis do Ceará.

 Perseguido e preso, conseguiu, depois exilar-se no Chile e na Alemanha. Retornou ao Brasil após a promulgação da lei de Anistia.

 O entusiasmo dos jovens, nas campanhas eleitorais, não deve deixar de lado as experiências dos veteranos. Músicas sem pé nem cabeça, provocam rebolado, mas ganham eleição.

 Os tempos são outros. É preciso estratégias que levem o povo a pensar. O povo precisa opinar sobre o que espera dos candidatos. O povo precisa ser ouvido.

       





 







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