sábado, 26 de novembro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

A ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS, QUE DEMONSTRA A DESIGULADADE SOCIAL,  DEVIA SER           PRIORIDADE EM CADA MUNICÍPIO 

Edição de 23 de novembro

Tal como no final de semana de 12 e 23, de novembro, neste, o Mons. Assis Rocha está presidindo um reencontro de concludentes do nível médio, de 1962, em Afogados da Ingazeira, no Vale do Pajeú.

 Lá em Pernambuco, naquela região trabalhou por 35 anos, levando a sua mensagem e o seu testemunho sacerdotal e de cidadão comprometido com a sua pregação. Marcou seu trabalho, sobretudo, entre jovens estudantes.

 O seu retorno às paróquias daquela diocese é sempre motivo de muita alegria. Os laços que ali foram estabelecidos continuam fortes. São inquebrantáveis.

 Nesta semana vi duas fotos que me fizeram voltar no tempo. Ambas relacionadas ao distrito de Sussuanha, em Guaraciaba do Norte. Uma, foi uma foto área da área central do distrito onde estão a Igreja e a Pracinha principal. 

Em torno deste dois locais se distribuíam as várias residências e bodegas da comunidade. Locais que frequentei muitas vezes. Felizmente, sempre muito bem acolhido, desde menino. Algumas famílias foram marcantes.

A outra foto, colorida agora, já está no meu livro sobre Guaraciaba do Norte- Nossas Ruas, Nossa História. Foto raríssima, do ano de 1946, feita, especialmente, para registrar o nascimento do Côro Santa Cecilia que acompanhava o vigário nas festas religiosas. O detalhes estão no livro. 

 O gosto pela música foi uma das grandes heranças deixadas por meus pais. É uma herança que não dá margem a brigas e desentendimentos como em diversos outros casos.

Tenho observado famílias com grande patrimônio a ser repartido entre os descendentes e vivem em permanente desunião, por causa da herança. O tempo passa, os herdeiros morrem e a briga prossegue sem solução.

 A volta de Lula à Presidência a República renova a esperança de valorização da Educação e, especialmente, da Alfabetização de Adultos, com a adoção do Método de Paulo Freire.

A aplicação do Método desperta uma paixão entre os alfabetizandos porque dar-lhes muita oportunidade de participação. As experiências pessoais estão sendo sempre debatidas em sala de aula.

 Os alfabetizadores partem dos conhecimentos que cada aluno já traz para a sala de aula. Paulo Freire afirma: “Não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes”. Daí a necessidade de boa preparação dos alfabetizadores.

 Já vivemos a experiência de capacitação de Alfabetizadores na UVA e, em consequência, em Cabo Verde, África, com ótimos resultados. Imagino que os novos gestores da Educação nacional darão novo impulso à esta área.

 Há pessoas que imaginam que não há mais analfabetismo de jovens e adultos. Há muito, devido ao descaso com a EJA. Nunca é prioridade nos municípios. Geralmente, para EJA é o que sobra. Até na indicação de Professores.

 Os gestores precisam entender que estão na EJA as pessoas que não tiveram chance de estudar na infância. Foram preteridas. Deviam agora ser cuidados com atenção redobrada. É a parte mais visível da desigualdade social.

 Seria muito interessante se algum município topasse o desafio de alfabetizar todos os seus jovens e adultos. Com vontade e decisão, seguindo um bom projeto, isto podia acontecer em dois anos, no máximo.

 Os efeitos de uma ação destas seriam extraordinários para as pessoas e para o município. Já imaginaram a satisfação de quem não sabia, passar a ler e a escrever. Se alguém se interessar, podemos conversar sobre o Projeto.

 Em Sobral, estão praticamente no ponto pra inauguração as novas instalações do STUDIO PILATES, sob o comando da renomada Educadora Física Claudia Barbosa Bastos.  Reina grande expectativa.

Em Massapê, a Professora Doutoranda Muldiane Pedroza, Diretora do Grupo Nossa Faculdade e a Secretária de Educação Professora Sandra Mota, firmaram parceria para a implantação de cursos de graduação no município.

A intermediação ficará sob a responsabilidade da Professora Marly Lopes que já tem experiência como gestora de EJA. O curso funcionará no centro da cidade de Massapê: Colégio Mons. Henrique Araújo. Matriculas abertas.

 Pelo que conheço da Professora Muldiane, seus cursos são levados muito a sério. Não há faz de conta. Os alunos precisam estudar par aprender. Os Professores/Facilitadores são escolhidos entre os melhores e não entre os mais baratos.

 Com a publicação e lançamento dos livros OS COR-DE-ROSA DA MUXIMA  e SELETA DE UM BERNARDO, O Dr. Nonato Castro será Membro Honorário da Academia Metropolitana de Letras, de Fortaleza.

A  posse será no dia 30 de novembro, quarta-feira próxima, às 19 horas na Academia Cearense de Letras, à Rua do Rosário, nº 01, Palácio da Luz. Parabéns.

 No dia 14 de dezembro, está prevista a ultima reunião do ano da Comissão Especial Wanda Sidou (Anistia). A pauta se destinará a assuntos internos e, especialmente, uma avaliação das ações desenvolvidas no ano de 2022.








O COMENTÁRIO DA SEMANA


“Quem é minha mãe e            quem são meus irmãos?”

