sexta-feira, 29 de abril de 2022

PRIMEIRO PLANO

 

CURSO DE DIREITOS HUMANOS CIDADANIA E COMUNICAÇÃO INCLUSIVA PARA A REGIÃO DA IBIAPABA - Edição de 29 de abril

Quarta-feira, dia 04, teremos uma conversa com Professores e Professoras de Massapê, a convite da Academia de Letras e Artes, presidida por Eudes Sousa.

 Há uma parceria com a Secretaria de Educação do município e da Coordenação de EJA. Tenho uma afeição especial por esta área.

 São as pessoas que, na idade certa, não tiveram oportunidade de estudar e, portanto, merecem atenção especial.

 O tema da conversa será VIVÊNCIA E CONVIVÊNCIA NA SALA DE AULA, subtítulo de nosso livro PROFESSOR COM PRAZER.

 A Secretária de Educação é a Professora Sandra Mota. Na Coordenação do Núcleo de EJA está a Professora Marly Lopes.

 Como Secretário de Educação, criei e desenvolvi com êxito o Projeto de Alfabetização de Adultos, Desenvolvimento de Habilidades e Geração de Renda.

 Já no dia 5, terei encontro com Professores do Curso de Direito da F5/INTA, em Sobral, a convite dos diretores Prof. Marcos Aguiar e Professora Vânia Pontes.

 O tema da conversa será Educação Biocêntrica – Vivência e Convivência em Sala de Aula. Este conteúdo também está em nosso livro PROFESSOR COM PRAZER.  

 Obteve grande repercussão a realização do Programa DIÁLOGOS PELA DEMOCRACIA, realizado pela Comissão Especial Wanda Sidou (Anistia).

 O debate sobre apoio de padres cearenses aos exilados da ditadura, na Europa, foi um tema inédito abordado com os debatedores Mons. Assis Rocha e João de Paula Monteiro.


O programa mereceu um comentário muito bem fundamentado do Advogado Arnóbio Rocha, renomado profissional  em São Paulo, sobrinho do Mons. Assis Rocha.

 Os dois debatedores haviam se encontrado, pela ultima vez, nos anos 70, na Europa, quando o Brasil vivia um dos seus piores períodos sob a ditadura.

 A Secretaria de Proteção Social realizará mais uma edição do Curso Direitos Humanos, Cidadania e Comunicação Inclusiva. De 17 a 20 de maio, on line, das 13 às 17 horas.

 Desta vez, a região prioritária será a Ibiapaba. O curso é gratuito e emite Certificado. O conteúdo é muito importante e pode ser visto aqui neste site, em EVENTOS.

 A recuperação de alunos que estão retornando às aulas presenciais deve ser uma atividade encarada com muita responsabilidade pela escola.

 Não pode ser qualquer professor ou graduado para cuidar da tarefa. Preferencialmente, deviam ser escolhidos os professores, comprovadamente, capazes e experientes.

 Talvez fosse uma tarefa para os que já estão aposentados e que, de fato, gostem da missão de ensinar e que tenham compromisso.

 Aliás este é um bom momento para uma grande avaliação da Escola e de seus serviços prestados. Isto deveria envolver todos os segmentos.

 Sempre que adotei este procedimento, como Secretário de Educação de municípios, tive ótimos resultados.

 Betanistas aniversariantes na primeira semana de maio: Dia 5: Nelinho Vasconcelos; Dia 6: José Andrade Costa e Pedro Neudo Brito; dia 7: Fco. José Liberato.

 Depois do reconhecimento da inocência de Lula e da parcialidade do ex juiz Sérgio Moro, finalmente, pela ONU, a notícia chegou aos poderosos meios de comunicação.

Um jornalista da grande imprensa, Ricardo Noblat, reconhece a perseguição a Lula e cobra pedido de desculpas. E os “fiéis cristãos” que, há anos, só o chamam de ladrão?

 









O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Será que se pode festejar o Dia do Trabalho numa situação tão caótica?


De vez em quando, a generosidade e o carinho de alguns dos meus leitores me deixam muito feliz e agradecido pelas palavras elogiosas depois de meu Comentário Semanal. Tenho feito qualquer esforço para preparar bem minha mensagem no desejo de que todos a entendam e tirem algum proveito.

