sábado, 27 de dezembro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 


ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS PODERIA SER UMA PRIORIDADE EM DIREITOS HUMANOS!

EDIÇÃO DE 27 de dezembro

Quase no Natal, perdemos uma pessoa que, para nós, da UVA, tinha sido um grande presente. Foi o Chico Guedes como nos acostumamos a tratá-lo.

 À época, Pró- Reitor de Extensão, recebi a entrada do Chico em nossa equipe, de fato como um raro presente. Uma pessoa competente, dedicada, humana e com uma visão social surpreendente.

Era tudo que desejávamos na Pró-Reitoria. Tínhamos um vasto trabalho junto à Alfabetização Solidária e precisávamos de alguém que olhasse para a organização comunitária.

 O Chico Guedes preenchia aquela lacuna, enquanto cuidávamos de uma tarefa extra que nos surgiu: Formação de Alfabetizadores de Adultos em Cabo Verde, África.

 Entre mais de 200 instituições superiores parceiras do Programa Alfabetização Solidária, a UVA havia sido escolhida para a experiência internacional. A chegada do Chico foi fundamental.

Com certeza os trabalhos que ele conduzia, na UVA, terão continuidade, graças à fundamentação que ele imprimia em tudo que fazia. Obrigado, amigo.

 No âmbito familiar, um grave acidente, em Guaraciaba do Norte, tirou a vida do primo Ostélio Gomes Furtado, Fisioterapeuta.

                                                
O sepultamento, depois de cumpridas todas as formalidades legais, será hoje em nossa cidade onde moram muitos dos seus irmãos.

 Há 47 anos, no dia 25 de dezembro, morreu nosso pai. Uma coincidência de datas na família que fará do Natal uma oportunidade de muitas lembranças e saudades.

 No período de propaganda eleitoral gratuita, partidos que sempre votam contra os interesses do povo se apresentam como paladinos dos interesses coletivos.

 Aparece até um deputado apresentando-se como responsável pela indenização aos aposentados que foram ludibriados pelos espertalhões.

 Mais do que nunca, devemos estar atentos ao que vão dizer para conquistar votos.  De olhos nos candidatos a deputados federais, estaduais e senadores.

 Boa parta só defende os interesses pessoais. São os que combatem, radicalmente, a corrupção, mas guardam milhares de reais em casa, em sacos plásticos.

 A propósito, os bons pastores estão muito mal com o comportamento dos maus pastores que abusam do nome de Deus para enriquecer.

 Muitos dos que estão na Câmara Federal, no Senado e Assembleias fazem vergonha aos que neles votaram. Dão a entender que não sabem o que estão fazendo.

 As mesas diretoras deviam dar melhores orientações sobre o comportamento dos que ali chegam com os votos do povo.

 No passado, os representantes do povo eram pessoas de grande respeitabilidade. Hoje, muitos fazem vergonha. Demonstram nem saber da existência de Regimentos.

 No Comentário da Semana, escrito semanal e competentemente, pelo Mons. Assis Rocha, mostra momentos marcantes e saudosos de sua vida pastoral.

 Foram 35 anos em Pernambuco em contatos diretos com as populações jovens de diversas paróquias. Hoje, Mons. Assis fala de Amaraji em prosa e muitos versos.

 Não sou muito ligado em aposta, loterias e semelhantes. Vez por oura compro pontos de algumas instituições, quando vejo importância e o alcance social da promoção.

 Foi o caso recente. Comprei pontos numa Rifa da ATITUDE POPULAR, sistema de comunicação de grande relevância. E deu certo. Ganhei uma Cesta de Natal.

 Aliás, uma cesta importante em quantidade e qualidade. Proporcionou um grande jantar para mais de 40 pessoas. E ainda sobrou para o dia seguinte.

 Foi preparada e doada pela senhora Bel Castro, grande colaboradora da Atitude Popular e ouvintes dos variados programas, pelo Youtube e Blog. Obrigado.

 Não entendo porque as instituições públicas e privadas não valorizam a Alfabetização de Adultos. Falta tão pouco para zerar o analfabetismo!

