LEIGOS TÊM PAPEL
PREPODERANTE NA COMUNIDADE!
A Igreja
tem feito, através de sua PASCOM, uma convocação constante de seu povo e de
suas pastorais, para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social -
falados, escritos ou televisados - para a transmissão do bem, da verdade e da
paz. É o que tentamos fazer aqui neste ‘site’
do Leunam.
Este mês,
dedicado às Vocações, é uma excelente oportunidade para revermos nossas opções
ministeriais - padre, pai e religiosos - embora ainda tenhamos, estes últimos
dias para abrir os horizontes vocacionais e profissionais dos leigos. Estes têm
um papel, preponderante, na sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque
são maioria.
Pelo
batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a exercer 03 funções: de sacerdote,
de profeta e de rei. Um leigo cristão, consciente de sua missão,
pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido
político, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade,
enfim, de presidir, coordenar, comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso
é possível, por causa da função sacerdotal que o batismo lhe confere. É
o sacerdócio comum dos fiéis. Não é preciso ser padre para isso.
A segunda
função do leigo é proferir a palavra de Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é
preciso pedir licença ao pároco ou ao bispo. Ele já pode reunir, por ser
sacerdote e pode proferir, por ser profeta. Enganam-se os que pensam que
profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não! Profeta é aquele que lê a
palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do seu próprio batismo. O que
ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É coisa de Deus.
A terceira
função, dada pelo batismo ao cristão, é a de ser rei, isto é, autoridade
para pregar a palavra. Competência para interpretá-la, fielmente. Eloquência
para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se
sair na hora da descrença ou refutação de alguns. Segurança para não se
intimidar ou gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder
questionamentos. É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa
vontade, mas lhes falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que
tornem o seu pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém
se atreva a contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e
seguros quanto os seus.
Do jeito
que os padres e os religiosos somos chamados a nos engajarmos na Ação
Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa com os leigos e os catequistas,
convidando-os e os enviando a se engajarem e a permanecerem participando,
ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais, missionários e catequéticos,
a fim de que todos sigamos aquele chamado de Jesus: ide por todo o mundo;
pregai o evangelho a todas as criaturas. Todos temos que estar preparados para sair por toda parte: pelas
cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando a boa nova. O povo está precisando
ser bem formado e bem orientado para as coisas de Deus. Para fazer tal serviço de
bem comunicar a verdade, temos que usar de todos os meios:
televisados, falados e escritos. Nossas Dioceses estão bem conscientes disto,
estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando os serviços de Rádio, TV,
Jornais e Revistas como excelentes meios para evangelizar. Aqui, modestamente,
estamos usando este ‘site’ para espalhar
o Evangelho.
Nosso desejo é que os leigos reconheçam suas funções batismais e as realizem trabalhando intensamente: reunindo o povo de Deus, proferindo ou lendo a Palavra e explicando-a com competência para melhor desempenharem as missões de sacerdote, profeta e rei, como nos referimos acima. Os leigos, os catequistas ou os missionários têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres e os religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar tempo para os padres no desempenho de sua missão específica (celebrar os sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo padre.
Antes de
se criticar o leigo ou a leiga por serem “beatos” ou “baratas de Igreja” ou,
como na linguagem comum, “aquele que está
por fora ou que de nada entende” deve-se ver neles, “um entendido”, “aquele
que é capaz” ou “que está por dentro”.
Pena é
que muitos leigos são superconservadores. Têm medo de se vacinar contra Covid,
que a vacina veio da China Comunista, votam em candidato sem fé, negacionista,
que usa o nome de Deus em vão, que lhe quer comprar a consciência, o voto e o
caráter, através de “auxilio emergencial”, enfim, há muito leigo, feliz com o
desemprego, com o alto custo de vida, com a precária assistência médica, usando
as cores verde e amarela, que são símbolos nacionais, como se fossem
características de um partido político, morrendo de aplaudir enganador da boa
fé do povo como se todos os seus problemas estivessem resolvidos. Que tristeza!
Quando
alguém fala assim, como estou falando, é taxado de comunista e de inimigo da
Igreja, como se o nosso Fundador tivesse ficado do lado de Herodes, a quem Ele
chamou de “raposa”, sinônimo de matreiro, enganador, ou que interpelou Pilatos
ao dizer-Lhe que tinha “autoridade para prendê-Lo, ou para soltá-Lo”, e Ele lhe
respondeu tão sabiamente: tu não terias
nenhum poder sobre Mim, que não te fosse dado do Alto”, isto é, do Pai.
Estamos
precisando de Leigos conscientes, de catequistas comprometidos com o Evangelho,
com a Palavra de Deus e que ajudem a interpretar Evangelho e Palavra de Deus,
como Deus mandou que fossem transmitidos.
Parabéns,
leigos e catequistas da Igreja, pelo Dia de Vocês e por engrossarem as fileiras
dos 72 discípulos de Jesus. Nós, os Padres, vamos dando continuidade à Missão
dos 12 apóstolos, fazendo aquilo que é específico do Padre, realizar. O Padre
não precisa usurpar o lugar do leigo.
O Leigo é
que tem de fazer o seu papel, realizar a sua missão. O Padre não recebe
formação para ocupar posições político-partidárias. É o grande erro: alguém que
não foi preparado para prestar um serviço, que dê seu lugar a outro que sabe ou
que tem formação para tal. Está tudo invertido no mundo.
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