             Para hoje eu gostaria de trazer uma reflexão sobre o Dia do Trabalho, 1º de Maio, tantas vezes comemorado ao tempo em que estive no Vale do Pajeú. Era sempre uma oportunidade de colocar o povo na rua, fazer um abrangente pronunciamento sobre a realidade do trabalhador, conclamá-lo à participação e alegrá-lo com algumas músicas conscientizadoras de sua responsabilidade junto à classe social a que pertencesse. Éramos embalados pela M. P. B. de Protesto, pela presença de compositores e cantores que abordavam a nossa realidade social e nos transmitiam uma mensagem de esperança. Todos os males seriam evitados e corrigidos se nos uníssemos em nosso sindicato de classe, em nossas C.E.Bs, em nossas Equipes de Fé e Política ou em nossos partidos políticos, fundamentalmente representativos da classe trabalhadora.

 

Àquela época, já dizíamos que o Dia do Trabalho ainda não era um Dia de Festa. Iríamos chegar a isto. Dependia de grande evolução em nossa mente e no nosso modo de fazer política, escolhendo nossos melhores representantes, isto é, cuidando muito para que a escolha destes, coincidisse com o que entendíamos sobre o que fosse bem comum.

 

            Hoje, ao procurar luzes ou sugestões que justificassem meu Comentário, o Googel me sugere o que eu já rejeitava quando morava em Pernambuco: ‘é um dia de festa’ ‘entrega de brindes’ ‘sorteio de viagens’ ‘sorteio de eletrônicos’ ‘concurso cultural’ ‘promoção de festa e passeios’ ‘campeonatos esportivos’ ‘gincanas’ ‘café da manhã’ ‘almoço’ ‘jantar’ ou outras maneiras de enganar trabalhadores que em nada iriam melhorar seu salário, garantir-lhe uma aposentadoria digna ou mudar sua vida para bem melhor. Aí eu fiquei pensando: se a 20/40 anos atrás a gente esperava uma mudança de mentalidade, a escolha de representantes políticos que quisessem mais o bem comum do que a promoção pessoal, o que dizer agora diante da situação nacional tão caótica, em que governantes em todos os níveis nos enganam, frontalmente, colocando-nos socialmente, bem aquém do que imaginaríamos? 

            Será que nossa “cegueira política” não está tirando de nós a “conscienti-zação” de que falávamos outrora, impregnando-nos agora de um moralismo devastador que nos leva a esquecer o desemprego, a saúde, a desigualdade social, a educação e outras necessidades básicas?

            Que dizer da apropriação indébita do nome de cristão, de predestinado ou de ungido, usando o nome de Deus em vão, com discursos desprovidos de fundamentação científica, defendendo que a terra é plana ou distorcendo o conceito de liberdade, autorizando a dirigir sem habilitação, sem o uso de ‘cadeirinhas’ para bebê ou de radares para o controle de velocidade? Será que tais irresponsabilidades ou afrouxamento de leis nos vão dar a sensação de que “agora sou mais livre”? Não seria isso, “populismo puro”?

            Como são falsas as orientações de uma democracia disfarçada! Imagine a privatização do sistema de segurança pública! Dizem: “pelo menos diminuem gastos com forças policiais ou com a ampliação de cadeias”. É só possibilitar a posse e porte de arma a cada cidadão de bem e o direito de atirar em qualquer suspeito para diminuir a população de mais de 800 mil presos. Está certo isso?

            Se antes não podíamos festejar o Dia do Trabalho, como poder agora?

            Um governo que facilita a possibilidade de maiores lucros para os grupos econômicos que lhe dão apoio, por ex. no agronegócio, isentando-o de impostos, de multas, de submissão ao IBAMA, permitindo o “trabalho análogo à escravidão”, o desmatamento e invasão de terras indígenas, as queimadas que destroem toda a flora nativa composta de imensas árvores, apoderam-se das riquezas ali contidas, destroem todo o pantanal com sua fauna, como comemorar o Dia do Trabalho com tanta fumaça e com tantas vidas perdidas?

            O mundo todo tem suas atenções voltadas para o Brasil, sobretudo em suas participações internacionais, deixando na Comunidade Política, a impressão de muito descrédito. É claro, o mundo já conhece a postura do Governo Brasileiro com relação ao meio ambiente e a tudo que tem feito (ou desfeito) desde o início da gestão. A distancia entre o discurso e a prática de nosso (des)governante fica sempre clara logo no outro dia. Por exemplo, depois da promessa de duplicar os recursos para a Fiscalização Ambiental e para a Erradicação do Desmatamento Ilegal no Brasil, até 2030/, no outro dia o Presidente cortou, do orçamento de 2021, cerca de R$240.000.000 que iriam para o Ministério do Meio Ambiente. Isto é só um exemplo concreto e atual, que todo mundo viu, de que festa pelo Dia do Trabalho não está em nossos planos por enquanto. E com essa Pandemia fatal, pior ainda.

