sábado, 10 de janeiro de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

OS ENCANTOS E ATRAÇÕES      DA IBIAPABA

EDIÇÃO  10 DE JANEIRO

Começamos um ano importantíssimo para a vida de cada brasileiro. Escolheremos nossos representantes no Senado e na Câmara Federal.

Todo cuidado será pouco para não repetirmos o que aconteceu na eleição passada em que a maioria dos eleitos foi eleita como inimiga do povo. Quase nada votaram de interesse coletivo.

Quando a gente vota e, depois, tem vergonha de dizer em quem votou é humilhante. Ou vendeu o voto ou apenas seguiu alguma determinação de alguém. É a mesma coisa.

É preciso saber em quem vota. Analisar o passado do candidato. É preciso eleger pessoas comprometidas com os interesses coletivos e, não com os interesses individuais.

Muitos dos eleitos estão encalacrados na Justiça por terem procurado emendas para tirar vantagens e guardar dinheiro em casa, como tem acontecido.

Pior é que muitos dos tais políticos também são pastores e extorquem a comunidade em nome de Deus. Mentem, em nome de Deus. “Deus me pediu que...”

Quase sempre que a Policia Federal faz buscas em domicilio de políticos, encontra dinheiro escondido. Por que escondido, se há bancos?  Algo há!

Os parlamentares que defendem anistia para os terroristas que tentaram destruir o Senado e a Câmara, no dia 8  de janeiro, não zelam pelo próprio local de trabalho. Não merecem ser reeleitos.

No dia 13 de agosto passado, a caminho da Festa de Agosto, em Guaraciaba do Norte, fui parado pelo posto do Detran, nas proximidades de Santa Quitéria.

O policial que me abordou, informou que havia uma multa para eu pagar. Perguntei se podia fazê-lo ali. Ele informou que podia ser em Santa Quitéria, logo à frente. Cinco quilômetros, mais ou menos.

Agradeci e segui. Parei em Santa Quitéria, no Cartório de um amigo que me poderia orientar como efetuar o pagamento. Deu certo paguei até as que ainda iam vencer.

Para surpresa minha, em 22 de dezembro, recebi uma notificação de multa por estar falta do Licenciamento, ocorrência na Rodovia 257, em frente ao Posto de Fiscalização1545-8 – Santa Quitéria.

Valor da multa: R$293,47. Vencimento no dia 1 de dezembro, 21 dias após o recebimento da notificação. Fui tentar pagar e não era possível.

Fui pesquisar no DETRAN e não constava o débito. Então, estou achando que fui perdoado ou o Detran se redimiu da traição do guarda que me informou que podia pagar em Santa Quitéria.

Logo no início do ano, fizemos uma viagem a Guaraciaba do Norte, em companhia do irão José Raimundo Gomes Filho, médico, que mora em Rio Branco, no Acre. Fomos rever nossa terra.

No grupo, Isabel Duck, sua companheira e mais Lilly e seu companheiro José Rocha, paulista, Jocélio, Neila, eu e Myrtes. Um excelente passeio.

Tivemos a oportunidade de conhecer a expansão rural de Guaraciaba do Norte com excelentes atrações. Restaurantes de ótima qualidade, na zona rural.

Fomos conhecer um novo e ótimo ponto turístico: Infinity, voltado para os sertões de Reriutaba, Varjota, Cariré, Mucambo, Pacujá e Sobral. Uma encantadora visão.

Os paraquedistas e amantes do voos livres encontram naquele local um ponto de apoio para descobrir o mundo quer fica logo abaixo.

Coincidentemente lá chegou um grupo de amantes dos voos livres da Bahia com todos os equipamentos para voar, a partir daquele espaço.

 
Em Guaraciaba do Norte, no Infinity, local para voos livres e as mansões rurais feitos pela Professora e Geógrafa, Lilly Gomes)


Naquela área, o nosso primo Francisco Gomes Furtado, Engenheiro, está construindo verdadeiras mansões de alto nível. Moradias sui-generis, cercadas de grandes árvores nativas.


Em Guaraciaba do Norte, mansões de luxo na zona rural

Registro, com pesar, o falecimento do Professor da UVA e da Universidade Santa Úrsula (RJ) JOSÉ CÂNDIDO FERNANDES, ocorrido em Ubajara, onde morava. Estudou no Seminário de Sobral, onde fomos contemporâneos e ainda nos Seminário da Prainha, em Fortaleza e em Roma, onde concluiu os curso de Filosofia e Teologia.

