sábado, 6 de dezembro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

A CONVIVÊNCIA SAUDÁVEL APRENDE-SE NA SALA DE AULA

EDIÇÃO DE  06 DE DEZEMBRO

 

Tenho visto, com certa frequência, notícias de manifestações de violência de vários modos, na Escola. O que é profundamente lamentável.

 Para quem tem um livro intitulado PROFESSOR COM PRAZER, com o sub título Vivencia e Convivência na Sala de Aula não deixa de ser um choque.

 Tive várias experiências com escolas e nenhum problema de violência. Ocupei a função de Secretário de Educação ou prestei assessoria pedagógica. Sempre num ambiente de boa convivência.

 Agora tem-se noticias de tiros, de agressões com facas e de outras formas, criando um ambiente hostil na Escola.

 Por outro lado, sabe-se de professores com problemas psicológicos em decorrência de problemas de convivência na sala de aula.

 Nossas experiências anteriores mostram o contrário. Professores e alunos são preparados para boa convivência.

 Nossas capacitações de professores sempre foram com exercícios práticos de convivência. Nosso livro foi feito numa linguagem para que todos compreendam com facilidade.

 Sem leituras é difícil atualização de conhecimentos. Se o professor não tem o habito de ler, dificilmente, convencerá os seus alunos da importância da leitura.

 A partir do meio dia de hoje, no calçadão da praia de Iracema, no Bar do Mincharia, serão celebrados os 40 anos do Cais Bar, com uma série de arações;

 O Cais Bar foi um dos locais mais frequentados pela juventude de Fortaleza. Mantinha sempre um repertorio musical de alto nível. Era também um ponto de encontro de políticos.

Logo mais à noite, no Riomar Fortaleza, a jornalista Leda Maria, do Jornal O POVO realizará NATAL MÚSICA & FÉ, com a presença de um pastor, um padre e um representantes do Centro Espírita Paz e Bem.

 E mais um Concerto Natalino sob a Regência do Maestro Poty. Acesso gratuito na Praça de Alimentação.

 A TV ATITUDE POPULAR é um excelente canal de noticias e informações no Youtube. São bons programas de entrevistas que não se vê em outros canais.

 Aliás, hoje há muitos canais de sucesso no Youtube. Em âmbito nacional há o ICL – Instituto Conhecimento Liberta que está fazendo uma verdadeira revolução.

 Há também o Blog 247 com a participação de comunicadores de renome nacional. São canais livres que divulgam noticias que outros canais omitem.

 O Professor e Jornalista Ítalo Gurgel, da Academia Cearense de Literatura Portuguesa já com outros livros publicados, entrou agora para a área do Romance. Já está na fase de revisão. Coisa boa vem por aí.

 Bem diferente de algumas publicações que tenho visto. Há poucos dias vi um livro que, logo no seu início, tinha um parágrafo com 13 linhas sem um ponto, sequer. Haja folego.

 Depois de um longo tempo prestando assessoria técnica a muitos municípios, Eduardo Rocha foi morar numa excelente sitio no Eusébio.

 Mas não cruzou os braços. Dedicou-se à criação de peixes e tem-se saído muito bem, comercialmente. Não lhe faltam clientes.

 O ambiente entre os parlamentares não anda nada bem. Há uma falta de credibilidade muito grande que já fez surgir do título de Congresso Inimigo do Povo.

 É o pior título para uma casa que representa o povo. Pelo que se percebe, muitos dos atuais representantes não mais serão conduzidos.

 Além disto, circulam muitas informações de que há muitos políticos enrolados pela ganância por dinheiro. Cada vez que a Policia Federal investiga, encontra muito dinheiro guardado em casa dos investigados. 


O CRIME ORGANIZADO E O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

                             de MANOEL ALVES DE SOUSA                                   Historiador e Professor

A imprensa brasileira, de maneira geral, tem noticiado as formas como as políticas de segurança tanto do governo Lula, como, especialmente, as defendidas pelos governadores de oposição e seus comparsas, estabelecem essa discussão a partir do PL  Antifacção que vem movimentando o debate nacional depois da forma como aconteceu a intervenção do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL) nos espaços controlados pelas organizações criminosas. 

       Todas essas questões são temas vigentes nesses últimos dias em debate, notícias, comentários e discussão nas redes sociais e na grande mídia.  Porque são questões sérias que abalam a nossa vida, a vida da população, especialmente, as comunidades das periferias e ultimamente as populações das cidades do interior, empurrando jovens, homens e mulheres para o extermínio com morte bárbara.

        De um lado as facções defendendo os seus negócios clandestinos e ilegais, ricas e poderosas, utilizando a violência através das armas bélicas contra uma população marcada pela vulnerabilidade social. E, do outro, os órgãos de segurança estaduais e federais, com o objetivo de conter esses conflitos e buscar caminhos sem precisar de cometer extermínio, mas respeitar as leis e as normas constitucionais, com punições civilizatórias.

        Daí aparecem os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para serem o mediador, propor caminhos e alternativas para desarmar a política da necropolítica praticada por policiais e traficantes, com a anuência de interesses ideológicos desejosos de decidir quem deve viver e quem deve morrer nesse processo de violência.