 Na UVA, desenvolvemos, com êxito um projeto que denominamos ALFABETIZAÇÃO, DESENVOLVIMENTODE HABILIDADES E GERAÇÃO DE RENDA.

 Á alfabetização de adultos, em nosso entendimento é um dos principais Direitos Humanos. É incrível a mudança na vida das pessoas que se alfabetizam.

 Especialmente quando o método de alfabetização é o que foi criado por Paulo Freire e testado, pela primeira vez, com muito sucesso, em Angicos, no Rio Grande do Norte.

 Será que o nome de Paulo Freire ainda assusta. O Projeto acima que desenvolvemos na UVA, em alguns municípios, causava grande entusiasmo.

 Começava valorizando o que cada pessoa sabia fazer e, depois de alguns dias promovíamos uma feira com amostra e comercialização dos produtos ou habilidades de cada um.

 Era um sucesso. Muitos, logo sugeriam que a feira fosse realizada mensalmente. Tudo era vendido nas comunidades e produziam renda para os expositores.




sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA


Vida de um Sertanejo

Pegando “carona” neste título, atribuído a mim - acerca de 50 anos - quero referir-me ao “meu primeiro amor de padre”, vivendo meu 1º Paroquiato em Amaraji, Paróquia de São José da Boa Esperança, na Arquidiocese de Olinda e Recife, em Pernambuco, quando lá chegara por esse Tempo do Natal.  

            Havia findado o velho ano litúrgico, com a Festa de Cristo Rei do Universo, no último Domingo do Ano, pra no Domingo seguinte, 1º do Advento, dar início ao Novo ano litúrgico; exatamente como agora.

Estou vivendo de saudades e de muitas memórias. Tenho-me deparado com muitos papéis amarelados, pelo tempo, e surgem as reminiscências. Não há mais Paróquia para cuidar e eu tenho mexido com papéis envelhecidos e que me arrebentam de nostalgias e me levam a externá-las.

            É o que me está ocorrendo, neste instante, relendo e tentando cantar, letra e música de Marcelo Gomes e Joãozinho Gouveia, intituladas Vida de um Sertanejo com a respectiva e imediata resposta que dei, mesmo reconhecendo que “Alguma coisa é verdade/, nisto que você me escreve/, no entanto, vejo é bondade/, daí, tal resposta breve”. Repasso aos leitores: proposta e resposta a fim de que todos entendam as ‘mensagens proféticas’ desse tão antigo diálogo.

            Pela contemporaneidade destas mensagens, quero acrescentar mais duas, dos mesmos autores, integrantes do nosso Grupo de Jovens, à época, intituladas: Louvor ao Sertão, ao visitar Afogados da Ingazeira e Homenagem a Dom Helder no encerramento da Festa de São José, Padroeiro de Amaraji.

 

Vida de um Sertanejo

(Por Marcelo Gomes e Joãozinho Gouveia – Paróquia de Amaraji – PE – de 1978 a 1983)

 

Vemos coisas neste mundo                          Ele é um poliglota

Muito fáceis de explicar:                             Formado em Sociologia

Uma é o amor profundo                                      E é pouca gente que nota

E a outra, eu vou falar.                                 Que ele conhece a Psicologia

 

Começou no sertão pobre                            Por esse mundo afora

Em Bela Cruz do Ceará                               Ele é conhecedor

Nasceu um menino nobre                            Pois quando criança de outrora

Muito raro de se encontrar.                          Ele foi um sonhador:

 

Ele tem na sua testa                                      De ser um sacerdote

Uma estrela divina                                         Pra viver peregrinando

E ele nunca protesta/Aquilo que                   Até o dia de sua morte

Lhe foi dado com muita estima                     O Evangelho viver pregando

 

 Todos vão compreender                             Teu semblante, Padre Assis

 A história que eu fiz                                  É de uma maneira descomunal

Pois é fácil perceber                                   Faz o povo ser feliz,

Que é do Francisco de Assis.                      Olhando a todos por igual.