            É tão fatal/ que o Mundo já tem cerca 06 milhões e 200 mil mortos. No Brasil temos mais de 662 mil mortos. Doze Milhões estão desempregados. Mais de 34 milhões estão na informalidade: fazendo bico/ e 06 milhões de desalentados. É mole?

            Infelizmente, não temos dados atualizados e a pesquisa feita a cada 10 anos pelo IBGE não foi realizada em 2020 nem em 2021 por falta de verba, diz o governo. Está fazendo um levantamento precário, em 2022, alegando a situação de Covid e ainda a falta de recursos.

Será que se pode festejar o Dia do Trabalho numa situação tão caótica como esta? – Para tentar responder a esta indagação, está me chegando uma luz, vinda dos EEUU, desde abril do ano passado, em que o Policial Americano – Derek Chauvin foi julgado pelo Tribunal de Justiça por ter matado, por asfixia, o negro George Floyd, que implorava: “não posso respirar”. Mesmo assim, sufocado, o policial não aliviou. Deixou-o deitado no chão, joelho no pescoço e o matou. Será que dá pra gente respirar no sufoco em que estamos?

A propósito, a CNBB comentava à época: “não querem superar a desigualdade social do país: os privilegiados, que têm muitos bens, riqueza sobrando e não se vão preocupar com o bem estar dos mais pobres”. A essa elite, o governo atual dá privilégios, isenta de impostos, de multas e facilita a destruição da fauna pantaneira e da flora amazônica. Como os mais pobres vão poder fazer festa no Dia do Trabalho se está tão difícil trabalhar? Se não têm uma carteira assinada e não terão uma aposentadoria? Será que dá pra respirar? Vão morrer ‘sufocados’ como morreu George Floyd.

O Rei do Baião, Luís Gonzaga em parceria com Agnaldo Batista, em 1989 compuseram o Xote Ecológico e, antevendo George Floyd cantavam:não posso respirar, não posso mais nadar/ a terra está morrendo, não dá mais pra plantar/ e se plantar não nasce, se nascer não dá/ até pinga da boa é difícil de encontrar”. Sou apartidário, mas não sou apolítico. Posso até não ver, mas confio no que sempre esperei: um dia nos libertaremos de tudo o que nos oprime. O sol da esperança brilhará e o Dia do Trabalho será celebrado. Viva o Dia do Trabalhador, livre e independente! Organizem-se. Acreditem na união.       


EVENTOS

 

Curso Direitos Humanos, Cidadania  e Comunicação Inclusiva

REGIÃO PRIORITÁRIA: IBIAPABA

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

Inscrição do curso - Grátis

O curso Direitos Humanos, Cidadania e Comunicação Inclusiva é realizado pelas Coordenadorias da Secretaria Executiva de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Estado do Ceará (SPS), em parceria com as Coordenadorias da Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres e Secretaria Executiva de Políticas sobre Drogas da SPS.

Este curso foi pensado para atender a necessidade de sensibilização e tratamento adequado, respeitoso e inclusivo a vulneráveis, e a diversidade, compreendendo suas realidades, e contribuindo para educação em Direitos Humanos na população através de atendimento humanizado e qualificado dos agentes públicos.


Carga Horária - 16h/aula

Data - 17, 18, 19 e 20 de maio de 13h às 17h



Você irá aprender:

1º dia

Módulo 1 - O que são Direitos Humanos: Perspectivas de Promoção e Defesa;

Facilitadores: Coordenadoria de Políticas Públicas dos Direitos Humanos e Centro Estadual de Referência de Direitos Humanos.

Módulo 2 - Perspectivas de Promoção de Cidadania;

Facilitadores: Coordenadoria da Cidadania, Programa Vapt Vupt  e Programa Caminhão do Cidadão.

 

2º dia:

Módulo 3 - Comunicação inclusiva para atendimento de pessoas idosas;

Facilitador: Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência.

Módulo 4 - Comunicação inclusiva para atendimento de pessoas com deficiência; 

Facilitador: Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência.