Amanhã, começa na Igreja Católica, um novo ciclo litúrgico ou um novo ano no seu calendário. É o 1º Domingo do Advento que - em uma série de 04 - nos prepara para celebrar o Natal de Jesus.

            Advento é uma palavra originada do latim (do verbo advenire) que quer dizer chegar; vir e não significa outra coisa, senão, preparar a chegada de Jesus; a esperança de que a sua vinda nos traz.

            Todos os anos a Igreja abre e fecha o seu ciclo litúrgico, seguindo um roteiro pré-determinado e vivido, tradicionalmente, em todo o mundo. Passa a sua vivência para seus fiéis cristãos, a fim de que todos nós o entendamos e o vivenciemos de acordo com o seu significado.

            O ano litúrgico começa com o Tempo do Advento, que nos prepara para viver o Natal, que não é somente o dia 25 de dezembro, mas vai da oração das Vésperas que nós sacerdotes rezamos na Liturgia das Horas, na tardinha do dia 24, até a festa do Batismo de Jesus, que este ano será celebrada no dia 08 de janeiro. Todos esses 15 dias serão comemorativos do nascimento de Jesus. É como se fosse um dia só, ou um único dia bem grande. Daí em diante, passamos a viver uma 1ª parte do Tempo Comum - umas 08 semanas - e iniciamos o Tempo da Quaresma que, como o próprio nome diz, é um período de 40 dias, agora preparatório para a semana santa (02 a 09/4) e para viver o Tempo Pascal.

            Os Tempos do Advento e da Quaresma são parecidos, nos sentimentos e nas celebrações. Dão, ao cristão, um espírito penitencial, convidativo à conversão, pois nos preparam para dois grandes momentos de nossa fé: o nascimento de Jesus (25/12) e a sua Ressurreição (09/04/2023).

            Com a festa da Ressurreição, inicia-se o Tempo da Páscoa, que são 50 dias festivos, alegres, comemorativos da vitória de Jesus sobre a morte, encerrando no Pentecostes (aos 28/05) É a certeza da salvação que Ele nos veio trazer. É o maior acontecimento para a humanidade. Nada é mais importante do que alguém ter morrido, ressuscitado e garantido a ressurreição para todos.

            Depois desse Tempo Pascal, recomeça-se da 9ª Semana do Tempo Comum, interrompido lá no início da Quaresma, e se vai até a Festa de Cristo Rei, no último Domingo do ano litúrgico, com mais uma semana - a 34ª do Tempo Comum (esta que estamos encerrando hoje) – para podermos iniciar tudo de novo, como estamos fazendo a partir das Vésperas da tarde deste sábado, 26/11.

            Ficou confuso? Entenda bem o que estou dizendo. Às vezes nós nos dizemos católicos, mas não sabemos coisas tão rudimentares da nossa fé cristã que, vividas no calendário de nossa Igreja, nos recordam os principais mistérios, ensinamentos e práticas religiosas que todos deveríamos vivenciar e aperfeiçoar a cada dia. Nem sempre nós nos interessamos por isto.

            Jesus, além de nos trazer uma mensagem de esperança, nos deu também um roteiro, uma estratégia, uma política, uma ideologia ou um caminho a serem seguidos. Estes, sim, nos salvam e é preciso estarmos sempre alertas, lembrados e motivados para não fugir da orientação que Ele nos deixou, e o ano litúrgico nos vai relembrando o esquema, vai-nos avivando a norma e nos vai religando com Deus. É este o sentido da “religião” em nossa vida.

            Será correto a gente viver sem uma norma, um roteiro de vida? Será que nós não precisamos da ajuda de ninguém, de algum lembrete, de alguma chamada de atenção? Será que podemos viver numa sociedade sem governo, amorfa, anárquica, no sentido original da palavra?

            Pense nisso. Desde a noite de amanhã (28 de novembro) realizaremos, em várias Paróquias, inclusive em Bela Cruz, o Novenário da Padroeira, que vai até o dia 08/12 – 5ª feira, Festa da Imaculada Conceição. É uma Celebração Universal da Igreja e o dia 08 de dezembro, em qualquer dia da semana, que caia, já é dia santo de guarda, dada a importância dessa solenidade. Desde cedinho, todas as manhãs, celebraremos momentos de orações, santas missas, ofício de Nossa Senhora, confissões individuais, culminando o nosso dia, com a Novena da Noite, que reúne milhares de pessoas que externam a devoção, o respeito, a sua filial homenagem á sempre Mãe de Deus, que é também a nossa Mãe. Participe você também em qualquer Paróquia onde haja a Festa. Aproveite a grande oportunidade de se preparar bem para viver o tempo do Advento e a Festa do Natal que se aproxima. Entre no Novo Ano, verdadeiramente, preparado. Faça sua revisão de vida. Busque o sacramento da reconciliação com Deus e com o próximo. Entre no ano novo com o pé direito: renovado.

            Em tempos de advento e de Natal, nada mais oportuno do que abrir um espaço para falar de Maria, a mãe de Deus, já que, neste começo de ano litúrgico, temos a alegria de celebrar a sua Imaculada Conceição. Não há Natal sem Maria; nem Maria sem o Menino Jesus.

            Como eu já disse, desde o dia 28 de novembro, várias paróquias realizam o novenário da Padroeira, que vai até a 5ª Feira - 08 de dezembro - quando o calendário litúrgico faz festa à Imaculada Conceição de Maria.  É uma celebração universal da Igreja e o dia 08, sendo Domingo ou não, é também Dia Santo de Guarda, dada a importância dessa solenidade.