 

Saiu de sua terra tão linda                           Comumente aprovado

Pro Seminário de Sobral                             És delírio da Cidade

E depois foi pra Olinda                               Pois todos têm observado

Tornar o seu sonho, real;                             Teu ar de felicidade

 

Se ordenando foi pra Afogados                   Tenha sempre esse bom senso

E de uma Rádio foi diretor                          Para tudo construir

Pelos jovens foi estimado                            Pois com esse amor imenso

Porque a todos ele amou                              Pelo povo de Amaraji

 

Doze anos foram passados                         Serás lembrado por nosso Deus

Pro Recife ele voltou                                  E por Aquele que ressurgir

Depois de ter observado                             Pois todos contam como procedeu

Que sua vontade era de ser Pastor              E o que fizeste por aqui

 

Por isso tendo em mente                            Que Deus lhe dê na terra            

De numa Igreja ele parar                             Tudo que deseja ter

Mas um Colégio Polivalente                       E esse “espírito de guerra”

Em Paratibe foi comandar.                          Continue até morrer                     

                                                                                                                                             

Pra Amaraji foi enviado                                Nosso Vigário tem 12 anos         

O filho do sertão                                           de vida sacerdotal                                                         

Por Cristo é abençoado                                E que nesse mundo profano     

Vamos aceitá-lo como irmão                        Ele é fenomenal                                                 

                                                                                                                                             

Onde hoje faz dois anos                               Ele tem na sua história                 

Que aqui se fixou                                         A mais bela criatura                       

Por isso eu digo, não me engano                 É completa de vitorias                  

Muitas coisas realizou                                 E também de desventura                                 

 

Tem a alma de nortista

O caboclo de Bela Cruz

E nos lugares é benquisto

Porque tudo de bom conduz

 

OBRIGADO Ceará

Por nos ter enviado

Este vigário que está

Sendo muito estimado

 

 


RESPOSTA DO PADRE ASSIS – NO MESMO DIA – 1978 a 1983 – EM AMARAJI – PE.

 

Diz Cristo em seu Evangelho,                            Marcelo, jamais pensei

Sem pedir favor nem juros,                                Em também poder rimar;

Frase que aplico a Marcelo:                               Você me ajudou, eu sei,

“Tudo é puro para os puros”.                             Começando a me inspirar.

 

Se você me acha bom                                      Veja só meus pobres versos

Não é porque eu seja,                                       De quem não tem experiência,

Você foi quem quis dar tom                               São pensamentos imersos,

A uma alma sertaneja.                                      Vazios de muita ciência.

 

Alguma coisa é verdade                                    Todavia eu quis fazê-los,

Nisto que você me escreve                               Mesmo sem sabedoria;

No entanto, vejo é bondade,                              O importante é convertê-los

Daí tal resposta breve.                                      Em diálogo e alegria.

 

Não sou músico nem poeta,                              Minha missão é sublime:

Pra dizer-lhe em igual tom,                                Tentar, com todos, contato.

Se, às vezes, sou profeta                                  Que eu fale, ou ande ou rime,

É com palavra sem som.                                   Sem pôr a “caça” no mato.

 

Marcelo é inteligente,                                        O Bom Pastor é aquele

Músico, poeta e ator;                                        Que cuida bem do rebanho

Se elogiou este vivente,                                    De Cristo, é claro; não dele,

Transmitiu-lhe mais amor.                                 Não importa o tamanho.

 

Não é favor o que eu faço,                                Atualmente Amaraji,

E sim, uma obrigação;                                       Antes, porém, Afogados...

Luto para criar laço                                           Depois? Quando? Onde ir?

E, entre todos, a união.                                     Seguir os velhos... cansado...

 

Tenho “espírito de guerra”                                 É assim minha Missão:

Mas o que quero é a paz;                                  Estar sempre preparado;

Se, neste mundo, a gente erra                           Ter a todos como irmão,

Vem Cristo e nos satisfaz.                                Sem algo especial, de lado.

