A Quaresma nos leva à Semana Santa: não dá para esquecer!
Nossos dois últimos artigos foram feitos em
parceria. Assinei o de 26.03, último sábado do mês, sobre a história dos 63
anos da Rádio Educadora e desafiei o Leunam a falar sobre o MEB - que ele entende muito – no passado 02 de
abril, 1º sábado do mês. Hoje, dia 09, quero retomar a reflexão sobre o que vamos
celebrar nesses próximos dias.
Neste final de semana, estamos
terminando o Tempo da Quaresma, e no Domingo, amanhã, dia 10 de Abril, já
estaremos iniciando a SEMANA SANTA, ocasião em que o Mundo Cristão recorda,
mais intensamente, os ensinamentos, o sofrimento, a morte e a Ressurreição de
Jesus Cristo.
Todos os
anos, a Igreja Católica nos prepara para a celebração desses acontecimentos,
durante os 40 dias que os antecedem, no Tempo Litúrgico, que chamamos de
QUARESMA. Estamos vivenciando, exatamente, o seu final.
Neste Domingo,
dia 10, iniciaremos a SEMANA SANTA, recordando a entrada triunfal de Jesus, em
Jerusalém, aclamado pelo Povo, como Rei, com ovações, hosanas ao Filho de Davi e outras aclamações àquele que vem em nome do Senhor. É
o festivo dia chamado Domingo de Ramos.
Jesus não
estava enganado quando recebeu aquelas homenagens. Ele sabia que aquele povo,
com as mesmas mãos que Lhe davam flores, também Lhe haveriam de apedrejar.
As mesmas
bocas que cantavam: “bendito o que vem em
nome do Senhor”, haveriam de gritar: “crucifica-O”,
troca-O por Barrabás.
A partir
deste Domingo, vamos recordar, concretamente, a Vida, os Ensinamentos, a
Paixão, a morte e, sobretudo, a Ressurreição de Jesus.
É a
Ressurreição de Jesus que O faz alguém diferente dos outros.
É a Ressurreição
de Jesus que justifica toda a nossa vida: as celebrações que fazemos, as
pastorais da Igreja, o Ecumenismo que buscamos, os trabalhos comunitários e a
certeza de que tem outra vida além dessa. Caso contrário, São Paulo não teria
afirmado: “se Cristo não ressuscitou, é
vã a nossa fé”.
É por causa
da Ressurreição de Jesus, que celebramos a SEMANA SANTA, a partir deste
Domingo, dia 10, até o Domingo seguinte: 17 de Abril.
Sobretudo,
de Quinta feira, 14, em diante, as celebrações serão mais intensas, e haverá
uma ligação maior com a presença física de Jesus no Mundo, e sua permanência
conosco, mesmo depois que Ele voltou para o Pai.
Ele voltou
para junto do Pai e do Espírito Santo, mas ficou conosco, para sempre, através
de sua presença real, no Sacramento da Eucaristia.
Conforme a
tradição da Igreja, celebraremos na Quinta feira Santa, dia 14, pela manhã, o
Aniversário do Sacerdócio de Jesus Cristo, em todas as Igrejas Catedrais do
Mundo: os Senhores Bispos Diocesanos, todos os Padres da Diocese, religiosos e
representantes das várias Paróquias,
concelebrando e festejando essa data, benzendo os Santos Óleos.
Na tarde da
mesma Quinta feira Santa, 14 de Abril, todos os Padres estaremos em nossas
Paróquias, celebrando com nossas Comunidades, o Aniversário de fundação da
Eucaristia. São dois Sacramentos que aniversariam ao mesmo tempo: o da Ordem, e
o da Eucaristia, porque um depende do outro.
Depois da celebração do final da tarde
da quinta feira santa, 14, a Igreja entra num clima de preparação para os
acontecimentos da Sexta feira Santa, 15, com adorações, promovidas por Grupos
que se revezam até a madrugada, em todas as Paróquias. Alguma limitação, ainda
é devido à Pandemia.