            Se eu não acreditar que Maria apareceu na cidade portuguesa de Fátima, ou na cidade francesa de Lourdes, ou em Medjugorge, na Croácia, ou na vilazinha de Cimbres, na Diocese de Pesqueira, em Pernambuco, eu não incorro em nenhum erro. Mas, se eu desacreditar que Maria foi gerada sem pecado; foi concebida no ventre materno de Santana, sua mãe, sem nenhuma mancha; que Deus a preservou de qualquer mácula, a fim de que ela fosse a mãe de Jesus, aí eu cometo pecado, pois a Igreja decretou, através da Bula Ineffabilis Deus, do Papa Pio IX, aos 08 de dezembro de 1854, que ela - por causa do Filho que  teria, foi imune de todo pecado desde o primeiro instante de sua existência -. Daí, a grande solenidade que celebramos há 168 anos, neste dia 08 de dezembro, a Festa da Imaculada Conceição de Maria. 

Às vezes, setores não católicos, embora cristãos, dizem que adoramos a Maria e nos criticam por isso. Nós temos repetido que não a adoramos, mas nós a respeitamos, veneramos e a aceitamos como mãe, já que Jesus no-la deu, aos pés da cruz, na pessoa de João, o Evangelista, quando disse: “eis aí o teu filho; eis aí a tua mãe”.

            Maria é mãe de Deus e tornou-se nossa mãe, não é somente porque teve Jesus gerado em seu ventre; é também e, sobretudo, pelo que Ele mesmo disse: porque ela fez a vontade do Pai. Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? Disse Jesus: Minha mãe, minha irmã e meu irmão é todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu.

            Por toda parte, onde se celebram as Festas de N. Senhora da Conceição, sempre ligamos à Missão: de Maria, aceitando ser a mãe de Jesus: “faça-se em mim, segundo a tua palavra”; e à nossa missão: de ir pelo mundo, pregando o evangelho a toda criatura.

            Em todas as ocasiões do Novenário temos lembrado que o leigo também tem sua Missão, semelhante à de Maria: colocando-se nas mãos do Senhor.

            Também lembramos que Maria, no Canto do Magnificat, denuncia os poderosos, nada solidários com os mais pobres; os ricos, cada vez mais ricos, à custa da miséria de muitos, os perseguidos por causa da justiça e na busca da paz, sempre dizendo que todos serão chamados “filhos de Deus”.

      Peçamos a Maria, padroeira de toda a Diocese e de várias Paróquias como a nossa, para que ela continue a interceder por nós, assim como fez nas bodas de Caná, da Galiléia: “meu filho, eles não têm vinho...” Que ela continue a dizer: eles não têm salário... Eles estão com fome, sem justiça; sem saúde, a morte ronda a sua casa... A insegurança impera, enfim, a mãe é a mesma, Jesus é o mesmo; os problemas têm variado: do vinho à água, da insegurança às políticas públicas; do analfabetismo aos postos de trabalho; do desemprego à fome etc. Seja qual for a nossa necessidade, Maria está alerta na busca de solução; pra resolver mesmo. É só recorrer ao seu Divino Filho. É Ele quem faz o milagre.

      Depois de todos os festejos, louvores à Mãe de Deus, intensas horas de reflexão e oração, todos estamos preparados para viver mais intensamente, este tempo de expectativa, que é o Tempo do Advento, e mais preparados nos sentimos, para celebrar o Nascimento de Jesus. Precisamos viver bem este momento, confessar-nos e nos penitenciarmos neste Advento, para que o nosso Natal seja de muita esperança, paz e prosperidade para todos nós.  Preparados assim, o ano novo será de muita alegria e repleto de felicidades e de muitas esperanças para todos e sem a Pandemia em nossos lares: a da Covid e a da Política. Têm-nos atrapalhado demais. Peçamos muito a Deus para eliminá-las de nosso meio, já que nossos dirigentes não estão preocupados. Minimizam muito os efeitos delas. 



















 

sábado, 19 de novembro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

RECORDAR, REFLETIR E RECONCILIAR FORAM OS TRÊS VERBOS QUE FUNDAMENTARAM A AULA DA SAUDADE DO PADRE JOSÉ LINHARES

Continua repercutindo muito positivamente, os dois encontros de ex-alunos do Seminário de Sobral, realizado no final de semana passado.

No sábado, reuniram-se os que haviam concluído o Seminário Menor em 1962. Eram chamados sextanistas. No ano seguinte iriam para o Seminário Maior onde cursariam a Filosofia e a Teologia.

No domingo  houve um encontro geral  de alunos de todas as turmas e de várias épocas. Foram momento de muita emoção. Muitos não se viam há 60 anos.

No encontro dos Sextanistas de 62, dois pontos muito importantes: A Missa celebrada pelo Mons. Assis Rocha, um dos contemporâneos nossos. Empolgou a todos pela sua celebração.

O outro momento foi A Aula da Saudade, proferida pela Padre José Linhares, que nos seus 92 anos, demonstrou uma lucidez emocionante. Muitos foram às lágrimas com tantas recordações.

O Padre Zelinhares, ex-Professor, Ecônomo e Reitor do Seminário recorreu a três verbos para a sua aula: Recordar, Refletir e Reconciliar.  Assim nos fez percorrer no tempo, com saudade e prazer.