 

Foi Ele quem me mandou:                                 Sem família constituída,

“Ide por todo este mundo”...                               Sem terras, sem bens, sem nada.

Quem pra vida despertou,                                 Só uma coisa: a vida

O seguiu em um segundo.                                 Para todos na caminhada.

 

Todos somos convidados                                  AGRADEÇO sua mensagem,

A seguir o seu caminho:                                    Suas palavras de louvor,

Os mais simples e os letrados,                          De incentivo e de coragem

Com ele não estão sozinhos.                            Nesta luta pelo amor.

 

Você também está n’Ele,                                  Remeto tudo pra Cristo,

Quando compõe e versos faz,                           Com quem fazemos um elo;

A inspiração parte d’Ele,                                   Minha esperança é só nisto:

Nunca vem de satanás.                                    Surgirão outros... Marcelo!


LOUVOR AO SERTÃO – DE MARCELO E JOÃOZINHO – VISITANDO AFOGADOS

 

Como filhos do Nordeste                            Aqui se faz bom baião,

Não podia ser diferente:                              Aqui se dança forró,

Terra de cabra da peste                              Aqui se passa precisão,

Produz sempre boa gente;                         Porém não se vive só,

Tanto faz Zona da Mata                              Luta-se pela união,

Quanto faz Zona Agreste                            Confia-se no vizinho,

Do mar até o Sertão                                    Tem-se o outro como irmão,

Não há quem nos moleste.                         Dá-se ao outro carinho.

 

De todas as Zonas citadas                         Como viver egoísmo?

Uma nos fala ao coração;                           Ou dar golpe do baú?

Se bem que todas amadas,                        Nesta terra sem racismo,

Respeitamos o Sertão                                 Do Vale do Pajeú?

Pela luta que se trava                                  Sua Capital? AFOGADOS,

Pela fome do irmão                                     Linda, alegre e hospitaleira,

Pela gente sempre brava                           Feita uma ilha em todos os lados,

Que busca sua união.                                 Gente bela e prazenteira.

 

Nunca viemos aqui                                      Rodeada de cidades:

Nunca saímos da Mata,                              Tabira, Iguaracy,

Somos do povo dali,                                    Carnaíba e Solidão,

Cujo amor ninguém desata.                        São José, Irajaí,

Mas não podemos deixar                           Tuparetama e Triunfo,

De sempre reconhecer                               Jabitacá e Calumbi,

Que o Sertão ensina a amar,                     Serra Talhada e Bom Nome

Compor, lutar e vencer.                              Prestam homenagem aqui.

 

                                         HOMENAGEM A DOM HELDER -                                                  PELO GRUPO DE JOVENS DE AMARAJI

             (Encerramento da Festa de S. José – 19.03.1983 – Letra e Música de Marcelo)

 

São José da Boa Esperança

Tem o prazer de receber

O mensageiro que se lança

A ensinar e a aprender

Dom Helder, nossa alegria

Explode como Sinfonia.

 

Não são pensamentos profundos

Como os que estão colocados

Na Sinfonia dos Dois Mundos

Por Vossa Excelência ensinados

Entendemos com muito amor

A “Audácia do Criador”.

 

Enquanto o “Homem meu Irmão”

Ao mesmo tempo fraco e forte

Foi traidor da Criação

Tendo como saldo, a morte,

Mas, se o Espírito soprar

Não duvide “Quem vai Ganhar”.

 

Dificuldades surgirão:

Peste, guerra, fome e vingança

Jamais amedrontarão

O homem que sempre avança

Contra toda a inconsciência

Da “Espiral da Violência”.

 

Enquanto alguém procura o dia,

Ainda se lance e se afoite

Cristo nos deu a alegria

De nascer no meio da noite,

Pois quanto mais for sombreada,

Mais bonita é sua madrugada.

 

Dom Helder nós de Amaraji

Somos gratos pela visita;

Estamos prontos para servir

Nessa Igreja onde milita,

Procurando cada vez mais ter

“Mil Razões para Viver”.