A Sexta
feira Santa, dia 15, será toda ela de reflexão e de ligação direta, de cada
Cristão, com a Morte de Jesus. Não se faz farra, nem festas profanas, mas se
aproveita o dia inteiro, da Sexta Feira Santa, bem como, os dias anteriores a
ela, para fazer uma boa confissão, para uma consequente comunhão pascal, e
assim satisfazer, no mínimo, o preceito da confissão anual e da comunhão pela
Páscoa da Ressurreição.
A
celebração no fim da tarde da Sexta Feira Santa não será uma Missa. É a
rememoração da Morte do Senhor, com Leituras Bíblicas, apropriadas, com várias
Orações nas intenções da Igreja, com a Veneração da Santa Cruz e com a Comunhão
dos Fiéis, com hóstias consagradas na Quinta feira Santa.
Em muitos
lugares se faz ainda, uma grande Procissão, com uma estátua do Senhor morto, e
se encerra o dia mais triste da Semana Santa, embora na esperança de celebrar,
com alegria, a Ressurreição, na madrugada do Sábado para o Domingo: de 16 para 17
de Abril.
Durante todo
o dia de Sábado, nada se faz na Igreja, a não ser continuar com as confissões
para, à noitinha, começar a celebração da Vigília Pascal.
Inicia-se
com a bênção do fogo, entrada do Círio Pascal na Igreja, Canto de Louvor à LUZ
DE CRISTO, e continuada pelas Leituras do Antigo Testamento, referentes à
Páscoa dos Judeus, Orações e Leituras do Novo Testamento, já falando sobre a
nossa Páscoa Cristã. Irrompe-se o Canto do Glória, soam sinos e campainhas e a
Festa está feita.
Antes da
Leitura do Evangelho, entoa-se a tão esperada ALELUIA, que já significa a
Celebração da Ressurreição de Jesus.
Depois do
Sermão, faz-se a Bênção da água que será usada na Pia Batismal durante todo o
ano, batizam-se alguns pagãos, preparados para a celebração, faz-se a Renovação
das Promessas do Batismo e se abençoa todo o povo presente à celebração,
aspergindo-o com a nova água benta.
O povo,
assim renovado, alegre e transformado pela graça de Deus, é convidado a se unir
a toda a Igreja, para celebrar a FESTA DA PÁSCOA.
É o maior
acontecimento da humanidade que se celebra. É a certeza de que ninguém morre
mais. É a garantia de que há outra vida, após esta.
Muitos não
pensam assim, nem estão preocupados com salvação, nem com a alma, nem com a vida
eterna.
Outros não
acreditam na Ressurreição. Dizem que a
alma é imortal, mas não para viver no Céu, eternamente. Ela é imortal porque
sai de um corpo que morre, para um outro que nasce, e assim se vai,
reencarnando, sucessivamente. E nisso, está sua imortalidade.
É para aprofundarmos
nossa fé, que nos estamos preparando desde a Quarta feira de Cinzas, isto é,
desde o início da Quaresma; para celebrarmos o maior acontecimento da humanidade:
a RESSURREIÇÃO DE JESUS.
Infelizmente,
os sete bilhões e oitocentos milhões de habitantes do mundo não têm essa
certeza. Somente um terço desta
população é de cristãos – cerca de 2 bilhões e 600 milhões – somando-se todos
os católicos, ortodoxos e protestantes. Temos que espalhar essa Verdade da
Morte e da Ressurreição por todos os recantos do Mundo.
Agora que
estamos no começo. Mais de dois terços da Humanidade têm que ser Evangelizados,
a fim de que se cumpra aquele desejo de Jesus: “para que haja um só rebanho e um só pastor” com uma Páscoa
definitiva para todos. Que todos tenhamos uma feliz e santa Páscoa.
.png)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário