segunda-feira, 29 de agosto de 2022

IDEIAS & NOTÍCIAS

Série: Nossas Ruas, Nossa História (I) 

A CASA PAROQUIAL DE GUARACIABA DO NORTE: NO PASSADO, ACOLHEDORA!

Texto de Leunam Gomes (*)

A Casa Paroquial de Guaraciaba do Norte  sempre teve, para mim, um significado especial. Quando menino, acólito, sentia-me bem acolhido quando ali chegava. Muitas vezes, acompanhei meu pai em suas visitas periódicas ao vigário e amigo. Além de Presidente da Congregação Mariana e Vicentino, meu pai gostava de conversar com o vigário. Muitos homens tinham o mesmo costume. Por meio do Padre, tomavam conhecimento das últimas notícias. Ele era, à época,  um dos poucos a possuir um rádio para se atualizar com as notícias.

Mais tarde, como Seminarista, por indicação do vigário e apoio da Obra das Vocações Sacerdotais, o acolhimento era mais afetivo ainda. A casa parecia-me um prolongamento da Igreja que era o lugar mais importante da nossa cidade. Era o centro de todas as nossas atenções. Ali era um local onde todos eram bem acolhidos. Durante as férias do Seminário, à tarde, após a visita diária, ao Santíssimo, sempre íamos à Casa Paroquial. Não éramos poucos.

Na casa Paroquial morava o nosso vigário Mons. Antonino a quem tínhamos, quase, uma veneração. Ele conhecia as suas ovelhas e as ovelhas o conheciam e respeitavam.  Percebia que todos os padres convidados, vinham à Paróquia com muito prazer, na certeza de uma boa acolhida. O Monsenhor construíra, ao lado da casa, alguns pequenos apartamentos para acolher os seus visitantes e convidados.

Daquela casa  ele nos transmitia, pela amplificadora, o mais moderno meio de comunicação da época, as músicas clássicas que foram ficando em nossas mentes.  Aprendemos a ouvir Bethoven, Mozart, Chopin, Strauss, Haendel. Nosso despertador eram aquelas músicas. Os sinos complementavam a comunicação, chamando-nos à oração pela manhã, ao meio-dia e à hora do Angelus. Agora, emudeceram, sem a permissão do povo.

No último dia 12 de agosto, retornei à Casa Paroquial com a mesma esperança de ser ali bem acolhido, como acontecia a todos. Programara, desde a saída de Fortaleza, levar alguns dos meus livros que poderiam, ao meu julgamento, contribuir com as ações pastorais.  Um livro que conta a importância do Seminário de Sobral em nossas vidas. Daí o titulo SEMINÁRIO DE SOBRAL – AD LABOREM – Nossa caminhada Profissional; o segundo com experiências pedagógicas que deram ótimos resultados em sala de aula – PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência em Sala de Aula  e o terceiro, recém-lançado com um retrato da minha cidade sob o meu olhar de menino de doze anos, nos anos 50 e 60, antes do ingresso no Seminário: GUARACIABA DO NORTE – Nossa Ruas, Nossa História. Supunha que interessariam à Paróquia.

Na porta de acesso, havia uma cartela informando os horários de atendimento. Estávamos, Romulo e eu, dentro do horário, mas a porta trancada. Descobrimos e acionamos uma sirene colocada na parte alta da entrada.  Algum tempo depois apareceu um senhor a quem nos identificamos e informamos da nossa intenção. Ele era um dos padres da casa, com sotaque espanhol. Gentilmente, atendeu e dirigiu-se ao vigário que estava em algum dos aposentos da casa. Logo retornou dizendo que o vigário não podia atender. Estava muito ocupado.  Sem acreditar naquela justificativa, entregamos ao padre mensageiro os três livros com as nossas justificativas e um pouco de informação sobre nossa vinculação com a Paróquia.  Mais rápido do que na vez anterior, o padre retornou com os livros, com a insistente resposta de que “o vigário não tinha tempo para atender. Estava muito ocupado”.

Eu não fui à busca de algum privilégio. Nada fui pedir. Fui levar os resultados de minha produção acadêmica até para justificar que o investimento da Obra das Vocações Sacerdotais não fora em vão.  Não me fiz padre, embora tenha concluído todas as etapas de estudo de Filosofia e Teologia, no Seminário Regional do Nordeste. Havia recebido a Tonsura, o primeiro passo para o sacerdócio que me foi conferida por Dom Helder Câmara, na Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Recife. “Todos são chamados e poucos os escolhidos”. Eu não fui escolhido, mas a vida toda vivi a missão “Ide e Ensinai”.

Convivi com inúmeros padres e Bispos e sempre mereci muito respeito e atenção. Mas não fui recebido pelo vigário da minha terra. Mas será que sou apenas eu? Pelo que soube, não. Se muitas pessoas têm sido tratadas com arrogância por quem tem a missão de servir, algo precisa mudar. Será na população?