 

sábado, 20 de dezembro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO


VIVÊNCIA E CONVIVÊNCIA NA SALA DE AULA TAMBÉM É APRENDIZADO

EDIÇÃO de 20 de dezembro

 No final de semana passado, estive em dois municípios participando de um Momento Acadêmico com estudantes de Pedagogia do Grupo Nossa Faculdade.

 Diante das más notícias divulgadas, recentemente, sobre a violência nas Escolas a instituição saiu na frente e promoveu um Momento Acadêmico para refletir sobre o assunto.

 A principal dirigente da instituição é a Professora Doutoranda Muldiane Pedroza. No município de Massapê, a Coordenação é da Professora Socorrinha Gomes, de grande credibilidade no município.

 O tema dos dois Momentos foi VIVÊNCIA E CONVIVÊNCIA NA SALA DE AULA que é o subtítulo do meu livro PROFESSOR COM PRAZER.

 A metodologia promoveu muita participação e integração entre os universitários. Exatamente da mesma forma que poderão adotar nas suas salas de aula.

 Tiveram ainda a oportunidade de manusear um livro de linguagem fácil com assuntos exatamente relacionados à Vivencia e Convivência na Sala de Aula.

 Muitos anos não se contiveram e quiseram adquirir um exemplar do livro. A Professora Muldiane sorteou alguns exemplares que tive o prazer de autografar.

 Tudo se encerrou com um almoço de confraternização e muitas fotos que guardariam as lembranças daquele momento. Com exercícios, os Professores se sentiram aptos a aplicar em sala de aula

 No dia seguinte, domingo, o mesmo aconteceu em Irauçuba onde tudo foi organizado pelo Professor Walmir Rafael, Coordenador local. O mesmo assunto, a mesma metodologia e o grande interesse dos alunos, em número bem maior.

 

Pergunto-me: Se os advogados dos réus, condenados pela tentativa de golpe, não conseguiram argumentações para defendê-los, como deputados e senadores conseguiram?

 Os Ministros, com profundos fundamentos das leis, os condenaram e com base na dosimetria estabeleceram as penas compatíveis.

 E, ao final das contas, sem estudo nenhum sobre o assunto, só com fundamentos em revanchismos e motivados pelas vinganças, mudaram tudo.

Não deram a mínima atenção às ruas que se manifestaram contra dosimetria e anistia. Agora a palavra será do STF e o veto do Presidente da República.

 E as ruas? Os gritos agora deverão ser nominais em cada estado. Os Deputados e senadores que não deram atenção ao povo terão respostas mais diretas e nominais.

 Como é possível, crimes contra a democracia receberem o beneplácito de políticos que se elegeram em nome do povo. Acharam pouco o estrago causado.

 Naqueles ataques não estavam inocentes e nem velhinhas com bíblias. Nas imagens publicadas e republicadas diversas vezes, não se percebe a presença de uma Bíblia. Era o ódio, ao vivo.

 É preciso uma atenção muito grande na escolha dos próximos candidatos a Deputados e Senadores. E, mais ainda, na escolha de Governadores do Estados.

 Dois dos mais estridentes defensores dos condenados, Sóstenes e Jordy foram flagrados com a boca na botija.  Dinheiro em espécie e em alta quantidade. Sem justificativa.

 Recebi do amigo João de Paula Monteiro, uma das mais expressivas lideranças universitárias no tempo da Ditadura, um excelente comentário sobre o nosso livro AD LABOREM – Nossa caminhada profissional.

 João de Paula, de Crateús, foi nosso contemporâneo em Sobral, estudando no Colégio Sobralense. Fazíamos sempre o mesmo percurso na ida e volta das férias, na RVC.

 O Colégio Sobralense, pertencente à diocese, tinha os mesmos Professores do Seminário. No futebol, éramos sempre os mesmos adversários cordiais.

O Juiz Deltan Dallagnol que se tornou famoso com a invenção e exibição de um Power Point sobre ações do Lula teve que pagar R$146.800,00 de multa.

 Ganhou muito dinheiro fazendo palestras com base no falso Power Point. Perdeu o mandato de deputado federal e ainda fugiu do país. Não escapa um.



