O ANÚNCIO DO EVANGELHO, NO MUNDO CONTEMPORÂNEO!
Depois de “comentar”, em
Agosto, sobre o Mês das Vocações; em Setembro, sobre o Mês e Dia da Bíblia,
prometia para Outubro, um Dia e Mês das Missões e já adiantava tema e lema,
sugeridos pelo Papa Francisco para o Mês Missionário, sobretudo para comemorar
o 98º Dia Mundial das Missões, neste dia 20, amanhã, penúltimo Domingo de
Outubro. Dentro de 02 anos, já vamos
celebrar o 1º Centenário da instituição do Mês das Missões na Igreja.
Encontrei motivos e exemplos concretos de Ação Missionária da Igreja, nestes quase Cem Anos, embora garantisse, para este Domingo, amanhã, um aprofundamento maior sobre sua história e ação catequéticas. Fá-lo-ei agora.
Temos lembrado a cada ano, o histórico acontecimento: “o Papa Pio XI instituiu em 1926, o Dia Mundial das Missões, a ser comemorado todos os anos, no penúltimo Domingo do Mês de Outubro, que o tornou conhecido, como o Papa Missionário”. Seu Pontificado ficou marcado pelo lançamento da Encíclica Rerum Ecclesiae com os principais objetivos missionários que norteariam seu reinado apostólico, publicada na Festa de Pentecostes de 14 de Abril de 1926. Daí, a celebração centenária, no Pentecostes de 2026.
A partir de então,
todos os Papas, que se lhe seguiram, lançaram logo, no Pentecostes, a sua
Mensagem para o Dia Mundial das Missões, a ser celebrado no penúltimo Domingo
de Outubro, como o fez este ano, o Papa Francisco para este dia 20, amanhã,
portanto, 98ª edição do Dia Missionário.
Inspirou-se no
Evangelho de Mateus 22,9 para fundamentar seu recado: Ide e convidai a todos para o
banquete, motivando-nos a todos os Irmãos e Irmãs com o tema da
Parábola Evangélica do banquete nupcial. Assim inicia:
“Queridos irmãos e irmãs!
Depois que os convidados recusaram o convite, o rei – protagonista
da narração – diz aos seus servos: ‘ide às saídas dos caminhos e convidai para
as bodas todos quantos encontrardes’. Refletindo sobre esta frase-chave, no
contexto da parábola e da vida de Jesus, podemos ilustrar alguns aspectos
importantes da evangelização. Tais aspetos revelam-se, particularmente atuais,
para todos nós, discípulos-missionários, nesta fase final do percurso sinodal
que, de acordo com o lema ‘Comunhão, Participação, Missão’ deverá relançar na
Igreja o seu empenho prioritário, isto é, o anúncio do Evangelho no mundo
contemporâneo”.
O Papa Francisco realça dois verbos, imperativos, na fala do rei: ‘ide’ e ‘convidai’’. Cem anos atrás, o Papa Pio XI já demonstrava ter a mesma preocupação ao escrever a sua Encíclica Rerum Eclesiae e divulgando naquele Pentecostes de 1926, surpreendendo a todos os que estavam na Basílica de S. Pedro: “parou no meio do seu sermão, tirou o ‘soli Deo’, transformou-o numa ‘sacola’ e pediu ajuda aos senhores cardeais, bispos, presbíteros e fiéis ali presentes, para as iniciantes Pontifícias Obras Missionárias, que continuam na Igreja até os dias de hoje”.
Deu-nos o exemplo. Uniu
teoria e prática, ensinamento e realidade. Deu a entender que não basta a
teoria; tem que praticá-la. Não é só falar; é agir.
Tanto Pio XI, como Francisco, cem anos entre
si, descobriram motivos que justificassem a ação missionária da mesma Igreja,
fundada por Jesus, sempre atualizando-a. Concílios, Anos Santos, Sínodos,
Conferencias, Campanhas Missionárias, Projeto Igrejas Irmãs, Conselhos
Missionários, Centros Culturais Missionários
e os mais variados estudos e eventos mundiais, tudo deveria ter como
finalidade, a renovação da Igreja e sua atualização constante.
Estamos
mais longe de Pio XI, mas o Papa Francisco nos tem feito recordar
acontecimentos Internacionais, Jubileus e em cerca de 50 viagens ao redor do
mundo, com o seu criativo “espírito de sinodalidade”, como uma
base de estímulo à continuidade da Missão, deixada por Jesus, a que nos
propomos espalhar por toda parte: os sucessores dos 12 Apóstolos e os 72
discípulos, como lembrávamos em nosso comentário da semana passada, ao
agradecer a Deus pelos meus 84 anos de vida.
Desde o Dia Mundial das
Missões do ano passado, Francisco já nos preparava para a mensagem deste ano,
quando dizia: “continuo a sonhar com uma
Igreja toda Missionária, e com uma nova estação da ação missionária das
Comunidades Cristãs. Sim, oxalá todos nós sejamos na Igreja o que já somos em
virtude do Batismo: profetas, testemunhas, missionários do Senhor! Com a força
do Espírito Santo e até aos confins da terra”.
Com base na
criatividade do próprio Jesus, o Papa Francisco realça o banquete nupcial de
que trata Mateus, em que o rei ordena: “ide e convidai”: a missão
como ida incansável e o convite para a festa do Senhor.
Arremata o Papa:
“a ida deve ser, sempre incansável, rumo a toda a humanidade. O
convite é para estar sempre em saída ao encontro de cada ser humano. Tem-se que
ir sempre além, estar sempre em saída, apesar da indiferença ou da recusa.
Mesmo assim, ir e convidar. O Bom Pastor não desanima, vai em frente, à procura
das ovelhas perdidas do povo de Israel. Tem que ir sempre mais além, para
alcançar as ovelhas mais distantes”.
Será que o Papa Francisco está dizendo isso, só por dizer? O exemplo, dado por ele, em tantas viagens, dialogando com as mais diversas religiões e ideologias, com gente de paz e com gente de guerra, não é um testemunho missionário de quem quer dar um recado, realmente cristão?
Lembram-se, no tempo da
pandemia, quando ele foi a Ur, na Caldéia- Iraque, terra de Abraão, tentar
diálogo com muçulmanos, 90% da população, onde os católicos eram minoria, para
dizer a todos, que éramos descendentes de Abraão e monoteístas, por que
acreditávamos num mesmo e único Deus?
Nesta Mensagem para o
dia de amanhã, 98º Dia Mundial das
Missões, o Papa Francisco diz que
“a Missão
de Cristo é a missão da plenitude dos tempos, como Ele mesmo declarou no início
da sua pregação: completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo” (Mc1,15). Prossegue o Papa: “os discipulos de Cristo são chamados a continuar esta mesma missão do
seu Mestre e Senhor”.
E Francisco acrescenta uma citação do Concílio Ecumênico Vaticano II (Decr. Ad gentes, 9), como compromisso missionário da Igreja:
“a atividade missionária se desenrola entre o primeiro e o segundo Advento do Senhor... Antes que Ele venha, tem de ser pregado o Evangelho a todos os povos”.
A Mensagem de Francisco para este 98º Dia Mundial das Missões - que vale a pena copiá-la, por completo, na Internet - conclui afirmando: “A missão para todos requer o empenho de todos. Por isso é necessário continuar o caminho rumo a uma Igreja, toda ela, sinodal-missionária, ao serviço do Evangelho. De per si, a sinodalidade é missionária e a Missão é sempre sinodal”.
Francisco conclui sua Mensagem, pedindo ao Senhor que nos guie e ajude a ser uma Igreja mais sinodal e mais missionária. Pede também a Maria - que obteve de Jesus, seu 1º Milagre, numa festa de núpcias, bem dentro da sugestão temática deste dia – que ela interceda, maternalmente, por todos nós para que sejamos discípulos e missionários, comprometidos com a verdade.
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