No domingo, quase 50 colegas estavam reunidos. O Mons. Assis Rocha também fez a celebração da Missa. Tanto na Missa da Sexta quando na de sábado, o Hairton Carvalho conduziu os cânticos que ele mesmo acompanhava ao violão.

 O ponto alto foi o lançamento do livro feito pelo grupo para mostrar o quanto o Seminário foi importante para a vida profissional de cada um. É AD LABOREM.

 43 colegas participaram da elaboração do livro, sob a mossa coordenação, juntamente com o Aguiar Moura. Alguns vieram de longe para participar.

 É importante destacar a acolhida magistral do Hotel Amuarama, sob a direção do colega  da turma de sextanistas de 1962, José Armando Ponte Dias.

 

Além do livro AD LABOREM, outros BETANISTAS apresentaram as suas obras particulares: Davi Helder, Teoberto Landim, José Henrique Leal, Regis Frota e eu.

 

O colega  Advogado e Trovador, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Cícero Matos de Castro, só pode vir na quinta feira. Mesmo assim fizemos-lhe pequena acolhida no Amuarama.

 OPINIÃO: Bom dia aos Betanistas! Como foi maravilhoso reencontra-los! Ainda mais ter oportunidade de receber tão valorosos escritos. Estou a saborear e me sentir cada vez mais próximo de cada um. Espero que nos próximos encontros tenhamos novas levas. Obrigado a Deus por nos dar tão bela oportunidade deste convívio fraterno de senhores amadurecidos, que neste instante se transformam em adolescentes. Um grande abraço a todos . Aos irmãos Aguiar Moura nosso grande líder e ao incansável Leunam, nossa  gratidão. Que Deus continue nos abençoando hoje e sempre.

Esta foi a avaliação do Betanista LOURENÇO ARAÚJO LIMA, de Gásea, Ipueiras, Médico Veterinário, residente no Rio de Janeiro.

Observei que o Amuarama é o verdadeiro hotel dos Professores. Pela sua proximidade com o Terminal Rodoviário, estava lotado com os que vieram para a Bienal do Livro.

 Dois convites importantíssimos para atender no mês de dezembro: No dia 5, no curso de Pedagogia da UVA. No dia 18 numa turma de Pedagogia de Juá, Irauçuba.

 Em Sobral, conversaremos com alunos e alunas da disciplina História da Educação e das Ideias Pedagógicas. Em Irauçuba será sobre Filosofia da Educação.

                                                                 Na família, três aniversários neste mês de novembro: Dia 16, a Luciene, minha primeira afilhada. Dia 21 Eneida e 22 a Lilly que além de irmãs se tornaram afilhadas por causa da Luciene.

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, anunciou que o processo de Beatificação de Dom Helder já deu mais um grande passo a caminho dos Altares.

 Foi Dom Helder Câmara quem me conferiu a Tonsura, na Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Recife, em 15 de agosto de 1965.  

                            

O Padre Joaquim Arnóbio de Andrade que foi nosso Professor de Latim e Diretor Espiritual no Seminário de Sobral, também está a caminho dos altares.

 Lá em Ipueiras, no distrito de Balseiros, o vereador Ailton Sampaio, do PT, promoverá amanhã, domingo,  um Seminário sobre Consciência Negra.

 Esta é uma iniciativa que deveria ser reproduzida em outras comunidades para rebater a onde de preconceito que se formou no país, ultimamente.

A propósito, a presença de Veveu Arruda, na Comissão de Educação poderá ser bem marcante, para o bem do país. Experiência não lhe falta. 

Pessoalmente, gostaria muito que fosse feita uma campanha de alfabetização de adultos, com o Método de Paulo Freire. A meu ver é a parte mais explicita da desigualdade social. 

Em vários momentos, desenvolvemos, com sucesso, na Pró-Reitoria de Extensão da UVA  o Projeto de Alfabetização, Desenvolvimento de Habilidades e Geração de Renda.

















O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Disse Maria: os poderosos vão cair de seus tronos”.


Amanhã é o último Domingo do ano litúrgico, em que se celebra a Festa de Cristo Rei. Temos só mais a semana que vem, como a última do tempo comum e, no Domingo próximo,  27 de Novembro, já é o 1º dia do novo ano litúrgico: o 1º Dom. do Advento, início de um novo ciclo ou calendário eclesial.

            Todos os anos isso se repete e é muito bom que todos os católicos saibamos disso para o nosso próprio conhecimento e para informar a outras pessoas que não saibam da sequência vivida pela Igreja a cada ano.

            E o que vem a ser uma Festa a Cristo Rei? O que significa Jesus é Rei?

            Normalmente se pensa num rei terreno, poderoso e o próprio povo judeu O quis aclamar Rei, nesse sentido, em algumas ocasiões, tanto que Pilatos O interroga: tu és Rei? Jesus responde: tu o dizes. Eu sou Rei. Mas o meu reino não é deste mundo.  

            Essa é que é a grande diferença entre os reinos terrenos e o Reino de Jesus. Reino terreno era o de Pilatos, o de Herodes, o de César e os “reinos” que conhecemos: todos passageiros; na sua maioria, injustos; quase todos, à custa de mentiras, de “fake news”, de falcatruas, de compra de votos, de falsa democracia, de farsa, enganação e vãs promessas por toda parte. Esse tipo de reino, nós conhecemos muito bem. Como ser Jesus, de um reino assim? Fez muito bem ao dizer: o meu Reino não é daqui.