Módulo 5 - Defesa de Vítimas Diretas e Indiretas de Violência;

Facilitadores: Coordenadoria da Cidadania, Núcleo de Apoio aos Programas de Proteção  e Centro de Referência de Apoio à Vítima de Violência.

 

3º dia:

Módulo 6 - Comunicação inclusiva para atendimento de Migrantes e Refugiados;

Facilitador: Programa Estadual de Atenção ao Migrante e Refugiado e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Módulo 7 - Comunicação inclusiva ao atendimento especializado e humanizado às mulheres;

Facilitadores: Coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres.

Módulo 8 - Respeito a Diversidade Sexual e aos Direitos da População LGBT+; 

Facilitadores: Coordenador Especial de Políticas Públicas para a Promoção LGBT+.

 

4º dia:

Módulo 9 - Comunicação inclusiva na perspectiva da Igualdade Racial; 

Facilitador: Coordenadora Especial de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial.

Módulo 10 - Comunicação inclusiva na perspectiva da Política sobre Drogas;

Facilitador: Coordenadora de Políticas sobre Drogas.

Módulo 11 - Perspectivas de Promoção de Justiça Social;

Facilitadores: Coordenadoria da Cidadania, Comissão de Anistia Wanda Sidou.

 

Saiba mais em:

https://www.sps.ce.gov.br/secretarias-executivas/cidadania-e-dh/ 

https://www.instagram.com/direitoshumanosce/

direitoshumanos@sps.ce.gov.br

 


IDÉIAS E NOTÍCIAS


Ditadura: A ajuda dos padres aos exilados na Europa
Leia a matéria completa clicando no link abaixo.

Ditadura: A ajuda dos padres aos exilados na Europa

quarta-feira, 27 de abril de 2022

IDEIAS & NOTICIAS

 

A POÉTICA DE PEDRO ORLANDA

                                                 por EUDES DE SOUSA

Embora possa parecer excepcional, a poética dos poetas cearenses continua um curso, cujo desfechos se mantém por órbitas cada vez mais infinitas.

 O Ceará é, sem dúvida, um Estado onde os poetas proliferam tanto quanto as belezas naturais que o distinguem no panorama nacional. Assim, seria inevitável a crítica, em suas opiniões, não se entrecruzar com a obra poética de Pedro Orlanda, jovem poeta  da cidade de Massapê que,  do auxílio literário em que se circunscreve, ingressa no  caminho da poesia, como mais um poeta.

Os poemas de Pedro Orlanda oscilam entre a voz do eu-introspectivo e o pungente grito intimista de alma dilacerada pelo confinamento do cotidiano sentimental, como de pássaro que encarcerado resolve cantar até para os que vão passando.

È sobre a obra deste escritor cearense da nova safra de poetas massapeenses, debruço-me para resgatar um discurso literário a que dou o título de “A poética de  Pedro Orlanda’.

Se, inapelavelmente, a poesia é substrato, de alma, de entranhas, de MAIS POESIAS PARA OS SEUS DIAS, como tentaram explicar no decorrer dos séculos todos os vates, encontro em Pedro Orlanda um certo desespero lírico, de quem procura, na solidão regional de suas impressões, explica a vida.

 Com uma biografia simples, de moço da cidade de Massapê, que ama a sua terra, em alguns momentos parece temer a repressão fatídica dos que se gastam em se libertar da palavra, dos que insistem em fazer ouvir o

                                                             POR QUÊ?

Se

Uma coisa

Tem mil maneiras

Para ser dita

Não é mais fácil

Escolher

A mais gentil

De se dizer?

 O lirismo embutido nos versos de Pedro Orlanda nos remetem aos ideais que ensinam os homens a descrever a vida, na sua simplicidade. Pois que se deleitam, então, os amantes da poesias, com o poeta massapeense, que diz: “Mais poesias para seus dias”.

                                                 Eudes Sousa - Jornalista, historiador, crítico literário e                                                                                                Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes     



   

                                                                                                                   

                                                        


sexta-feira, 22 de abril de 2022

PRIMEIRO PLANO

 

A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROFESSORES, FEITA PELOS ALUNOS, DÁ BONS RESULTADOS.             Edição de 22 de abril

Nestes três últimos meses, foram lançados, em Guaraciaba do Norte, três livros de autores conterrâneos.

Em fevereiro, GUARACIABA DO NORTE – NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA, de nossa autoria e em março VIVER À FLOR (e ao corte) DA PELE, da Professora Mestra Clécia Maria.