Foram 55 anos dedicados à Educação e sempre fazendo com qualidade aquilo que me cabia fazer. Daí sempre ter sido convidado para os cargos que ocupei. A opção pela Educação foi, absolutamente, consciente, pela certeza de que este é o único caminho seguro para ascensão dos pobres. O primeiro emprego foi com Alfabetização de Adultos, pela Rádio Educadora, como Coordenador do Movimento de Educação de Base, criado pela CNBB, em Sobral. Depois, no MEB Fortaleza, onde fui demitido pela ditadura, em 1971, graças ao grande alcance do programa  A ESCOLA EM SUA CASA, pela Rádio Assunção Cearense. Daí ter ido para São Luís do Maranhão onde fiquei por 20 anos e, a convite, vim para a Secretaria de Croatá, recém-emancipado.

Em Croatá, em 1989, por exemplo, onde fui o primeiro Secretário de Educação, foi o primeiro município a criar a sua Secretaria de Educação, o primeiro a realizar um Seminário para saber o que a população desejava da gestão que se implantava, especialmente, na educação; o primeiro a adaptar o calendário escolar ao calendário agrícola; o primeiro a realizar concurso público e o primeiro a pagar salário-mínimo aos professores que, até então recebiam apenas 10%.

Em Guaraciaba do Norte, em 1993, pela primeira vez foi realizada uma série de Seminários sob o titulo  A EDUCAÇÃO QUE TEMOS E A EDUCAÇÃO QUE QUEREMOS, a partir de uma questão básica: Por que de cada cem crianças que entravam nas classes de Alfabetização, apenas 16 chegavam à quarta série?  A partir dali a educação mudou de rumo. Tudo está documentado.  Fomos o primeiro município a acabar com a evasão escolar, numa experiencia que virou modelo nacional e serviu de base para a criação do FUNDEF, hoje FUNDEB.

Na sequência, fui convidado para o Conselho de Educação do Ceará; para assumir a Coordenação de Alfabetização da SEDUC; para a Universidade Estadual Vale do Acaraú onde ocupei a Função de Pró-Reitor de Assuntos Estudantis e, depois, de Extensão e Desenvolvimento Municipal. Foi quando cuidamos da expansão dos cursos de graduação pra vários municípios. E começamos por Guaraciaba do Norte e São Benedito com o Curso de Formação de Professores.  Na UVA, fomos convidados e levamos a experiência de Formação de Alfabetizadores para Cabo Verde, na África.

Na UVA me aposentei e, a convite, assumi a Presidência da Comissão Especial Wanda Sidou que concede indenizações aos Presos e Perseguidos Políticos pela ditadura, no Ceará, onde ainda estou.

Com esta trajetória, considero que tenho cumprido a minha missão, especialmente, nos meus compromissos com o meu município. Nossa terra é, hoje, o que é, graças aos cursos superiores instalados e que abriram perspectivas para muitos conterrâneos. Praticamente, em todas as famílias há alguém com curso de graduação. Levei a sério a missão: Ide e Ensinai. E da Casa Paroquial, as melhores lembranças.

  (*) Leunam Gomes, guaraciabense, ex-aluno dos Seminários de Sobral, Ce. e Olinda-Pe. Coordenador do MEB de Sobral e Fortaleza; Ex- Coordenador da TV Educativa do Maranhão, Diretor das Rádio Educadora, Gurupi e Timbira do Maranhão; Ex Secretário de Educação de Croatá,         Poranga e Guaraciaba do Norte, Membro do Conselho de Educação do Ceará,  Pró-Reitor de Extensão da UVA.                                                                                                                                   Atual Presidente da Comissão Especial Wanda Sidou (Anistia), da SPS, Governo do Cea




























IDEIAS & NOTICIAS

 

Lembrando nomes importantes, neste Dia do Vaqueiro

                                                                                                                                        Texto do Mons. Assis Rocha, de Bela Cruz, com as lembranças de seu pai Doca Rocha e da Fazenda Santa Maria, nesta data especial!

Hoje, 29 de agosto, 2ª feira, comemoramos o DIA DO VAQUEIRO, instituído desde 2004, por Projeto de Lei, que homenageava o Vaqueiro como verdadeiro representante da Cultura Brasileira, especialmente do Sertão Nordestino. O Vaqueiro faz parte da fusão de diversas raças e tem no gado, no cavalo e na música seus grandes companheiros, tornando-o, legitimamente, símbolo da garra, do destemor, da força e da fé de um povo e de verdadeiro representante da Cultura Popular Brasileira.

            Tornou-se Lei, regulamentada, sancionada e publicada há apenas 18 anos, mas a vivência, a prática de vaquejadas, o folclore, o cordel e os aboios tão característicos e saudosos fazem parte de uma Cultura, de uma tradição, de um Sentimento que nenhuma Lei regulamenta ou determina quando vai começar ou terminar. O termo “vaqueiro” é muito antigo e se refere àquele que guarda ou conduz qualquer gado vacum. Sendo assim, desde quando existe vaca no mundo, que existe vaqueiro ou o seu condutor. O Profeta Amós, lá no Antigo Testamento, no capítulo 7, versículo 14, de sua Profecia, já dizia: “não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado... O Senhor me chamou quando eu tangia o rebanho”... Sem apelar para tais ou semelhantes fundamentações bíblicas, aqui entre nós temos notícias da derrubada de touros pela cauda, em O Nosso Cancioneiro de José de Alencar e em Os Sertões de Euclides da Cunha, de 1870 para cá. Diferentemente de outros Vaqueiros – como os Gaúchos, os Marajoaras ou os Nortistas de Rio Branco – o Vaqueiro Nordestino se caracteriza pelo uso de gibão, guarda-peito, perneiras, chapéu e chicote, tudo feito de couro curtido, preferencialmente de pele de veado, por ser macia e resistente. Tanto o chapéu de couro, preso ao queixo por barbicacho, como as demais vestimentas, são feitos sob medida e bem apertados para evitar pregas e para não se engancharem no mato. Para completar a indumentária, o Vaqueiro usa a tiracolo, uma corda-de-laçar, feita de couro cru em, pelo menos, 05 fios que se entrelaçam ou entrançados, com 25 a 30 metros de comprimento, para jogar, à distancia, pelos chifres ou pelo pescoço da rês que quer apanhar e amarrar.