         Na visão de Mbembe “o poder não apenas administra a vida, mas também organiza a morte – um poder que se manifesta de forma explicita nas relações de violência extrema nas relações de exclusão e desumanização”.  Portanto, é um poder soberano capaz de “expor certos grupos à morte, ao abandono, à violência ou à privação de direitos”.  É isso que está acontecendo no Brasil há décadas?  Foi esse fenômeno que assistimos, divulgado pelos meios de comunicação e que os defensores bateram palma por ocasião do massacre no Rio? 

         Lendo o belo artigo do Frei Betto, publicado recentemente nas redes sociais com o título O massacre do Rio, vou reproduzir a sua fala que nos chama muita atenção para essa reflexão:  

“O Comando Vermelho disseminou o terror, e o Estado respondeu com o mesmo idioma da barbárie: balas, cerco e corpos espalhados. Ao fim, cento e vinte e uma vidas se perderam, entre elas, quatro policiais mortos.  Nenhum dos mortos consta na denúncia do Ministério Público do Rio que motivou a operação”.  

          E convidamos amigos e amigas para refletirmos juntos. Nada acontece do nada. Não são coisas-em-si, mas fenômenos reais existentes, apalpáveis e concretos criados pelas ações humanas, como a desigualdade social, o massacre do Rio, o Comando Vermelho, e o Estado de direito, a tentativa de golpe do 8 de Janeiro, a democracia. Vejamos a leitura do Frei Betto sobre esse fenômeno absurdo que assusta a vida dos brasileiros:

“O narcotráfico não brota do nada. Nasce onde o Estado nunca plantou esperança. Cresce na ausência de políticas públicas, floresce entre muros rachados e becos sem saneamento, alimenta-se da desigualdade e da humilhação. As facções são o espelho deformado do capitalismo brasileiro: hierárquico, violento, sedento de lucro e controle. O traficante é o empresário da ruína, e o consumidor dos bairros ricos seu investidor invisível”.

           Vimos na televisão e nas redes sociais os corpos expostos como numa batalha de guerra e o governador do Rio de Janeiro e seus adeptos do Partido Liberal, aplaudindo.  Faltou só o festival de fogos para comemorar tal qual as facções fazem quando conquistam o território das facções inimigas. Ainda me referindo ao artigo do Frei Betto

“Não há o que celebrar. Uma operação que termina com 121 mortos não é vitória, é derrota civilizatória. O Estado não pode combater o crime reproduzindo sua lógica. A cada incursão policial em que a favela é tratada como campo inimigo, a distância entre o poder público e o povo aumenta. Não se constrói paz sobre o chão ensanguentado da periferia”.

               O debate dessa semana foi e será na próxima sobre a PL Antifacção na visão dos que defendem a necropolítica e na visão de quem propõe caminhos civilizatórios das leis e das normas constitucionais e democráticas. Quem defende o extermínio como política da morte são os que negam a democracia, a Constituição e os direitos humanos. São, portanto, adeptos a ditadura a um governo autoritário. Se a tentativa de Golpe do 8 de Janeiro tivesse sido numa ditadura? Onde estavam os cúmplices do Golpe? Já teriam sido exterminados, banidos, silenciados, torturados, mortos e desaparecidos. Não estariam, com certeza, incendiando o ódio, a revanche e reivindicando anistia.

          Por que os defensores das operações criminais letais, “olho por olho por olho dente por dente”, não aceitam a mediação do Ministério Público, as investigações da Polícia Federal e da Receita Federal, como denuncia a última versão do PL Antifacção? Por que ficar com a Polícia Civil e Militar dos Estados exclusivamente? 

          O poder das facções é impressionante. São ricas graças ao narcotráfico. Tão grande quanto a riqueza e o poder dos parlamentares do PL a partir das emendas parlamentares orçamentárias concedidas pelo então presidente, hoje presidiário, Jair Bolsonaro. Os escândalos de corrupção dessas “farras” com o dinheiro público, aparecem toda hora na mídia e nas redes sociais.

        Por que impedir as ações que possam atingir o dinheiro, a riqueza e os bens materiais edificados pelo medo, pelo estampido das balas e pela ameaça a vida das comunidades periféricas? Sabemos que se cortar as condições financeiras das organizações criminosas o crime sucumbe. É possível.  Quem melhor pode fazer isso e já vem fazendo há tempo? São os órgãos federais tais como: Polícia Federal, Receita Federal com a Coef. Aí está o empasse na proposta que o Presidente LULA enviou e que o PL quer jogar areia no ventilador.

           Dessa forma, se deduz ou se supõe que é mais difícil comprar ou intimidar um sistema federal munidos de dados, auditorias, e investigações complexas do que o sistema estadual, muitas vezes, já viciado e corrompido. Em tese, se acabar o dinheiro que sustenta as organizações criminosas, provavelmente, sem grana, não tem como pagar pistoleiro ou “soldado” , milicianos, nem comprar armas e equipamentos.

         É uma possibilidade de sustar as ações corruptíveis de policiais, juízes e políticos e evitar a lavagem de dinheiro do crime para virar negócio legal.   Se não tem como provar a origem do dinheiro, como foi adquirido e acumulado, dessa maneira, facilita a desorganização criminosa a ser presa e desbaratada. Assim, pensa a proposta do Governo Lula de combate ao crime organizado dentro do Estado Democrático de Direito. Essa é a República que sonhamos nos seus 136 anos que possamos torná-la a República de todos os brasileiros, democrática e soberana!

FORTALEZA, 16 DE NOVEMBRO DE 2025

BORDADOS PEDAGÓGICOS 
PROF. NAZARÉ ANTERO


 

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