                                                     O livro e o nosso encontro com Bia Melo, em Fortaleza.

 Neste mês de abril, o conterrâneo Luís Melo, residente no Rio de Janeiro, nos mandou O DESENCONTRO. Ele mesmo não pode vir, por razões de saúde, mas nos mandou a filha Bia Melo. 

Os filhos: Verônica, formada em Marketing, Leonardo em Letras, Bianca, cantora e formada em Música, com Mestrado, na Suécia, onde mora. Vencedores pelo estudo

Dia 28 próximo, o nosso Mons. Assis Rocha, sempre presente aqui com o seu Comentário da Semana, será entrevistado no Canal do Youtube da Secretaria de Proteção Social.

Contará, a convite da Comissão Especial Wanda Sidou, o seu trabalho, de Dom Helder Câmara e do Padre José Maria Cavalcante, de apoio aos exilados políticos na Europa.

Um dos participantes será o médico e Consultor Empresarial João de Paula Monteiro que, à época, estava exilado na Alemanha.

A convite do Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes Eudes Sousa  e da Secretaria de Educação, teremos encontro com Professores, no Centro de Convenções Jarbas Aguiar, dia 4 de maio, às 19horas.

O tema da nossa conversa será VIVÊNCIA E CONVIVÊNCIA NA SALA DE AULA, a partir da proposta de nosso livro PROFESSOR COM PRAZER.

O exercício da escrita, na sala de aula, deve ser uma atividade diária. Se isto não acontecer agora, os textos de redações se tornarão piores.

Semana passada comentamos este assunto e uma Professora reforçou: “Quando falamos em curso de aperfeiçoamento, já ouvi, inúmeras vezes:

“Não tenho tempo para isto”. Ou “O que tenho já dá para desenrolar em sala de aula”. Ou para enrolar?

Já ouvi sobre aperfeiçoamento: “Tudo que vão dizer, eu já sei”. E que nada tem mais a aprender. É triste, mas é verdade.

Como Secretário de Educação, promovi avaliações dos Professores pelos alunos, considerando: Domínio do Conteúdo, Relacionamento com a turma e Compromisso com o trabalho.

Os resultados foram muito positivos. Cada Professor, individualmente, tomava  conhecimento do pensamento dos alunos, inclusive de duras observações feitas. Valeu.

Pesquisa Estimulada, do IPESPE, que acabo de receber de Antônio Lavareda: Lula 45%, Bolsonaro 31%, Ciro 8%, Dória 3; André Janones 2%, Tebet 2%.

Ontem foi dia de celebrar mais um aniversário do grande jornalista e escritor HERCULANO COSTA. Trabalhamos juntos um bom tempo na UVA. Merece todas as homenagens.

     No apartamento dos sobrinhos Laíza e Pedro, estivemos no feriado de quinta-feira, 21,  comemorando o batizado do Pedrinho.





O COMENTÁRIO DA SEMANA

                             Este país vai voltar a ser a                             Terra de Santa Cruz.   


Ontem, dia 21- 5ª feira da Oitava da Páscoa - foi também feriado nacional pela passagem do Ducentésimo Trigésimo Ano da Inconfidência Mineira, comandada por JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, mesmo sem tê-la idealizado. Filho do português, Domingos da Silva Santos e da brasileira, Maria Antônia da Encarnação Xavier. Nasceu aos 12 de Novembro de 1746 na Fazenda Pombal, em Minas Gerais e morreu – enforcado e esquartejado - aos 21 de Abril de 1792, com 46 anos de idade, no Rio de Janeiro. Ficou órfão de mãe com apenas 09 anos, e de pai, com 11. Entre os 07 irmãos, era o quarto e foi cuidado pelo seu padrinho médico, na cidade de Vila Rica, hoje, Ouro Preto.

Devido à formação recebida da Família Adotiva, teve encaminhamento para a vida, com diferentes opções: desde a formação militar, ocupando o posto de Alferes, às funções de tropeiro, comerciante, minerador e até as práticas farmacêuticas, exercendo a profissão de Dentista. Daí a “alcunha” de TIRADENTES, que o celebrizou até hoje.