O Vaqueiro é um homem de fé. Cura tudo o que é de “bicheira” nos animais, até mesmo à distância, pela oração que somente ele sabe rezar. Cura no “rastro” do boi doente. Reza na direção em que o animal enfermo se encontra e ele fica bom. Cura até contra mordida de cobras venenosas. Usa dos recursos mais elementares da natureza, para curar, tais como: saliva, lama, fumo, sebo, areia, pó de café, enfim, faz até o que Jesus mesmo fez (usou saliva, lama) para obter suas curas. Não é mesmo extraordinário?

            Neste Dia do Vaqueiro, celebrado nesta 2ª feira, dia 29, pensei em homenagear alguns Vaqueiros, com quem convivi muito de perto: a começar pelo meu pai – Seu Doca Rocha - e por tantos vaqueiros, comandados por ele, montados em cavalo bom de gado, “paramentados” com os apetrechos de uso no dia-a-dia, na captura de “ferozes barbatões”, enfrentando cipoal, “unha de gato”, mato fechado, saltando cerca ou passando por baixo de galho grosso de árvore, colado no lombo do cavalo ou sem descer dele, porque por onde passava um cavalo, ele afinava para o vaqueiro passar também. Além do meu “pai herói” outros heróis são lembrados pela coragem, pelos desafios enfrentados e pelas lições de vida que tanto guardamos e recordamos. Nem havia Projeto de Lei, nem a sua regulamentação para rendermos homenagens aos Irmãos Cordeiro: Fransquim, Raimundo, João, José. Esse Tio Dedé era uma fera. Peitava onça braba, desafiava, matava de pau ou de facão e ainda mostrava o couro como troféu ou prova pela bravura e aventura realizada. Filhos e netos estão aí para recontar essa história.

            Os “Bazil” formavam outro grupo de destemidos homens do campo, a começar do “patriarca” João Bazil e sua geração: Geraldo, Raimundo, Zé Bazil e tantos descendentes, ainda hoje vivos. Sempre que os encontro, recordo com alegria e saudade o que passou. Junto a estes estavam o Joaquim Baralho e seus irmãos: o Batista, o Folharal, o Raimundo, todos da família Paulino, todos empenhados no seu trabalho e na condução do gado.

E os “Tomé – Mariano”? Os que já se foram, os que ainda estão conosco. Como não lhes lembrar a amizade, a convivência, o cuidado com os animais, as histórias de Trancoso, a debulha do feijão, a poesia fácil, cantada, improvisada... Será que se pode esquecer, todos os anos, em Julho, as férias na Santa Maria, a Vaquejada, o leilão, “as comedorias”, à época do aniversário de Seu Doca Rocha? Seu afilhado, o Fransquim Cordeiro se esmerava, tanto na Vaquejada, promovida pelo seu Padrinho, como nas pegas de gado ou Vaquejadas acontecidas na região. Seu aboio era especial. Encantava a todos pela melodia tristonha ou saudosa, mas sempre cheia de sentimentos, que acompanhava o gado e apaixonava as jovens que o ouviam cantando. Estas se sentiam atraídas pelo porte físico, másculo, atraente, quem sabe, “animalesco” que mexia com os corações femininos. 

É só ouvir a música de Mastruz com Leite – “saga de um vaqueiro” - para entender tudo o que estou querendo dizer e tudo o que está retratado na tão popular melodia. Por falar em Fransquim Cordeiro, ele está homenageado na “Chico City” de nosso amigo Chico Carlos, nos arredores de Bela Cruz, num reconhecimento ao homem do campo, corajoso, cheio de fé, montador de cavalo bom de gado e que nos deixou lição de bravura. Perguntado se ele alcançaria qualquer bicho que quisesse pegar, respondeu sem pestanejar: “se for andando pelo chão eu pego pelo rastro; se for voando pelos ares, eu derrubo pela sombra”.  Além de tanta coragem e sabedoria, ainda lhe admirávamos como artesão com couro, madeira e tudo o mais que pegava e transformava em alguma coisa de útil.

Todos estes Vaqueiros e outros que tanto conhecíamos e admirávamos participavam de vaquejadas, conquistavam simples troféus como: um par de esporas, uma sela ou gibão.  Não havia a indústria ou o comércio da vaquejada, como se tem hoje, em que médicos, advogados, fazendeiros ricos conquistam prêmios caríssimos e brigam por eles. A verdade é que não se fazem mais vaquejadas como antigamente.