 



 

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

             MONS. ASSIS ROCHA                             NA ACADEMIA  DE LETRAS DE BELA CRUZ

              
Sem me ter dado conta da importância de um convite que recebi para participar na Câmara Municipal de Bela Cruz, às 19 horas, de 03.04.25, da Fundação da ABCCEL (Academia Belacruzense de Ciências, Cultura, Estudos e Letras) em que eu faria parte da Solenidade, como Acadêmico, ocupando a Cadeira de número 05, cujo Patrono teria sido meu colega e irmão sacerdote, Padre Aureliano Diamantino da Silveira, só podia mesmo me assustar.

            Com a recepção da “pelerine acadêmica” (aquela mantilha que cobre os ombros e fecha na frente), do Diploma, da medalha e de incentivo às letras, às artes, às ciências e à preservação cultural, o Acadêmico tem que colaborar com artigos, poesias e outras curiosidades que levem a Academia em frente.

            Nestes oito meses de vida, já tivemos encontros em Praças Públicas, em locais históricos e estamos com uma publicação, a cada dois meses, de um “Jornal Literário Científico e Cultural”, chamado “o CAJU” por ser a fruta que melhor caracteriza nossa região. Nesse contexto todo, ainda estou assustado.

            No entanto, já que o Convite era pra valer, não me quis ficar por fora e ainda pecar por omissão, que é uma falta gravíssima. Em vez de deixar pra lá, empenhei-me em conhecer melhor o que me pediam e a aprofundar a reflexão.

            Descobri que não é, simplesmente, uma homenagem aos que já se foram. Um dia também iremos nós e vamos tornar imortais aquelas cadeiras e o que elas representam. E o ciclo, jamais fechará. Temos que perenizá-lo.

            Dada a “antiguidade” que têm as Academias no Mundo – desde o Jardim de Akademo, um bosque de imponentes oliveiras nas imediações de Athenas, capital da Grécia – onde o Filósofo Platão instalou sua célebre Escola, à qual deu o nome de Akademia no ano 387 a.C. em homenagem ao seu antigo dono.

            Ali ele instalou uma estrutura escolar composta de uma biblioteca, uma residência e um jardim a que chamavam de Academia, em honra de Akademo, o salvador de Helena na guerra de Tróia. Essa história é muito antiga (do séc. 4º a.C.) e nem se pode comparar com a nossa história que tem pouco mais de 05 séculos de conhecida. Já dá para se perceber a diferença entre uma Academia desde sua história, na origem, para uma academia originada agora.

            Pelo conhecimento que tive de Universidades bem antigas, lá do início, e as Universidades ou Academias daqui do Novo Mundo, a diferença é enorme. É o que eu dizia, há poucos dias, falando do Monte Athos, na Grécia: “foi uma questão de oportunidades”. Eu as tive e aproveitei. Agradeço a Deus.

            Sou agradecido também a Deus por “estar chegando tarde à ABCCEL” por ser melhor do que nunca, ter chegado a ela. Como diz a sabedoria popular: antes tarde do que nunca. Aqui estamos quase na reta final ou na prorrogação, mas chegando. Interessante! A Academia Brasileira de Letras chegou depois de ter chegado a Academia Cearense de Letras, respectivamente: A.B.L.: 20/07/1897 e A.C.L.: 15/08/1894.

            Três anos antes de nascer a Academia Brasileira de Letras (1897), a Academia Cearense de Letras (1894) já escolhera um lema latino, de pura ousadia: “Forti nihil difficile” i.é. “nada é difícil ao forte”.

            Não há porque não adotarmos este “lema”, escolhido pela Academia Cearense de Letras há 131 anos, completados em agosto último, na Festa de Nossa Sra. da Assunção, Padroeira de Fortaleza, como lema nosso, da afiliada Academia Belacruzense de Letras, já abençoada pela Sra. da Conceição.

            Nestes últimos dias, devido à vivencia dos tempos litúrgicos do Advento e Natal, sempre na presença de Maria, foi-nos pedida uma mensagem natalina.