No ambiente “familiar”, na sala de aula, no contato com os profissionais de seu meio, foi exercendo papel importantíssimo na propagação de ideias revolucionárias junto ao povo, a quem ele arregimentava como adeptos. Era um verdadeiro líder não só pela maneira de trabalhar, como pelo poder de influenciar as pessoas, convocando-as a se enfileirar num movimento pioneiro de tentativa de libertação colonial do Brasil. A Rainha Dona Maria I, certamente não bem-intencionada, impressionou-se com sua liderança e o nomeou como “Comandante da Patrulha” na rota de escoamento da produção mineradora que levava toda a fabricação mineira para o Porto do Rio de Janeiro e dali, para Portugal. Era o chamado Caminho Novo, descoberto pelo Reino, que proibia o estabelecimento de engenhos na região de Minas e punia o contrabando de ouro e de pedras preciosas. Não só os mineiros, mas toda a população era obrigada a pagar elevados impostos, o que promovia o descontentamento geral. Tiradentes não se encantou com o cargo. Não ficou do lado do Reino, é claro, ficou do lado do povo.

Já se começavam a organizar tentativas de libertação colonial do Brasil com a participação de grandes proprietários de terra, mineradores e até de integrantes do Clero. Tiradentes entendeu que deveria ficar do lado dos “conspiradores” e começou a fazer seus contatos revolucionários, procurando, por exemplo, o Visconde de Barbacena, Governador de Minas Gerais, que já se preparava para decretar “a derrama”, ou seja, a cobrança de todos os impostos atrasados. Aqui e ali ia conquistando apoio, embora, às vezes, isso não acontecesse. Foi o caso do Coronel Joaquim Silvério dos Reis, que devia grandes somas à Coroa e, com medo, não aceitou a proposta. Já existia a “delação premiada”: denunciou-o e Tiradentes se escondeu na casa de um amigo no Rio de Janeiro, sendo preso no dia 10 de Maio de 1789.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

Foram presas mais 34 pessoas, das quais, 05 eram Padres. Todos passaram por processo de investigação, julgamento, acusação e sentença, onde Tiradentes foi indiciado como cabeça do movimento e foi condenado no dia 21 de Abril de 1792, enforcado e esquartejado e sua cabeça foi exposta em Vila Rica e seus membros espalhados em postes, no caminho, entre Minas e o Rio de Janeiro, para servir de exemplo e amedrontar todos os que passassem pelas imediações. O que acontecera com ele, aconteceria com todos os que se metessem a ser revolucionários. De fato, os demais companheiros ou “conspiradores” receberam penas semelhantes: onze foram condenados à morte, cinco a degredo perpétuo e várias condenações à prisão. Todos perderam seus bens.

A luta não parou por aí. Trinta anos depois, em 1822, veio o grito de Independência ou Morte. Já se vão quase 200 anos. Foi o brado de Dom Pedro às margens do Rio Ipiranga, atualizando os movimentos revolucionários, protagonizados pelo protomártir Tiradentes. Com mais 67 anos, em 1889, houve a Proclamação da República. Nem sabíamos o que era democracia. Não elegíamos ninguém, pois para a função de Imperador, não se vota. Durante 389 anos fomos manobrados pelo Rei, o todo poderoso “manda chuva”. E o que é pior: até o governo da Igreja era feito pelo Imperador que, pelo direito de padroado, “casava e batizava”: nomeava bispos, criava dioceses, transferia padres e decidia sem que Roma tomasse conhecimento.

Proclamada a República, adquiriu-se o direito de votar, de escolher nossos governantes e de viver, plenamente a Democracia. Pena é que, nesses últimos 133 anos, o povo entendeu tão pouco a mudança do Império para a República, que assistiu de braços cruzados, a três Golpes de Estado, promovidos pelas mesmas elites que, desde Tiradentes, diziam querer a Democracia, que não era outra coisa senão, a busca dos próprios interesses. Nos 03 Movimentos Golpistas – no de Getúlio, no dos Militares e no último Impeachment – mantiveram-se no poder as elites, os compradores de votos, os enganadores e fabricantes de falsas promessas, os lavadores de dinheiro, os formadores de organizações criminosas, os milicianos, os corruptores ativos e passivos, os ‘negacionistas’, os promotores do tráfico transnacional de drogas, de crianças, de jovens e de mulheres, da ocultação de patrimônio e enfim, uma “legítima” volta à Ditadura. Não é incrível? Aonde vamos chegar?