Parabéns a todos os Vaqueiros, antigos ou novos, não só pelo seu “dia legal” votado pela Câmara Federal, mas por toda a vida, dedicada ao cuidado com o gado pelo mundo.

                                 Fazenda Santa Maria, em Bela Cruz, Ceará













sexta-feira, 26 de agosto de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

CURSO DE DIREITO  DA FACULDADE F5, DE SOBRAL, CONQUISTA A MAIOR AVALIAÇÃO     DO MEC.                                                       Edição de 28 de agosto

Finalmente, fumaça branca no vaticano para a beatificação do Padre Cícero. Desde menino, tive curiosidade sobre ele.

De Guaraciaba do Norte, havia quem fizesse romaria para Juazeiro do Norte à procura de um milagre, especialmente nos tempos de seca. E a crença aumentava sempre.

 Nesta sexta feira, à noite, o Dr. Nonato Castro, renomado odontólogo, em Fortaleza, lançará dois livros que há muito veem sendo elaborados.

 No auge dos cursinhos pré-vestibulares, Nonato Castro era um dos mais famosos Professores, ao lado de Juarez Leitão, François Martins, Ody Mourão e outros.

Quando o Rio de Janeiro, sediava a capital do Brasil, era a grande alternativa para muitos nordestinos. Conseguiam emprestado o dinheiro da passagem. De lá, mandavam pagar.

 O Rio tem sofrido com más administrações. Os interesses pessoais dos gestores estão acima do que se sonha para a cidade maravilhosa. Este ano tudo pode mudar. Os nordestinos precisam ajudar.

 As pessoas, já graduadas, devem ter mais cuidado com o que escrevem para o público. Mais atenção aos pontos, às virgulas, às concordâncias. Os leitores nos avaliam.

 Para aprender a escrever corretamente, é preciso ler muito. Além disto, é importante consultar dicionários ou o google, quando temos dúvidas. Aprendemos, ao consultar.

 Por causa do início da Copa do mundo, os encontros dos Betanistas tiveram suas datas antecipadas para 11, 12 e 13 de novembro. No Hotel Amuarama.

 No dia 11, à noite, será a abertura da turma de sextanistas de 1962. Dia 12, uma vasta programa. E no dia 13 será o encontro geral de todas as turmas, de diversos anos.

 Será o esperado lançamento do livro AD LABOREM – A nossa caminhada profissional. Padre José Linhares estará presente, para alegria geral.

 Em Sobral, a F5 – Faculdade 5 de julho, obteve a nota máxima do MEC. Pesou muito a adoção de metodologias geradoras de participação dos alunos.

 A experiência da Professora Vânia Pontes, Gestora Pedagógica do Curso de Direito, levada aos Professoras e às salas de aula entusiasma os alunos. 

Sinto-me gratificado por ter inspirado as inovações, por meio dos encontros de preparação dos professores, a convite da Gestora, minha ex-aluna, na UVA que diz:

 "Conquistamos a nota 5 no Conceito de Curso do Ministério da Educação (MEC), a excelência da qualidade da Graduação em Direito da F5 foi confirmada na avaliação, realizada entre os dias 17, 18 e 19 de agosto de 2022, que atribuiu conceito máximo para a Organização Didático-Pedagógica, a Corpo Docente e a Infraestrutura da Instituição".

 O Presidente da Academia Massapeense de Letras e Arte, Eudes Sousa, está muito empolgado com a certeza da implantação de um curso de Pedagogia em sua cidade.

 Além da oportunidade para quem quer graduar-se, abre-se um mercado de trabalho para bons professores que já tenham pós-graduação e sejam bem-conceituados na cidade.

 O IETOS, sob a direção da Professora Muldiane Pedroza e do Professor Edson Duarte, Diretor Acadêmico, zelam muito pela escolha de bons professores. Isto é fundamental.

 Colocamos, abaixo, o anúncio da Ótica Lima, porque zela pela qualidade de seus anúncios, escrevendo, corretamente: “Seus óculos”. Outras escrevem “Seu óculos”.

 Os colegas seminaristas, com quem estive nesta semana, manifestaram-se horrorizados pelo fato de eu não ter sido recebido pelo vigário da minha cidade..

 E eu não fui pedir nada. Apenas levar três livros que os considerava úteis à paróquia. Sempre tive uma grande atenção e gratidão pelo que recebi da Obra das Vocações Sacerdotais.

 Os padres Agostinianos Recoletos, mexicanos, que o antecederam sempre me receberam bem, como recebiam  bem os paroquianos. Por que será que o atual é diferente?











 









 

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

LEIGOS TÊM PAPEL PREPODERANTE NA COMUNIDADE!

A Igreja tem feito, através de sua PASCOM, uma convocação constante de seu povo e de suas pastorais, para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social - falados, escritos ou televisados - para a transmissão do bem, da verdade e da paz. É o que tentamos fazer aqui neste ‘site’ do Leunam.

Este mês, dedicado às Vocações, é uma excelente oportunidade para revermos nossas opções ministeriais - padre, pai e religiosos - embora ainda tenhamos, estes últimos dias para abrir os horizontes vocacionais e profissionais dos leigos. Estes têm um papel, preponderante, na sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque são maioria.