            Eu a escrevi para ser reproduzida no nosso “Jornal O CAJU” em sua edição do Natal. Conforme me apresentei acima, sou colega e irmão no sacerdócio do Patrono da Cadeira de Nº 05 que ocupo na ABCCEL, que é o Padre Aureliano Diamantino da Silveira. Mas, o que esperava o redator Marcos Guito, de mim, ao pedir-me uma ‘Mensagem de Natal’? Será que ele pensava naqueles antigos ‘chavões’ de ‘feliz natal e próspero ano novo’ que nada mais dizem? Ou eu iria enveredar pela sabedoria popular de Zé Dantas e Luís Gonzaga, em seu Folclore Nordestino, que diz: “Natá só presta em casa e São João no Arraiá”? Escolhi três Natais que passei ‘longe de casa’ e, por certo foram os melhores de minha vida: 1973, em Paris, Capital da França; 1974, em Grenoble, perto de Lyon, sul da França e em 1975, em Munique, na Alemanha.

            Nestes 03 últimos anos – 2023, 2024 e 2025 – temo-nos comunicado via blogs, telefonemas ou vídeos, recordando os bons momentos em que nos solidarizávamos no exílio em que eles viviam e lhes fazíamos companhias fraternas e ouvíamos suas lamúrias, próprias de quem se sentia exilado e longe de casa. Já se vão 50 anos. Algumas vezes, a saudade nos aproximou, pessoalmente. É que tudo é muito caro e longe e nossas opções de sobrevida não são lá das melhores.

            Éramos dois sacerdotes: o Pe. José Maria, filho de Santana do Acaraú e        eu, Pe. Assis Rocha, de Bela Cruz. Ambos estudávamos na Universidade São Tomás de Aquino, dos Padres Dominicanos, em Roma. Não éramos exilados políticos. O Padre Zé Maria estava reciclando sua Teologia Pastoral e eu estu-dando e me especializando em Ciências e Comunicações Sociais.

            Por causa de nossas opções pastorais, aqui no Brasil, estagiávamos em atividades que fossem compatíveis com nossas reflexões acadêmicas, daí, escolhermos aqueles que, longe de suas famílias, poderiam ter, ao menos no Natal, uma atmosfera mais saudável, mais semelhante aos seus lares, junto às pessoas que mais lhe queriam bem. Íamos ao encontro deles.

            Apesar de, esporadicamente, nos encontrarmos, escolhíamos o Tempo do Natal, para um contato maior e mais significativo, devido ainda ser mais feliz pela aproximação do Dia de Ano em que se celebrava a Confraternização Universal. Será que motivações como estas não justificam qualquer esforço ou empenho para tais realizações? Se a Confraternização Universal nos desliga das guerras ou nos pede um maior entendimento entre os povos e o reino da paz, porque nós nos desunimos tanto, mesmo sendo de origem cristã? Porque tantos brasileiros, fora do Brasil, expulsos daqui por polarizações políticas, tinham de ficar isolados, castigados e impedidos de se alegrarem no Natal, tantas vezes vivenciado no Brasil, quando aqui estavam e, à época, longe, impedidos de se confraternizarem, por causa de um capricho da ditadura?

            Porque, dois Padres, que não eram fugidos do Brasil, estavam livres no exterior, até podendo voltar quando terminassem os estudos, não poderiam passar um Natal diferente e dar tanta alegria a irmãos brasileiros, só por puro preconceito ou por não terem uma Igreja Paroquial para reuni-los e por isso, os deixarem sem a alegria do Natal? Não seria um absurdo?

            Por isso eu digo: “Natal que presta, não é só o que se celebra em casa. É o que se festeja com amigos distantes; com quem pareça não ter fé. A fé é um dom de Deus. Foi por ela que eu e meu irmão Padre Zé Maria, ‘in memoriam’, celebramos os melhores e mais belos Natais de nossas vidas há mais de 50 anos”. Nunca nos arrependemos de tê-los celebrado longe de casa.




COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...