O “Caminho Novo”, meu caro Tiradentes, palmilhado por você, ajudando o Império invasor português, a carregar o que era nosso, tem que ser refeito de volta, repatriando tudo o que a pirataria europeia levou de nós. Infelizmente maus brasileiros aprenderam a fazer esse tal “caminho” e abarrotaram Bancos, no exterior, com o dinheiro de nossa saúde, de nossa educação e de nossa segurança em geral. Essa riqueza tem que ser “repatriada”, retornada aos nossos cofres para servir a todos. Os portugueses não nos “descobriram” como se ensina nas escolas. Eles nos invadiram e se apropriaram de várias nações indígenas, como se não fossem gente ou povos organizados. Eram cerca de 05 milhões de pessoas a quem os invasores chamaram de “selvagens” e desconfiavam até de terem almas. Há espertalhões brasileiros que ainda pensam e agem com nosso povo, como massa de manobra. Será que mudará?

Do jeito que as coisas estão caminhando, você acredita em mudança? Com o governo que estamos tendo, você vê possibilidade para isto? Não estamos à deriva, desorientados, sem esperança? Que situação triste, a nossa: perdermos a esperança! Quando a gente recorda um herói de nossa história, como Tiradentes, que se insurgiu contra a Coroa Portuguesa, há, exatamente, 230 anos, ao tempo em que tudo era mais difícil/ e continuamos, tendo-o como referencia nacional/, porque não nos esforçarmos para vermos nele, um exemplo a ser imitado? O tempo vai passando e, em vez de nos “organizarmos e progredirmos” - como lembra a nossa Bandeira Nacional - estamos “indo para trás”, muito aquém de todos os países do mundo. Não é o que estamos vendo diante da Pandemia do CORONAVIRUS? O mundo todo se resguardando, fazendo quarentena, obedecendo à Ciência, à OMS, à ordem de “ficarmos em casa”, enquanto o nosso Governante Maior, sai às ruas, estimulando à desordem, visando a reeleição, inventando inaugurações do que ele nem construiu, indo, totalmente na contramão de todos os que têm bom senso e seguem uma orientação mundial! Não é um contrassenso? Aonde iremos parar? Até quando viveremos assim?

Neste dia 24, 2º Domingo da Páscoa, - chamado “Domingo da Divina Misericórdia” - Jesus, diante do “incrédulo Tomé”, mandou que ele metesse o dedo nos furos de suas mãos e do seu lado para acreditar que era Ele mesmo, e que estava ressuscitado, vivo de novo, e deu a todos nós, um grande elogio: “acreditaste, Tomé, porque me viste; bem-aventurados os que creram sem terem visto”. Todos somos convidados a acreditar – ainda sem ter visto - que a Pandemia do Corona vírus e a epidemia do nosso desgoverno vão passar. Tenhamos fé na misericórdia divina. Este país vai voltar a ser a Terra de Santa Cruz. Através de suas autoridades, “terrivelmente evangélicas”, só continuará a usar o nome de Deus em vão. A citar a Palavra de Deus sem praticá-la. A usar da boa fé do povo para permanecer no poder contra o povo.

Sem ser historiador, sem ser cientista político e sem ser mais professor me arrisquei a falar sobre este tema, embora, dois dias depois. Como diz “Bil Bebes” da Escolinha do Prof. Raimundo, pelo menos, esta é a minha versão. Quero ouvir a sua, Professor Leunam Gomes. A de vocês, colegas Betanistas e demais leitores espalhados por todo o Brasil. Obrigado pela atenção e retorno!






segunda-feira, 18 de abril de 2022

EVENTOS

 

🔊 Atenção comunidade acadêmica da F5 e demais interessados 🔊

 Dia 19.04 (terça-feira), a partir das 18:30, teremos a Aula Magna do curso de Direito 2022.1 da Faculdade 05 de Julho.

Estará conosco o Prof. Dr Humberto Cunha abordando o tema ”A Matriz Constitucional dos Direitos Culturais”,

Na ocasião, o Prof. Humberto fará o lançamento do livro “(F)atos, política(s) e direitos culturais: experimentações cotidianas.”.

Ah, e também teremos a posse dos nossos alunos como membro-acadêmico nas comissões temáticas da OAB Subsecção Sobral !! 📣

O evento será gratuito, aberto ao público e haverá emissão de certificado de atividades complementares para os inscritos que se fizerem presentes.

📍 Local: ICETEL (atrás do Fórum).

🔖 Inscrições através do link: https://www.even3.com.br/aulamagna_direitof5_2022/

#DireitoÉnaF5



COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...