Pelo batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a exercer 03 funções: de sacerdote, de profeta e de rei. Um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido político, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade, enfim, de presidir, coordenar, comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso é possível, por causa da função sacerdotal que o batismo lhe confere. É o sacerdócio comum dos fiéis. Não é preciso ser padre para isso.

A segunda função do leigo é proferir a palavra de Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é preciso pedir licença ao pároco ou ao bispo. Ele já pode reunir, por ser sacerdote e pode proferir, por ser profeta. Enganam-se os que pensam que profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não! Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do seu próprio batismo. O que ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É coisa de Deus.

A terceira função, dada pelo batismo ao cristão, é a de ser rei, isto é, autoridade para pregar a palavra. Competência para interpretá-la, fielmente. Eloquência para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se sair na hora da descrença ou refutação de alguns. Segurança para não se intimidar ou gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder questionamentos. É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa vontade, mas lhes falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que tornem o seu pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém se atreva a contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e seguros quanto os seus.

Do jeito que os padres e os religiosos somos chamados a nos engajarmos na Ação Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa com os leigos e os catequistas, convidando-os e os enviando a se engajarem e a permanecerem participando, ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais, missionários e catequéticos, a fim de que todos sigamos aquele chamado de Jesus: ide por todo o mundo; pregai o evangelho a todas as criaturas. Todos temos que estar preparados para sair por toda parte: pelas cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando a boa nova. O povo está precisando ser bem formado e bem orientado para as coisas de Deus. Para fazer tal serviço de bem comunicar a verdade, temos que usar de todos os meios: televisados, falados e escritos. Nossas Dioceses estão bem conscientes disto, estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando os serviços de Rádio, TV, Jornais e Revistas como excelentes meios para evangelizar. Aqui, modestamente, estamos usando este ‘site’ para espalhar o Evangelho.

Nosso desejo é que os leigos reconheçam suas funções batismais e as realizem trabalhando intensamente: reunindo o povo de Deus, proferindo ou lendo a Palavra e explicando-a com competência para melhor desempenharem as missões de sacerdote, profeta e rei, como nos referimos acima. Os leigos, os catequistas ou os missionários têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres e os religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar tempo para os padres no desempenho de sua missão específica (celebrar os sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo padre.

Antes de se criticar o leigo ou a leiga por serem “beatos” ou “baratas de Igreja” ou, como na linguagem comum, “aquele que está por fora ou que de nada entende” deve-se ver neles, “um entendido”, “aquele que é capaz” ou “que está por dentro”.

Pena é que muitos leigos são superconservadores. Têm medo de se vacinar contra Covid, que a vacina veio da China Comunista, votam em candidato sem fé, negacionista, que usa o nome de Deus em vão, que lhe quer comprar a consciência, o voto e o caráter, através de “auxilio emergencial”, enfim, há muito leigo, feliz com o desemprego, com o alto custo de vida, com a precária assistência médica, usando as cores verde e amarela, que são símbolos nacionais, como se fossem características de um partido político, morrendo de aplaudir enganador da boa fé do povo como se todos os seus problemas estivessem resolvidos. Que tristeza!

Quando alguém fala assim, como estou falando, é taxado de comunista e de inimigo da Igreja, como se o nosso Fundador tivesse ficado do lado de Herodes, a quem Ele chamou de “raposa”, sinônimo de matreiro, enganador, ou que interpelou Pilatos ao dizer-Lhe que tinha “autoridade para prendê-Lo, ou para soltá-Lo”, e Ele lhe respondeu tão sabiamente: tu não terias nenhum poder sobre Mim, que não te fosse dado do Alto”, isto é, do Pai.

Estamos precisando de Leigos conscientes, de catequistas comprometidos com o Evangelho, com a Palavra de Deus e que ajudem a interpretar Evangelho e Palavra de Deus, como Deus mandou que fossem transmitidos.

Parabéns, leigos e catequistas da Igreja, pelo Dia de Vocês e por engrossarem as fileiras dos 72 discípulos de Jesus. Nós, os Padres, vamos dando continuidade à Missão dos 12 apóstolos, fazendo aquilo que é específico do Padre, realizar. O Padre não precisa usurpar o lugar do leigo.

O Leigo é que tem de fazer o seu papel, realizar a sua missão. O Padre não recebe formação para ocupar posições político-partidárias. É o grande erro: alguém que não foi preparado para prestar um serviço, que dê seu lugar a outro que sabe ou que tem formação para tal. Está tudo invertido no mundo.













sexta-feira, 19 de agosto de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

SURGEM NOVAS ATRAÇÕES TURÍSTICAS EM GUARACIABA DO NORTE                                    Edição de 20 de agosto

Estive, durante cinco dias, em Guaraciaba do Norte, revendo amigos e familiares na coincidência com a festa da Padroeira que sempre atrai os conterrâneos e mais amigos.

 Nas celebrações religiosas, observei a grande participação da comunidade. Nos atos litúrgicos, pude perceber o envolvimento de mais de 60 jovens evolvidos.