            Daqui são os reinos fundamentados na força e na violência, na mentira e na prepotência e nada têm a ver com o Reino de Cristo. Como tática, o que muitos fazem, é usar o nome de Deus em vão.

             A insuspeitíssima Maria, mãe de Jesus, havia dito, com Ele no ventre, ao visitar Isabel: os poderosos vão cair de seus tronos; os ricos vão ficar de mãos vazias. São palavras, realmente, proféticas, ditas sob inspiração divina.

            Foram-se os Herodes, os Césares, os Francos, os Salasares, os nazistas alemães, os fascistas italianos, os imperadores romanos, os invasores e piratas portugueses, espanhóis, holandeses, franceses, ingleses, as ditaduras e seus filhotes - tanto a de Getúlio, como a militar - enfim, como disse Maria, “os poderosos vão cair de seus tronos”. Todos caíram e vão continuar caindo, inclusive o nazi-fascismo que se apoderou do Brasil. Há um certo número de apaixonados que nem está vendo, nem quer entender quando nós falamos a respeito disso. Preferem ficar do lado de seus “mitos” do que abrir os olhos para alcançar toda a verdade, mesmo que a realidade seja tão visível.

            Quantos - no poder - enriqueceram à custa da seca, da SUDENE, da SUDAM, da miséria dos pobres, do seu analfabetismo, de suas doenças e de sua fome? São as tais riquezas injustas de que fala Chico Buarque em um de seus livros e em muitas de suas músicas.

            E Maria disse mais: “os ricos vão ficar sem nada”. Quem de nós não conhece tantos políticos exploradores, falidos, quebrados, lisos, que, unidos a outros que tinham muitos bens, terras, gado, grandes pontos comerciais e industriais, no entanto, ficaram sem nada?  Quem não sabe que eles promoveram guerras e violência, sobretudo no campo, nas famílias, piores do que os mais ferozes animais, pois estes, pelo próprio instinto, sabem respeitar seus filhotes, dar-lhes um carinho e até serem solidários em muitos momentos?

            O Rei que nós estamos homenageando amanhã não temia a nenhum desses poderosos. Chamou a Herodes de raposa. Disse ao prepotente Pilatos, não ter nenhum poder sobre Ele, que não lhe adviesse do Pai. Chamou de hipócritas, de sepulcros caiados aos fariseus, aos saduceus, aos herodianos e a seus partidos, bem como aos doutores da lei e aos sumos sacerdotes judeus.

         O Reino de Jesus, que estamos celebrando amanhã, está construído sobre o amor e a verdade, sobre a justiça e a partilha, sobre a solidariedade e a paz. Como diz o Livro de Daniel: “foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam. Seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”. E o evangelho que já se pode ler hoje à tardinha e durante todo o dia de amanhã, acrescenta: “quando o filho do homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, se assentará em seu trono glorioso... Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita... e aos que estiverem à sua esquerda, que se dirijam ao destino de cada grupo: ao castigo eterno... ou à vida eterna”. Temos que entender antes de irmos para essa eternidade que o que nos faz sentar ao lado do Rei não é a religiosidade proclamada, o dizer que “ele está acima de tudo”, mas a caridade praticada, a solidariedade em favor do necessitado, como nos mostram as obras de misericórdia, tantas vezes proclamadas, sobretudo no evangelho da festa de nosso Rei.

         Na Cruz, Jesus crucificado é apresentado como o “Rei dos Judeus”. Na verdade, ele ultrapassou o mundo dos judeus e se tornou sobre a humanidade, o “Rei do Universo”. Na Cruz, aparentemente, era um homem comum, tanto quanto os outros dois que foram crucificados com ele. De fato, por trás e acima das aparências, o condenado comum é “a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”. Tudo o que existe “foi criado por meio d’Ele e para Ele”. São Paulo ainda acrescenta: “em tudo Ele tem a primazia”. O letreiro da cruz, expressando zombaria, acabou sendo verdadeiro, não apenas em relação aos judeus, mas em relação ao mundo inteiro. Ele, Jesus, é o Senhor do Universo, o Senhor da História. Ele é Cristo Rei.

         No evangelho de hoje, os chefes judeus, os soldados, o povo e os dois ladrões, crucificados com Ele, zombavam-no, dizendo: “se és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo e a nós”. Ao que o outro ladrão retrucou: “nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.  Ao que Jesus respondeu: “em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. É este o nosso Rei Jesus: no tempo exato em que nos convertamos, Ele está de braços abertos para nos acolher. Nós acreditamos nisto?

         Em meu Comentário no início do Mês das Almas eu concluía, referindo-me à Festa de Cristo Rei, no último domingo do ano litúrgico, próprio para uma avaliação geral de nossas vidas, cuidando bem de nossa salvação já que, no próximo domingo, 27, já é o 1º dia do novo ano, reinício de uma vida nova na graça de Deus.

 

CONTATOS: leunamgomes@hotmail.com










sexta-feira, 18 de novembro de 2022

IDEIAS E NOTICIAS

 

TORCENDO POR UMA DEMOCRACIA

 EUDES DE SOUSA

A herança da formação histórica da educação é a primeira tentativa de explicação sobre a perversão social no Brasil. 

Os modelos educacionais, são os obstáculos para uma cultura democrática. Mas, agora, se torna de urgência urgentíssima que o discurso e o diálogo das instituições, em seus debates. torcerem por uma democracia verdadeira.