CONGRATUALAÇÕES

Recebi tantas mensagens pelo dia, 06 de janeiro, que não me contive em compartilhar, pelo menos, estas dos meus mais velhos companheiros que, comigo, estudaram no Seminário de Sobral, onde iniciei em 08 de fevereiro de 1955

Aguiar Moura, de Sobral: Ele é referência em Educação no Ceará, de grande capacidade criativa e de liderança catalisadora do meio em que vive, além de ardoroso Betanista!!! Parabéns, Leunam, Deus o abençoe grandemente com muita saúde, paz, alegrias e contínuas realizações. 

Lourenço, de Gávea, Ipueiras: Parabéns Leunam!! Feliz aniversário, Deus te abençoe com muita saúde e paz. Vida longa e alegria de viver. Seja muito feliz. Louvado seja Deus. Abs.

Jose Isac Silveira, de Marco: Parabéns ilustre betanista Prof. Leunam, saúde e longevidade, com muito sucesso e as bênçãos de Deus.

João Ribeiro, de Groaíras: Parabéns, Leunam, por mais um aniversário natalício. Que Deus te cubra de bênçãos e de graças, para continuares trabalhando por um mundo melhor.

J. BATISTA DA SILVA, de Quatiguaba: Professor Leunam, abraço forte por seu aniversário, com saúde, alegria e generosa disposição em servir.

Juarez Leitão, de Novo Oriente:         TROVINHAS NATALÍCIAS

                                                                   A serra da Ibiapaba

treme toda esta manhã;

Se agita a Guaraciaba:

Faz anos o LEUNAM!

 

E este grito de amor

não só da terra natal

reconhece o professor

de fama nacional.

 

Consciência cidadã

citado em todas as listas:

Palmas para o LEUNAM,

orgulho dos betanistas.

J. Leitão

Vicente Cristino, de Coreaú: Viva o Leunam! Viva a Poesia! Salve o poeta Juarez Leitão!  Vicente Cristino: Leunam

BRISAMOR, de São Benedito: Parabéns Leunam, feliz aniversário, que Deus te abençoe com muitas graças, e longa vida com alegria de viver. Forte abraço. 

FEITOSA, de Mons. Tabosa: Bom-dia a este 6 de janeiro de mestre Leunam. Os meus parabéns, de muitos aos. A competência da didática de Leunam, o ciclo de ensinar - mais que o peripatético; para mim uma novidade absoluta. Círculo, será que escrevi errado? As palavras me desaparecem, tem nada não: Louvado seja. Mestre Leunam, divulgar essa sua técnica, conosco. Convido-me. Os parabéns!

Pedro Neudo Brito, de Graça: Parabéns amigo Leunam, paz, saúde e um abraço fraterno do Betanista

Hairton de Carvalho, de Bela Cruz: Irmão e amigo Leunam. Nosso abraço de fé e sincera amizade por mais um ano de vida cheia de lutas e vitórias. Vamos que vamos. Temos muita estrada ainda pra seguir. Estaremos sempre por perto para aplaudir suas conquistas, orgulhosos da sua amizade. Com as bênçãos e graças de Deus. Hairton e Meire.

Leopoldo Mont´Alverne, de Sobral: Leunam, que Deus lhe guarde, para que continue seu profícuo trabalho pela educação e justiça social. Abraços.

Regis Frota, de Sobral: Mestre Leunam, vontade de te abraçar antes do dia 16 proximamente, felicitações 🎉 pra você meu amigo.

Jader, de Sobral: Feliz aniversário Leunam!!!

FJLIBERATO, de Sobral: Parabéns, Leunam, por essa produtiva jornada. Feliz aniversário.

Valdeci Vasconcelos, de Morrinhos -Olá prezado colega betanista e amigo Leunam Gomes pelo dia feliz do seu natalício. Muita saúde, paz, bonança, êxitos em seus projetos e alegria de viver ao lado de sua família e dos amigos. Grande abraço.

Elisiário Nobre, de Guaraciaba do Norte: Parabéns Leunam. Tenha um feliz aniversário. Que Deus lhe cubra de muitas bênçãos. Saúde, Paz e muitos anos de vida com alegria de viver

Fco José CLINHARES, de Sobral: Parabéns pela nova idade, prezado colega e amigo Leunam. Felicidades! 

Erasmo Aguiar, de CarnaubalCaríssimo Leunam, o meu abraço de parabéns pelo seu aniversário natalício, ensejando a Você e a seus familiares uma feliz festa comemorativa, nesta data, com alegria, felicidades e muita saúde.