Esta iniciativa já vem acontecendo desde que os primeiros padres da congregação dos Agostinianos Recoletos chegaram à Paróquia.

Uma verdadeira multidão comparecia às celebrações de cada noite. Aproximadamente, dez mil pessoas, em atitudes de muito respeito, preenchiam a Praça da Matriz.

 Sempre bem acolhido por todos. Só não fui recebido pelo vigário que não tinha tempo para me atender, como mandou dizer, duas vezes, pelo mensageiro. Delicado, não foi?

 E eu queria apenas entregar três dos meus livros que  os considero úteis para a ação pastoral. Era a minha forma de agradecer o que recebi da Paróquia, no passado.

 Gostei de ver a Banda de Música municipal, regida pelo Renato que, há muito, vem lutando pela música em nossa terra. 

                      Esta Banda despertou muita admiração, pela idade dos músicos

Outro momento importante foi rever a turma da Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra, de Croatá, cujo sucesso acompanho desde o seu início. Todos gostaram.

 Atividade relevante está sendo liderada pela recém-criada Academia Massapeense de Letras e Artes: a instalação de um Curso de graduação em Pedagogia, na cidade.

 É uma oportunidade para a formação de profissionais indispensáveis para a Educação do município. O Presidente Eudes Sousa toma uma iniciativa que pode ser exemplar.

 A parceria será com a UNIRIO e com o IETOS, um instituto de muita credibilidade, pela dedicação da Professora Mestra Muldiane Pedroza na seleção de bons Professores.

 Eudes Sousa está contando com o apoio dos acadêmicos  Marly Lopes e Gonçalo Soares e com a Secretaria de Educação local.

 Reencontrei vários amigos que moram fora e que retornaram à cidade, por causa da Festa da Padroeira. Dentre eles o Zé Tarcísio e o primo Raimundo Luís que moram em Brasília.

Tive a oportunidade de ver um verdadeiro museu de fotografias do esporte guaraciabense, organizado pelo José Santana Filho. É uma atração de sua mercearia.

 São três grande painéis de fotos antigas que expressam a história do futebol local. José Santana é filho de um dos grandes jogadores de nossa terra, de quem herdou até o nome.

 Ainda em Guaraciaba tivemos a oportunidade de conhecer um novo parque turístico que está sendo estruturado pelo primo Engenheiro Francisco Gomes Furtado. 

De lá tem-se ampla visão de municípios que ficam abaixo da Serra: Graça, Pacujá, Mocambo, Cariré e Sobral. Na foto: Eneida, Myrtes, Nazi,  Neila, Fco. Furtado e Jocélio Gomes.

 Foi um sucesso absoluto o lançamento do livro do Betanista José Henrique Leal Cardoso, no Ideal Clube, dia 17. Mais de trezentas pessoas compareceram.

 Para os ex-alunos do Seminário de Sobral, a grande emoção foi o reencontro com o Padre José Linhares Ponte, nosso ex-reitor. Mesmo nos seus 92 anos reconheceu-nos a todos.

No seu comentário da Semana, publicado aqui, o Mons. Assis Rocha aborda a importância da vida monástica. Vale a pena ler.

 Aliás tenho dito nesta coluna que os artigos do Mons. Assis Rocha deveriam servir de orientação aos que pregam o Evangelho com frequência. É uma linguagem clara para conteúdos profundos.

















O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Como é que alguém se tranca num convento,    sem contato com o mundo?

O mês de agosto se está caracterizando pela comunicação ou convocação, que a Igreja faz todos os anos, aos seus fiéis, para refletirem sobre suas vocações: os chamados que Deus vai fazendo a cada um de nós, para bem exercer a nossa missão no mundo.

Já pensamos na vocação do padre (07.08), na dos pais (14.08), e agora, neste 3o Domingo (21.08), sobre a vocação à vida religiosa, ou o chamado feito aos frades e às freiras para melhor servirem a Deus, por uma missão especial, à semelhança de Maria, nesta sua Festa da Assunção.

Por que à semelhança de Maria? Porque ela deu seu sim ao Anjo que lhe anunciou que ela seria a Mãe de Deus. Resistiu um pouco, mas aceitou: ‘faça-se em mim, segundo a tua palavra’. Os religiosos, homens ou mulheres, dão seu sim a Deus, todos os dias, na realização de suas funções: nos hospitais, nas creches, nas escolas, nas pastorais, na vida comunitária, em qualquer parte; o frade - ordenado ou não - e a freira devem estar sempre dispostos a fazer a vontade de Deus, a dizer sim, como Maria: ‘eis aqui a serva do Senhor’.

    Há pessoas que não veem muito sentido na vida religiosa. Como é que alguém se tranca num convento, às vezes, sem ter mais nenhum contato com o mundo? Será que foi algum desengano amoroso que os fez parar ali? 

Santa Terezinha do Menino Jesus explicava muito bem o significado de sua vida no Carmelo. ‘A Igreja tem dois grandes grupos de missionários: os que vivem no mundo, se arriscando, enfrentando toda sorte de barreiras ou dificuldades e os que vivem nos conventos’. E comparava-os com uma árvore. Aqueles são o tronco, as folhas, os frutos, os galhos que ficam sujeitos à depredação de vândalos ou ao alcance de pessoas que os estragam, maltratam ou destroem. Os que vivem nas casas religiosas ou nos conventos são as raízes, que ficam escondidas, sem serem alcançadas pela destruição, pela maldade humana ou por estragos causados pela própria natureza. No entanto, dizia ela: ‘uma parte não vive sem a outra’. Será que a copa da árvore pode viver sem as raízes? Será que nasceriam flores e frutos, sem a seiva que entra pelas raízes ou a força que vem do solo? E pra que essas raízes escondidas, subterrâneas, se não houvesse a copa ou as partes externas da árvore? Perfeita a comparação.

A Igreja tem seus missionários externos, pregando a palavra de Deus, distribuindo os sacramentos, presidindo celebrações, usando de todos os recursos para chegarem mais perto do povo, por exemplo, o rádio, o jornal, a televisão; presentes na escola, na creche, nas comunidades eclesiais, dentro e fora das cidades, na zona rural e na urbana. É a parte externa, arriscada de que fala Santa Terezinha. Tem que haver a outra parte: a da oração, da contemplação, da intercessão a Deus; os que se escondem ou se anulam para darem força aos que se arriscam, aos que levam pedradas, incompreensão ou sofrem calúnias por causa do reino de Deus ou do trabalho comprometido que fazem.

Que bela, a comparação de Santa Terezinha! Não é sem razão que ela foi canonizada pelo Papa Pio XI no dia 17 de Maio de 1925 que, dois anos depois, em 1927, a declarou Patrona Universal das Missões Católicas. Sem nunca ter feito um sermão, sem ter sido criticada pela catequese feita, tornou-se a Padroeira dos Missionários. Como disse Jesus – e já citamos na reflexão do dia do padre – “a Messe é grande, mas os operários são poucos”.

            Santa Terezinha levou a sério o caminho da perfeição. Ela revelou ao mundo que a santidade e a perfeição podem estar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos e obrigações cotidianas que fizermos com amor. E ainda afirmava, taxativamente: “sigamos o caminho da simplicidade. Entreguemo-nos com todo o nosso ser, ao amor. Em tudo busquemos fazer a vontade de Deus. O zelo pela salvação das pessoas devore nosso coração”.

            Depois de uma tuberculose de quase três anos – àquela época, sem cura – faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos de idade, dizendo sua última frase: “não me arrependo de haver-me entregue ao amor”. E com o olhar fixo no Crucificado, exclamou: “meu Deus, eu te amo”. E assim, morreu aquela jovem que é considerada a maior Santa dos tempos modernos.

            No centenário de sua morte, em 1997, o Papa João Paulo II escreveu uma Carta Apostólica, Divinis Amoris Scientia, declarando-a Doutora da Igreja.

            Já lhes disse, na reflexão do 1º Domingo, Dia do Padre, porque escolhi a solenidade do Cura d’Ars, para a minha ordenação sacerdotal. Adianto-lhes hoje, Dia dos Religiosos, que a prática missionária de São João Vianey, na “copa da árvore”, unida à interpretação de Santa Terezinha, dada às “raízes” me motivaram a ser Missionário, por cerca de 10 anos, por quase toda a região nordestina. Depois de me especializar em Roma na Religiosidade Popular do Nordeste brasileiro, descobri em Frei Damião, o viandante nordestino. No Pe. Cícero, o Profeta de Juazeiro e São Francisco de Canindé, o santo dos pobres. Três grandes inspirações para me dedicar às Santas Missões Populares: um santo vivo, reconhecido pelo povo nordestino, na pessoa de Frei Damião; um santo morto, mas de uma aceitação popular, impressionante, mesmo sem o aval oficial da Igreja: o Padre Cícero; e um Santo canonizado, respeitadíssimo em todo o mundo, mantido, divulgado e avalizado pelos frades franciscanos: São Francisco de Assis no Santuário de Canindé. Apesar de diferentes na avaliação de todos, tinham em comum, a credibilidade de que eram santos e realizavam fatos extraordinários: os três faziam milagres.

            Para aprofundar tais estudos, pesquisas e catequese, girando por todo o Nordeste, no início dos anos 70, foi fundada a AMMINE (Associação de Missionários e Missionárias do Nordeste), envolvendo cerca de 60 Missionários (Padres Regulares e Diocesanos, Religiosas e Leigos de Vida Consagrada ou comprometidos com a Missão). Tínhamos uma sede em Recife, e depois, em João Pessoa para a coordenação geral. Havia assembleias anuais pelas Dioceses onde aconteciam Missões para revisar as atividades do ano findo e planejar as do ano vindouro.

            Cada Missionário tinha que dispor de um tempo em sua atividade pastoral para dedicar-se à ação missionária: na pré-missão; na realização das Santas Missões e no acompanhamento na pós-Missão. Esse trabalho tem que ser bem-feito. É da responsabilidade da equipe missionária “de fora”. Cabe a ela, preparar a “equipe de dentro”: a que deixa grupos organizados, as equipes de trabalho, de recepção e hospedagem, de refeições, de liturgia e animação, de mutirão, de som e divulgação, de saúde, de rezadeiras, da Fogueira, do Santo Cruzeiro etc.