O  Brasil, infelizmente, ainda carrega uma perversidade intrínseca na sua herança social, do colonialismo que criou e continua mentindo, que torna nossa classe dominante enferma de descaso e de desigualdade.

Vemos  isto hoje no autoritarismo, na extrema-direita, cria um teatro de que o Brasil seja um país de direitos iguais para todos.

Pois bem, o povo sempre torcendo por uma política democrática  brasileira, dos que desejam a continuidade de uma política econômica neoliberal, privilegiando as regras do mercado livre e um individualismo eventualmente exacerbado. E os querem mudanças econômicas, uma nova política, baseada na democracia, com o fortalecimento educacional, sem  intolerância religiosa, sem  preconceito social e racial, e principalmente uma boa educação.

É neste cenário  de políticas sociais antagônicos, infelizmente os partidos se comportam sem nenhum compromisso.

Há os que apoiam políticas neoliberais e há os que querem mudanças, e o povo acaba votando em pessoas, influenciadas por mil e um interesses, menos pela disputa de um projeto para o País.

Para se ter uma consciência desta triste realidade da política brasileira, basta ver que no centro do palco, explodem as cenas de um país dividido, famílias  em litigio e amizades desfeitas, diante das paixões ideológicas e do ímpeto autoritário do neoliberalismo, em um delírio virtual, das mentiras, das violências e das intolerâncias religiosas, como os reguladores da relação entre o povo brasileiro.

Com se sabe, o Brasil explodiu nas manchetes de meio mundo como detentor da taça da mentira: campeão do Fake News.

Isto criou o nosso vexame planetário. No final das contas, tem a ver com o processo de lavagem cerebral, com uma ideologia salvacionista, espelhada no protecionismo cômodo de um cristianismo torto.

 

O que é que deu na gente, neste pleito? Será que o nosso capitalismo é o mais selvagem de todos? Nossos empresários, os maiores antidemocratas da História? Será que não temos cristianismos de verdade? Será que não dispomos de imprensa livre? Será que não encontramos explicação convincente para o calvário verde  e amarelo?

Busquei resposta em livros, ensaios, monografias, relatórios.    Nenhuma pista. Conversei com educadores, escritores, jornalistas, antropólogos, religiosos, juristas, cientistas políticos, e nada.

 Nenhuma justificativa para tanto ódio numa eleição, em um país, para escolher democraticamente o seu Presidente.

Como é que é? Temos um paradoxo como ponto de partida: a não aceitação da perda. Quem garante isso é o discurso  antidemocrático. O  Brasil ainda hospeda  o radicalismo histérico de uma resistência ignorante.

O problema é que a nossa herança política educacional não explica a nossa máquina preparada para destruir nossa autoestima.

Simplesmente porque ela está presente, com resíduos ainda mais pesados, com a barbárie do preconceito contra os Nordestinos, bicho do mato. Com certa predileção fanática    religiosa, o Brasil  de Deus, e o Brasil do diabo.

E deu o que deu.

Com a maioria do votos, a esquerda está novamente dentro do Planalto. Mas ficou de fora um pedaço de mau caminho que machuca e amedronta, com o samba de uma nota só:  não aceitam a perda. Isso é traço do nosso infantilismo político. É confortável jogar a culpa no comunismo, na Venezuela, na Cuba e no diabo e num ente tão supremo chamado  “urna”.

Parece que os índios eram bem mais práticos botavam a culpa no trovão. Mas, agora,  o perdedor mostra uma artilharia confusa de acusações que não foram provadas. Ainda  assim, centenas de brasileiros se deram as mãos em defesa de uma falsa filosofia de moralidade social, a pergunta que surge é: onde está verdade? A resposta é que o autoritarismo é uma tentativa de assassinato contra a democracia.

A verdade é que podemos lembra o filósofo John Sênior publicou o livro A morte da Cultura Cristã. Como os romanos do século IV, vemos os bárbaros tomarem o poder.

Mas nesta modernidade, o novo pleito brasileiro, os bárbaros não estão atacando o Brasil. São aqueles indivíduos que recusam sua própria natureza humana, têm vergonha de serem democráticos, não aceitam de fazerem parte de uma história, uma religião, uma língua, uma cultura, um nome, uma família. Recusam-se a aderir a uma democracia, querem pensar em si mesmos, sem respeitar a consciência nacional de identidade e liderança de centenas de brasileiros, que foram vitoriosos nas urnas eletrônica.

Neste contexto, não é difícil imaginar o filósofo Sêneca escrevendo algumas de suas receitas para o povo brasileiro, como o título: Ganhos e Perdas.

Caros amigos brasileiros,

“Viver em sociedade é, antes de tudo, aprender a perder sem sofrimento, vencer sem arrogância e a reagir sem violência. Assim como toda vitória não passa de uma ilusão diante da instabilidade que configura a realidade, pois as decisões humanas são terrenos fértil para a vaidade, a derrota também não pode ser uma autorização para legitimar atos de destruição”

Enfim, o povo brasileiro também precisa fazer sua parte, torcendo por uma democracia, respeitando o universo de culturas e religiões diferentes, seus representas do governo desenvolver programas que conscientize a população da importância da diversidades humanas, para assim buscar o bem comum. É divino.