Edison Costa, de Sobral: Meu amigo Leunam, estamos comemorando hoje a visita dos Reis Magos, a trazer presentes e nós aqui estamos felizes com o presente da sua existência a nos brindar com a sua amizade que muito nos é muito cara no convívio diário aqui no nosso grupo dos betanistas. Parabéns por esta data, obrigado a Deus pela sua existência. Sinta-nos em seu valioso coração por que temos um grande apreço. Um grande abraço em Cristo, na certeza que em mais um aninho estaremos unidos e fazendo planos para os nossos encontros betanistas.  Parabéns!!!!

Flávio Machado, de Crateús: Parabéns Leunam por mais um ano de vida vitoriosa. Que Deus continue lhe concedendo muitas bênçãos e vida feliz, cada vez mais longa!

Teoberto Landim, de Ararendá:  Parabéns Leunam, muitas felicidades, saúde e paz. Grande abraço.

José Armando Dias, de Sobral: Parabéns ao estimado e admirado Leunam pelo dom de sua vida dedicada  à Educação e coerência de seus propósitos. Muita saúde e paz.

Benedito Genésio, de Coreaú: Meu caro Leunam! Quero pegar a carona dos que precederam para apresentar-lhe minhas felicitações e preces. Somemos todos reconhecimentos do tamanho da excelência de sua pessoa e de sua ação total e ficaremos ainda muito dos seu valor e merecimento
A única saída exequível é colocarmos na palma das mãos do nosso amado Pai!  Mtmo.obg, ABBA!!!..

Chico Ocosta, de Tabocas, Tianguá:  Feliz aniversário. Deus de te abençoe saúde, felicidades. Um grande abraço.

Terei esquecido alguém! Tomara que não, mas, tantos anos, causam isto.
Obrigado a todos

Entre Veredas e Estrelas
Memórias de um pai, de uma família e de um tempo

Por João Batista da Silva (*)

 Ele era forte, corajoso e inspirava confiança. Os filhos lhe reverenciavam com respeito e obediência.

José Cândido, de corpo atlético, tinha diferença de 28 anos para o primeiro filho e de 46 para o oitavo, ainda muito resistente e garboso. Os filhos presenciaram seu vigor e sua intrepidez diante dos desafios da vida.

Zecãedo enfrentou invernos rigorosos e secas desafiadoras, mas o tempo nunca lhe foi desfavorável para se esforçar pela família. Um agricultor de visão, que não mediu esforços para retirar-nos da limitação da enxada e proporcionar às gerações seguintes um desempenho de netos e netas que transitariam notavelmente no mundo acadêmico global, talvez não imaginado por seus antepassados.

Os bisnetos de nossos netos saberão pouco ou nada sobre nós, o que não será anormal. Quando um deles, vindo de onde vier, atraído pelo ímã da origem, chegar a um lugar que já tenha em suas ruas placas de identificação, uma delas com o nome João Cândido, pai do nosso pai, isso lhe despertará curiosidade?

A influência do filho para que o pai fosse nome de rua estará na crônica Ruas da Vila, a ser escrita, quem sabe.

Na boquinha da noite das férias colegiais, na calçada escura e sob o céu estrelado, eu e ele conversávamos sobre o mundo que era notícia, no lugarejo sem luz elétrica, com Petromax em duas ou três bodegas, prevalecendo lamparinas de luz esmaecida espalhadas nas casas do quadro.

As veredas nos ligavam a duas cidades próximas, a pé ou a cavalo: duas léguas para o sul e três para o norte. Ouvíamos o ronco dos motores, no silêncio da noite, além do morro do Podói, ou do Concorde, que voava muito acima das nossas cabeças. Tinham horário noturno certo, assim como era pontual o relincho do jumento.

Naquele local, naquele horário, as aventuras espaciais, disco voador e luz estranha a passear pelos morros que circundavam o lugar eram assuntos que entrelaçavam histórias de prender a atenção. Sentíamos a grandeza do universo e a nossa pequenez, onde caberia o que disse Ken Liu: “A Terra é apenas um grande bote no mar de estrelas”.

A água fria era do pote, e nas ancoretas dormia a água que nos saciaria a sede do dia seguinte. Era prazeroso, para a criança que existia em nós, buscar um caneco d’água pedido por nosso pai. Cada um dos oito teve a oportunidade de servi-lo. Papai e mamãe, um casal bonito e saudável.

Os filhos cresceram, e logo os netos animavam a casa, com os avós festejando o crescimento da família. Do Norte, Sudeste e Nordeste, da capital e do interior, iam chegando notícias sobre a meninada que gostava de estudar, espalhada Brasil afora. Papai e mamãe alegravam-se muito com as notícias de aprovação e o sucesso da nova geração.

Mãeôta, em vídeo imaginário, parabenizaria José por ter esperado por Francisca. José, também no mesmo vídeo, asseguraria a Aurora Passos Olivindo que um dos netos ou bisnetos, quem sabe, iria eternizar o nome dela numa placa, rebatizando a rua que fica em frente à Rua João Cândido, ou outra qualquer.

Vida que segue, e certamente o legado deixado por nosso pai não se resumiu ao material; o intangível superou e estende-se às gerações.

Num recorte de imagens, separar-se-ia um Zecândido irretocavelmente barbeado, aos 46 anos, exclamando o nome de sua amada. Fransquinha, que, com um ligeiro ajuste nos cabelos ao passar pelo espelho da parede entre as janelas da sala de jantar, aos seus 37 anos, discretamente ficava ainda mais alinhada.

Fransquinha era um diminutivo que, na voz de Zecãedo, significava amor e cumplicidade entre eles, responsabilidade e cuidado com os filhos que o Senhor lhes entregara ao longo da caminhada.

Os oito, todos crescidos e com filhos, deram a papai e mamãe a sensação de que cumpriram, de forma extraordinária, a missão que o Senhor lhes confiara.

Meia-noite de 22/12/25, chuva na enseada do Mucuripe
(*) João Batista da Silva, de Quatiguaba, Viçosa do Ceará, Engenheiro e Bancário










“É bom sermos peregrinos de esperança”.

Em nosso comentário do último sábado de novembro - dia 29 - de 2025, anunciávamos ter encerrado o Ano Litúrgico com a Solenidade Centenária de Jesus Cristo, Rei do Universo, no Domingo anterior, 23/11, e início do novo Ano Litúrgico, logo no dia 30/11, com o 1º Domingo do Advento, chamando a atenção para as diferenças das datas iniciais de cada ano: civil e litúrgico.

            Chegamos a afirmar que o Natal não é somente o Dia 25 de Dezembro. É bem mais longo. É um aniversário diferente. Começa com a preparação feita no Advento e vai até a Festividade do Batismo do Senhor, celebrada amanhã.

             Interessante! Pra negociar, vender, comprar, trocar presentes e festejar à vontade, o tempo do Natal é o mais elástico possível. A Igreja dá a entender esta elasticidade ao celebrar o Tempo do Natal entre o Advento e a Solenidade do Batismo do Senhor. Este ano, a Festa do Natal termina amanhã: Onze de Janeiro. Nos Calendários da Igreja Católica, este dia 12 é a Segunda Feira da 1ª Semana do Tempo Comum e é Início do Calendário Civil. Ao todo são 34 Semanas do Tempo Comum, entrecortadas por inúmeras Solenidades Festivas bem marcantes dos vários Mistérios que ela celebra ao longo do ano.

            A Igreja tem paciência em preparar, seguir e realizar suas celebrações no tempo certo e planejado. O mundo tem interesses lucrativos e diversionais, mesmo que atropele os objetivos da Igreja. O comércio, a indústria, a política, o lucro, tudo vai desvirtuando aquilo que poderia ser tratado como bem comum.

            Passado o Dia do Natal, já se falava do seu final para o Dia de Reis, antecipando mesmo o Dia Litúrgico do Batismo de Jesus, porque já se queria eliminar as lembranças, os enfeites e as luzes que representavam os motivos natalinos, para já se ir preparando a ocorrência do Carnaval, do Dia das Mães ou outras publicidades chamativas que sugiram possibilidades de lucros.

            Em meio a esses embates entre doutrinas cristãs, que conduzam à vida eterna e interesses humanos e materiais que enfoquem em bens lucrativos, os espaços eclesiais associam às reflexões sobre a preparação do Natal, durante o Advento, e falam, fundamentalmente, em Maria, como a que foi instrumento de Deus para que seu Filho Jesus viesse ao mundo.

            O Papa Leão XIV fez uma bela reflexão na época do Natal de 2025 – para que se divulgasse até hoje e daqui pra frente – “reafirmando que Jesus Cristo é o único Salvador e que Maria é Mãe Espiritual ou Mãe dos Fiéis e Intercessora, ficando bem clara a ‘centralidade de Cristo na Salvação’ e evitar desequilíbrio na fé católica”. Isso provocou uma celeuma no mundo e nós, através deste Blog e em Sermão na Festa de Nossa Senhora da Conceição, em Bela Cruz, tentamos esclarecer e confirmar o ensinamento Pontifício.

            Nessa semana da Epifania, 06 de Janeiro, dia histórico da celebração dos Santos Reis, ao encerrar o Jubileu dos 33.000.500.000 Peregrinos da Esperança que passaram pela Porta Santa da Basílica de São Pedro e das outras 03 Basílicas Romanas, durante o Ano Santo, o Papa Leão XIV, em sua Homilia de encerramento, fundamentou suas palavras no Evangelho da Festa: Mateus 2,1-12, que descreve “a alegria dos Magos ao reverem a estrela e a perturbação de Herodes e de toda a cidade de Jerusalém diante de Jesus”.

            O Santo Padre, baseado neste início do texto de Mateus, diz “ficar muito surpreso, pois ela foi sempre uma cidade, palco de muitos novos começos e de se assustar com aqueles que vêm de longe, movidos pela esperança, a ponto de pressentir uma ameaça naquilo que lhe deveria dar muita alegria. Esta reação interpela também todos nós, como Igreja”. E continuou Sua Santidade:

 “A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da cidade, cujas portas estão sempre abertas: a Nova Jerusalém. Quem foram eles e o que os motivava?

No final deste Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que encontraram? Que corações, que atenção, que acolhimento? Sim, os Magos ainda existem. São pessoas que aceitam o desafio de arriscar cada um a própria viagem que, conturbado como o nosso, sob muitos aspectos repulsivo e perigoso, sentem a necessidade de partir, de procurar.

O Evangelho compromete a Igreja a não ter medo desse dinamismo, mas a apreciá-lo e orientá-lo para o Deus que o suscita. É um Deus que pode perturbar-nos, porque não está imóvel nas nossas mãos como os ídolos de prata e ouro; pelo contrário é vivo e vivificante como aquele Menino que Maria acolheu nos seus braços e que os Magos adoraram”...

Meu caro leitor: você já deve ter notado que eu fui um entusiasta e fiel admirador do Papa Francisco e continuo com tais sentimentos para com o Papa Leão. Essa bela reflexão dele no encerramento do Ano Santo tem de ser lida por inteiro. Não vou repeti-la em sua totalidade para dar-lhe a oportunidade de pesquisá-la, conhecê-la, lê-la e melhor conhecer o chefe da nossa Igreja. Às vezes, leio, ouço e fico triste com comentários tão negativos a respeito do Papa que eu tenho certeza que é por desinformação, ou por ouvir opiniões erradas ou se tratar de pessoas conservadoras, polarizadas, politiqueiras de direita ou apaixonadas por opiniões contrárias ao bom senso. Na maioria das vezes, mal evangelizadas ou ouvintes de catequistas ou evangelizadores que maquiam a verdade. Nestes meus 85 anos de vida, nos meus dez primeiros anos, aprendi em minha família, os rudimentos da minha fé. Claro, a mais simples possível.

Nos Seminários de Sobral, Fortaleza, Olinda, no Pontifício Colégio Pio Brasileiro e nas Universidades Católicas de Pernambuco e de Roma completei todo o “curriculum” que aprofundou meus conhecimentos e me tornou apto pra luta e servindo a Dioceses, Paróquias, Comunidades Eclesiais de Base, sob os cuidados de excelentes e preparados bispos, não me perdi em lugar algum. Sou, imensamente grato, a tantos quantos colaboraram na minha família, nas comunidades por onde andei, nas escolas onde aprendi e ensinei. Obrigado!

Gasto um tempo enorme pensando e rememorando tudo isto e me acho com saldo positivo, a ponto de ter em S. Paulo, na Carta a Timóteo, o consolo: “combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé” (2ª Tim. 4,7).

Concluo o Comentário de hoje, como o Papa Leão o fez na sua homilia:

 “Meus irmãos e irmãs!

É bom sermos peregrinos de esperança. E é bom continuar a sê-lo, juntos. A fidelidade de Deus continuará a surpreender-nos. Se não reduzirmos as nossas Igrejas a monumentos, se as nossas comunidades forem casas, se resistirmos unidos às seduções dos poderosos, então seremos a geração da aurora. Maria, Estrela da Manhã, caminhará sempre à nossa frente! No seu Filho, comtemplaremos e serviremos uma magnífica humanidade, transformada não por delírios de onipotência, mas pelo Deus que, por amor, se fez carne”.

BORDADOS PEDAGÓGICOS DA
 PROFª NAZARÉ






 

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COLUNA PRIMEIRO PLANO

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