            Quando a “equipe de fora” vem visitar a “equipe de dentro” vai revisando as atividades e as responsabilidades, de tal modo que, á época das Missões, tudo corra bem, sem atropelos. Como eu disse “a equipe de fora” éramos uns 60; “as equipes de dentro” já eram umas dez mil pessoas. Crescia muito. Era a mística do trabalho: “ser eficaz, renovada e numa linha evangelizadora”.  














sexta-feira, 12 de agosto de 2022

coluna PRIMEIRO PLANO

 NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA: LANÇAMENTO ESPECIAL, NESTE DIA 13, em Guaraciaba do Norte -                 Edição de 12 de agosto

No Comentário da Semana que está nesta edição, o Mons Assis Rocha, faz interessantíssima reflexão sobre: “Amor familiar, vocação e caminho de santidade”.

 Como em todas as semanas, seus artigos podem e devem ser lidos e comentados nas Missas, nas reuniões de grupos comunitários, nas celebrações do Dia do Senhor etc.

 Podia até servir de fonte e inspiração para pregadores que passam uma hora falando, sem fazer-se entender. E o povo respeitosamente, escutando.

 Tenho ouvido sermões que mais parecem shows de exibição, com vocabulário muito acima dos conhecimentos dos fiéis. Na contramão do Evangelho.

 Amanhã, a Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra, de Croatá, novamente, encantará a multidão na Praça da Matriz de Guaraciaba do Norte.

Sempre sob a regência do dinâmico Maestro Hélio Junior, a Orquestra impressiona a todos e sempre ratifica o que já lhes disse, em várias oportunidades: São um espetáculo.

 Aliás, plagiando um velho e conhecido slogan de um grupo empresarial do Piauí: “Fazem sucesso em qualquer lugar”.

 Logo no início da caminhada, apresentei-lhes um show de Ray Conniff e disse: “Vocês, no futuro, serão assim”.  E o futuro chegou muito mais cedo que eu imaginava.

 Como é justificável um orçamento secreto com dinheiro público? Pois assim foi sancionada a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023 pelo Governo Federal.

Boa coisa, certamente, não será. Um político, normalmente, quando faz algo bom, quer que todos saibam. Às vezes até exageram na divulgação. Por que o segredo?

Empolgado com um slid, no whatsapp, em que seu pai aparecia, Abdoral Filho, telefonou-me de Brasília, e encomendou 30 exemplares de nosso livro para presentear os amigos. 

 
O conterrâneo Abdoral tornou-se um grande empresário no ramo da construção civil, onde emprega mais de 160 funcionários. E ainda tem uma loja de Informática/Celulares.

Na foto acima, Abdoral Filho está com o Deputado Distrital no DF, João Hermeto Neto, filho do famoso músico conterrâneo Chico Hermeto, grande solista de piston.

 Neste domingo, depois das dez horas, estaremos fazendo uma manhã de autógrafos na OTICA LIMA, em Guaraciaba do Norte. A Kelly tem interesse que seus clientes leiam bem.

Acredita que o nosso livro NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA despertará o gosto pela leitura e todos cuidarão da visão para ler bem.

 Há 50 anos, as comunidades rurais que queriam estudar arrumavam-se como podiam. Era uma casa de farinha desocupada, uma casa que cedia um alpendre, uma capelinha etc.

 O conhecimento vinha pelo Rádio, de onda cativa porque só sintonizava emissoras ligadas ao Movimento de Educação de Base – MEB, do qual fui Coordenador em Sobral e Fortaleza.

 Nos dias atuais o candidato defender escolas dentro de Igrejas não tem sentido. As condições atuais são outras. O FUNDEB veio para facilitar as condições da Educação.

 A mistura de religião com política não dá certo. Nunca deu. Nem as escolas confessionais, da Igreja, funcionam dentro dos templos.

 No próximo dia 31, a Comissão Especial Wanda Sidou terá a sua reunião mensal para avaliação e julgamento de Requerimentos de indenizações pelos danos causados pela ditadura.

 Na oportunidade será feito um debate relacionado aos 43 anos da Lei de Anistia, com abordagem dos aspectos Histórico e da Justiça de Transição.

 Na reunião da Comissão Especial Wanda Sidou, haverá um momento inicial para rememorar os 43 anos da Anistia.

O Conselheiro Marcio Porto abordará o aspecto histórico da Lei. O jurista e Conselheiros Kennedy Reial Linhares discutirá sobre Justiça de Transição

Dr. Inocêncio Uchoa esteve em jornais nacionais por ter sido destacado, no Ceará para fazer a Carta da Democracia. Sua história pessoal já é um exemplo.

Um grande poeta está despontando para o grande público com texto de alto nível. Dia 17 será o Lançamento do livro: “Diálogos com a Luz”, do Betanista, crateuense, José Henrique Leal Cardoso.


NESTE DOMINGO, DIA 14, NA OTICA LIMA, EM GUARACIABA DO NORTE, MANHÃ DE AUTOGRAFOS DO LIVRO                                                      Nossas ruas, Nossa história                                                 Rua Francisco Bezerra, 111 –                                SEJAM BEM VINDOS  BEM VINDAS














COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...