EUDES SOUSA é Presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes, membro do Instituto Histórico e    Geográfico do Maranhão, jornalista, historiador e crítico literário.







sexta-feira, 11 de novembro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

Ex alunos do Seminário de Sobral  se reúnem neste final de Semana no Hotel Amuarama, em Fortaleza   -                               Edição de 12 de novembro de 2022.

Neste final de semana, no Hotel Amuarama, em Fortaleza, estarão reunidos ex-alunos do Seminário de Sobral em dois encontros muito interessantes.

No sábado, dia 12, reúnem-se aqueles que concluíram o Seminário Menor em 1962. Eram os Sextanistas. No ano seguinte estariam no Seminário Maior.

A festa de saída era muito celebrada e organizada pela turma que, no ano seguinte estaria no sexto ano.

Para celebrar os 60 anos daquela conclusão, em Sobral, os remanescentes decidiram reunir-se em um dia de encontro.

No dia seguinte, 13, estarão agregados aos demais alunos, denominados Betanistas, no XXI Encontro, tradicionalmente, organizado pelo colega Aguiar Moura.

Para o primeiro encontro, iniciativa dos colegas José Henrique Leal, Brisamor Aguiar Ximenes, José Armando Ponte Dias e Teoberto Landim, foi elaborada uma programação.

O Mons. Assis Rocha celebrará uma Missa em Ação de Graças. A seguir o Padre José Linhares comandará a Aula da Saudade.  

Para destacar o encontro, o Cientista Médico José Henrique brindou a turma com um excelente Soneto precedido por esta mensagem:

“Caros amigos da turma Seminário São José de Sobral,1957-1962, amanhã se inicia o nosso encontro comemorativo das bodas de diamante da conclusão da nossa trajetória no querido Casarão da Betânia.

Essa é para mim e para nós, todos os que participaram daquela turma, uma festa muito especial, um motivo de excepcional alegria.

Por ocasião de tão ilustre efeméride, para comemorá-la, em anexo apresento mais um soneto redigido para saudá-la.”

 

COLEGAS DE CLASSE DA BETÂNIA

 José Henrique Leal Cardoso

 

Oh tempo, que vais célere voando

sobre as datas do nosso calendário

te agradeço por que não vais levando

memórias que acalento no fadário.

 

E nelas vejo os muitos bons amigos

de velhos tempos, lá do seminário,

Abner, Leopoldo, em seus santos abrigos,

E Zé Armando, Gentil e Elisiário.

 

Também outros colegas meus de classe

nomes que declinar eu não preciso

mas lembro, qual se agora ainda os visse.

 

Oh tempo, para tão louca corrida!

Dá-me poder brindar com meus amigos

com calma e sem pesar de despedida!

                                                           Os colegas, da esquerda para a direita: Brisamor, José Henrique, José Gentil,                                               Elisiário Nobre, Leopoldo Mont´Alverne, José Abner e José Armando Dias.

                                                A CONFRATERNIZAÇÃO DOS SEXTANISTAS DE 1962  (Fotos Michele)                                                                                           
A programação de domingo, dia 13, começará com a celebração de uma Missa pelo Mons. Assis Rocha que foi contemporâneo de todos no Seminário de Sobral.

Mais de 50 ex-alunos estarão presentes. Muitos, acompanhados de suas respectivas esposas.

O ponto alto será o lançamento do livro AD LABOREM – Nossa caminhada profissional, sob a nossa organização, juntamente com o colega Aguiar Moura.

O livro tem a participação de 43 ex-alunos do Seminário de Sobral. Ali relatam  suas trajetórias profissionais, visto que todos já estão aposentados.

São profissionais que ocuparam as mais relevantes profissões: Professores, Geólogos, Engenheiros, Médicos, Veterinários, Farmacêuticos, Jornalistas, Agrônomos, Dentistas, Contadores, Advogados, Economistas Publicitário e Sacerdotes.

Para os encontros, vieram ex-Seminaristas que moram hoje em várias partes do país, onde ocupam vários cargos de relevância, conforme suas áreas de formação.

O médico Oftalmologista EDISON COSTA escreveu um comovente texto que reflete todo o seu carinho pelo Seminário da Betânia, em Sobral e pelo aprendizado para a vida que ali conseguiu.

Na oportunidade, serão lançados outros livros de autores betanistas: Juarez Leitão, Teoberto Landim, Valdeci Vasconcelos, Davi Helder Vasconcelos e outros.

No meio deles estarão os nossos: PROFESSOR COM PRAZER-Vivência e Convivência em Sala de Aula   e  o mais recente lançado: Guaraciaba do Norte: Nossas Ruas, Nossa História.

Meus Queridos amigos betanistas

Texto do Betanista Edison Costa, médico

É um privilégio para nós,  seminaristas da Betânia, estarmos reunidos  aqui , neste momento tão especial,  para celebrarmos festivamente

um passado,  glorioso  e inesquecível !

O tempo ligeiro passou tão rápido que hoje já fazemos parte de uma orgulhosa mocidade septuagenária!!

O desafio da vida é saber envelhecer!!!!

Os anos também têm os seus encantos!

 A minha saudação  de bom dia,

será feita de uma maneira muito  especial.

 Vou usar a frase, com que Cristo, saudava  as multidões nas sinagogas!  Vou pedir auxílio ao nosso sublime latim para saudá-los:

 Dominus vobiscum !!!

Et cum spiritu tuo!

 O latim é ouro, não enferruja, não se oxida !!

