sexta-feira, 6 de junho de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

O Papa Leão honrará o compromisso de Francisco

A morte do Papa Francisco - seguida dos dias, tradicionalmente, previstos e programados para os respectivos calendários litúrgicos que incluem celebrações, exéquias, visitação pública, acolhimento de autoridades e corpos diplomáticos de todos os regimes políticos, cristãos ou não, de todas as nações, católicas ou não, com a convocação de todos os cardeais, eleitores ou não, para o Conclave de escolha do novo Papa, com prazos, secularmente, pré-estabelecidos – chegou num momento imprevisível, bastante difícil de ser executado, dada a atipicidade do grande evento.

             Todos os espaços da Cidade de Roma, das Basílicas e Avenidas são ocupados por peregrinos de todo o mundo que vêm a Roma ou ao Vaticano por causa da fé, ou pela curiosidade em torno do evento, ou pela ação pastoral do Papa que se foi e a perspectiva do Papa que vai chegar. De fato foi um momento especial que envolveu a Cidade Eterna e se deveu, em muito, à Missão de Francisco em apenas 12 anos de Pontificado.

            Semelhantemente, às escolhas anteriores, as bolsas de valores se movimentaram, as apostas, à moda antiga e pelas Bets, também repercutiram, e, do mesmo jeito que se “joga” nos páreos esportivos ou políticos, também se quer “jogar” na escolha de um Papa. Segundo a fé cristã, na Igreja não há jogada. O “jogo” é um “Dom de Deus”: o do Espírito Santo. Assim acreditamos.

            Eleito o novo Papa, todas as especulações, as “apostas” ou ‘fake news’ se foram e, como se deu com Francisco, deu-se também com Leão XIV: “veio lá do fim do mundo”! Ninguém “jogou’ neles. Eu disse isto.

            Disse também no Comentário do dia 17/05 que o Papa Leão XIV era tão “continuador de Francisco” que já havia programado “saldar um compromisso internacional dele, marcado pra Isnik, antiga Nicéia, na Turquia”, comemorativo do 1.700º aniversário do  Concílio Cristão ali realizado em Maio de 325  d.C. convocado pelo Imperador Romano, Constantino, “para tratar da Natureza Divina de Jesus Cristo”.

            Três dias após o meu Comentário do dia 17/05, entra em cena uma das Universidades Pontifícias de Roma: a Universidade Urbaniana, que, entre os muitos existentes: - Ateneus, Institutos, Faculdades, Colégios Pontifícios ou outras Instituições incorporadas ou associadas espalhados por toda a Cidade – iniciou uma jornada de estudos sobre “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. Mil e setecentos anos do Concílio Ecumênico de Nicéia” com teólogos e especialistas de todo o mundo.

            O Cardeal Vitor Manuel Fernandez, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé e presidente da Comissão Teológica Internacional disse que “Nicéia é um chamado à comunhão interna, para que a unidade no essencial nos traga alegria e nos fortaleça”. E Sua Eminência acrescentou: “o que estamos preparando aqui nesta Universidade Urbaniana vai lembrar o que aconteceu naquela cidade da Ásia Menor que, a partir de 20 de Maio de 325 sedeou o primeiro Concílio Ecumênico da história”.

A escolha daquela Universidade pra resgatar aquele momento da História é porque ela é uma fundação da Congregação para a Evangelização dos Povos. Tem por finalidade preparar padres, irmãos e irmãs religiosos e leigos para o serviço missionário. Sua origem remonta ao Papa Urbano VIII que decidiu estabelecer uma nova Faculdade, através da bula papal Immortalis Dei Filius. Esse pequeno detalhe nos poderá fazer entender a grandiosidade da Igreja, muitas vezes criticada, mal entendida e vulgarizada por gente sem fé.

            Até a localização da Universidade Urbaniana é na mesma Colina Romana – Monte Janículo – onde se situa o Vaticano: mais perto do Papa. Em torno de Sua Santidade na Cidade Estado do Vaticano, e por toda a Capital Italiana e demais Províncias, há uma presença concreta do poder da Igreja,              bi-milenar de: Universidades, Faculdades, Ateneus, Institutos, Instituições, Colégios masculinos e femininos, teológicos ou filosóficos, de iniciação ou de pós-graduação cristã para abastecer, intelectualmente os membros da Igreja que, em qualquer parte do mundo estejam necessitando de um “aggiornamento”.

            Agora, que Leão XIV surge como Pontífice, polivalente, preparado, missionário e pastor, ele aproveitará da grande oportunidade para dar uma geral na Igreja e continuar a Missão de Jesus, tão bem vivida por Francisco.

            O Papa Leão honrará o compromisso de Francisco, não só pela força do nome que ele representa, mas pela força da entidade que ele comanda. Vá em frente, Santo Padre. O mundo está entendendo o seu recado e a sua hombridade com Pedro, Urbano e Francisco, só para lembrar alguns.

            No Domingo, 18 de Maio - um dia após o meu Comentário da Semana, ao qual me referi, no dia 17, ali acima – eu disse também que, naquele Domingo, 18, às 10 horas da manhã, horário de Roma, Leão XIV estaria dando início, oficialmente, ao seu Pontificado, na grande celebração que presidiria na Praça de São Pedro para autoridades civis, eclesiásticas, patriarcas cristãos de Igrejas Orientais, evangélicos e povo, em geral, gente de todo o Mundo e de diferentes credos religiosos, pois era o dia de sua entronização na Igreja, já que ele é o Chefe Universal da Igreja. Era um dia importantíssimo para todos.

            Entre os seus inúmeros convidados estava o Patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu 1º, com quem teve um “diálogo privado” e marcou uma audiência para a 2ª feira, 19/05, no Palácio Apostólico, onde vive o Papa.

Houve troca de presentes, fizeram um compromisso comum pela paz e pelo meio ambiente e o desejo de se reencontrarem em Niceia para os 1.700 anos da realização do Concílio, que o amigo, Papa Francisco já havia agendado. Falou ao novo Chefe da Igreja Católica em dez Encontros que teve com o amigo Francisco e “se sentia feliz por já tê-lo ouvido falar à Imprensa Mundial, no seu desejo de visitar a Turquia, ainda este ano, em data a ser definida, para comemorar junto com o Patriarca o 1.700º aniversário da convocação do primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia”.

Continuamos no aguardo dessas definições de datas, mesmo sabendo que, de cada lado, as perspectivas são as melhores possíveis: o Patriarca diz “ver com grande satisfação que podemos continuar no mesmo caminho das nossas Igrejas pelo cristianismo inteiro, pela paz no mundo” e o Papa Leão XIV diz compreender “a autoconsciência da Igreja Católica pela convicção de ser a Igreja originária, fundada por Cristo, que nela subsiste. Mas esta convicção não exclui que, sob outro ponto de vista, possamos falar da única Comunidade dos discípulos de Cristo, que formamos, juntamente, com todos aqueles que o aceitam e o amam como verdadeiro homem e como Filho ‘homoousios’ do Pai”.

(N.B.) Não se assuste: tudo o que é feito, produzido, engendrado por Deus ou pelo Pai é criado, inventado; é algo fora do Criador: o ‘homoousios” é igual ao Criador. Não está fora dele. É ele mesmo. Só existe ‘homoousios’ nas 03 pessoas Divinas. São a “Divindade”. Uma não é a outra. Por isso, 3 pessoas numa única Divindade. Ficou mais confuso? Pense, repense! É a isso que se chama ‘mistério’. Se a ciência não lhe ajuda a entender, a sua Fé ajuda. Tente!







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