 Surfando nessa saudação,  faço também,  o acolhimento no meu coração,  de toda a irmandade   dos seminaristas da Betânia. 

 Gostaria de me apresentar:  sou Edison Costa, betanista da turma 64-67 ( jocosamente,  a turma que fechou o Seminário).

 No meu currículo, nada é mais relevante do que a minha formação ,  no Seminário da Betânia.

 Profissionalmente sou graduado em medicina, UFC, 1976, e continuo exercendo a especialidade de oftalmologia.

Sou casado há 46 anos, com uma sobralense do clã dos Linhares.  Tenho  3 filhos e 9 netos.

 Meus diletos amigos betanistas !

 Eu ,  não tenho  o dom,  da oratória   do Juarez Leitão, que arrebata grandes plateias , com discursos eletrizantes e empolgantes.

 Mas aqui  estou eu, diante de vocês, amigos fraternos , dilacerando a minha timidez,  para falar de gratidão.

 Um sentimento tão nobre e tão ausente em nossas vidas!

 Gostaria de agradecer, ao Seminário da Betânia, que me acolheu, que me adotou , e que me educou para a vida.

Tenho belas e incontáveis,  pequenas e grandes recordações, dos muitos bons momentos, vividos no casarão da Betânia, que me marcaram para sempre:

“ detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes para esquecer”.

 A nossa vivência,  no Seminário da Betânia, trouxe para a nossa vida adulta , uma saudade eterna,  uma gratidão profunda , uma formação humanística,  ética e profissional, de primeira linha, um respeitoso cumprimento à obediência  dos ensinamentos de Cristo,  e uma amizade saudosista, que alimentamos ao longo dos anos, e hoje nas paredes asas do WhatsApp, por onde estamos sempre nos comunicando.

 A gratidão deve fazer parte da nossa alma!!!

 Betânia,  a mais doce lembrança da minha adolescência!!

Mais uma vez, meu muito obrigado a Deus , pelo chamado ao Seminário. Aos  meus mestres , professores queridos,  que além de me ensinarem as disciplinas escolares , me ensinaram as disciplinas da vida.

 Ao padre Zé Linhares, nosso reitor, uma mente brilhante, com uma inquestionável capacidade administrativa, o meu mais profundo e eterno agradecimento.

 Ao meu querido padre Sadoc, também nosso reitor, o meu especial carinho, a  minha admiração, e o meu eterno reconhecimento por  ter aceito o convite, para ser meu padrinho de crisma o que me foi um prazer, uma honra e um privilégio. A ele  peço  a sua  benção!!!

 Aos demais padres, pessoas de ouro de Deus, todo o meu agradecimento, por terem participado  da formatação dos meus passos, para  os desafios da vida!!

 Gostaria   também de agradecer aos funcionários  da Betânia , sempre amigos e prestativos, e ao  patronato das irmãs, segundo dizem, fonte de paixões idílicas, para alguns seminaristas.

 Que possamos replicar,  para os nossos descendentes, a beleza dos ensinamentos, que recebemos  no casarão da Betânia.

 Nada é mais forte, do que uma   alma unida a Deus , e nenhum homem está isento da sua história !!!!

E a nossa história nos uniu a Deus!!!

Um grande abraço, a cada betanista.

E que Deus continue nos abençoando!!!!

Minha saudação final, também em latim, tem na nossa resposta  um significado especial:

-BENEDICAMUS DOMINO !!

-Deo gratias

Eu ainda tenho 5 segundos que vou usá-los para dizer   MUITO OBRIGADO !!



Hoje, por pura e oportuna coincidência, remexendo guardados, encontro esta Memória da Betânia que, aliás, tinha enviado a um Encontro de Betanistas no século passado, ao qual eu não podia comparecer por estar, à altura, iniciando o cumprimento de uma bolsa de pesquisa e conferências no Departamento de Ciências sociais da Universidade de Cambridge.

MEMÓRIA DA BETÂNIA

 Aquelas sólidas paredes

bem que nos davam segurança

aqueles grandes corredores

ainda estão a recolher

os nossos passos  onde quer 

que ainda andemos pelo mundo.

Aquele pátio e os oitizeiros...

Ah! Deus! Meus velhos oitizeiros!

Darei a vida por que vivam

e matarei quem os matar!

Meus oitizeiros tão amigos

hão de acolher-me ainda um dia!

Nossa capela inolvidável!...

Meditações de padre Osvaldo,

José Linhares, padre Lira, 

padre Albani, padre Moésia:

palavras sábias, piedosas,

com coração mas com razão!

Recreação... Quanta algazarra

de adolescentes! Quanta graça

de juventude tão sadia!

Nossa Algazarra ao refeitório!

Porém, silêncio o mais sagrado

em nosso vasto dormitório!

Sinto terrível comoção

ao ver, agora, salas de aula

onde era nosso dormitório,

o nosso vasto dormitório!

Gritei a alunos imbecis

pelo respeito a esses lugares...

Eram Latim e Matemática

nossas maiores aridezes;

mas o perigo era maior

na História, com o padre Edson:

pois eram seus próprios sobrinhos

reprovados pelo titio!

Prefeito... Quem não foi? Quem foi?

Eu fui prefeito dos Menores...

Tive essa graça, ali passando!

Tudo foi graça, ali passando!

Ali, moldou-se outra família,

esses irmãos que somos nós! 

                               F.J.LOYOLA RODRIGUES












COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...